{"id":949847,"date":"2019-10-22T08:13:55","date_gmt":"2019-10-22T07:13:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=949847"},"modified":"2019-10-22T08:13:55","modified_gmt":"2019-10-22T07:13:55","slug":"mulheres-clandestinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/10\/mulheres-clandestinas\/","title":{"rendered":"Mulheres clandestinas"},"content":{"rendered":"<p><em>Por<strong> Fatine Oliveira<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A noite estava uma del\u00edcia. Um encontro de amigas virtuais regadas a muita piada, curiosidade e hist\u00f3rias inusitadas. Entre um caso e outro, reflex\u00f5es sobre nossas experi\u00eancias como mulher com defici\u00eancia, apesar de uma de n\u00f3s n\u00e3o ter esse \u201clocal de fala\u201d. Estava ali de olhos e ouvidos atentos como uma boa amiga feminista costuma ficar quando se v\u00ea diante de outra mulher.<\/p>\n<p>Em um certo momento da conversa, entre uma cita\u00e7\u00e3o de Foucault e outra (afinal, garotas acad\u00eamicas), minha querida amiga Patr\u00edcia Guedes come\u00e7a a compartilhar uma de suas hist\u00f3rias afetivas. <em>\u201cTeve um rapaz que fiquei, mas pediu para n\u00e3o contar pra ningu\u00e9m. N\u00e3o queria que os outros soubessem\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Claro que me identifiquei com esse relato, por\u00e9m o que me deslocou veio em seguida. <em><strong>\u201cMas \u00e9 aquela hist\u00f3ria, n\u00e9? N\u00f3s somos as clandestinas. As que ningu\u00e9m quer assumir\u201d.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 observou como as coisas ganham for\u00e7a quando a nomeamos? \u00c9 como se certos sentimentos ficassem orbitando nossas ideias e, quando dizemos seus nomes desenrolam como um novelo de l\u00e3. Olhamos aquela linha extensa, vemos sua origem e a melhor maneira de lidar com eles.<\/p>\n<p>Quando Paty nos nomeia como \u201cclandestinas\u201d n\u00e3o s\u00f3 facilita entender esse lugar que ocupamos, como tamb\u00e9m nos ajuda a perceber v\u00e1rios outros sentimentos conflitantes oriundos dessa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quantas e quantas vezes recebi mensagens de homens casados\/comprometidos com cantadas, elogios excessivos, convites e mais convites para encontros casuais.<\/p>\n<p>Quantas vezes homens se diziam interessados, mas jamais sa\u00edam comigo.<\/p>\n<p>Que n\u00e3o queriam relacionamento s\u00e9rio, mas na semana seguinte apareciam namorando uma garota sem defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Desejam meu corpo pelas redes sociais, mas no mundo real sou apenas uma \u201cboa amiga\u201d, \u201cuma mulher incr\u00edvel\u201d, \u201calgu\u00e9m para ficar no cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A pior dessas hist\u00f3rias \u00e9 lembrar que a aus\u00eancia de um afeto verdadeiro me fez aceitar essas promessas, e <strong>cada uma das vezes eu me senti um lixo.<\/strong><\/p>\n<p>Pensar que, talvez, essa seria (ou \u00e9) a \u00fanica maneira de ter alguma experi\u00eancia sexual poss\u00edvel porque n\u00e3o haver\u00e1 outras possibilidades.<\/p>\n<p>Porque para muitas mulheres com defici\u00eancia esse \u00e9 um dos fantasmas quando o assunto \u00e9 relacionamento. \u00c9 n\u00e3o saber quando teremos outra hist\u00f3ria, \u00e9 lembrar que possivelmente ir\u00e1 experimentar uma longa solid\u00e3o at\u00e9 encontrar algu\u00e9m novamente.<\/p>\n<p><strong>Ser clandestina \u00e9 n\u00e3o ser escolhida para nada, ao mesmo tempo em que est\u00e1 dispon\u00edvel para tudo.<\/strong> \u00c9 ansiar uma posi\u00e7\u00e3o, um acolhimento. \u00c9 ser reconhecida como algu\u00e9m que merece aten\u00e7\u00e3o. Que est\u00e1 ali n\u00e3o apenas para ser desejada sexualmente, tamb\u00e9m emocionalmente.<\/p>\n<p>Ser clandestina \u00e9 gozar de uma liberdade estranha. \u00c9 poder fazer tudo, menos o que realmente quer.<\/p>\n<p>Depois que me descobri clandestina, confesso que me doeu. Ali\u00e1s, ainda d\u00f3i. A verdade faz isso com a gente, n\u00e9? Nos inquieta, confunde tudo aqui dentro.<\/p>\n<p>Tento n\u00e3o me julgar pelas escolhas que fiz, at\u00e9 porque ainda n\u00e3o sei se sa\u00ed completamente do lugar de clandestinagem. Fico pensando em quanto desse processo de amor-pr\u00f3prio que tanto pregamos por a\u00ed realmente d\u00e1 conta dessas realidades mais duras que vivenciamos.<\/p>\n<p>Como\u00a0esperar que algu\u00e9m clandestino se ame e recuse hist\u00f3rias que possivelmente nunca ter\u00e1 em outro momento? Falamos tanto em esperar o tempo certo, a pessoa certa e desconsideramos o quanto viver \u00e9 breve. \u00c0s vezes o que nos resta \u00e9 s\u00f3 o agora.<\/p>\n<p>Precisamos falar mais sobre relacionamentos para pessoas com defici\u00eancia considerando o problema desse tipo de experi\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 apenas culpar a mulher por ser a outra, ou n\u00e3o ter autoestima. Isso nada tem a ver com n\u00e3o se valorizar, pois trata mais de uma recusa social de ver o corpo com defici\u00eancia como lugar de rela\u00e7\u00f5es afetivo-sexuais-humanas.<\/p>\n<p>Fiquei pensando o quanto isso se trata de escolher ter liberdade sexual, mas voc\u00ea s\u00f3 pode escolher quando tem op\u00e7\u00f5es, caso contr\u00e1rio sua \u201cescolha\u201d nada mais \u00e9 do que imposi\u00e7\u00e3o. Conversando com a Patr\u00edcia, ela me presenteia mais uma vez com a seguinte reflex\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>\u201cEu acho que a gente \u00e9 privada das duas coisas, sabe? Da liberdade sexual e do afeto. Nem o desejo, nem o afeto a gente pode exercer livremente.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Fico muito incomodada quando vejo discursos que n\u00e3o entendam esse lugar. Devemos ter cuidado conosco? Claro. Mas antes, vamos discutir sobre essa e esta situa\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o? Porque s\u00f3 assim para conseguirmos nos apropriar desse empoderamento.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, continuaremos na clandestinagem, escondidas e sendo chacotas para piadas na roda de bar. <em>\u201cFulano \u00e9 t\u00e3o pegador que ficou at\u00e9 com aquela menina cadeirante\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Pois \u00e9. A cadeirante sou eu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fatine Oliveira A noite estava uma del\u00edcia. Um encontro de amigas virtuais regadas a muita piada, curiosidade e hist\u00f3rias inusitadas. 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