{"id":912193,"date":"2019-09-03T22:38:00","date_gmt":"2019-09-03T21:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=912193"},"modified":"2019-09-03T22:38:00","modified_gmt":"2019-09-03T21:38:00","slug":"utopia-concreta-em-vila-anarco-comunista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/09\/utopia-concreta-em-vila-anarco-comunista\/","title":{"rendered":"Utopia concreta em vila anarco-comunista"},"content":{"rendered":"<div class=\"column large-12 small-12 mb-30 \">\n<div class=\"post-info\">\n<blockquote>\n<div class=\"first-line\">Terra e trabalho para todos. Jornadas de 6 horas. Sal\u00e1rios igualit\u00e1rios. Casa por cem reais. Mobiliza\u00e7\u00e3o permanente. Como o cooperativismo transformou a pequena Marinaleda num o\u00e1sis, em meio \u00e0 Europa em regress\u00e3o social e pol\u00edtica.<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<p>Por <strong>Timothy Ginty e Gabriel Bayarri\u00a0| <\/strong>Entrevista e trabalho de campo:<strong> Timothy Ginty e Scott Arthurson<\/strong><\/p>\n<p>No sul da Espanha, uma pequena vila de 2626 habitantes organiza-se h\u00e1 d\u00e9cadas para administrar comunalmente a propriedade da terra, do trabalho e das casas. A pequena aldeia andaluza de Marinaleda, que se dedica principalmente \u00e0 agricultura, revelou-se ao mundo com o seu sistema de cooperativas como um exemplo de como este modelo de gest\u00e3o pode reduzir de forma absolutamente eficaz os n\u00edveis de desigualdade e alcan\u00e7ar o pleno emprego.<\/p>\n<p>Tim Ginty e Scott Arthurson conversaram com o prefeito e l\u00edder carismatico do movimento, Juan Manuel Sanches Gordillo, sobre seu papel na organiza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e agita\u00e7\u00e3o da cidade de Marinaleda.<\/p>\n<p>Entre os olivais do sul espanhol, pedimos aos trabalhadores rurais com seus velhos tratores e vans que nos levassem a Marinaleda. Francisco abre um lugar para n\u00f3s em seu carro, e enquanto dirige ao longo da estrada local, conta os principais pontos da aldeia: a Casa do Povo, onde o Sindicato dos Trabalhadores do Campo realiza tarefas comuns de educa\u00e7\u00e3o, ativismo e organiza\u00e7\u00e3o; os servi\u00e7os p\u00fablicos como a piscina, as escolas e os centros esportivos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3016895\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda6-1024x576.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda6-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda6-300x169.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda6-768x432.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda6.jpg 1280w\" alt=\"\" \/><figcaption>\u201cEl Humoso\u201d, a propriedade rural expropriada da aristocracia ap\u00f3s o fim do franquismo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Marinaleda, coberta de cal branca como qualquer outra vila da serra sevilhana, tem v\u00e1rios murais pintados nos seus predios: os olhos escuros de Che Guevara observam-nos a partir dos edif\u00edcios municipais. As bandeiras de uma Andaluzia vermelha, uma Catalunha independente, um Pa\u00eds Basco e uma Palestina livre pintam a cidade de vermelho, verde e azul. Os pombos voam sobre as palavras de paz, rebeli\u00e3o e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Juan Manuel S\u00e1nchez Gordillo \u00e9 uma figura central no \u201cmilagre de Marinaleda\u201d. Prefeito desde 1979, o ano do retorno da democracia ap\u00f3s a morte de Franco, ele ganhou as elei\u00e7\u00f5es com amplas maiorias absolutas. Intelectual, revolucion\u00e1rio, preso por ocupar terras militares e filho de agricultores, o papel central de Gordillo na constru\u00e7\u00e3o de Marinaleda como uma \u201cutopia para a paz\u201d comunista, como diz o lema da cidade, ganhou fama e \u00f3dio em partes iguais. Os apoiadores de Gordillo comemoram sua lideran\u00e7a nas in\u00fameras campanhas que transformaram Marinaleda em um o\u00e1sis de pleno emprego, em uma regi\u00e3o onde o desemprego ainda sobe acima de 20% e o desemprego juvenil acima de 40%.\u00a0 A taxa de desemprego de 5% da Marinaleda \u00e9 muito inferior \u00e0 das grandes cidades como Madrid ou Barcelona.<\/p>\n<p>A luta mais importante da aldeia azeitoneira foi a campanha de doze anos para tomar a terra da aristocracia moderna e devolver a propriedade ao povo que a cultivava, os trabalhadores diaristas. A partir de 1979, a luta pela reivindica\u00e7\u00e3o da coletiviza\u00e7\u00e3o da terra come\u00e7ou com uma greve de fome de mais de 700 vizinhos que durou meio m\u00eas. O processo continuou com inumer\u00e1veis ocupa\u00e7\u00f5es de lotes privados, e longas disputas e negocia\u00e7\u00f5es legais que finalmente lhes renderam, em 1991, a propriedade legal de uma vasta extens\u00e3o de terra chamada El Humoso, um latif\u00fandio de 1200 hectares que era propriedade do Duque del Infantado e que hoje \u00e9 administrado como uma cooperativa pelos trabalhadores de Marinaleda<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3016896\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda-1024x576.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda.jpg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda-300x169.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda-768x432.jpg 768w\" alt=\"\" \/><figcaption>O prefeito Gordillo: anarquismo e comunismo, com um toque crist\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na entrada da propriedade l\u00ea-se um grande letreiro: \u201cEsta terra \u00e9 para os trabalhadores diaristas desempregados de Marinaleda\u201d. No Humoso, a agricultura \u00e9 100% ecol\u00f3gica, os campos s\u00e3o irrigados e completados com oliveiras, estufas e viveiros. Foi tamb\u00e9m impulsada uma fazenda de cria\u00e7\u00e3o de cabras e ovelhas e uma f\u00e1brica local de conservas de legumes. Os pilares da produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o o piment\u00e3o, o feij\u00e3o, a alcachofra e o azeite de oliva.<\/p>\n<p>Reconhecendo que sua luta n\u00e3o foi apenas uma batalha local pela terra, os moradores de Marinaleda tornaram-se os l\u00edderes morais do movimento contra a austeridade na Espanha ap\u00f3s o colapso do sistema habitacional em 2008. E durante longos anos de crise econ\u00f4mica, Gordillo alcan\u00e7ou fama nacional por suas pol\u00edticas contra a pobreza, o desemprego e a falta de moradia que dispararam durante anos de recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Entrando em seu escrit\u00f3rio, a bandeira da Segunda Rep\u00fablica Espanhola \u2013 s\u00edmbolo da esquerda antifranquista \u2013 brilha com seu tricolor vermelho, amarelo e roxo no canto, enquanto uma fotografia de Che Guevara dirigindo-se \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas fica ao seu lado. A pe\u00e7a central da sala se assenta numa mesa redonda: uma escultura de punhos grandes erguidos, tratando de se libertar das correntes de ferro que prendem os pulsos. Abaixo do punho se l\u00ea gravado:\u201dMARINALEDA\u201d<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3016897\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda5-1024x682.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda5-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda5-300x200.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda5-768x512.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda5-272x182.jpg 272w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda5.jpg 1400w\" alt=\"\" \/><figcaption>A entrada de El Humoso, cooperativa de onde vem parte da riqueza compartilhada<\/figcaption><\/figure>\n<p>A filosofia pol\u00edtica de Gordillo amadureceu \u00e0 medida que o regime fascista espanhol se enfraquecia; ap\u00f3s a morte de Franco, Gordillo se envolveu com o Sindicato de Trabalhadores do Campo, uma uni\u00e3o agr\u00e1ria que se aliou ao Coletivo de Uni\u00e3o dos Trabalhadores (CUT) para apresentar Gordillo como candidato a prefeito nas primeiras elei\u00e7\u00f5es municipais espanholas em 1979, ap\u00f3s o colapso do regime de Franco.<\/p>\n<p>Depois de ganhar a prefeitura, Gordillo lan\u00e7ou uma campanha ap\u00f3s a outra com o objetivo de satisfazer as necessidades b\u00e1sicas das pessoas: alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua, moradia e eletricidade. O passo mais audacioso nesses primeiros anos foi a hist\u00f3rica greve de fome e ocupa\u00e7\u00e3o que buscava transferir vastas terras privadas para os camponeses sem terra. Explicando a raz\u00e3o desta greve de fome e desta ocupa\u00e7\u00e3o, Gordillo conta: \u201cCompreendemos que a luta contra o desemprego significava uma luta pela terra.\u201d Este confronto com os propriet\u00e1rios privados fez do gabinete de Gordillo um gabinete de prefeitos que enfrentou os problemas em suas ra\u00edzes; um gabinete raro e radical.<\/p>\n<p><strong>Uma Hist\u00f3ria de Consci\u00eancia Pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>Em nosso encontro, Gordillo enfatiza que a a\u00e7\u00e3o coletiva deve ser baseada em uma educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que desenvolva a consci\u00eancia de classe: \u201cas pessoas expropriadas devem organizar-se e identificar-se como expropriadas. Mesmo as classes m\u00e9dias tamb\u00e9m s\u00e3o expropriadas \u2013 da terra, do capital, do poder. E em Marinaleda, a consci\u00eancia de classe \u00e9 uma alta prioridade. Os murais contra-culturais que pintam as paredes do povo s\u00e3o testemunho da esperan\u00e7a que leva este povo \u00e0 a\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Mas Gordillo n\u00e3o \u00e9 um dogm\u00e1tico. Ele se inspira em todas as fontes, em qualquer ser humano que tenha sonhado em \u201cconstruir um mundo diferente no qual os recursos sejam colocados a servi\u00e7o das pessoas e n\u00e3o de interesses privados\u201d. Cita Gandhi, Che Guevara, Jesus Cristo, junto com a experi\u00eancia de na\u00e7\u00f5es que ainda lutam para serem reconhecidas como tais; os curdos, os saarauis, os palestinos. Ele diz: \u201cVoc\u00ea tem que tirar um pouco de cada um; voc\u00ea tem que tirar um pouco do anarquismo, do socialismo, do marxismo, do Che, de algumas coisas de L\u00eanin, de algumas coisas de todos e, acima de tudo, da sua pr\u00f3pria experi\u00eancia\u201d. A filosofia pol\u00edtica de Gordillo \u00e9 um mosaico de ideias endurecido na experi\u00eancia do genoc\u00eddio que a esquerda viveu durante o regime de Franco, a guerra civil e a ditadura, e moldado na mem\u00f3ria hist\u00f3rica do nacionalismo andaluz. Questionado sobre o que aprendeu com sua pr\u00f3pria experi\u00eancia, ele responde: \u201cA n\u00e3o-viol\u00eancia pode realizar qualquer coisa no mundo. Que tudo \u00e9 poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3016898\" src=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda3.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda3.jpg 800w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda3-300x201.jpg 300w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda3-768x515.jpg 768w, https:\/\/outraspalavras.net\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/190903-Marinaleda3-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" \/><figcaption>As paredes brancas cobertas de murais<\/figcaption><\/figure>\n<p>Perguntando a sua cita\u00e7\u00e3o de Cristo entre os seus her\u00f3is, ele nos explica que v\u00ea Cristo como o primeiro comunista. \u201cCristo era um revolucion\u00e1rio, e assim eles se livraram dele. Cristo o pacifista, Cristo o agitador, o reformador que declarou que o reino de Deus est\u00e1 dentro do homem, n\u00e3o em outro lugar, e certamente n\u00e3o dentro de um papa\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 esta tradi\u00e7\u00e3o social crist\u00e3, a mesma desenvolvida pela Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, que Gordillo reivindica. Ele insiste que \u201co cristianismo e o marxismo, o cristianismo e o comunismo s\u00e3o perfeitamente compat\u00edveis\u201d, e reconhece o papel de um elemento mais profundo \u2014 pessoal ou espiritual \u2014 no humanismo pol\u00edtico, demonstrando que, em contraposi\u00e7\u00e3o aos projetos neofascistas ou da \u201csupremacia teol\u00f3gica\u201d, pode-se reconstruir uma tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 progressista.<\/p>\n<p><strong>Marinaleda e a Solu<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o Cooperativa<\/strong><\/p>\n<p>Os sucessos s\u00f3cio-econ\u00f4micos da aldeia, como o pleno emprego, sal\u00e1rios igualit\u00e1rios de 1200 euros por m\u00eas (aproximadamente 4450 reais) em jornadas de 6 horas de trabalho ou a inexist\u00eancia de pol\u00edcia fazem-nos pensar sobre como o modelo cooperativo de Marinaleda seria transfer\u00edvel para outras regi\u00f5es. O modelo cooperativo tem sido acompanhado por um sistema participativo no qual todas as decis\u00f5es estrat\u00e9gicas do munic\u00edpio s\u00e3o tomadas em uma Assembl\u00e9ia Popular, bem como as pol\u00edticas de gest\u00e3o de terras e habita\u00e7\u00e3o, oferecendo habita\u00e7\u00e3o a partir de 15 euros por m\u00eas (aproximadamente 66 reais)<\/p>\n<p>O modelo cooperativista n\u00e3o apresenta inviabilidade estrat\u00e9gica. Em vez de canalizar lucros para executivos e acionistas que agregam pouco valor produtivo, uma cooperativa reinveste no capital da empresa, permitindo-lhe prosperar em tempos bons e sobreviver em tempos dif\u00edceis.\u00a0\u00c9 um modelo que salvaguarda aspira\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais conjuntas por meio de empresas de propriedade coletiva e controladas democraticamente.<\/p>\n<p>O conflito entre a gest\u00e3o e os trabalhadores \u00e9 minimizado gra\u00e7as \u00e0 representa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e \u00e0 tomada de decis\u00f5es, e o exemplo de cooperativas bem sucedidas como El Humoso de Marinaleda pode ser visto em outros lugares \u2013 como no caso representativo da cooperativa de Mondragon, a maior do mundo. Localizada no Pa\u00eds Basco, norte da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, ela emprega atualmente cerca de 81 mil trabalhadores e realiza um volume de neg\u00f3cio anual de mais de 11 bilh\u00f5es de euros (aproximadamente 50 bilh\u00f5es de reais).<\/p>\n<p>No atual decl\u00ednio da social-democracia, substitu\u00edda por um neoliberalismo social no contexto espanhol, as cooperativas s\u00e3o um mecanismo capaz de iniciar modelos transformadores de gest\u00e3o de recursos. O caso de Marinaleda revela o potencial de sucesso destes mecanismos intersetoriais, capazes de enfrentar as desigualdades estruturais resultantes do sistema atual. Num contexto de crise sist\u00eamica, econ\u00f4mica, ambiental, social e pol\u00edtica, materializada no ascenso das extremas direitas, estas pr\u00e1ticas oferecem formas eficazes de a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>No entanto, somente atrav\u00e9s desta a\u00e7\u00e3o coletiva, mobilizada pelas diversas organiza\u00e7\u00f5es pr\u00f3-cooperativistas, bem como pelos sindicatos, ser\u00e1 poss\u00edvel promover uma consci\u00eancia social efetiva, capaz de exigir pol\u00edticas que promovam a cooperativiza\u00e7\u00e3o da economia atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de incentivos fiscais e credit\u00edcios<\/p>\n<p>Marinaleda demonstra que uma comunidade dominada pela agricultura familiar ter\u00e1 uma estrutura social mais igualit\u00e1ria e uma vida institucional mais rica, colaborando n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas bem-sucedidas, como tamb\u00e9m na gera\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos emocionais e psico-afetivos, permitindo que essa gest\u00e3o seja, como diz Gordillo, \u201cuma forma de educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e de aquisi\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia de classe\u201d.<\/p>\n<p><em><strong>Gabriel Bayarri<\/strong> \u00e9 um escritor e antrop\u00f3logo espanhol<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Timothy Ginty<\/strong> \u00e9 um escritor australiano. Escreve em seu blog, <a href=\"http:\/\/livesandtimesblog.com\/\">Lives and Times: Writing on the World Around Us<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Scott Arthurson<\/strong> \u00e9 um escritor australiano.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"post-content--tags\">\n<div class=\"post-content--section-title\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terra e trabalho para todos. Jornadas de 6 horas. Sal\u00e1rios igualit\u00e1rios. Casa por cem reais. Mobiliza\u00e7\u00e3o permanente. Como o cooperativismo transformou a pequena Marinaleda num o\u00e1sis, em meio \u00e0 Europa em regress\u00e3o social e pol\u00edtica. 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