{"id":838549,"date":"2019-04-11T20:50:45","date_gmt":"2019-04-11T19:50:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=838549"},"modified":"2019-04-11T20:53:30","modified_gmt":"2019-04-11T19:53:30","slug":"licoes-africanas-para-a-crise-venezuelana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/04\/licoes-africanas-para-a-crise-venezuelana\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es africanas para a crise venezuelana"},"content":{"rendered":"<p>texto por Felipe Honorato<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se no per\u00edodo das chamadas grandes navega\u00e7\u00f5es a justificativa das pot\u00eancias coloniais para a escraviza\u00e7\u00e3o de negros africanos foi religiosa, no per\u00edodo do imperialismo capitalista colonial, os principais paradigmas para ocupa\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o do continente africano foram econ\u00f4micos e cient\u00edficos: na famosa controv\u00e9rsia de Valladolid, o imp\u00e9rio espanhol decidiu que os \u00edndios n\u00e3o poderiam ser escravizados, pois possu\u00edam meia alma; negros africanos nem mesmo entraram na discuss\u00e3o e, nos s\u00e9culos posteriores, foram vistos como solu\u00e7\u00e3o ideal \u00e0 quest\u00e3o determinada por Las Casas e seus pares; at\u00e9 o s\u00e9culo XVII, \u00a0pode-se dizer que europeus mantinham rela\u00e7\u00f5es estritamente comerciais com seus pares africanos. A presen\u00e7a do europeu no continente era restrita a entrepostos comerciais na costa, a exemplo da Costa do Ouro (atual Gana), que possuiu provis\u00f5es inglesas, portuguesas e dinamarquesas, e a atual cidade do Cabo, um posto de passagem da antiga Companhia Holandesa das \u00cdndias Orientais. Com a segunda revolu\u00e7\u00e3o industrial e a emerg\u00eancia, ap\u00f3s processos de unifica\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia na Europa, de tr\u00eas novos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">players<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> importantes no cen\u00e1rio mundial \u2013 It\u00e1lia, Alemanha e B\u00e9lgica \u2013, a Europa se viu \u00e1vida para conquistar novos mercados \u2013 tanto para conquistar novos mercados consumidores, quanto mercados para investir os excedentes que a burguesia que estava conquistando de forma sucessiva \u2013 e obter mat\u00e9ria-prima, principalmente \u00f3leo lubrificante obtido atrav\u00e9s de oleaginosas \u2013 palmeiras e gr\u00e3os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma rela\u00e7\u00e3o que, at\u00e9 ent\u00e3o, era pautada pelo com\u00e9rcio, n\u00e3o poderia mudar sem nenhuma explica\u00e7\u00e3o que parecesse minimamente plaus\u00edvel. Por isso, para al\u00e9m das justificativas econ\u00f4micas tratadas acima, o processo de ocupa\u00e7\u00e3o de \u00c1frica e do sudeste asi\u00e1tico acabou por se apoiar tamb\u00e9m nas teorias de superioridade racial produzidas principalmente pela antropologia e pela biologia. Uma das desculpas mais usadas por reis e outros chefes de Estado para invadirem e ocuparem ricas por\u00e7\u00f5es de terra no al\u00e9m mar era de que, aqueles povos n\u00e3o-brancos que viviam em um modo de vida distinto dos conceitos do europeu ocidental \u2013 portanto, um modo de vida interpretado como \u201cprimitivo\u201d -, tinham de ser tutorados ao caminho do desenvolvimento \u2013 este era o \u201cfardo do homem branco\u201d, segundo o poema de Kipling. Portanto, ocupar aquelas terras, na opini\u00e3o deles, era algo bom, de prop\u00f3sito filantr\u00f3pico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um desavisado pode se espantar ao ver este discurso; por\u00e9m, hoje, ele continua vigente, apenas se apropriou de novos termos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A filantropia de \u201clevar a civiliza\u00e7\u00e3o\u201d a aqueles povos de ontem \u00e9 hoje o discurso do \u201clevar a democracia\u201d a um certo pa\u00eds ou regi\u00e3o. Foi assim, recentemente, no Iraque, na L\u00edbia, na Ucr\u00e2nia, na S\u00edria, no Egito, e, agora, est\u00e1 sendo assim na Venezuela. Por\u00e9m, ao verificarmos a situa\u00e7\u00e3o destes pa\u00edses ap\u00f3s o processo de deposi\u00e7\u00e3o de seus antigos l\u00edderes, o que se constata \u00e9 que todos est\u00e3o muito longe do que se poderia chamar de democracia plena; ao contr\u00e1rio, o que se instalou foram conflitos intermin\u00e1veis pela falta de uma solu\u00e7\u00e3o negociada ou ent\u00e3o regimes pol\u00edticos que, coincidentemente, s\u00e3o favor\u00e1veis ao interesse de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do capital internacional. Como todos sabem, a Venezuela \u00e9 um dos principais produtores de petr\u00f3leo no mundo, o que nos p\u00f5e imediatamente a refletir sobre as reais inten\u00e7\u00f5es de se querer \u201clevar a democracia\u201d para l\u00e1. Ao mesmo tempo, pa\u00edses sofrendo com graves crises humanit\u00e1rias e instabilidade pol\u00edtica n\u00e3o recebem a mesma aten\u00e7\u00e3o \u2013 Haiti, Sud\u00e3o do Sul, Mianmar s\u00e3o alguns exemplos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre janeiro e fevereiro de 1960, realizou-se em Bruxelas, capital belga, uma roda de negocia\u00e7\u00f5es entre lideran\u00e7as pol\u00edticas do ent\u00e3o Congo Belga e da ent\u00e3o Ruanda-urundi, e autoridades metropolitanas. Nestas negocia\u00e7\u00f5es, que determinaram como seria o processo de retomada da autonomia destes territ\u00f3rios, foi acordado que em maio do referido ano seriam realizadas elei\u00e7\u00f5es no Congo, e, at\u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o de uma constitui\u00e7\u00e3o, a chamada Lei Fundamental serviria como a carta magna do pa\u00eds. Realizado o primeiro pleito da hist\u00f3ria congolesa, Patrice Emory Lumumba foi eleito o primeiro primeiro-ministro do pa\u00eds rec\u00e9m-independente. Lumumba, que impressionando seus pares pan-africanos, acabou por ser eleito tamb\u00e9m secret\u00e1rio do Congresso Pan-africano em 1958, na cerim\u00f4nia de cess\u00e3o do poder do pa\u00eds dos belgas para os congoleses, chocou a todos ao fazer, para uma plateia que contava com a presen\u00e7a do rei Baldu\u00edno, um discurso que invocava o direito dos congoleses de controlar a explora\u00e7\u00e3o de seus recursos naturais e serem os principais beneficiados por esta atividade. Por isto, era visto com uma figura nacionalista demais e um potencial l\u00edder que levaria o Congo \u00e0 esfera de influ\u00eancia sovi\u00e9tica. O Congo era precioso no contexto da guerra fria, por suas enormes reservas de minerais estrat\u00e9gicos \u2013 h\u00e1 quem diga que, por exemplo, todo material radioativo presente nas bombas que cairam sobre Hiroshima e Nagasaki foi extra\u00eddo de minas congolesas; al\u00e9m disto, os belgas, em seu modelo de explora\u00e7\u00e3o em parceria com a iniciativa privada, tinham ali dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares investidos e n\u00e3o estavam dispostos a arriscar, mesmo com a independ\u00eancia pol\u00edtica de sua ex-col\u00f4nia, que as velhas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas fossem profundamente modificadas. Foi, ent\u00e3o, posto em pr\u00e1tica um plano para desestabiliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, com o incentivo e amparo ao processo de cessess\u00e3o da prov\u00edncia do Catanga, principal polo minerador do pa\u00eds, uma posterior pris\u00e3o e assassinato de Patrice Lumumba e, ao fim, o r\u00e1pido reconhecimento do governo de Joseph Mobutu, que assumiu atrav\u00e9s de um golpe de Estado. O ditador, que sempre foi bem vindo na Casa Branca e em Bruxelas, se tornou, com os ganhos il\u00edcitos de sua atua\u00e7\u00e3o fraudulenta como presidente congol\u00eas, o homem mais rico do mundo, ao mesmo tempo que, em seu pa\u00eds, a mis\u00e9ria era generalizada. Em certa ocasi\u00e3o, Mobutu fretou um dos Concordes da Air France para levar, com despesas pagas, familiares e amigos para passarem alguns dias na Disney; enquanto isto, no ano de 1988, a prov\u00edncia do Alto Zaire registrava 800 novos casos di\u00e1rios de lepra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No in\u00edcio dos anos 2000, emergiu ao poder, na Am\u00e9rica Latina, um grupo de pol\u00edticos, majoritariamente de centro-esquerda, que passou modificar a sistem\u00e1tica de explora\u00e7\u00e3o das commodities que havia em seus pa\u00edses, e, com os ganhos que obtiveram com essas mudan\u00e7as, passaram a promover uma expans\u00e3o, mesmo que t\u00edmida, mas muito influente, nos estados de bem estar social de suas respectivas na\u00e7\u00f5es. Alguns destes l\u00edderes se auto-denominaram representantes de um \u201csocialismo bolivariano\u201d, a destacar Hugo Ch\u00e1vez, na Venezuela, e Evo Morales, na Bol\u00edvia. Tal postura, com o tempo, acabou se chocando com o velho <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">establishment<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 as elites nacionais e o interesse econ\u00f4mico internacional. \u00c9 \u00f3bvio que, nas ci\u00eancias humanas, cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma, pois s\u00e3o influenciadas por aspectos hist\u00f3ricos, econ\u00f4micos e sociais muito particulares; no entanto, alguns paralelos entre a crise atual na Venezuela e a crise do Congo podem ser estabelecidos. Se olharmos de forma mais generalista, \u00e9 poss\u00edvel ver paralelos na evolu\u00e7\u00e3o das duas crises: l\u00edderes que n\u00e3o se identificam com o velho <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">establishment<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> s\u00e3o eleitos, modificando as velhas rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas; inicia, ent\u00e3o, uma s\u00e9rie de tentativas de desestabiliza\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio nacional. No Congo, o processo foi um pouco mais r\u00e1pido; na Venezuela, vem desde os primeiros anos do governo Ch\u00e1vez, passando por uma diversidade de t\u00e1ticas que acabaram se consolidando em san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e apoio a diversos l\u00edderes opositores ao governo que, hora a hora, v\u00e3o surgindo. O nome da vez \u00e9 Juan Guaid\u00f3, que se proclamou presidente de facto e foi prontamente reconhecido pela maior parte da comunidade internacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como no Congo o l\u00edder apoiado pelas grandes democracias e pot\u00eancias ocidentais comandou, de forma ditatorial, abusando dos direitos humanos e perseguindo opositores pol\u00edticos, \u00a0por 32 anos, o apoio \u00e0 Guaid\u00f3 por parte das grandes pot\u00eanciais internacionais hoje, a maioria delas democracias, n\u00e3o avaliza que ele ser\u00e1 um democrata exemplar, pois interesses pol\u00edticos, econ\u00f4micos e diplom\u00e1ticos n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos de democracia. Da mesma forma, o que parece \u00e9 que nenhuma das grandes pot\u00eancias internacionais envolvidas na crise est\u00e1 preocupada com a quest\u00e3o humanit\u00e1ria do povo venezuelano: assim como os belgas, quando apoiaram o plano de assassinar Patrice Lumumba para salvaguardar seus investimentos no Congo, russos e chineses tamb\u00e9m o est\u00e3o fazendo \u00a0dando suporte a Maduro, da mesma forma que estadunidentes vislumbram, fazendo forte campanha contra Maduro, que as suas rela\u00e7\u00f5es com o pa\u00eds sul-americano voltem a ser como antes da chegada da vertente socialista bolivariana ao poder.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>texto por Felipe Honorato Se no per\u00edodo das chamadas grandes navega\u00e7\u00f5es a justificativa das pot\u00eancias coloniais para a escraviza\u00e7\u00e3o de negros africanos foi religiosa, no per\u00edodo do imperialismo capitalista colonial, os principais paradigmas para ocupa\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o 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