{"id":96641,"date":"2014-03-26T01:25:48","date_gmt":"2014-03-26T01:25:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=96641"},"modified":"2014-03-26T01:27:27","modified_gmt":"2014-03-26T01:27:27","slug":"o-jogo-pesado-tirar-petrobras-de-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2014\/03\/o-jogo-pesado-tirar-petrobras-de-campo\/","title":{"rendered":"O jogo pesado: tirar a Petrobras de campo"},"content":{"rendered":"<p>O caso Pasadena pode ser tudo menos aquilo que alardeia a sofreguid\u00e3o conservadora. O alvo \u00e9: espetar na Petrobras a prova da presen\u00e7a do Estado na economia.<\/p>\n<p>por: Saul Leblon do Portal Carta Maior<\/p>\n<p>O caso Pasadena pode ser tudo menos aquilo que alardeia a sofreguid\u00e3o conservadora.<\/p>\n<p>Pode ser o resultado de um ardil inserido em um parecer t\u00e9cnico capcioso. Pode ser fruto de um rev\u00e9s de mercado imposs\u00edvel de ser previsto, decorrente da transi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel da economia mundial; pode ser ainda \u2013tudo indica que seja&#8211; a evid\u00eancia ostensiva da necessidade de se repensar um crit\u00e9rio mais democr\u00e1tico para o preenchimento de cargos nas diferentes instancias do aparelho de Estado.<\/p>\n<p>Pode ser um mosaico de todas essas coisas juntas.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o corrobora justamente aquela que \u00e9 a mensagem impl\u00edcita na fuzilaria conservadora nos dias que correm.<\/p>\n<p>Qual seja, a natureza prejudicial da presen\u00e7a do Estado na luta pelo desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Transformar a hist\u00f3ria de sucesso da Petrobr\u00e1s em um desastre de propor\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias \u00e9 o passaporte para legitimar a agenda conservadora nas elei\u00e7\u00f5es de 2014.<\/p>\n<p>Ou n\u00e3o ser\u00e1 exatamente o martelete contra o \u2018anacronismo intervencionista do PT\u2019 que interliga as entrevistas e an\u00e1lises de formuladores e bajuladores das candidaturas A\u00e9cio &amp; Campos? (saiba mais em \u00a0\u2018<a href=\"http:\/\/bit.ly\/1kJu0tD\" target=\"_blank\">Quem vai mover as turbinas do Brasil?<\/a>\u2019)<\/p>\n<p>Pelas caracter\u00edsticas de escala e efici\u00eancia, ademais da esmagadora taxa de \u00eaxito que lhe \u00e9 creditada \u2013 uma das cinco maiores petroleiras do planeta, respons\u00e1vel pela descoberta das maiores reservas de petr\u00f3leo do s\u00e9culo XXI&#8211; a Petrobr\u00e1s figura como uma costela de pirarucu engasgada na goela do mercadismo local e internacional.<\/p>\n<p>Ao propiciar ao pa\u00eds n\u00e3o apenas a autossufici\u00eancia, mas a escala de descobertas que encerram o potencial de um salto tecnol\u00f3gico, capaz de contribuir para o impulso industrializante de que carece o parque fabril do pa\u00eds, a Petrobr\u00e1s reafirma a relev\u00e2ncia insubstitu\u00edvel da presen\u00e7a estatal na ordena\u00e7\u00e3o da economia brasileira.<\/p>\n<p>Estamos falando de uma ferramenta da luta pelo desenvolvimento. N\u00e3o de um conto de fadas.<\/p>\n<p>H\u00e1 problemas.<\/p>\n<p>A empresa tem arcado com sacrif\u00edcios equivalentes ao seu peso no pa\u00eds.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos a Petrobr\u00e1s vende gasolina e diesel por um pre\u00e7o 20% inferior ao que paga no mercado mundial.<\/p>\n<p>Tudo indica que a cota de contribui\u00e7\u00e3o para mitigar as press\u00f5es inflacion\u00e1rias decorrentes de choques externos e intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas tenha chegado ao limite.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o impediu que a estatal fechasse 2013 como a petroleira que mais investe no mundo: mais de US$ 40 bilh\u00f5es\/ano: o dobro da m\u00e9dia mundial do setor.<br \/>\nAdemais, ela \u00e9 campe\u00e3 mundial no decisivo quesito da prospec\u00e7\u00e3o de novas reservas.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros retrucam o jogral do \u2018Brasil que n\u00e3o deu certo\u2019.<\/p>\n<p>O pr\u00e9-sal j\u00e1 produz 405 mil barris\/dia.<\/p>\n<p>Em quatro anos, a Petrobras estar\u00e1 extraindo 1 milh\u00e3o de barris\/dia da Bacia de Campos.<\/p>\n<p>At\u00e9 2017, ela vai investir US$ 237 bilh\u00f5es; 62% em explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. Em 2020, ser\u00e3o 2,1 milh\u00f5es de barris\/dia.<\/p>\n<p>Praticamente dobrando para 4 milh\u00f5es de barris\/dia a produ\u00e7\u00e3o brasileira atual.<\/p>\n<p>O conjunto explica o interesse dos investidores pela petroleira verde-amarela que est\u00e1 sentada sobre uma poupan\u00e7a bruta formada de 50 bilh\u00f5es de barris do pr\u00e9-sal.<\/p>\n<p>Mas pode ser o dobro disso; os investidores sabem do que se trata e com quem est\u00e3o falando.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas semanas, ao captar US$ 8,5 bi no mercado internacional, a Petrobr\u00e1s obteve oferta de recursos em volume quase tr\u00eas vezes superior a sua demanda.<\/p>\n<p>O marco regulador do pr\u00e9-sal &#8211;aprovado com a oposi\u00e7\u00e3o de quem agora agita a bandeira da defesa da estatal\u2013- instituiu o regime de partilha e internalizou o comando de todo o processo tecnol\u00f3gico, log\u00edstico, industrial, comercial e financeiro da explora\u00e7\u00e3o dessa riqueza.<\/p>\n<p>Todos os contratados assinados nesse \u00e2mbito passam a incluir cl\u00e1usula obrigat\u00f3ria de conte\u00fado nacional nas compras, da ordem de 50%\/60% , pelo menos.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o ponto de muta\u00e7\u00e3o da riqueza do fundo do mar em prosperidade na terra.<\/p>\n<p>Toda uma cadeia de equipamentos, m\u00e1quinas, log\u00edstica, tecnologia e servi\u00e7os diretamente ligados, e tamb\u00e9m externos, ao ciclo do petr\u00f3leo ser\u00e1 alavancada nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>O conjunto pode fazer do Brasil um grande exportador industrial inserido em cadeias globais de suprimento e inova\u00e7\u00e3o \u2013justamente o que falta ao f\u00f4lego do seu desenvolvimento no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>\u00c9 o oposto do projeto subjacente ao torniquete de manipula\u00e7\u00e3o e engessamento que se forma em torno da empresa nesse momento.<\/p>\n<p>Para agenda neoliberal n\u00e3o faz diferen\u00e7a que o Brasil deixe de contar com uma alavanca industrializante com as caracter\u00edsticas reunidas pela Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Pode ser at\u00e9 bom.<\/p>\n<p>O peso de um gigante estatal na economia atrapalha a \u2018ordem natural das coisas\u2019 inerente \u00e0 din\u00e2mica dos livres mercados, desabafa a l\u00f3gica conservadora.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que se fosse depender da \u2018ordem natural das coisas\u2019 o Brasil seria at\u00e9 hoje um enorme cafezal, sem problemas de congestionamento ou superlota\u00e7\u00e3o nos aeroportos, para felicidade de nove entre dez colunistas isentos.<\/p>\n<p>Toda a industrializa\u00e7\u00e3o pesada brasileira, por exemplo \u2013que distingue o pa\u00eds como uma das poucas economias em desenvolvimento dotada de capacidade de se auto-abastecer de m\u00e1quinas e equipamentos\u2014 n\u00e3o teria sido feita.<\/p>\n<p>Ela representou uma t\u00edpica descontinuidade na \u2018ordem natural das coisas\u2019.<\/p>\n<p>A escala e a centraliza\u00e7\u00e3o de capital necess\u00e1rias a esse salto estrutural da economia n\u00e3o se condensam espontaneamente em um pa\u00eds pobre.<\/p>\n<p>Num mercado mundial j\u00e1 dominado por grandes corpora\u00e7\u00f5es monopolistas nessa \u00e1rea e em outras, esse passo, ou melhor, essa ruptura, seria inconceb\u00edvel sem forte interven\u00e7\u00e3o estatal no processo.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, sem um banco de desenvolvimento como o BNDES, demonizado pelo conservadorismo, a ind\u00fastria e a economia como um todo ficariam comprometidos pela aus\u00eancia de um sistema financeiro de longo prazo, compat\u00edvel com projetos de maior f\u00f4lego.<\/p>\n<p>Do ponto de vista conservador, o financiamento indutor do Estado, a exemplo do protecionismo tarif\u00e1rio \u00e0 ind\u00fastria nascente \u2013impl\u00edcito nas exig\u00eancias de conte\u00fado nacional no pr\u00e9-sal&#8211; apenas semeiam distor\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os e inefici\u00eancia no conjunto da economia.<\/p>\n<p>\u00c9 melhor baixar as tarifas drasticamente; deixar aos mercados a decis\u00e3o sobre quem subsistir\u00e1 e quem perecer\u00e1 para ceder lugar \u00e0s importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O corol\u00e1rio dessa vis\u00e3o foi o ciclo de governos do PSDB, quando se privatizou, desregulou e se reduziu barreiras \u00e0 entrada e sa\u00edda de capitais.<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s resistiu.<\/p>\n<p>Em 1997, at\u00e9 um novo batismo fora providenciado para lubrificar a opera\u00e7\u00e3o de fatiamento e venda dos seus ativos aos peda\u00e7os.<\/p>\n<p>N\u00e3o seu.<\/p>\n<p>Dez anos depois, em 2007, essa resist\u00eancia ganharia um fortificante ainda mais indigesto aos est\u00f4magos conservadores, com a descoberta e regula\u00e7\u00e3o soberana das reservas do pr\u00e9 \u2013sal.<\/p>\n<p>Num certo sentido, a arquitetura de explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal avan\u00e7a um novo degrau na hist\u00f3ria da industrializa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Mais que isso, esbo\u00e7a um modelo.<\/p>\n<p>Se a empresa privada nacional n\u00e3o tem escala, nem capacidade tecnol\u00f3gica para suprir as demandas do desenvolvimento, uma estatal pode \u2013como o faz a Petrobras &#8211; instituir prazos e definir garantias de compra que de certa forma tutelem a iniciativa privada deficiente.<\/p>\n<p>Dando-lhe encomendas para se credenciar ao novo ciclo de expans\u00e3o do pa\u00eds \u2013e at\u00e9 mesmo operar em escala global, inserindo-se nas grandes cadeias da ind\u00fastria petroleira.<\/p>\n<p>A outra alternativa seria bombear a receita petroleira diretamente para fora do pa\u00eds, vendendo o \u00f3leo bruto.<\/p>\n<p>E renunciar assim aos m\u00faltiplos de bilh\u00f5es de d\u00f3lares de royalties que v\u00e3o irrigar o fundo do pr\u00e9-sal e com ele a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica das futuras gera\u00e7\u00f5es de crian\u00e7as e jovens do Brasil.<\/p>\n<p>Ou ent\u00e3o vazar impulsos industrializantes para encomendas no exterior , sem expandir polos tecnol\u00f3gicos, sem engatar cadeias de equipamentos, nem elevar \u00edndices de nacionaliza\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio de empregos e receitas locais.<\/p>\n<p>A paralisia atual da industrializa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 um problema real que afeta todo o tecido econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Asfixiada durante tr\u00eas d\u00e9cadas pelo c\u00e2mbio valorizado e pela concorr\u00eancia chinesa, a ind\u00fastria brasileira de transforma\u00e7\u00e3o perdeu elos importante, em diferentes cadeias de fornecimento de insumos e implementos.<\/p>\n<p>A atrofia \u00e9 progressiva.<\/p>\n<p>O PIB cresceu em m\u00e9dia 2,8% entre 1980 e 2010; a ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o cresceu apenas 1,6%, em m\u00e9dia. Sua fatia nas exporta\u00e7\u00f5es recuou de 53%, entre 2001-2005, para 47%, entre 2006-2010 .<\/p>\n<p>O mais preocupante \u00e9 o recheio disso.<\/p>\n<p>Linhas e f\u00e1bricas inteiras foram fechadas. Clientes passaram a se abastecer no exterior. Fornecedores se transformaram em importadores.<\/p>\n<p>Empregos industriais foram eliminados; o padr\u00e3o salarial do pa\u00eds foi afetado, para pior.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel interromper essa sangria, com juros subsidiados, incentivos, desonera\u00e7\u00f5es, protecionismo e ajuste do c\u00e2mbio, como est\u00e1 sendo feito pelo governo.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 muito dif\u00edcil reverter buracos consolidados.<\/p>\n<p>O dinamismo que se perdeu teria que ser substitu\u00eddo por um gigantesco esfor\u00e7o de inova\u00e7\u00e3o e redesenho fabril, a um custo que um pa\u00eds em desenvolvimento dificilmente poderia arcar.<\/p>\n<p>Exceto se tivesse em seu horizonte a explora\u00e7\u00e3o centralizada e soberana, e o refino correspondente, das maiores jazidas de petr\u00f3leo descobertas no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>Esse trunfo avaliza a possibilidade de se colocar a reindustrializa\u00e7\u00e3o como uma resposta pol\u00edtica do Estado brasileiro \u00e0 crise mundial.<\/p>\n<p>Nada disso pode ser feito sem a Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Tir\u00e1-la do campo em que se decide o futuro do Brasil: esse \u00e9 o jogo pesado que est\u00e1 em curso no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso Pasadena pode ser tudo menos aquilo que alardeia a sofreguid\u00e3o conservadora. 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