{"id":910203,"date":"2019-08-30T22:15:21","date_gmt":"2019-08-30T21:15:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=910203"},"modified":"2019-08-30T22:15:21","modified_gmt":"2019-08-30T21:15:21","slug":"recuperar-o-alimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/08\/recuperar-o-alimento\/","title":{"rendered":"Recuperar o alimento"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO alimento socialmente produzido como objeto de lucro (bem de troca e duvidoso bem de uso), atravessado pela g\u00eanese mercantil-colonial, a expans\u00e3o industrial capitalista, e agravado a n\u00edveis extremos nos marcos do neoliberalismo vigente, deixou h\u00e1 tempo de ser alimento. E suas consequ\u00eancias eminentemente pol\u00edticas s\u00e3o cruciais. Porque o alimento foi e ser\u00e1 semente indispens\u00e1vel do mais profundo sentido da politicidade da vida\u201d, escreve Leonardo Rossi, jornalista e pesquisador em assuntos relacionados \u00e0 soberania alimentar, impactos de projetos extrativistas e formas aut\u00f4nomas de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em artigo publicado por Ardea, 22-08-2019. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 do Cepat.<\/p>\n<p><strong>Eis o artigo.<\/strong><br \/>\nPerifericamente em um Ocidente epist\u00eamico, sob a anestesia das promessas sempre frustradas da urbanidade, com o ensurdecedor ru\u00eddo da f\u00e9 no progresso cientificista, e a l\u00e2mpada ofuscante da falsa ideia de desenvolvimento, n\u00f3s nos esquecemos dos componentes essenciais que tecem a trama da vida. Contudo, nem mesmo este pungente esquecimento, em si grave, \u00e9 o mais dram\u00e1tico.<\/p>\n<p>Essa amn\u00e9sia coletiva carrega como correlato intr\u00ednseco uma encalhada tara civilizat\u00f3ria pela qual nos obstinamos, dia a dia, em prejudicar as pr\u00f3prias fontes de nossos suportes elementares, que nos permitem se tornar organismos viventes. E ao fazer isso, sob uma marca profunda de soberba, celebramos a partir de um suposto dever ser da hist\u00f3ria os \u00eaxitos no avan\u00e7o de uma corrida fren\u00e9tica, que se em algo n\u00e3o tem competidores \u00e9 em sua capacidade (auto)destrutiva.<\/p>\n<p>Esta pot\u00eancia erosiva opera de uma vez em v\u00e1rios planos, profundamente entrela\u00e7ados: sanit\u00e1rio, ambiental, social, cultural e fundamentalmente \u2013 isto \u00e9 o interesse destas linhas \u2013 no das subjetividades pol\u00edticas. Enfatiza-se, aqui, a autodestrui\u00e7\u00e3o a partir da observa\u00e7\u00e3o de um desses n\u00f3s que formam o arcabou\u00e7o disso que chamamos humanidade: colocaremos no centro deste relato o alimento.<\/p>\n<p>Falaremos dessa fibra nutritiva que permite que a humanidade tenha vida biol\u00f3gica-cultural. Recuperaremos, ent\u00e3o, para o alimento, essa tessitura que brota na dan\u00e7a de infinitos processos misturados que surgem do fluir da luz solar, da \u00e1gua, da terra, do ar, dos minerais e das comunidades humanas e n\u00e3o humanas, para decantar em energia dispon\u00edvel para nossos corpos, como parte de um tapete de complexas e solid\u00e1rias redes de reciprocidade.<\/p>\n<p>Partamos de recolocar a vis\u00e3o no mais terreno. Nesses alimentos que todos os dias, em menor ou maior medida, na atualidade, s\u00e3o ingeridos por boa parte das mulheres e homens que conhecemos. Ao menos, acreditamos, entendemos e confiamos que s\u00e3o alimentos. Ou talvez j\u00e1 nem sequer questionamos se s\u00e3o ou n\u00e3o s\u00e3o alimentos.<\/p>\n<p>Pensemos em uma fruta com res\u00edduos e mais de vinte pesticidas. Em um punhado de macarr\u00e3o a base de uma farinha ultrarrefinada, produto de um trigo tratado com agroqu\u00edmicos que acabar\u00e1 em nosso intestino. Uma carne bovina com origem em um feed-lot\u00a0que deixou um solo morto, carregado de dejetos, j\u00e1 sem capacidade de ser assimilados, e far\u00e1 outro tanto em nosso metabolismo. Bolachas com derivados de soja e de milho transg\u00eanicos, que para chegar a ser coletados deixaram regi\u00f5es, rios e corpos de seu entorno mais pr\u00f3ximo carregados de produtos t\u00f3xicos e assim dialogar\u00e3o com nosso sistema digestivo. Por que isto se torna norma? Que mandato justifica este h\u00e1bito? Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias de tamanha contradi\u00e7\u00e3o-emo\u00e7\u00e3o pela pr\u00f3pria vida?<\/p>\n<p>Ao menos como primeira proposta, surge revisar nossa pr\u00f3pria humanidade, seu andar nesta terra, e ent\u00e3o recordar que, exceto situa\u00e7\u00e3o fortuita ou uma primeira experimenta\u00e7\u00e3o, mulheres e homens buscaram na longa marcha humana evitar a ingest\u00e3o sistem\u00e1tica \u2013 para al\u00e9m de bebidas e frutos que faziam parte de experi\u00eancias religiosas pontuais \u2013 de alimentos que colocassem em risco sua sa\u00fade. Ao contr\u00e1rio, a puls\u00e3o \u00e0 vida, entendida esta n\u00e3o em termos individuais, mas como sobreviv\u00eancia da coletividade, aponta completamente o oposto.<\/p>\n<p>M\u00faltiplos trabalhos de perfil antropol\u00f3gico, etnogr\u00e1fico, hist\u00f3rico e econ\u00f4mico d\u00e3o conta, h\u00e1 s\u00e9culos, de que o alimento era alimento com a finalidade de satisfazer e acabar com a necessidade fisiol\u00f3gica-cultural de saciar a fome de diversas comunidades, oferecer as melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade para se adaptar ao territ\u00f3rio habitado, ao mesmo tempo em que surgia do trabalho coletivo e tinha profundo sentido de enraizamento cultural.<\/p>\n<p>Como alcan\u00e7amos este presente de hiperconhecimento cient\u00edfico-aplicado, em que sobram produtos derivados do agro em termos de cotas alimentares, segundo os organismos internacionais, sem cessar a fome dos famintos, ao passo que a outra grande parte da massa que, sim, se alimenta, segundo os c\u00e2nones destas entidades, assiste a marcados processos de afec\u00e7\u00e3o em sua sa\u00fade, produto dessa mesma suposta alimenta\u00e7\u00e3o? Como nos esvaziamos dessa intensa hist\u00f3ria que relaciona o cuidado da terra, de nossos corpos, de nossas culturas e nossas comunidades?<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas, violentos processos expropriat\u00f3rios fizeram a tarefa inicial, sempre reeditada em novas geografias, para persistir depois mediante mecanismos insensibilizadores que nos tornam aut\u00f4matos sujeitos consumidores de suced\u00e2neos, insanos nutricionalmente, epistemicidas agroculturalmente e extremamente nocivos ecologicamente. E como n\u00f3, esses objetos carregam intrinsecamente a fundamental pegada despolitizadora da vida, t\u00e3o claramente expressa na disputa pelo alimento.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o podemos ignorar que a pol\u00edtica se baseia essencialmente na forma como as comunidades humanas se organizam para reproduzir a vida em v\u00ednculo com sua natureza exterior. Essa articula\u00e7\u00e3o coletiva, em busca de adapta\u00e7\u00e3o a diversas geografias e ciclos naturais, teve na obten\u00e7\u00e3o do alimento e da \u00e1gua seu sentido mais elementar, mesmo que j\u00e1 n\u00e3o recordemos mais disso.<\/p>\n<p>A politicidade do alimento e a politicidade da reprodu\u00e7\u00e3o da vida humana, em seu mais literal sentido material, s\u00e3o dois aspectos insepar\u00e1veis. Portanto, s\u00e3o chaves do fazer e, sobretudo, do pensar pol\u00edtico, ainda que n\u00e3o por acaso tenham sido apagados das p\u00e1ginas mais difundidas da teoria pol\u00edtica. Recolocarmo-nos a\u00ed, talvez nos permita desandar caminhos, para enfrentar a calamitosa crise civilizat\u00f3ria (clim\u00e1tica, ecol\u00f3gica, migrat\u00f3ria, pol\u00edtica, emocional) que atravessamos e, ent\u00e3o, sim, encontrar algumas poss\u00edveis respostas e propostas.<\/p>\n<p>Ser\u00e1, ent\u00e3o, tarefa urgente dotar de sentido pol\u00edtico nossa palavra-territ\u00f3rio em quest\u00e3o: o alimento. Ingerir um objeto carregado de veneno n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel. Se n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel, entendemos que n\u00e3o \u00e9 alimento. Um objeto que destr\u00f3i a terra s\u00f3 para gerar um lucro abstrato fere, nesse processo, nossos pr\u00f3prios suportes biof\u00edsicos. Portanto, digamos, n\u00e3o \u00e9 alimento. Um objeto, fruto do solo e do trabalho humano, que pode ser descartado em grande escala, porque n\u00e3o encontrou o melhor pre\u00e7o de mercado ou serve para especular, \u00e9 absolutamente lesivo em termos sociais. Ent\u00e3o, est\u00e1 claro, n\u00e3o \u00e9 alimento. E assim poder\u00edamos continuar.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o se trata de cair em um binarismo v\u00e3o sobre quem est\u00e1 no caminho correto da alimenta\u00e7\u00e3o e quem n\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, trata-se da busca sensata do cuidado sempre sentido em termos coletivos. De assumir que chegamos a este presente carregado de profundas feridas que chegam a nossa carne, permeiam nossos imagin\u00e1rios, e se manifestam em nossas inconscientes claudica\u00e7\u00f5es cotidianas, operadas atrav\u00e9s da alimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 quest\u00e3o, portanto, de caminhar a senda para recuperar o sentido pleno do alimento, n\u00e3o como objetivo pessoal em prol de uma dieta de melhor qualidade para um corpo isolado, mas como imposterg\u00e1vel disputa pol\u00edtica do nos reter como comunidades que compreendem seu formar parte desta trama da vida.<\/p>\n<p>\u00c9 deste ponto de partida que se torna imperioso deixar expl\u00edcito que isso do qual falamos diariamente n\u00e3o \u00e9 alimento. O alimento socialmente produzido como objeto de lucro (bem de troca e duvidoso bem de uso), atravessado pela g\u00eanese mercantil-colonial, a expans\u00e3o industrial capitalista, e agravado a n\u00edveis extremos nos marcos do neoliberalismo vigente, deixou h\u00e1 tempo de ser alimento. E suas consequ\u00eancias eminentemente pol\u00edticas s\u00e3o cruciais. Porque o alimento foi e ser\u00e1 semente indispens\u00e1vel do mais profundo sentido da politicidade da vida.<\/p>\n<p>A\u00ed foram forjados os la\u00e7os que sustentam esta esp\u00e9cie humana no planeta, como parte de uma gama diversa de \u201capoios m\u00fatuos\u201d, como bem destacou, h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, Kropotkin. O v\u00ednculo espiritual inalien\u00e1vel com a terra (que foi, \u00e9 e ser\u00e1) habitada, o trabalho comum, o saber e o sabor coletivo, e o cuidado do ecossistema (exterior-territ\u00f3rio e interior-corpo) se encontram \u2013 em sua dupla acep\u00e7\u00e3o \u2013 no alimento. Tudo isso tentaram e ainda insistem em minar de cima, com grande efic\u00e1cia em inocular a amn\u00e9sia de crescentes faixas dos \u201cde baixo\u201d.<\/p>\n<p>Quando a fil\u00f3sofa e ativista hindu Vandana Shiva lan\u00e7a a ideia de \u2018monoculturas da mente\u2019 para condensar a pot\u00eancia do agroneg\u00f3cio em termos de subjetividades, convida a revisar os imagin\u00e1rios que circulam diariamente, seja em forma de not\u00edcias, pol\u00edticas p\u00fablicas, legisla\u00e7\u00f5es, conversas no lar ou no espa\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cColheitas recorde\u201d, \u201cGrande expectativa pela entrada de divisas do agro\u201d, \u201cPujan\u00e7a da ind\u00fastria alimentar: cresce a venda de primeiras marcas\u201d, s\u00e3o frases que podemos recriar com base na experi\u00eancia discursiva hegem\u00f4nica que nos habita. Estas euf\u00f3ricas mensagens de celebra\u00e7\u00e3o t\u00eam seu reverso na preocupa\u00e7\u00e3o de setores pol\u00edtico-partid\u00e1rios, acad\u00eamicos e comunicacionais, quando estes indicadores caem. Uma vez e outra, a partir da chamada \u201copini\u00e3o p\u00fablica\u201d, alertam sobre os aliciados n\u00fameros macroecon\u00f4micas, como se de forma linear esses movimentos de mercado fossem uma marca indel\u00e9vel de um suposto bem-estar.<\/p>\n<p>Quando a mar\u00e9 dos grandes mercados est\u00e1 em uma boa, segundo essas concep\u00e7\u00f5es, pouco ou nada dizem os aduladores do crescimento em si a respeito dos impactos ecol\u00f3gicos, sanit\u00e1rios e subjetivos desses gr\u00e1ficos em alta. Quando vem a m\u00e1, claro, muito menos. No melhor dos casos, a qualidade do alimento, quem e como \u00e9 produzido, o que a estrutura social possui em sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 um debate sempre postergado, nunca t\u00e3o urgente como colocar um prato de comida para todos de forma imediata. E quem se oporia a isso [?]. N\u00e3o \u00e9 esse o ponto em quest\u00e3o. \u00c9 que as discuss\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o excludentes, ao contr\u00e1rio, indefectivelmente, devem ocorrer simultaneamente, se \u00e9 que genuinamente desejamos que a comunidade se alimente, se ansiamos uma sa\u00fade pr\u00f3spera dos corpos e os territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Dizia Hip\u00f3crates que \u201co alimento seja o seu rem\u00e9dio\u201d, e em pleno s\u00e9culo XXI parece que boa parte das vozes hegem\u00f4nicas, da direita e de boa parte da esquerda, n\u00e3o chegaram a compreender totalmente a frase. \u201cQue as dietas voltem a ter mais frutas, que volte a crescer o consumo de carne e peixe, e que aumente a ingest\u00e3o de leite\u201d, enfatizam dirigentes pol\u00edtico-partid\u00e1rios, comunicadores e diversos formadores de opini\u00e3o. E mais uma vez, ningu\u00e9m pode se opor. Frente \u00e0 brutal pilhagem de cima, o tempo alimentar se apressa.<\/p>\n<p>Mas, restam d\u00favidas de que j\u00e1 entramos tarde na discuss\u00e3o, de que \u00e9 imposterg\u00e1vel manifestar se queremos nos alimentar para se curar ou seguiremos com a ingest\u00e3o de suced\u00e2neos que multiplicam as problem\u00e1ticas sanit\u00e1rias em escala massiva [?]. Quem ainda pode desconhecer as graves patologias causadas pelos alimentos ultraprocessados, pelos microdoses de pesticidas que ingerimos diariamente, pelo sobreconsumo de carnes e leites de p\u00e9ssima qualidade, saturadas de antibi\u00f3ticos, de peixes extra\u00eddos de rios tingidos de glifosato e outros agrot\u00f3xicos [?].<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o do alimento n\u00e3o se trata de um tema que deva ficar reduzido a c\u00edrculos do ativismo, que podem muito bem marcar outros horizontes poss\u00edveis, assim como nunca deixaram de fazer comunidades camponesas e ind\u00edgenas. Mas, trata-se de interpelar e (com)mover estruturas sociopol\u00edticas e emocionais profundas. Claro que os \u201cformadores de opini\u00e3o\u201d, tomadores de decis\u00f5es em pol\u00edticas p\u00fablicas e agentes de mercado, sejam liberais, conservadores ou progressistas, ignoram esta urg\u00eancia ou deliberadamente a negam.<\/p>\n<p>Adiar esta discuss\u00e3o com a informa\u00e7\u00e3o hoje dispon\u00edvel \u00e9 temer\u00e1rio. \u00c9 n\u00e3o tomar nota da cat\u00e1strofe social, ecol\u00f3gica, sanit\u00e1ria que implica o atual padr\u00e3o civilizat\u00f3rio com um modelo agroalimentar brutal como base. Devemos remarcar este negacionismo, sem d\u00favidas, mas sobretudo ser\u00e1 necess\u00e1rio orientar o fluxo de energias pol\u00edticas em uma profunda pedagogia de baixo, baseada em um profundo sentido do amor, que retome a politicidade da vida na maior diversidade de \u00e2mbitos poss\u00edveis. Ser\u00e1 este (e j\u00e1 \u00e9) um processo, repleto de complexidade, assim como \u00e9 a vida em seu devir. N\u00e3o se pensa, aqui, em mudan\u00e7as instant\u00e2neas, em movimento de algumas pe\u00e7as e nomes como parte da (nunca alcan\u00e7ada) transforma\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a l\u00f3gica que sempre prometem de cima.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 necess\u00e1rio, ent\u00e3o, artesanalmente, cultivar o solo para que o retorno do alimento a nossas vidas cres\u00e7a com ra\u00edzes sadias e duradouras. Na diversa geografia que habitamos est\u00e3o dadas as condi\u00e7\u00f5es para transitar para alimenta\u00e7\u00f5es diversas, saud\u00e1veis, sustent\u00e1veis, em processos agroprodutivos agroecol\u00f3gicos, livres de xenobi\u00f3ticos, baseados em sua grande maioria em circuitos curtos de com\u00e9rcio, justos para agricultores e consumidores, com marcado sentido de solidariedade.<\/p>\n<p>J\u00e1 temos aval para iniciar o cultivo de nossas hortas do futuro, porque h\u00e1 grande quantidade de experi\u00eancias que multiplicam estas sementes de esperan\u00e7a: comunas pela agroecologia, cooperativas de produtores e produtoras, e redes agr\u00edcolas em transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, coletivos de consumo consciente e uma infinidade de exemplos.<\/p>\n<p>Que ent\u00e3o o alimento volte a ser a ess\u00eancia de nossas humanas exist\u00eancias, essas que sabem do cuidado da terra, da \u00e1gua, da biodiversidade, do corpo e do esp\u00edrito, do fazer em comum para dignificar nosso modo de sentir e pr\u00e1ticas, e em \u00faltima inst\u00e2ncia nosso pr\u00f3prio sentido de conceber a densidade pol\u00edtica da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO alimento socialmente produzido como objeto de lucro (bem de troca e duvidoso bem de uso), atravessado pela g\u00eanese mercantil-colonial, a expans\u00e3o industrial capitalista, e agravado a n\u00edveis extremos nos marcos do neoliberalismo vigente, deixou h\u00e1 tempo de ser alimento.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":361,"featured_media":910204,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[115,42,165,1253],"tags":[27573],"class_list":["post-910203","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ecologia-e-meio-ambiente","category-internacional-2","category-opiniao","category-saude","tag-alimento"],"yoast_head":"<!-- This site is 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