{"id":8468,"date":"2012-03-14T00:00:00","date_gmt":"2012-03-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-03-15T09:35:40","modified_gmt":"2012-03-15T09:35:40","slug":"pinheirinhox-dona-francisca-e-o-ensaio-que-nao-fiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/03\/pinheirinhox-dona-francisca-e-o-ensaio-que-nao-fiz\/","title":{"rendered":"Pinheirinho, Dona Francisca e o ensaio que n\u00e3o fiz"},"content":{"rendered":"<p>No dia 19 de janeiro, cheguei ao Pinheirinho para realizar um trabalho fotogr\u00e1fico. O ensaio seria sobre as lutas pelas quais as mulheres t\u00eam passado nos \u00faltimos anos e as moradoras do Pinheirinho seriam algumas das personagens retratadas &#8211; n\u00e3o somente, mas tamb\u00e9m elas. Acompanhada de Anderson, um colega fot\u00f3grafo que havia estado por l\u00e1, cheguei no in\u00edcio da tarde \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o. Ao lado da cerca que margeava o terreno de 1,3 mi de m\u00b2, estava a carca\u00e7a de um \u00f4nibus queimado dias antes. O ato indicava um pouco o grau de tens\u00e3o que reinava ali desde o final do ano passado, quando foi expedida uma liminar que previa a reintegra\u00e7\u00e3o daquela \u00e1rea ocupada desde 2004 por mais de 1600 fam\u00edlias. <\/p>\n<p>Entre idas e vindas de liminares autorizando e impedindo tal reintegra\u00e7\u00e3o, tentativas de resist\u00eancia, incertezas e desconfian\u00e7as reinavam.<br \/>\nLogo na entrada do terreno, uma casa sem reboco e em ch\u00e3o batido funciona como sede administrativa da comunidade. Alguns sof\u00e1s velhos, cadeiras, dois banheiros, uma mesa e garrafas de caf\u00e9 ocupam o espa\u00e7o. Homens, mulheres, crian\u00e7as que entram por ali, todos me cumprimentam. Pe\u00e7o para chamarem uma das lideran\u00e7as e, ap\u00f3s alguns minutos, Juarez, um homem de 1,80m, magro, olhos claros, rosto marcado, aparece guiando uma bicicleta, pois, segundo ele, como a \u00e1rea \u00e9 muito grande, percorr\u00ea-la a p\u00e9 seria invi\u00e1vel, ainda mais quando se precisa articular a comunidade, atender a imprensa e sobreviver. Claro, pois durante todo o tempo \u2013 independentemente da reintegra\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o \u2013 tanto ele quanto os demais moradores precisam trabalhar e Juarez tem seu sustento dividido entre uma pequena mercearia dentro da pr\u00f3pria casa e a cata\u00e7\u00e3o de sucata nas \u00e1reas pr\u00f3ximas, atividade predominante entre boa parte das fam\u00edlias que vivem ali. <\/p>\n<p>Explico minha inten\u00e7\u00e3o com o ensaio fotogr\u00e1fico e Juarez logo me encaminha \u00e0 casa de Dona Francisca, uma senhora negra de 67 anos de idade com cinco filhos, quatro dos quais tamb\u00e9m vivem ali. Toda sorridente, gesticulando com as m\u00e3os repletas de an\u00e9is e pulseiras, ela me recebe e come\u00e7a a contar sua hist\u00f3ria. Natural da Para\u00edba, em 2004 veio viver no Pinheirinho por n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de pagar aluguel. Aos poucos, com o sal\u00e1rio do marido e o dinheiro recebido por ela para cuidar das crian\u00e7as da vizinhan\u00e7a, foi construindo a casa. Naquela quinta-feira, o que h\u00e1 sete anos fora um barraco de madeira em meio ao mato repleto de cobras, agora era um im\u00f3vel de alvenaria de um quarto, sala, cozinha, banheiro e \u00e1rea externa. \u201cIsso aqui \u00e9 um para\u00edso. Antigamente tinha que levantar \u00e0s quatro da manh\u00e3 para pegar 50 litros de \u00e1gua para o dia todo, agora n\u00e3o\u201d, conta referindo-se ao sistema de \u00e1gua encanada conseguido pelos moradores, o popular \u201cgato\u201d. \u201cA gente quer pagar a \u00e1gua e a luz, mas ele n\u00e3o regulariza n\u00f3s (sic)\u201d fala citando o prefeito da cidade, Jo\u00e3o Cury. <\/p>\n<p>No quarto, cimento e reboco aguardam a poeira da tentativa de desocupa\u00e7\u00e3o abaixar para darem forma \u00e0 t\u00e3o sonhada su\u00edte do casal, ou melhor, de Dona Francisca, j\u00e1 que o marido morreu h\u00e1 tr\u00eas anos sem conseguir terminar a reforma. Mas Dona Francisca quer dar vaz\u00e3o \u00e0quele sonho e j\u00e1 est\u00e1 na quarta presta\u00e7\u00e3o do material da su\u00edte. Ao custo de R$ 98,00, cada presta\u00e7\u00e3o \u00e9 pouco menos de um quinto de sua renda. Outra inten\u00e7\u00e3o de Dona Francisca para logo \u00e9 ajudar na organiza\u00e7\u00e3o da festa de oito anos de exist\u00eancia do Pinheirinho, no pr\u00f3ximo dia 26 de fevereiro.<br \/>\nFeito esse primeiro contato com a moradora, parto para conhecer tr\u00eas outras. Encontro Dona Cleonice, catadora de papel, Dona Nilzete, dona de casa, e Nani, m\u00e3e do pequeno Lucas, de exatos sete dias de vida. Cada uma me conta parte de sua hist\u00f3ria e ficamos de nos reencontrar na pr\u00f3xima semana para dar continuidade ao meu ensaio, mas j\u00e1 no domingo recebo a informa\u00e7\u00e3o de que a pol\u00edcia havia entrado no local e as fam\u00edlias estavam sendo despejadas. Aquelas mulheres n\u00e3o saem da minha cabe\u00e7a. Volto ao Pinheirinho no in\u00edcio da tarde daquele dia, a reintegra\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 sendo feita, fam\u00edlias inteiras se dirigem \u00e0 frente do terreno onde tendas de pl\u00e1stico branco armadas pela prefeitura ser\u00e3o suas novas moradas. A pol\u00edcia reprime com bombas de borracha e efeito moral qualquer rea\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a aceita\u00e7\u00e3o silenciosa de ter sido retirado de casa somente com a roupa do corpo. <\/p>\n<p>Reencontro Dona Cleonice com o marido tentando entrar em uma das tendas. Despejados, somente conseguiram pegar algumas pe\u00e7as de roupas e um dos carrinhos usados para recolher papel. Trocamos poucas palavras, depois disso n\u00e3o a vi mais. \u00c0 noite, vou para uma igreja, onde v\u00e1rias fam\u00edlias est\u00e3o abrigadas. Sou informada de que as tendas serviram como uma esp\u00e9cie de triagem para os \u201cverdadeiros\u201d abrigos, escolas e quadras poliesportivas, mas eles s\u00e3o insuficientes e o padre da regi\u00e3o oferece a igreja como morada provis\u00f3ria. L\u00e1 est\u00e1 Dona Nilzete com os filhos e os netos, ela s\u00f3 consegue me dizer \u201cVoc\u00ea viu o que fizeram com a gente? Por qu\u00ea?\u201d, tento achar alguma justificativa, mas n\u00e3o encontro. <\/p>\n<p>Como ali h\u00e1 um n\u00famero maior de mulheres e crian\u00e7as, parto para encontrar Nani e Dona Francisca, pergunto sobre alguma m\u00e3e de rec\u00e9m-nascido, mas a \u00fanica que encontro \u00e9 a m\u00e3e de uma garotinha de um m\u00eas. S\u00f3 reencontro Dona Francisca dias depois em um gin\u00e1sio de esportes, o abrigo do Morumbi, tamb\u00e9m rotulado pela popula\u00e7\u00e3o de Favela do Cury. Sentada em um colch\u00e3o encostado em uma das grades da quadra do lugar, ela n\u00e3o consegue olhar nos meus olhos. Com a cabe\u00e7a baixa repete que trataram os moradores do Pinheirinho como se fossem bandidos. Sento com ela no ch\u00e3o e come\u00e7amos a conversar, n\u00e3o tenho coragem de falar que estive no terreno onde era o Pinheirinho, inclusive em sua casa, e que tudo havia sido destru\u00eddo. \tEla ent\u00e3o descreve o que deixou l\u00e1, como a cama, o rak, a mesa, os quadros, o guarda-roupa de cinco portas, o material do banheiro, o p\u00e9 de manga ainda carregado&#8230; cada descri\u00e7\u00e3o minuciosa me leva para os destro\u00e7os que havia visto e registrado h\u00e1 pouco. Ao final, ela me pergunta \u201cComo vou conseguir recuperar tudo isso? N\u00e3o sou mais uma menina, tenho idade, l\u00e1 era a minha casa, eu constru\u00ed ali bloco por bloco\u201d. E ela insiste em ter alguma resposta minha, mas n\u00e3o consigo esbo\u00e7ar nenhuma, nem qualquer palavra de consolo. Agora quem n\u00e3o olha em seus olhos e abaixa a cabe\u00e7a sou eu. <\/p>\n<p>Entenda o caso Pinheirinho<\/p>\n<p>O local conhecido como Pinheirinho, situa-se na regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, interior de S\u00e3o Paulo, e foi ocupado durante oito anos por centenas de fam\u00edlias sem-teto. O terreno pertence \u00e0 massa falida da empresa Selecta, cujo propriet\u00e1rio \u00e9 o especulador financeiro Naji Nahas, que j\u00e1 foi investigado e preso temporariamente pela Pol\u00edcia Federal na opera\u00e7\u00e3o Satiagraha. Ap\u00f3s idas e vidas de medidas judiciais, em 22 de janeiro, sem aviso ou negocia\u00e7\u00e3o com os moradores do local, helic\u00f3pteros, carros blindados e mais de 1.800 policiais militares armados invadiram a \u00e1rea para retirar as pessoas de suas casas, calcula-se que 6.000 pessoas viviam l\u00e1.<\/p>\n<p>Levados para abrigos tempor\u00e1rios, os moradores permaneceram nestes locais at\u00e9 o \u00faltimo 6 de mar\u00e7o quando o \u00faltimo abrigo foi desativado. Muitas dessas fam\u00edlias perderam tudo durante a desocupa\u00e7\u00e3o violenta do Estado que, como contrapartida, ofereceu a elas um aux\u00edlio aluguel de R$ 500 por 6 meses. O valor \u00e9 insuficiente para alugar uma casa com 1 dormit\u00f3rio naquela regi\u00e3o. Muitas fam\u00edlias est\u00e3o vivendo na casa de parentes ou amigos. Como v\u00e1rios moradores s\u00e3o naturais de outros Estados, a quem desejasse tamb\u00e9m foi oferecido passagem de volta \u00e0 sua terra natal. Dona Francisca optou por ficar em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, como os R$ 500 n\u00e3o eram suficientes para alugar uma casa, foi morar com a filha e a fam\u00edlia da mesma, tamb\u00e9m despejada do Pinheirinho. <\/p>\n<p>Juliana Pereira \u2013 \u00e9 jornalista independente e est\u00e1 dando continuidade ao ensaio sobre as lutas das mulheres no decorrer dos anos, embora n\u00e3o tenha previs\u00e3o de quando ele ir\u00e1 terminar. As mulheres do antigo Pinheirinho estar\u00e3o presentes no trabalho. <\/p>\n<p>Confira aqui o ensaio completo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mulheres do Pinheirinho\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u6WJr8SbEKo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 22 de janeiro, ap\u00f3s idas e vidas de medidas judiciais, o Pinheirinho, \u00e1rea em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos ocupada durante oito anos por centenas de fam\u00edlias sem-teto, foi cercado por policiais armados que, sem aviso ou negocia\u00e7\u00e3o com os moradores, invadiram o local para retirar as pessoas de suas casas. 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