{"id":89119,"date":"2014-02-15T16:14:00","date_gmt":"2014-02-15T16:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=89119"},"modified":"2014-02-15T16:14:00","modified_gmt":"2014-02-15T16:14:00","slug":"mst-o-que-o-faz-necessario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2014\/02\/mst-o-que-o-faz-necessario\/","title":{"rendered":"MST: o que o faz necess\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>As imbrica\u00e7\u00f5es entre a quest\u00e3o agr\u00e1ria e a urg\u00eancia clim\u00e1tica aguardam o desassombro de um protagonista, capaz de arrastar tempos hist\u00f3ricos distintos.<\/p>\n<p>por: Saul Leblon do Portal Carta Maior<\/p>\n<p>No percurso dos seus 30 anos, o MST n\u00e3o pode ser acusado de benevol\u00eancia com qualquer  governo, nem mesmo com o atual, do PT \u2013 alvo, n\u00e3o raro, da contund\u00eancia de seu apoio cr\u00edtico. <\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o de 15 mil pessoas que o movimento promoveu  esta semana, em Bras\u00edlia, simult\u00e2nea ao seu VI Congresso, tampouco  sancionou  a facilidade com que a  emiss\u00e3o conservadora tem usado a rua, desde junho de 2013, para propagandear a sua pr\u00f3pria agenda.<\/p>\n<p>Sem aderir aos seguidores de  Pilatos, que lavam as m\u00e3os na drenagem dos protestos para as manchetes, o MST reiterou uma avalia\u00e7\u00e3o que confere \u00e0 gest\u00e3o Dilma o pior \u00edndice de assentamento, desde FHC.<\/p>\n<p>Pelas contas do movimento, foram menos de dez mil novas fam\u00edlias beneficiadas em 2013; pelas do governo, seriam 75 mil nos \u00faltimos tr\u00eas anos  \u2013ritmo modulado pela \u00eanfase deliberada na viabiliza\u00e7\u00e3o dos projetos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>A mesma passeata que cobrou mais ousadia da pol\u00edtica agr\u00e1ria  &#8211;pauta do encontro desta 5\u00aa feira entre a Presidenta Dilma e lideran\u00e7as do MST, dirigiu-se em seguida ao pr\u00e9dio do STF, que se viu cercado por  brados e faixas  autoexplicativas.<\/p>\n<p> \u2018Crime \u00e9 condenar sem prova\u2019, dizia uma delas. Outra: \u2018STF, ref\u00e9m da  Globo\u2019.<\/p>\n<p>Assim por diante.<\/p>\n<p>O cerco ao Supremo  mostra como fica dif\u00edcil manipular quem n\u00e3o quer ser  manipulado.<\/p>\n<p>Mais que isso: quem tem  discernimento  para enxergar na rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as existente a centralidade da contradi\u00e7\u00e3o determinante, sem abafar a urg\u00eancia dos conflitos  subjacentes.<\/p>\n<p>\u00c9 essa arg\u00facia de um movimento  que, n\u00e3o por acaso,  enfatiza a educa\u00e7\u00e3o de seus militantes  &#8211;chegou a construiu uma universidade&#8211;  que autoriza a aposta na capacidade do MST  reinventar  uma agenda hoje abafada  no debate do desenvolvimento brasileiro: a reforma agr\u00e1ria do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Uma peda\u00e7o dessa travessia passa, por certo, pelo desafio de reinscrever  a reforma agr\u00e1ria em um modelo de desenvolvimento que pavimente  um futuro capaz de produzir justi\u00e7a social e preservar os recursos que formam a base da vida na terra.<\/p>\n<p>A escolha do \u2018decrescimento\u2019, abra\u00e7ada, entre outros, pelo neoecologista,  ou econeoliberal, Andr\u00e9 Lara Resende, est\u00e1 longe de ser a resposta para essa dupla transi\u00e7\u00e3o (leia o artigo de Vicen\u00e7 Navarro, \u2018Os erros da tese do decrescimento econ\u00f4mico\u2019; nesta p\u00e1g.). <\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 de contabilidade malthusiana, mas de escolhas pol\u00edticas que condicionar\u00e3o  as formas de viver e de produzir  em nosso tempo.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese:  quem controlar\u00e1 a m\u00e1quina do desenvolvimento;  quem decidir\u00e1 como crescer, para qu\u00ea  e  para quem?<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata apenas de contemplar a emerg\u00eancia de um  desequil\u00edbrio ambiental que frequenta nossas janelas  em marcha batida amedrontadora.<\/p>\n<p>O economista Dan Rodrik , em artigo recente, lembra, ademais, que o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico limitar\u00e1 progressivamente a capacidade da ind\u00fastria de absorver a m\u00e3o de obra dispon\u00edvel nas cidades.  &#8220;Ser\u00e1 imposs\u00edvel, para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de pa\u00edses industrializados&#8221;, diz ele, &#8220;deslocar 25% ou  mais de sua for\u00e7a de trabalho para atividades de manufatura, como fizeram as economias do Leste Asi\u00e1tico&#8221; (a China em especial)\u201d.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o deprecia a import\u00e2ncia da industrializa\u00e7\u00e3o na matriz do desenvolvimento.<br \/>\nAo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ela continuar\u00e1 sendo a principal usina irradiadora de produtividade em um sistema econ\u00f4mico sofisticado, como o do Brasil.  Mas retira do setor a compet\u00eancia para gerar os empregos que a sociedade continuar\u00e1 a demandar.<\/p>\n<p> O conjunto dilata o horizonte daquilo que hoje se convenciona chamar  \u2018economia de servi\u00e7os\u2019.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e conceitual que a reforma agr\u00e1ria do s\u00e9culo XXI ter\u00e1 que reencontrar sua relev\u00e2ncia para n\u00e3o morrer \u2013ou talvez seja mais adequado dizer, renascer\u2014 no imagin\u00e1rio da sociedade.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de validar miragens de uma id\u00edlica volta ao campo. N\u00e3o h\u00e1 volta na roda da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A economia rural tamb\u00e9m se sofisticou tecnologicamente, em velocidade talvez at\u00e9 superior \u00e0 industrial , nos \u00faltimos 20 anos \u2013per\u00edodo no qual a incorpora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de novas \u00e1reas no Brasil cresceu 40% , enquanto  o volume da colheita de gr\u00e3os saltou 220%.<\/p>\n<p>Mesmo em projetos comerciais de  base org\u00e2nica, a atividade rural ser\u00e1 cada vez mais poupadora de bra\u00e7os.<\/p>\n<p>O  sentido a recuperar, portanto, n\u00e3o se restringe a esfera produtiva, em que pese a exalta\u00e7\u00e3o conservadora  de uma efici\u00eancia graneleira nunca escrutinada  em seu custo social e ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, registre-se, o Brasil figura como a na\u00e7\u00e3o mais urbanizada entre os gigantes do planeta, com 85% da popula\u00e7\u00e3o nas cidades.<br \/>\nTrezentos e oitenta anos de escravid\u00e3o, uma aboli\u00e7\u00e3o sem partilha da terra e uma ditadura que, em menos de tr\u00eas d\u00e9cadas, promoveu a transi\u00e7\u00e3o rural\/urbana que na\u00e7\u00f5es ricas levaram um s\u00e9culo para completar, explicam muito do presente  \u2018caos urbano\u2019, cujos  propagadores preferem n\u00e3o debater as origens remotas,nem recentes.<\/p>\n<p>Quem o faz, ainda, \u00e9 o MST.<\/p>\n<p>Sua presen\u00e7a inc\u00f4moda estende o fio da mem\u00f3ria entre  o golpe de 64, \u2018contra a agita\u00e7\u00e3o no campo\u2019, e a caixa de Pandora que o torniquete  civil-militar  instalou nas periferias conflagradas  das  metr\u00f3poles \u2013e mesmo fora delas. <\/p>\n<p>Cinquenta anos passados, cabe inaugurar um novo mirante para  rastrear o futuro que existe al\u00e9m da dimens\u00e3o exclusivamente  produtiva da reforma agr\u00e1ria enfatizada nos anos 60.<\/p>\n<p>Que continuar\u00e1 a existir,  ressalte-se.<\/p>\n<p>Sobretudo em projetos cooperativistas, vinculados a compras p\u00fablicas de alimentos \u2013caso, hoje,  de 30% da merenda escolar e do Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o da Alimentos,  exportado como ferramenta de combate \u00e0 fome em de fomento \u00e0 agricultura familiar para a AL e \u00c1frica.<\/p>\n<p>O  chave do novo horizonte  agr\u00e1rio  certamente passa pelo tema ambiental.<\/p>\n<p>O governo ensaiou uma resposta nessa dire\u00e7\u00e3o com os projetos de assentamentos agroflorestais.<\/p>\n<p>Mas sem atribuir-lhes, ainda,  a centralidade de uma diretriz estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>As imbrica\u00e7\u00f5es  entre a quest\u00e3o agr\u00e1ria e a urg\u00eancia clim\u00e1tica padecem, ademais, de uma quase uniforme neglig\u00eancia no debate program\u00e1tico da frente progressista que apoia o governo.<\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o seja um mero acaso.<\/p>\n<p>Talvez sejam agendas g\u00eameas, indecifr\u00e1veis  de fato enquanto mantidas  dissociadas ou  apenas vinculadas de forma ornamental nas prioridades de Estado.<\/p>\n<p>Uma,  remanescente do s\u00e9culo 19; a outra, contempor\u00e2nea da exacerba\u00e7\u00e3o capitalista em nossos dias.<\/p>\n<p>Juntas, ao lado de outras, aguardam o desassombro de um protagonista pol\u00edtico, capaz de arrastar tempos hist\u00f3ricos distintos, dando-lhes a coer\u00eancia impens\u00e1vel fora de uma agenda transformadora.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 pouco, como se v\u00ea,  o que desafia o MST a se reinventar, junto com o seu objeto, num momento em que ambos, reconhe\u00e7a-se,  foram desidratados pela universaliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais de combate \u00e0 fome e a mis\u00e9ria, no campo e nas cidades.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 isso que o faz necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>E, indispens\u00e1vel, se for capaz de  sacudir  e romper as trancas que isolam o mundo rural \u2013e a natureza&#8211;  do debate  sobre o novo ciclo de desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As imbrica\u00e7\u00f5es entre a quest\u00e3o agr\u00e1ria e a urg\u00eancia clim\u00e1tica aguardam o desassombro de um 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