{"id":963166,"date":"2019-11-04T17:49:04","date_gmt":"2019-11-04T17:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=963166"},"modified":"2019-11-04T17:49:04","modified_gmt":"2019-11-04T17:49:04","slug":"as-facetas-do-genocidio-parte-2-o-expansionismo-estadunidense-durante-o-seculo-xix-entrevista-com-ricardo-amarante-turatti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/11\/as-facetas-do-genocidio-parte-2-o-expansionismo-estadunidense-durante-o-seculo-xix-entrevista-com-ricardo-amarante-turatti\/","title":{"rendered":"As facetas do genoc\u00eddio \u2013 parte 2: O expansionismo estadunidense durante o s\u00e9culo XIX  &#8211;  entrevista com Ricardo Amarante Turatti"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" align=\"justify\">Na segunda entrevista da s\u00e9rie \u201cAs facetas do genoc\u00eddio\u201d, conversamos com Ricardo Amarante Turatti. Ricardo \u00e9 bacharel, licenciado, mestre e doutor em hist\u00f3ria pela UNICAMP; no doutorado, realizou per\u00edodo sandu\u00edche na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Desde a inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 orientado por um dos mais <span style=\"color: #000000;\">conceituados<\/span> americanistas brasileiros, mas que acabou ganhando fama por outras raz\u00f5es \u2013 o professor Leandro Karnal. Ele tem como temas de pesquisa as pol\u00edticas indigenistas estadunidenses e identidade latino-americana na literatura. Aqui, falaremos um pouco sobre a identidade diplom\u00e1tica estadunidense, como esta identidade acabou por levar os EUA a avan\u00e7ar suas fronteiras e como este \u00edmpeto acabou por provocar genoc\u00eddios.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Felipe Honorato: H\u00e1 pouco tempo, tive contato com o livro \u201cA identidade internacional do Brasil e a pol\u00edtica externa brasileira\u201d, de Celso Lafer. Nele, Celso Lafer tra\u00e7a um perfil do \u201ceu diplom\u00e1tico\u201d brasileiro, identificando as \u201cfor\u00e7as profundas\u201d que norteiam o car\u00e1ter da diplomacia nacional e mostrando a enorme influ\u00eancia que o Bar\u00e3o do Rio Branco tem \u2013 ou, ao menos, tinha \u2013 dentro do modus operandi do Itamaraty. Voc\u00ea poderia, por favor, tra\u00e7ar o perfil diplom\u00e1tico dos Estados Unidos da Am\u00e9rica?<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">Ricardo Amarante Turatti: O perfil diplom\u00e1tico estadunidense possui algumas peculiaridades que o podem diferenciar tanto da tradi\u00e7\u00e3o brasileira quanto da europeia, peculiaridades estas que se acentuam conforme a import\u00e2ncia do pa\u00eds no cen\u00e1rio internacional se acentua. Para tra\u00e7ar de forma sucinta esse perfil, posso dizer que existe uma influ\u00eancia europeia \u2013 principalmente inglesa e francesa \u2013 sobre figuras de proa do processo de independ\u00eancia, mais notadamente sobre Benjamin Franklin, talvez o mais importante mentor intelectual da separa\u00e7\u00e3o entre as Treze Col\u00f4nias da Am\u00e9rica do Norte e sua metr\u00f3pole, a Inglaterra. Franklin atuou como diplomata ainda no per\u00edodo colonial, e, posteriormente \u00e0 independ\u00eancia, foi nomeado como o primeiro embaixador dos rec\u00e9m-nascidos Estados Unidos na Fran\u00e7a. Outro dos <i>founding fathers<\/i>, Alexander Hamilton, que depois viria a ser o primeiro Secret\u00e1rio do Tesouro, tamb\u00e9m possu\u00eda experi\u00eancia internacional, tendo nascido inclusive em Charlestown, na Am\u00e9rica Central. Dessas influ\u00eancias tradicionais, extrai-se uma perspectiva universalista de rela\u00e7\u00f5es entre povos de diferentes nacionalidades: as tratativas sempre s\u00e3o guiadas por valores considerados universais, ou seja, absolutos e pass\u00edveis de funcionamento e sentido para qualquer tipo de popula\u00e7\u00e3o ou contexto social. Valores como cidadania, democracia e rep\u00fablica \u2013 de acordo com o aspecto que esses conceitos tomaram nos Estados Unidos \u2013 s\u00e3o tratados como medidas definitivas de raz\u00e3o pol\u00edtica e de bons rumos sociais. Partindo disso, n\u00e3o \u00e9 um passo muito longo para que esses valores sejam propagandeados nas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas. Espera-se que, internamente, siga-se um modelo de comportamento, sacramentado no s\u00e9culo XIX pela figura rom\u00e2ntica do <i>self-made man<\/i> estadunidense. Culturas e pr\u00e1ticas econ\u00f4micas diferentes deveriam se adequar, enfim, deveriam se assimilar aos padr\u00f5es WASP (white, anglo-saxon, protestant). Esse modelo, a partir do processo de expans\u00e3o territorial dos Estados Unidos, passa cada vez mais a ser propagandeado a outras na\u00e7\u00f5es e, em diversos casos, acaba por ser imposto por meio de viol\u00eancia simb\u00f3lica, viol\u00eancia f\u00edsica ou influ\u00eancia pol\u00edtico-diplom\u00e1tico-ideol\u00f3gica. A partir de 1815, p\u00f3s-Congresso de Viena, quando a Europa come\u00e7a a se organizar diplomaticamente para o que seria o per\u00edodo do imperialismo e da retomada do colonialismo, os Estados Unidos direciona sua pol\u00edtica externa no sentido de evitar uma interfer\u00eancia europeia no continente americano, falando claramente contra um retorno de rela\u00e7\u00f5es coloniais. Isso \u00e9 o que foi conhecido como Doutrina Monroe, defendida pelo presidente James Monroe e expressa pelo slogan \u201cA Am\u00e9rica para os americanos\u201d. Por\u00e9m, n\u00e3o havendo interfer\u00eancia colonial europeia, uma nova pot\u00eancia em constru\u00e7\u00e3o surge como uma esp\u00e9cie de guia autonomeado para os demais pa\u00edses americanos: os Estados Unidos. O perfil diplom\u00e1tico que se encontra presente at\u00e9 os dias de hoje come\u00e7a a se consolidar nesse momento, quando os valores considerados universais que mencionei anteriormente come\u00e7am a ser impostos com press\u00e3o pol\u00edtica, apagamento cultural, propaganda ilus\u00f3ria ou com a for\u00e7a militar. Em finais do s\u00e9culo XIX, momento de expans\u00e3o imperialista e colonial, a diplomacia estadunidense come\u00e7ou a ser conduzida cada vez mais em conjunto com as for\u00e7as militares \u2013 pr\u00e1tica que os nativo-americanos j\u00e1 haviam testemunhado h\u00e1 um pouco mais de tempo &#8211; como ocorreu em Cuba e nas Filipinas. Nesse momento j\u00e1 se define o perfil autorit\u00e1rio, crente em tradi\u00e7\u00f5es universais e mitos rom\u00e2nticos que rege a diplomacia e a din\u00e2mica cultural dos Estados Unidos. Quando se invade o Iraque falando em instaura\u00e7\u00e3o da democracia e em preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a mundial \u2013 todos ainda devem se lembrar das armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa de Saddam Hussein que at\u00e9 hoje n\u00e3o foram encontradas \u2013 ainda se ouvem ecos do presidente Theodore Roosevelt recomendando que se negocia com na\u00e7\u00f5es estrangeiras de modo sereno, mas sempre com um \u201cbig stick\u201d \u00e0 m\u00e3o. \u00c9 a pol\u00edtica e a diplomacia do grande porrete. Pode ser atenuada ou ressaltada, dependendo de quem ocupa a Casa Branca, mas n\u00e3o conhe\u00e7o momento algum em que tenha sido totalmente interrompida.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">FH: Agora, gostaria que comentasse um pouco sobre o conceito de fronteira de Frederick Turner e sobre o quanto este conceito influenciou a forma\u00e7\u00e3o do \u201ceu diplom\u00e1tico\u201d estadunidense.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: O \u201ceu diplom\u00e1tico\u201d estadunidense \u00e9 calcado na figura do homem comum que faz o seu destino, defendido por Turner como a express\u00e3o da identidade do indiv\u00edduo estadunidense. Essa elabora\u00e7\u00e3o do <i>self-made man<\/i> e do seu papel desbravador na constru\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos aparece na tese da fronteira de Frederick Jackson Tuner. Turner, um historiador do estado do Wisconsin, em 1893 trouxe \u00e0 tona o seu ensaio <i>The Significance of the Frontier in American History<\/i>, obra seminal para a historiografia estadunidense. No texto, que assombraria toda a carreira acad\u00eamica de Turner, o autor defende que o final do s\u00e9culo XIX viu o fechamento da fronteira nos Estados Unidos: ou seja, o gigante da Am\u00e9rica do Norte j\u00e1 havia se expandido por toda a extens\u00e3o territorial entre os Oceanos Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico. Seria, ent\u00e3o, o final de uma primeira etapa na hist\u00f3ria do pa\u00eds, essencialmente definida pela fronteira e pela expans\u00e3o territorial. O car\u00e1ter espec\u00edfico do homem estadunidense, e a constru\u00e7\u00e3o social do pa\u00eds, teria sido formado a partir das diversas ondas de esgar\u00e7amento da fronteira. Se fizermos um paralelo entre o conceito de uma identidade estadunidense avan\u00e7ando como ondas expansionistas em uma fronteira sempre em marcha e o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, pode-se vislumbrar a pr\u00e1tica de imposi\u00e7\u00e3o cultural e pol\u00edtica que essa vis\u00e3o rom\u00e2ntica sobre a forma\u00e7\u00e3o nacional proposta por Turner acabou por impulsionar. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX o cientificismo racista estava em alta, juntamente com a contraposi\u00e7\u00e3o entre civiliza\u00e7\u00e3o e a barb\u00e1rie. Se a fronteira, construtora do car\u00e1ter estadunidense, expande-se at\u00e9 o Pac\u00edfico, ela leva consiga valores tratados como t\u00edpicos da civiliza\u00e7\u00e3o, valores ligados \u00e0 cultura dos Estados Unidos e tamb\u00e9m com diretrizes pol\u00edticas e diplom\u00e1ticas pr\u00f3prias de seu governo. Culturas e pr\u00e1ticas que divergem desses valores s\u00e3o enquadradas na categoria de b\u00e1rbaros, atrasados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 marcha fronteiri\u00e7a do progresso, e devem se adaptar, caso contr\u00e1rio desaparecer\u00e3o. Pensando em escala internacional, n\u00e3o \u00e9 um tra\u00e7o cultural t\u00e3o distinto do demonstrado por negocia\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas \u2013 seguidas por vezes de interven\u00e7\u00f5es militares \u2013 vistas ao longo do s\u00e9culo XIX e XX. Ou o \u201coutro\u201d \u2013 significando aqui o n\u00e3o-estadunidense \u2013 aceita e se adapta ao conceito de civiliza\u00e7\u00e3o, indiv\u00edduo e sociedade nos moldes dos Estados Unidos, ou sofre consequ\u00eancias que envolvem hostilidades, para dizer o m\u00ednimo.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">FH: A Marcha para o Oeste \u00e9 fruto dessa mentalidade diplom\u00e1tica estadunidense e da influ\u00eancia do pensamento de Turner? conte mais sobre este evento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: A Marcha \u00e9 muito mais fruto das din\u00e2micas culturais e, por consequ\u00eancia, diplom\u00e1ticas, dos Estados Unidos do que do pensamento de Turner. Como Turner escreve seu ensaio no final do s\u00e9culo XIX, ele foi um autor que refletiu e propagou as no\u00e7\u00f5es que guiaram a Marcha para o Oeste, mas que formou seu pensamento em um momento que o Oeste j\u00e1 havia sido \u201cconquistado\u201d, ou seja, a fronteira estadunidense j\u00e1 havia chegado ao Oceano Pac\u00edfico e os interesses pol\u00edticos do pa\u00eds j\u00e1 se voltavam para interfer\u00eancias imperialistas em outras na\u00e7\u00f5es. A mitifica\u00e7\u00e3o, impulsionada por Turner, influenciou a cultura dos Estados Unidos at\u00e9 para al\u00e9m da metade do s\u00e9culo XX. A figura do <i>cowboy<\/i> desbravador do territ\u00f3rio em filmes de faroeste come\u00e7a a ser questionada apenas em meados do s\u00e9culo passado. Para descrever o evento hist\u00f3rico que foi a Marcha para o Oeste, precisamos relembrar que, logo ap\u00f3s a independ\u00eancia, o territ\u00f3rio dos Estados Unidos era restrito \u00e0s treze col\u00f4nias originais, ocupando apenas uma faixa de terra \u00e0 leste. J\u00e1 no final do s\u00e9culo XVIII e, mais rapidamente, no s\u00e9culo XIX, o pa\u00eds se expandiu de forma vertiginosa, incorporando territ\u00f3rios por diversos meios: aquisi\u00e7\u00e3o, tratados diplom\u00e1ticos ou conquistas por meio de guerras. Alguns exemplos: o territ\u00f3rio da Lousiana, propriedade francesa, foi adquirida pelos Estados Unidos em 1803; os atuais estados do Texas, do Novo M\u00e9xico e da Calif\u00f3rnia foram incorporados pelo Tratado de Guadalupe-Hidalgo, ap\u00f3s tr\u00eas anos de guerra com o M\u00e9xico, entre 1845 e 1848. Em meados do s\u00e9culo XIX, o territ\u00f3rio estadunidense j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o distinto de como o conhecemos hoje, o que significa uma expans\u00e3o brutal em menos de um s\u00e9culo. Por\u00e9m, havia diversas regi\u00f5es pouco exploradas, pouco habitadas ou ocupadas por popula\u00e7\u00f5es nativas ou pertencentes a outros grupos minorit\u00e1rios. A Marcha para o Oeste consiste na explora\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o dessas terras, representando um tra\u00e7o cultural e pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m uma necessidade econ\u00f4mica de crescimento nas formas de produ\u00e7\u00e3o e na explora\u00e7\u00e3o da terra. O movimento se torna mais intenso ap\u00f3s a descoberta de ouro no vale californiano de Sacramento, em 1848, o que impulsiona pessoas em busca de min\u00e9rios, territ\u00f3rios para se cultivar e tamb\u00e9m grupos em busca de novas oportunidades de vida. Esse deslocamento \u00e9 representado culturalmente pelos filmes e pela literatura de faroeste, termo em portugu\u00eas derivado de <i>far west<\/i> \u2013 Velho Oeste. Em ingl\u00eas se diz <i>western<\/i>, ou seja, algo relacionado ao Oeste. Com o final da marcha, diz-se que o Oeste est\u00e1 conquistado, e o territ\u00f3rio, ocupado. Retomando Turner, pensador essencial para que os Estados Unidos formassem uma consci\u00eancia hist\u00f3rica t\u00e3o autocentrada e pouco flex\u00edvel como a que exibe at\u00e9 os dias atuais, declara-se o fechamento da fronteira juntamente com a conquista dos territ\u00f3rios do Oeste. O que essa narrativa m\u00edtica e teleol\u00f3gica da expans\u00e3o territorial deixa em segundo plano s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es que ocupavam os territ\u00f3rios conquistados. Nativos, ex-escravos, grupos oriundos de outros pa\u00edses, entre outros, n\u00e3o se encaixam nos moldes do <i>frontiersman<\/i> e do <i>self-made man<\/i>. \u00c9 bastante comum, em diversos filmes de faroeste, e em romances como <i>The Pioneers<\/i>, de James Fenimore Cooper, serem narradas hist\u00f3rias de caravanas de migrantes sendo atacadas por grupos ind\u00edgenas hostis e violentos. Para al\u00e9m dos epis\u00f3dios reais de conflitos entre colonos \u2013 tradu\u00e7\u00e3o aproximada e um tanto quanto imprecisa do ingl\u00eas <i>settlers<\/i> \u2013 e nativos, essa representa\u00e7\u00e3o diz algo muito claro e r\u00edspido: a marcha para o Oeste \u00e9 a marcha do progresso, do bom cidad\u00e3o americano comum, aquele que vence pelo pr\u00f3prio esfor\u00e7o; os ind\u00edgenas que atacam essa expans\u00e3o s\u00e3o selvagens que logo ser\u00e3o eliminados por esse caminhar civilizat\u00f3rio. Ideias e simbolismos t\u00e3o medonhos como esse aparecem tamb\u00e9m em um filme cl\u00e1ssico, <i>Stagecoach<\/i> (<i>No Tempo das Dilig\u00eancias<\/i>), de 1939, no qual uma dilig\u00eancia, representando um microcosmo da sociedade estadunidense, \u00e9 atacada pelos apaches de Geronimo. John Wayne, interpretando Ringo Kid, um dos passageiros da dilig\u00eancia, os combate com seu rifle Winchester. O progresso vem com tiros. O Oeste foi conquistado \u00e0 bala, com uma pilha de corpos semeando as paisagens des\u00e9rticas do Meio-Oeste e as belas pradarias estadunidenses.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><b>FH<\/b>: E quais foram as consequ\u00eancias da Marcha para o Oeste para as popula\u00e7\u00f5es nativo-americanas? Podemos falar de genoc\u00eddio neste processo?<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: As consequ\u00eancias para os nativos foram o deslocamento populacional, uma s\u00e9rie de massacres e de viol\u00eancias diversas, um processo de pauperiza\u00e7\u00e3o e uma constru\u00e7\u00e3o de redes de depend\u00eancia entre na\u00e7\u00f5es nativas e o Estado marcadas pelo paternalismo. Caso pensemos de forma mais complexa e ponderada, podemos mencionar tamb\u00e9m nativos que acabaram se assimilando for\u00e7osamente ou voluntariamente \u00e0 sociedade estadunidense, adotando pr\u00e1ticas que n\u00e3o eram originariamente suas. O conceito de autonomia nativa \u00e9 minado e cada vez se torna mais imposs\u00edvel de ser posto em pr\u00e1tica. Olhando de forma macrosc\u00f3pica, observa-se uma marcha em dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas ao Oeste, mas tamb\u00e9m em dire\u00e7\u00e3o ao etnoc\u00eddio, ao fim de culturas, seja por meio da elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou da assimila\u00e7\u00e3o. No caso da elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica, podemos sim falar em genoc\u00eddio, embora o termo seja pol\u00eamico e sua utiliza\u00e7\u00e3o possa causar diverg\u00eancia entre diferentes pesquisadores e analistas do processo. O conceito de genoc\u00eddio apareceu pela primeira vez no livro de Raphael Lemkin, <i>Axis Rule in Occupied Europe<\/i>, de 1944, obra cl\u00e1ssica sobre a Segunda Guerra e as pr\u00e1ticas de destrui\u00e7\u00e3o populacional levadas a cabo pelo governo nazista. Posteriormente \u00e0 guerra, em 1948, vem a Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos, da ONU, que consagra o termo genoc\u00eddio e estabelece diretrizes para seu combate. Por conta desse contexto de elabora\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o do termo, o conceito de genoc\u00eddio ficou muito ligado ao Holocausto e \u00e0s viol\u00eancias perpetradas contra os judeus. O fato de o conceito ter sido criado em uma data espec\u00edfica, e, pensando historicamente, uma data recente, traz d\u00favidas sobre um poss\u00edvel anacronismo em sua utiliza\u00e7\u00e3o. Seria metodologicamente preciso usar um termo do s\u00e9culo XX para descrever processos anteriores, como a elimina\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es nativas nos Estados Unidos do s\u00e9culo XIX? H\u00e1 tamb\u00e9m um componente pol\u00edtico e discursivo quando se menciona a palavra genoc\u00eddio, representando um fort\u00edssimo argumento na defesa de minorias, principalmente as que passaram por um processo de viol\u00eancia visando seu exterm\u00ednio. O que n\u00e3o podemos esquecer \u00e9 que o pr\u00f3prio Lemkin, o elaborador do termo, deixa um campo livre para que ele possa ser aplicado em outros contextos e \u00e9poca, e sua apari\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos refor\u00e7a essa intencionalidade. Portanto, acho perfeitamente aplic\u00e1vel no caso dos nativo-americanos, principalmente se elaborarmos os elementos caracter\u00edsticos de processos genocidas, como a intencionalidade do agente perpetrador da viol\u00eancia e uma sistematiza\u00e7\u00e3o do processo. Genoc\u00eddio \u00e9 diferente de massacres, \u00e9 diferente de baixas de batalha. \u00c9 um processo sistem\u00e1tico de elimina\u00e7\u00e3o de uma cultura e de desaparecimento daqueles que a praticam e que a vivem. No caso dos Estados Unidos, foi um processo intermitente, com momentos mais agressivos e outros com tentativa de concilia\u00e7\u00e3o, mas foi uma constante o pensamento de que n\u00e3o havia lugar para as diversas culturas nativas no territ\u00f3rio estadunidense. Isso levou a deslocamentos for\u00e7ados, chancelados pelo Estado, expedi\u00e7\u00f5es militares punitivas e confinamento em reservas. Nos massacres de Bear River, em 1863, e de Wounded Knee, em 1890, o ex\u00e9rcito disparou sobre pessoas desarmadas; nos deslocamentos que se seguiram ao Indian Removal Act \u2013 lei que for\u00e7ava a remo\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es nativas \u2013 em 1830, grupos nativos tiveram que viajar em pleno inverno, sem regularidade no acesso a v\u00edveres. Essas s\u00e3o pr\u00e1ticas sistem\u00e1ticas de etnoc\u00eddio e genoc\u00eddio, e s\u00e3o intencionais por parte do Estado. N\u00e3o podemos ter medo de usar a palavra genoc\u00eddio e nem de advogar, com respaldo no conhecimento hist\u00f3rico, para que tais horrores n\u00e3o aconte\u00e7am novamente.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">FH: Houve, antes da expans\u00e3o para o Oeste, epis\u00f3dios de genoc\u00eddio contra a popula\u00e7\u00e3o nativo-americana no territ\u00f3rio estadunidense, cometidos ou pelo Estado estadunidense, ou pelo governo colonial? D\u00ea alguns exemplos, por favor.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: As sementes para o genoc\u00eddio j\u00e1 come\u00e7am a aparecer em tempos coloniais, mas n\u00e3o h\u00e1 uma unidade de elimina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos nativos. Parte da popula\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria j\u00e1 havia sido drasticamente reduzida nas d\u00e9cadas iniciais de coloniza\u00e7\u00e3o por causa do contato violento com alguns grupos de colonos e tamb\u00e9m pela incid\u00eancia de doen\u00e7as europeias desconhecidas na Am\u00e9rica. Houve diversos epis\u00f3dios de conflitos e at\u00e9 guerras em larga escala que afetam de forma extensa as na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, como a Guerra do Rei Filipe, entre 1675 e 1678 e a Guerra dos Sete Anos \u2013 ou Guerra Franco-Ind\u00edgena, entre 1756 e 1763. Como no per\u00edodo colonial havia diversos imp\u00e9rios com interesses no territ\u00f3rio dos atuais Estados Unidos, bem como diversas na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, com culturas, organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e interesses tamb\u00e9m distintos, o posicionamento dos atores desses conflitos \u00e9 bastante m\u00faltiplo. Diversos tratados comerciais, territoriais e militares seriam firmados entre esses colonos de diversas origens e os nativos de diversas na\u00e7\u00f5es, sendo que muitos desses acordos seriam desrespeitados posteriormente, no per\u00edodo de maior viol\u00eancia unificada contra os povos ind\u00edgenas. Mas, em tempos independentes, poucos anos antes da Marcha para o Oeste, mas j\u00e1 durante o processo de expans\u00e3o territorial, houve um epis\u00f3dio fundamental para que possamos classificar como genoc\u00eddio o que ocorreu com os nativo-americanos, que \u00e9 a pol\u00edtica de remo\u00e7\u00e3o for\u00e7ada levada a cabo pelo presidente Andrew Jackson, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do Indian Removal Act. Na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas foram removidas de suas terras origin\u00e1rias e conduzidas para outros territ\u00f3rios, na tentativa de formar o que era conhecido como Territ\u00f3rio Ind\u00edgena, correspondente ao atual estado de Oklahoma. Os maiores afetados foram os Cherokee, que, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de resist\u00eancias e negocia\u00e7\u00f5es, foram removidos em pleno inverno. A remo\u00e7\u00e3o levou \u00e0 morte milhares de nativos, dando a t\u00f4nica para o que viria nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. O epis\u00f3dio viria a ser conhecido como Trilha das L\u00e1grimas.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">FH: Neste processo de expans\u00e3o territorial tocado pelos EUA no s\u00e9culo XIX, houve uma conquista significativa de territ\u00f3rios que antes pertenciam ao M\u00e9xico. H\u00e1 registros de genoc\u00eddios perpetrados pelo Estado estadunidense contra popula\u00e7\u00f5es mexicanas nesta \u00e9poca?<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: N\u00e3o conhe\u00e7o relatos do que poder\u00edamos considerar genoc\u00eddio. Houve um elevado n\u00famero de civis mortes e epis\u00f3dios sangrentos t\u00edpicos dos conflitos armados do s\u00e9culo XIX. As perdas mexicanas foram consideravelmente maiores do que as estadunidenses, representando quase o dobro de v\u00edtimas. A perda de territ\u00f3rios e os danos causados pela guerra foram brutais para o M\u00e9xico, que teve todo um \u00edmpeto nacionalista contido. Nos anos posteriores, a fronteira entre Estados Unidos e M\u00e9xico seria um territ\u00f3rio prop\u00edcio para o cometimento de crimes brutais e para que massacres fossem postos em pr\u00e1ticas. H\u00e1 um romance de Cormac McCarthy, chamado <i>Blood Meridian<\/i>, que narra as atrocidades cometidas por um grupo de ca\u00e7adores de recompensa na fronteira. Esses mercen\u00e1rios recebem dinheiro em troca dos escalpos de nativos, mas em determinado momento percebem que os cabelos de mexicanos poderiam ser confundidos com os dos ind\u00edgenas, passando ent\u00e3o a massacrar os habitantes do M\u00e9xico. Foi a obra liter\u00e1ria mais violenta que j\u00e1 li e, ao concluir a leitura, imaginei se tratar de uma alegoria de McCarthy a respeito da viol\u00eancia formativa nos Estados Unidos, da esp\u00e9cie das que o autor tanto gosta de fazer. Por\u00e9m, descobri que houve uma extensa pesquisa hist\u00f3rica para a escrita, incluindo a an\u00e1lise de documentos que descreviam esses massacres de nativos e mexicanos, principalmente um di\u00e1rio de um dos participantes dos grupos de mercen\u00e1rios, base para seu protagonista. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar em um genoc\u00eddio sistem\u00e1tico por parte do Estado, mas atrocidades foram cometidas.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">FH: Quando se fala de imperialismo capitalista colonial \u2013 ou neocolonialismo, forma como muitos se referem a este per\u00edodo hist\u00f3rico -, poucos identificam os Estados Unidos como uma pot\u00eancia colonial. Fato \u00e9 que os EUA ocuparam, de forma duradoura, territ\u00f3rios na \u00c1sia, Am\u00e9rica Central e no Pac\u00edfico, e boa parte deles continuam sendo territ\u00f3rios dos EUA at\u00e9 os dias atuais \u2013 Hava\u00ed, Porto Rico e Guam s\u00e3o exemplos. Gostaria que voc\u00ea explicasse se h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre a Marcha para o Oeste e a obten\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias pelos EUA, e se, nestes territ\u00f3rios coloniais, tamb\u00e9m h\u00e1 registros de genoc\u00eddios cometidos contra popula\u00e7\u00f5es nativas pelos EUA.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: A Marcha para o Oeste se encerra quando todo o territ\u00f3rio continental dos Estados Unidos encontra-se ocupado. \u00c9 tamb\u00e9m o momento de reativa\u00e7\u00e3o do colonialismo no contexto imperialista. N\u00e3o havendo mais territ\u00f3rio para expans\u00e3o, busca-se explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em outras paragens, dominando-as ou interferindo militar e economicamente nelas. Pode-se dizer que a expans\u00e3o para locais al\u00e9m-mar \u00e9 uma consequ\u00eancia do final da expans\u00e3o continental e da inser\u00e7\u00e3o cada vez maior do pa\u00eds em uma economia global e industrial. Foi o que ocorreu com a invas\u00e3o do Hava\u00ed em 1898, logo ap\u00f3s o arquip\u00e9lago ter substitu\u00eddo sua monarquia por uma rep\u00fablica em 1894. O Hava\u00ed tornou-se territ\u00f3rio estadunidense e viria a ser o 50\u00ba estado em 1959. Foi tamb\u00e9m o que ocorreu com o aux\u00edlio \u00e0 independ\u00eancia cubana, no ano de 1898, em um conflito militar com a Espanha, seguido por uma emenda na nova constitui\u00e7\u00e3o de Cuba, que garantiu a possibilidade de interven\u00e7\u00e3o militar estadunidense na ilha, al\u00e9m de transformar a ba\u00eda de Guant\u00e1namo em terra dos EUA. Logicamente, esses epis\u00f3dios envolveram viol\u00eancia em v\u00e1rios n\u00edveis. Agora, em rela\u00e7\u00e3o a genoc\u00eddio, discute-se o caso da guerra com as Filipinas, entre 1899 e 1902. Os filipinos lutaram para obter sua independ\u00eancia, ap\u00f3s terem passado das m\u00e3os dos espanh\u00f3is para as dos estadunidenses ap\u00f3s o acordo que encerrou a Guerra Hispano-Americana (a mesma que envolveu a independ\u00eancia de Cuba), enquanto os Estados Unidos tentaram manter a posse do territ\u00f3rio. H\u00e1 relatos de atrocidades dos dois lados do conflito, por\u00e9m o n\u00famero de civis filipinos foi t\u00e3o alto \u2013 por conta de crimes de guerra, doen\u00e7as e mortes \u2013 que discute-se a possibilidade de se classificar o processo como um genoc\u00eddio filipino perpetrado pelo ex\u00e9rcito estadunidense.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">FH: Agora, para finalizar, gostaria de lhe fazer uma pergunta que ser\u00e1 replicada a todos os entrevistados desta s\u00e9rie de entrevistas: h\u00e1 grupos que defendem que, hoje, h\u00e1 um genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra em curso no Brasil. Voc\u00ea concorda com isso? Se sua resposta for positiva, destaque pontos em que o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil se aproxima de outros casos que foram discutidos durante esta entrevista. Muito Obrigado!<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\">RAT: Sim, concordo, e acredito que posso justificar essa resposta com dois argumentos simples e diretos. O primeiro n\u00e3o diz respeito a algo elaborado por mim, mas sim a dados sobre a viol\u00eancia no Brasil. O n\u00famero anual de homic\u00eddios \u00e9 alarmante, e eles exp\u00f5em que os maiores atingidos tem um perfil: jovens negros perif\u00e9ricos. Essa \u00e9 a parte objetiva da minha resposta, n\u00e3o acredito que h\u00e1 possibilidade de discuss\u00e3o com esses dados, a n\u00e3o ser que se entre numa l\u00f3gica de nega\u00e7\u00e3o da realidade. A propor\u00e7\u00e3o de negros morta, muitas vezes por agentes do Estado, \u00e9 assustadora. O segundo ponto, e argumento, \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre esse grande n\u00famero de mortos e a l\u00f3gica sistem\u00e1tica de elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica de um grupo, o que caracteriza genoc\u00eddio. No Brasil, por conta de diversos fatores hist\u00f3ricos, como a aboli\u00e7\u00e3o tardia, a falta de inclus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra posteriormente \u00e0 Lei \u00c1urea, a manuten\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas e comportamentos escravistas, a aus\u00eancia ou pouca presen\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o negra em espa\u00e7os universit\u00e1rios e culturais, definiu-se um perfil daquele que seria o elemento desviante da ordem estabelecida. E esse perfil \u00e9 negro, jovem e perif\u00e9rico. J\u00e1 vieram \u00e0 tona casos de agentes policiais que receberam ordens de abordar preferencialmente pessoas negras ao inv\u00e9s de brancas, de uma ju\u00edza que descreveu determinado criminosos como \u201cn\u00e3o tendo cara de bandido\u201d, sendo que esse criminoso era um indiv\u00edduo branco. Somado a uma marginaliza\u00e7\u00e3o constante, a uma maior dificuldade de acesso a bons empregos e a melhores oportunidades de educa\u00e7\u00e3o, essa identifica\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo negro como o elemento perigoso, que n\u00e3o se encaixa no ideal de sociedade brasileiro \u2013 talvez se encaixe ocupando uma posi\u00e7\u00e3o subalterna \u2013 leva a uma constante redu\u00e7\u00e3o populacional. A rea\u00e7\u00e3o que uma parte conservadora ou reacion\u00e1ria da sociedade demonstra a qualquer tipo de tentativa de inclus\u00e3o do negro em locais como universidades exp\u00f5e uma l\u00f3gica perversa e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, assassina e genocida. Quando uma pessoa branca, pertencente \u00e0 elite brasileira \u2013 ou \u00e0 classe m\u00e9dia, que reproduz pr\u00e1ticas de elite em busca de status e de um sentimento de pertencimento \u2013 ache estranho e inc\u00f4modo que uma crian\u00e7a negra estude na mesma escola de seu filho, essa pessoa est\u00e1 defendendo, talvez de forma inconsciente, a elimina\u00e7\u00e3o ou separa\u00e7\u00e3o radical de um grupo populacional. Isso \u00e9 a ideologia do genoc\u00eddio. Pode parecer algo extremo fazer essa compara\u00e7\u00e3o, mas os horrores da hist\u00f3ria s\u00e3o cometidos muitas vezes por pessoas comuns, n\u00e3o por vil\u00f5es de filmes de super-her\u00f3is.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda entrevista da s\u00e9rie \u201cAs facetas do genoc\u00eddio\u201d, conversamos com Ricardo Amarante Turatti. 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