{"id":951825,"date":"2019-10-23T23:01:18","date_gmt":"2019-10-23T22:01:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=951825"},"modified":"2019-10-23T23:01:18","modified_gmt":"2019-10-23T22:01:18","slug":"vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/","title":{"rendered":"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><em>Por<strong> Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas que acabam invisibilizadas pelas demais lutas feministas<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 2.795 mulheres latino-americanas foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio em 2017, segundo pesquisa do Observat\u00f3rio de Igualdade de G\u00eanero da Am\u00e9rica Latina e Caribe (OIG), que pertence \u00e0 Cepal (Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, ligada \u00e0 ONU). Desses casos, 98% n\u00e3o foram julgados, de acordo com o mesmo estudo. Nove mulheres s\u00e3o assassinadas por dia, v\u00edtimas de viol\u00eancia de g\u00eanero, na regi\u00e3o. A Am\u00e9rica Latina, segundo a ONU, \u00e9 o local mais perigoso do mundo para as mulheres, fora de uma zona de guerra.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, os movimentos feministas, que lutam pelo fim da opress\u00e3o e viol\u00eancia contra as mulheres, mostram-se fundamentais. Um deles se destaca em meio a outros: o chamado \u201cfeminismo comunit\u00e1rio\u201d, que traz em seu bojo as causas das mulheres ind\u00edgenas, que encontram-se muitas vezes mais alijadas e sem acesso a direitos e servi\u00e7os que as mulheres brancas possuem. O movimento pode, em alguma dimens\u00e3o, ser encarado como resultado do processo hist\u00f3rico de coloniza\u00e7\u00e3o do continente.<\/p>\n<p>O \u201cfeminismo comunit\u00e1rio\u201d \u00e9 a maneira encontrada pelas ind\u00edgenas para conquistar um espa\u00e7o independente de fala e,\u00a0 tamb\u00e9m, para desconstruir um sistema desigual secular da sociedade. Mesmo com sua populariza\u00e7\u00e3o pelos quatro cantos da Am\u00e9rica Latina, os grupos do feminismo comunit\u00e1rio t\u00eam caracter\u00edsticas distintas de pa\u00eds a pa\u00eds. Adriana Guzm\u00e1n Arroyo e Diana Vargas representam duas faces desse movimento.<\/p>\n<p>Para Diana, o feminismo que acontece dentro de tribos e o que acontece na cidade, no Ocidente, s\u00e3o diferentes, e muitas vezes o segundo acaba atrapalhando um pouco a luta do primeiro. \u201cVivemos uma dupla opress\u00e3o. Obviamente n\u00e3o temos as mesmas condi\u00e7\u00f5es de vida que as mulheres na Europa, porque elas vivem privil\u00e9gios por terem explorado nossos territ\u00f3rios e nossos corpos, embora sejam feministas, porque elas tamb\u00e9m t\u00eam que lutar contra seu pr\u00f3prio patriarcado, seu pr\u00f3prio capitalismo. Ent\u00e3o n\u00f3s vivemos esse impasse\u201d, afirma Adriana Guzm\u00e1n, uma das l\u00edderes do grupo bolivariano Feminismo Comunit\u00e1rio Antipatriarcal.<\/p>\n<p>A boliviana ainda acrescentou que as ind\u00edgenas que moram nas cidades, sofrem duplamente pois, por serem quem s\u00e3o, seus corpos s\u00e3o desvalorizados. \u201cA viol\u00eancia ali \u00e9 duplamente, triplamente mais repressiva. Porque, al\u00e9m disso, seus corpos, suas vidas n\u00e3o valem. Estes feminic\u00eddios ser\u00e3o muito mais impunes do que outros feminic\u00eddios.\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Adriana explica sobre as diferen\u00e7as no feminismo de acordo com o pa\u00eds onde se d\u00e1 o movimento:\u00a0 \u201cEm geral, o movimento na Bol\u00edvia \u00e9 um feminismo tamb\u00e9m euroc\u00eantrico, institucional, tomado por ONGs, pelos organismos internacionais, pelo discurso dos direitos\u201d. Para a feminista, essa aproxima\u00e7\u00e3o com reivindica\u00e7\u00f5es europeias limitam o que o feminismo comunit\u00e1rio pode se tornar.<\/p>\n<p>\u201cNa Argentina, por exemplo, h\u00e1 muito mais presen\u00e7a nas ruas, a luta l\u00e1 \u00e9 muito mais vinculada a quest\u00f5es como aborto. O movimento tem mais capacidade de organiza\u00e7\u00e3o\u201d, complementa Adriana.<\/p>\n<p>A pesquisadora latina Muriel Figueiredo da Costa, mestranda em Integra\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), estuda o feminismo comunit\u00e1rio. Ela destaca que \u00e9 necess\u00e1rio tratar esse movimento com um olhar especial. \u201cAs mulheres ind\u00edgenas possuem outra rela\u00e7\u00e3o com a terra e, consequentemente, com o corpo. \u00c9 uma no\u00e7\u00e3o diferente da nossa, pelo menos na sociedade tradicional, na qual n\u00e3o h\u00e1 uma ideia de conex\u00e3o com a natureza\u201d.<\/p>\n<p>O conceito adotado por Muriel \u00e9 chamado de \u201cterrit\u00f3rio corpo-terra\u201d, que reconhece que a domina\u00e7\u00e3o das mulheres das aldeias corresponde \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de seus territ\u00f3rios. Em outras palavras, diz respeito a uma rela\u00e7\u00e3o de desigualdade que tem liga\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca \u00e0s opress\u00f5es sobre alguns povos, como o sexismo, racismo, colonialismo, por exemplo. De acordo com essa leitura, tanto os corpos das mulheres quanto a terra s\u00e3o concebidos como territ\u00f3rios a se conquistar.<\/p>\n<p>Gilsa Helena Barcellos foi outra pensadora que se esfor\u00e7ou para comprovar a presen\u00e7a de uma liga\u00e7\u00e3o consistente entre a heran\u00e7a hist\u00f3rica latina e a luta por direitos humanos. A estudiosa descreveu como a coloniza\u00e7\u00e3o e, mais tarde, a explora\u00e7\u00e3o das terras mataram os direitos dos povos ind\u00edgenas. Muriel confirma a constata\u00e7\u00e3o: \u201cHistoricamente, a coloniza\u00e7\u00e3o e o modo como a nossa sociedade capitalista se instaurou na Am\u00e9rica Latina deixaram marcas sobre os ind\u00edgenas que v\u00e3o muito al\u00e9m do genoc\u00eddio que aconteceu e acontece at\u00e9 hoje. Al\u00e9m deste aspecto que \u00e9 mais gritante, s\u00e3o grupos que n\u00e3o possuem representatividade na m\u00eddia e na pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p>Um exemplo pr\u00e1tico sobre a quest\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as mulheres Aimar\u00e1s, ind\u00edgenas presentes nos territ\u00f3rios da Argentina, Bol\u00edvia, Chile e Peru, que foram as pioneiras feministas. \u201cNo caso do feminismo comunit\u00e1rio, que \u00e9 um movimento formado primeiramente por mulheres ind\u00edgenas Aimar\u00e1s, a no\u00e7\u00e3o de luta pelos direitos das mulheres desse grupo \u00e9 vista em conson\u00e2ncia com a conex\u00e3o com a Pachamama, com a Terra. Assim entende-se que quanto mais danos s\u00e3o causados \u00e0 terra, o mesmo impacto ser\u00e1 sentido pelas mulheres e vice-versa\u201d, ressalta Muriel.<\/p>\n<p>A pesquisadora da USP ainda afirma que, para mulheres do contexto urbano, se torna tarefa \u00e1rdua tentar entender essa rela\u00e7\u00e3o das feministas comunit\u00e1rias com a terra, a natureza e a flora. \u201cMas, no caso de grupos que est\u00e3o conectados com a natureza, essa quest\u00e3o \u00e9 gritante. \u00c9 comum o relato de que em comunidades onde s\u00e3o realizadas atividade de extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, por exemplo, al\u00e9m do impacto na natureza, aumentam os relatos de casos de alcoolismo e de viol\u00eancias sexuais com as mulheres e crian\u00e7as\u201d, explica.<\/p>\n<p>As ind\u00edgenas enxergam a luta feminina sob a vis\u00e3o de liga\u00e7\u00e3o com a terra e com os demais. Para Diana, a terra \u00e9 uma companheira de luta e, por isso, nada justifica a viol\u00eancia e desrespeito com o espa\u00e7o. Segundo as feministas ind\u00edgenas, respeitar a terra \u00e9 respeitar a si mesmo. \u201cN\u00e3o podemos deixar que o patriarcado destrua nossa cosmovis\u00e3o, nossa forma de relacionamento com a natureza. N\u00e3o queremos chamar a natureza como m\u00e3e, porque a m\u00e3e \u00e9 um exemplo da figura da explora\u00e7\u00e3o capitalista. \u00c9 uma maternidade de escravid\u00e3o que sempre nos d\u00e1 tudo. A p\u00e1tria, para n\u00f3s, \u00e9 uma companheira e uma irm\u00e3, ou seja, algu\u00e9m que convivemos, n\u00e3o que exploramos\u201d, observa Diana.<\/p>\n<p>Adriana enxerga essa ancestralidade como poder: \u201cN\u00f3s sermos Aimar\u00e1s \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica frente ao sistema, e isso implica a den\u00fancia de todas as pr\u00e1ticas do sistema sobre nossos povos, sobre nossos corpos\u201d. Muriel ainda diz que existem casos de etnias, como as mulheres Huni Kuin e Yawanawa, que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente parte do feminismo, mas que se esfor\u00e7am para criar uma comunica\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel entre as mulheres ind\u00edgenas e as n\u00e3o-ind\u00edgenas por meio dos encontros medicinais e da valoriza\u00e7\u00e3o dos conhecimento das tribos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas que acabam invisibilizadas pelas demais lutas feministas Cerca de 2.795 mulheres latino-americanas foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio em 2017, segundo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1685,"featured_media":951826,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,117,159,54514],"tags":[65935,65936,55087,51549,5323,18994,33011,36849],"class_list":["post-951825","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-povos-originarios","category-entrevista-pt-pt","category-genero-e-feminismos","tag-ancestralidade","tag-feminismo-comunitario","tag-feminismos-pt-pt","tag-genero-pt-pt-2","tag-indigenas","tag-mulheres","tag-povos-originarios","tag-territorios-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-10-23T22:01:18+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"928\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"614\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\"},\"author\":{\"name\":\"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ee828a60f96bd530836b0f6d6d42c2ab\"},\"headline\":\"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio\",\"datePublished\":\"2019-10-23T22:01:18+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\"},\"wordCount\":1249,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png\",\"keywords\":[\"ancestralidade\",\"feminismo comunitario\",\"feminismos\",\"g\u00eanero\",\"indigenas\",\"Mulheres\",\"povos originarios\",\"territ\u00f3rios\"],\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Assuntos ind\u00edgenas\",\"Entrevista\",\"G\u00eanero e feminismos\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\",\"name\":\"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png\",\"datePublished\":\"2019-10-23T22:01:18+00:00\",\"description\":\"Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png\",\"width\":928,\"height\":614},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ee828a60f96bd530836b0f6d6d42c2ab\",\"name\":\"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro\",\"description\":\"News published by the Pressenza bureau in Rio de Janeiro, Brazil\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/redacao-rio-de-janeiro\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio","description":"Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio","og_description":"Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_published_time":"2019-10-23T22:01:18+00:00","og_image":[{"width":928,"height":614,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png","type":"image\/png"}],"author":"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PressenzaIPA","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro","Tempo estimado de leitura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/"},"author":{"name":"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ee828a60f96bd530836b0f6d6d42c2ab"},"headline":"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio","datePublished":"2019-10-23T22:01:18+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/"},"wordCount":1249,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png","keywords":["ancestralidade","feminismo comunitario","feminismos","g\u00eanero","indigenas","Mulheres","povos originarios","territ\u00f3rios"],"articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Assuntos ind\u00edgenas","Entrevista","G\u00eanero e feminismos"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/","name":"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png","datePublished":"2019-10-23T22:01:18+00:00","description":"Por Beatriz Vera Cruz, Fernanda Bastos, Helena Gomes e Vict\u00f3ria Gurj\u00e3o \/ Ponte Movimento apresenta as demandas das mulheres ind\u00edgenas latino-americanas","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/feministas-Adriana-Guzman.png","width":928,"height":614},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"\u2018Vivemos uma dupla opress\u00e3o\u2019, afirma ativista do feminismo comunit\u00e1rio"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/ee828a60f96bd530836b0f6d6d42c2ab","name":"Reda\u00e7\u00e3o Rio de Janeiro","description":"News published by the Pressenza bureau in Rio de Janeiro, Brazil","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/redacao-rio-de-janeiro\/"}]}},"place":"Rio de Janeiro, Brasil","original_article_url":"https:\/\/ponte.org\/vivemos-uma-dupla-opressao-afirma-ativista-do-feminismo-comunitario\/","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/951825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1685"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=951825"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/951825\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/951826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=951825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=951825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=951825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}