{"id":872909,"date":"2019-06-18T23:25:44","date_gmt":"2019-06-18T22:25:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=872909"},"modified":"2019-06-18T23:25:44","modified_gmt":"2019-06-18T22:25:44","slug":"o-direito-ao-sagrado-dos-povos-do-terreiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/06\/o-direito-ao-sagrado-dos-povos-do-terreiro\/","title":{"rendered":"O direito ao sagrado dos povos do terreiro"},"content":{"rendered":"<p><em>Por<strong> Fran Alavina<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Umbanda e Candombl\u00e9 sofrem in\u00fameros \u2013 e violentos \u2013 ataques. Fanatismos e discursos hip\u00f3critas de toler\u00e2ncia, estimulados por algumas igrejas, agravam barb\u00e1rie. Direito de existir n\u00e3o basta: toda sacralidade deve ser respeitada<\/p>\n<p>Por que h\u00e1 pessoas de f\u00e9 que n\u00e3o reconhecem o sagrado do outro? De fato, esta pergunta poderia ser uma simples quest\u00e3o de filosofia da religi\u00e3o, por\u00e9m se trata de algo maior que uma simples especula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica: \u00e9 uma quest\u00e3o de fato, sentida na pele por n\u00f3s, povo do ax\u00e9.<\/p>\n<p>Os efeitos da intoler\u00e2ncia deixaram de se alojar nos discursos e agora tentam fazer morada nos nossos corpos, logo o corpo, que \u00e9 justamente para n\u00f3s o lugar, por excel\u00eancia, da manifesta\u00e7\u00e3o de nossa f\u00e9. J\u00e1 nos cinco primeiros meses desse ano, os casos de intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil contra o povo de Umbanda e Candombl\u00e9 est\u00e3o se igualando aos do ano passado. Por qu\u00ea? Tal fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 uma mera coincid\u00eancia do presente, mas algo que deita ra\u00edzes no discurso da toler\u00e2ncia, ou melhor, da falsa toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p>De fato, uma an\u00e1lise do hist\u00f3rico dos ataques aos povos de terreiro revela que o aumento da intensidade aos alvos favoritos se fortalece em uma tend\u00eancia difusa que considera a Umbanda e o Candombl\u00e9 como simples \u201cseitas\u201d, ou no m\u00e1ximo tradi\u00e7\u00f5es culturais, negando-lhes a identidade de Religi\u00e3o. Tanto \u00e9 assim que os mesmos grupos que praticam os ataques n\u00e3o o fazem contra outras religi\u00f5es n\u00e3o crist\u00e3s. Os alvos preferenciais n\u00e3o s\u00e3o templos budistas, ou mesquitas isl\u00e2micas, mas, na imensa maioria dos casos, os terreiros. Uma desproporcionalidade que deixa claro que contra a Umbanda e o Candombl\u00e9 h\u00e1 uma nega\u00e7\u00e3o de qualquer aspecto de dignidade do sagrado.<\/p>\n<p>Negar a identidade religiosa \u00e9 dizer, em outros termos, que n\u00e3o se reconhece sagrado algum. N\u00e3o h\u00e1 possibilidade de exist\u00eancia de consci\u00eancia religiosa sem reconhecimento do sagrado. \u00c9 a no\u00e7\u00e3o de sagrado que norteia toda e qualquer afetividade constitu\u00edda por uma f\u00e9. Logo, se a partir de um ponto de vista de uma determinada religi\u00e3o, em outra n\u00e3o se identifica qualquer sacralidade, n\u00e3o pode haver respeitabilidade igualit\u00e1ria. Dessa maneira, n\u00e3o se est\u00e1, portanto, diante de uma outra religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Vistas a partir de um ponto de vista \u201cfolcl\u00f3rico\u201d, a Umbanda e o Candombl\u00e9 s\u00e3o tomados como manifesta\u00e7\u00f5es menores, apresentadas sempre como exotismo, como se estivessem na diferen\u00e7a abissal entre o digno e o indigno; o respeit\u00e1vel e o rid\u00edculo. Desse modo, querem fazer ver como esdr\u00faxulas e esquisitas as nossas pr\u00e1ticas, criando para n\u00f3s a figura de uma f\u00e9 estranhada, e com caracter\u00edsticas irracionais, como se f\u00f4ssemos agentes de algo b\u00e1rbaro e rude, portanto, indigno. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s era comum se ouvir a frase eivada de preconceito: \u201cchuta que \u00e9 macumba!\u201d. Al\u00e9m de expressar uma viol\u00eancia escancarada, o sentido desta frase \u00e9 tra\u00e7ar uma clara linha de divis\u00e3o entre aquilo que pode ser tolerado e o que deve ser \u201cchutado\u201d. As pr\u00e1ticas discursivas j\u00e1 davam mostras das inten\u00e7\u00f5es de seus agentes, que agora passam do discurso \u00e0 pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Nesta mentalidade religiosa perturbada, que, de um lado, separa todas as outras religi\u00f5es, e, de outro, coloca a Umbanda e o Candombl\u00e9, se nega a dignidade do nosso sagrado. N\u00e3o \u00e9 que o nosso sagrado seja apenas menor, para eles nosso sagrado \u00e9 um n\u00e3o sagrado, tanto que o uso da for\u00e7a contra os terreiros n\u00e3o \u00e9 encarado como uma profana\u00e7\u00e3o, por\u00e9m como invas\u00e3o justa a um lugar qualquer, desprovido de qualquer respeitabilidade advinda de uma sacralidade comum.<\/p>\n<p>Da\u00ed o sil\u00eancio da maioria das lideran\u00e7as e dos praticantes de f\u00e9 crist\u00e3. Como n\u00e3o enxergam dignidade em nosso sagrado, os ataques contra n\u00f3s nunca s\u00e3o vistos com os mesmos olhos, caso fossem contra outras religi\u00f5es, dignas para eles desse termo, ou seja, tidas em mesmo p\u00e9 de igualdade. O que n\u00e3o estariam fazendo os bispos, padres e pastores se este mesmo n\u00famero de ataques fossem contras suas igrejas e templos? Certamente que estar\u00edamos muito pr\u00f3ximos, disso d\u00e1 mostras a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, de uma nova \u201cguerra santa\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o se comovem, pois n\u00e3o enxergam qualquer la\u00e7o de proximidade. O sil\u00eancio \u00e9 o consentimento expresso da falsa toler\u00e2ncia, repudia-se os ataques em uma \u201cnota oficial\u201d, quase sempre culpabilizando os indiv\u00edduos que realizam os ataques. Mas a culpa seria apenas destes, caracterizados pelos seus pr\u00f3prios irm\u00e3os de f\u00e9 como \u201cfan\u00e1ticos\u201d? Evidentemente que n\u00e3o, se apenas se tratasse de culpabilidade individual, os casos tenderiam a diminuir e n\u00e3o aumentar.<\/p>\n<p>De fato, aqueles de mesma f\u00e9 dos que praticam os ataques nunca se perguntam quais elementos de sua mentalidade e pr\u00e1tica religiosa permitem e fomentam este tipo de f\u00e9 agressiva, pois violentadora. Por isso, quando apenas culpabilizam os indiv\u00edduos ditos \u201cfan\u00e1ticos\u201d, deixam aberta a porta para que novos casos desse tipo aconte\u00e7am; e, enquanto isso, continuaremos a sofrer em nossos pr\u00f3prios corpos pelos erros de outros? Est\u00e1 na hora daqueles que se dizem homens e mulheres de f\u00e9 reconhecerem ou a hipocrisia de sua falsa toler\u00e2ncia, ou assumirem abertamente que sua f\u00e9 conduz e produz, ainda que n\u00e3o saibam por quais meios, pr\u00e1ticas violentas.<\/p>\n<p>Um crist\u00e3o deve se perguntar, antes de apenas lamentar, sincera ou fingidamente, porque algu\u00e9m, que professa a mesma f\u00e9 que ele, \u00e9 capaz de torturar e ferir em nome de um credo comum. Se afirmam que aqueles a quem chamam de \u201cfan\u00e1ticos\u201d n\u00e3o s\u00e3o dignos de serem chamados de crist\u00e3os, que se perguntem tamb\u00e9m por que seus \u201cfan\u00e1ticos\u201d irm\u00e3os de f\u00e9, ao contr\u00e1rio deles, se consideram bons crist\u00e3os. A resposta n\u00e3o deve vir de n\u00f3s, que sofremos viol\u00eancias di\u00e1rias, mas dos lugares de onde saem os que as praticam.<\/p>\n<p>Podemos fazer com justi\u00e7a estes questionamentos, por n\u00e3o atacarmos, nem profanamos templos ou igrejas de outras religi\u00f5es, e nem retribuirmos os ataques com mais ataques do mesmo tipo. E por que n\u00e3o fazemos? Porque h\u00e1 uma diferen\u00e7a de natureza que constitui um dos paliares identit\u00e1rios de nossa f\u00e9: n\u00e3o somos religi\u00f5es exclusivistas. Religi\u00f5es exclusivistas fingem se tolerar, pois cada uma reclama para si o monop\u00f3lio da verdade. Cada uma v\u00ea na outra o erro, a falsa f\u00e9, que poder\u00e1 ser debelado atrav\u00e9s da convers\u00e3o. Portanto, enquanto se v\u00eaem em disputa, tendem a se suportarem nos limites de uma concorr\u00eancia que pode ser amig\u00e1vel, ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Desse modo, entre profiss\u00f5es de f\u00e9 exclusivistas, n\u00e3o h\u00e1 discurso mais hip\u00f3crita que o discurso da toler\u00e2ncia, pois as diferentes pr\u00e1ticas de f\u00e9 se suportam, enquanto concorrem entre si, enquanto uma v\u00ea na outra os futuros novos fi\u00e9is. Tolerar e competir para profiss\u00f5es de f\u00e9 exclusivistas \u00e9 a mesma coisa. Dessa maneira, aquelas pr\u00e1ticas de f\u00e9 que n\u00e3o seguem o modelo exclusivista devem ser tidas como n\u00e3o religi\u00f5es, pois n\u00e3o expressam, nem se moldam pelo modelo concorrencial. Neste, s\u00f3 se identifica sacralidade, por mais paradoxal que pare\u00e7a, naqueles que professam um sagrado \u00fanico. S\u00e3o como advers\u00e1rios que se reconhecem por usarem as mesmas armas.<\/p>\n<p>Ocorre que n\u00e3o professamos o monop\u00f3lio da verdade, nem a exist\u00eancia de uma f\u00e9 \u00fanica excludente. N\u00e3o se trata, portanto, para n\u00f3s de uma simples quest\u00e3o de toler\u00e2ncia, mas de reconhecimento da dignidade do nosso sagrado. Se reconhecemos a dignidade do sagrado dos outros, por que n\u00e3o reconhecem a dignidade do nosso? N\u00e3o queremos ser apenas tolerados, pois n\u00e3o apenas toleramos, n\u00e3o fazemos da nossa f\u00e9 a express\u00e3o de um jogo concorrencial: reconhecemos a dignidade do sagrado que h\u00e1 em toda forma de f\u00e9, a sacralidade de toda religiosidade.<\/p>\n<p>O discurso da toler\u00e2ncia \u00e9 pouco, conduz \u00e0 hipocrisia e tem se mostrado ineficaz, pois se tolerar \u00e9 consentir para concorrer, permitir a exist\u00eancia das diferen\u00e7as n\u00e3o \u00e9 o mesmo que reconhecer a igualdade de dignidade dos diferentes. \u00c9 um crit\u00e9rio \u00e9tico que s\u00f3 se pode exigir algo na mesma medida em que tamb\u00e9m se pode oferecer aquilo que \u00e9 exigido, por isso, que se reconhe\u00e7a a dignidade de nosso sagrado, e n\u00e3o se continue a repetir hipocritamente que nos toleram. N\u00e3o basta tolerar! Isso pode servir para as religi\u00f5es exclusivistas, n\u00e3o para n\u00f3s.<\/p>\n<p>A convers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nossa meta. N\u00e3o faz nenhum sentido para n\u00f3s uma f\u00e9 que se queira universal: \u00fanica e mesma para todos. Reconhecemos que a pr\u00e1tica da f\u00e9 \u00e9 um chamado que fala no sil\u00eancio e no mais profundo de um indiv\u00edduo, n\u00e3o \u00e9 uma mera convic\u00e7\u00e3o lit\u00fargica que se adere em culto exterior, por\u00e9m express\u00e3o daquilo que h\u00e1 de mais aut\u00eantico na vida interior.<\/p>\n<p>Tantos s\u00e3o os indiv\u00edduos, tantas e diferentes s\u00e3o as pr\u00e1ticas de f\u00e9. T\u00e3o digno \u00e9 o sagrado para n\u00f3s, que n\u00e3o o reconhecemos apenas sob uma \u00fanica forma, t\u00e3o digno ele \u00e9 para n\u00f3s, que o reconhecemos em todas as formas de f\u00e9, sem discrimin\u00e1-las entre verdadeiras e falsas, dignas ou indignas.<\/p>\n<p>Mesmo sob ataques, permanecemos firmes, n\u00e3o porque sejamos mais verdadeiros que outros, mas porque nossa f\u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 digna e sagrada: nem mais, nem menos que as outras!<\/p>\n<p>Ax\u00e9!<\/p>\n<p>Ka\u00f4 kabecil\u00ea Xang\u00f4<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fran Alavina Umbanda e Candombl\u00e9 sofrem in\u00fameros \u2013 e violentos \u2013 ataques. Fanatismos e discursos hip\u00f3critas de toler\u00e2ncia, estimulados por algumas igrejas, agravam barb\u00e1rie. 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