{"id":822604,"date":"2019-03-13T18:47:29","date_gmt":"2019-03-13T18:47:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=822604"},"modified":"2019-03-13T19:03:14","modified_gmt":"2019-03-13T19:03:14","slug":"literatura-africana-uma-janela-a-ser-aberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/03\/literatura-africana-uma-janela-a-ser-aberta\/","title":{"rendered":"Literatura africana: uma janela a ser aberta"},"content":{"rendered":"<p>Texto por Felipe Honorato<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da grande tradi\u00e7\u00e3o oral que h\u00e1 em muitas partes de \u00c1frica, existem, no continente, muitos autores e autoras que produzem uma literatura que os padr\u00f5es ocidentais chamaria de erudita. No entanto, tirando 4 nomes que chegam \u00e0s nossas prateleiras \u2013 Mia Couto, Pepetela, Chimamanda e Nelson Mandela, atrav\u00e9s de sua biografia -, a literatura africana praticamente n\u00e3o est\u00e1 presente nas livrarias brasileiras. A literatura africana, al\u00e9m de seu refinamento \u2013 vale lembrar que o continente j\u00e1 arrebanhou 4 pr\u00eamios Nobel de Literatura, com o nigeriano Wole Soyinka, em 1984, o eg\u00edpcio Naguib Mahfouz em 1988, a Sul-africana Nadine Gordimer em 1991, e o tamb\u00e9m sul-africano J.M. Coetzee em 2003, al\u00e9m de 6 pr\u00eamios Cam\u00f5es \u2013 serve tamb\u00e9m para iluminar um pouco do obscurantismo que cerca o conhecimento que o brasileiro de forma geral tem sobre o continente. A seguir, deixo algumas dicas de livros, sejam eles acad\u00eamicos ou liter\u00e1rios, e artigos com os quais tive contato e indico para todos que queiram conhecer um pouco mais sobre o que \u00e9 escrito em \u00c1frica e, o mais importante, a narrativa sobre o continente constru\u00edda por seus pr\u00f3prios filhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma grande quest\u00e3o, para quem se interessa por \u00c1frica, \u00e9 conhecer a hist\u00f3ria do continente e fugir das narrativas constru\u00eddas por olhares \u201cex-\u00f3pticos\u201d &#8211; olhares externos e que, muitas vezes, carregam velhos estere\u00f3tipos. Por isso, come\u00e7o indicando dois grandes manuais sobre hist\u00f3ria da \u00c1frica escrito por dois pesquisadores nascidos no continente. Elikia M\u2019Bokolo \u00e9 um historiador congol\u00eas. Filho de um m\u00e9dico congol\u00eas que teve de fugir com a fam\u00edlia para a Fran\u00e7a ap\u00f3s o assassinato do l\u00edder independentista Patrice Lumumba, diz que escolheu sua profiss\u00e3o ap\u00f3s ouvir, em um discurso, o mesmo Lumumba falar sobre a hist\u00f3ria dos africanos pelos africanos. Ele escreveu uma obra cl\u00e1ssica, dividida em dois volumes (tomos), que percorre a hist\u00f3ria da \u00c1frica negra da antiguidade at\u00e9 a contemporaneidade: \u201c\u00c1frica negra: hist\u00f3ria e civiliza\u00e7\u00f5es\u201d. Os dois volumes da obra \u2013 sendo que o primeiro engloba a hist\u00f3ria africana at\u00e9 o s\u00e9culo XVII, e o segundo do S\u00e9culo XIX em diante &#8211; \u00a0foram publicados no Brasil atrav\u00e9s de um trabalho conjunto entre a Casa das \u00c1fricas e a Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), mas se encontram, como uma representante da pr\u00f3pria editora me confessou na \u00faltima feira do livro da USP, \u201cesgotad\u00edssimos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para quem estiver interessado mais especificamente na hist\u00f3ria da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, pa\u00eds com o qual mantenho uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima, minha dica s\u00e3o dois trabalhos do historiador Didier Gondola. Conheci a obra de Gondola atrav\u00e9s de um africanista especialista em cultura popular africana pelo qual nutro imensa admira\u00e7\u00e3o \u2013 o professor Wilson Trajano Filho, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Ele, em uma disciplina, nos indicou um cap\u00edtulo do livro \u201c Gendered Encounters: Challenging Cultural Boundaries and Social Hierarchies in Africa\u201d chamado \u201cPopular Music, Urban Society, and Changing Gender Relations in Kinshasa, Zaire (1950-1990)\u201d. Este cap\u00edtulo, escrito por Charles Didier Gondola, \u00e9 minha primeira indica\u00e7\u00e3o de leitura da obra deste historiador. Nele, ele fala sobre como o Congo colonial era um local de hibridiza\u00e7\u00e3o, como esta hibridiza\u00e7\u00e3o foi respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica popular congolesa e como a m\u00fasica popular congolesa acabou por transformar-se numa arma para vencer barreiras de g\u00eanero na atual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. Gondola, que \u00e9 professor da Universidade de Indiana, nos EUA e tem o t\u00edtulo de doutor em Hist\u00f3ria Africana pela Universidade de Paris VII \u2013 Denis Diderot, escreveu tamb\u00e9m um livro sobre a hist\u00f3ria do Congo intitulado \u201cThe History of Congo\u201d, o qual tamb\u00e9m deixo como dica para quem quiser saber mais sobre a hist\u00f3ria do maior pa\u00eds da \u00c1frica Central.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jean Mabeko-Tali \u00e9 um um historiador e romancista congol\u00eas \u2013 nasceu na Rep\u00fablica do Congo, tamb\u00e9m chamada de Congo-Brazzaville para se diferenciar do vizinho Congo-Kinshasa (Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo). Conviveu de perto com muitos nomes da luta pela independ\u00eancia angolana, que se refugiaram e organizaram sua resist\u00eancia no Congo-Brazzaville e, depois, ap\u00f3s ter estudado na Fran\u00e7a, foi \u00e0 mesma Angola, agora independente, dar aulas na Universidade Agostinho Neto, em Luanda. Ele possui um artigo, que me fez refletir bastante, que trata sobre a sistem\u00e1tica de explora\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o das maiores pot\u00eancias coloniais, com foco principal nos franceses: diferen\u00e7as e aproxima\u00e7\u00f5es entre o mandato direto, metodologia de explora\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o francesa, o mandato indireto, metodologia de explora\u00e7\u00e3o e espolia\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, e a metodologia belga, um h\u00edbrido entre o modelo franc\u00eas e o modelo brit\u00e2nico. Este artigo se chama \u201cConsidera\u00e7\u00f5es sobre o despotismo colonial, e a gest\u00e3o centralizada da viol\u00eancia no Imp\u00e9rio colonial franc\u00eas\u201d e est\u00e1 acess\u00edvel, de forma gratuita, <\/span><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-87752013000300006&amp;lang=pt\"><span style=\"font-weight: 400;\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se existe uma regi\u00e3o africana que teve o contexto p\u00f3s-colonial marcado por duras consequ\u00eancias trazidas no arrasto dos antigos regimes coloniais, essa regi\u00e3o \u00e9 a dos grandes lagos africanos, especialmente os pa\u00edses que tem como ex-metr\u00f3pole a B\u00e9lgica: Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Ruanda, Burundi. Ruanda e Burundi foram tomadas por disputas \u00e9tnicas entre Hutus, de origem Bantu, e Tutsis, povo que tem suas origens na atual Eti\u00f3pia e que o colonizador, atrav\u00e9s de teorias racistas, escolheu para ser seu parceiro no empreendimento colonial \u2013 apoiado no mito ham\u00edtico. Isso, ap\u00f3s os processos de independ\u00eancia pol\u00edtica, acabou por descambar numa s\u00e9rie de genoc\u00eddios, dentre os quais o mais letal foi o ocorrido em Ruanda em 1994 \u2013 foram 800 mil pessoas assassinadas entre os meses de abril e julho do referido ano. Para quem quiser ler mais sobre este tr\u00e1gico evento, indico duas obras \u2013 uma acad\u00eamica e outra liter\u00e1ria. Mahmood Mamdani \u00e9 um historiador ugand\u00eas. Como seu nome nos adianta, ele \u00e9 um africano com ra\u00edzes indiana \u2013 e sofreu, em seu pa\u00eds de origem, por causa de sua ascend\u00eancia. Ele, que fez sua educa\u00e7\u00e3o superior nos Estados Unidos e participou da luta pelos direitos civis, \u00e9 hoje professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, ap\u00f3s ter ocupado posi\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas em duas grandes universidades africanas: a Universidade de Makerere, em Uganda, e a Universidade da Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul. Mamdami \u00e9 o autor do livro \u201cWhen victims become killers\u201d (\u201cquando v\u00edtimas se tornam assassinos\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre para o portugu\u00eas), em que trata, com entrevistas feitas com envolvidos no genoc\u00eddio, inclusive, do contexto hist\u00f3rico que formou o ambiente que possibilitou a matan\u00e7a em Ruanda, do genoc\u00eddio em si e de suas consequ\u00eancias. Infelizmente, este livro ainda n\u00e3o conta com tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. Scholastique Mukasonga \u00e9 uma escritora ruandesa. Ela esteve nos \u00faltimos dois anos no Brasil e, em 2017, foi uma das estrelas da Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, a Flip. De etnia Tutsi, se refugiou na Fran\u00e7a e viu sua fam\u00edlia ser diretamente afetada pelo genoc\u00eddio. No livro \u201cA Mulher de P\u00e9s Descal\u00e7os\u201d, ela conta mem\u00f3rias familiares e pessoais sobre a trag\u00e9dia de 1994.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 \u00e9poca da independ\u00eancia da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, anos de 1959 e 1960, mais especificamente, o poder colonial belga n\u00e3o enfrentava nenhuma amea\u00e7a armada ao seu territ\u00f3rio ocupado. Apesar de ter sempre empregado a viol\u00eancia de forma sist\u00eamica contra os congoleses na col\u00f4nia \u2013 seja ela f\u00edsica, como as mutila\u00e7\u00f5es e castigos f\u00edsicos nos seringais e no extrativismo do marfim, ou simb\u00f3lica, atrav\u00e9s da racismo e da supress\u00e3o de direitos pol\u00edticos e civis -, os congoleses lutaram por sua independ\u00eancia atrav\u00e9s de meios pac\u00edficos. Ainda assim, quando Patrice Lumumba foi eleito o primeiro primeiro-ministro congol\u00eas, as pot\u00eancias ocidentais viram no nacionalismo dele um porta de entrada para o comunismo. Assim, as atitudes das grandes pot\u00eancias para com o Congo foram dr\u00e1sticas: apoio \u00e0 secess\u00e3o do Catanga, assassinato de Patrice Lumumba, golpe de Estado e imposi\u00e7\u00e3o de uma ditadura que duraria 32 anos e seria marcada pelo enriquecimento mais do que suspeitoso do ditador Joseph Mobutu, uma rotina de abuso dos direitos humanos e passe livre para a explora\u00e7\u00e3o, por parte de mineradoras estrangeiras, das riquezas minerais do Congo. Sobre este contexto, apesar de sempre ter negado, tratou Sony Labou Tansi. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sony Labou Tansi nasceu em Kimwanza, ent\u00e3o Congo Belga, em 1947 e faleceu em 14 de junho de 1995, em Brazzaville, Rep\u00fablica do Congo, v\u00edtima da Aids. Foi dramaturgo, romancista, poeta, diretor de teatro e ator, al\u00e9m de professor de ingl\u00eas. Tansi foi fundador da companhia de teatro \u201cRocado-Zulu Theatre de Brazzaville\u201d, com a qual rodava o mundo a fazer apresenta\u00e7\u00f5es. A obra do escritor \u00e9 composta, majoritariamente, por pe\u00e7as teatrais. Dentre elas, pode-se destacar \u201cConscience de tracteur\u201d, sua primeira pe\u00e7a e que venceu o pr\u00eamio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Concours theatral interafricain de Radio-France Internationale<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> em 1979. Romances foram, ao todo, 8 publicados, 6 deles pela importante editora \u00c9ditions du Seuil: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cL&#8217;Ant\u00e9-peuple<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, de 1983, recebeu o<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Grand prix litt\u00e9raire d&#8217;Afrique noire; <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Aqui indico seu primeiro romance, \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">La Vie et demie<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (\u201cLife and a Half\u201d em ingl\u00eas), publicado em 1979.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O enredo de Life and a Half se desenrola na imagin\u00e1ria Rep\u00fablica da Katamalanasia; sua capital, Yourma, \u00e9 onde a maior parte das a\u00e7\u00f5es do romance acontece. Providential Guide \u00e9 um l\u00edder violento e adepto do canibalismo \u2013 n\u00e3o dificilmente tortura at\u00e9 a morte e depois come seus opositores; ex-ladr\u00e3o e perseguido pela pol\u00edcia, muda de identidade e de cidade, emergindo ao poder por meio de um golpe de estado, ap\u00f3s tra\u00e7ar uma carreira de prest\u00edgio dentro das for\u00e7as armadas. Seu governo, que dura 25 anos, \u00e9 suportado por uma combina\u00e7\u00e3o de 3 for\u00e7as: viol\u00eancia; o apoio do que o autor chama de \u201cpot\u00eancia estrangeira\u201d; ajuda estrangeira \u2013 a t\u00e9cnica \u00e9 descrita no livro: no caso de uma a\u00e7\u00e3o do governo, o n\u00famero de mortos \u00e9 sempre diminu\u00eddo; no caso de um desastre, o n\u00famero de v\u00edtimas \u00e9 sempre inflado, para que se possa receber ajuda externa. Martial era o l\u00edder da resist\u00eancia ao governo de Providential Guide, a qual comandava desde a cidade de Yourma-la-neuve. Perdeu a luta armada contra as tropas governamentais, que receberam aux\u00edlio da dita \u201cpot\u00eancia estrangeira\u201d e, depois de morto, virou m\u00e1rtir. Martial deixou uma filha \u2013 Cha\u00efdana. \u00danica a sobreviver de sua fam\u00edlia, Cha\u00efdana era dona de uma beleza inigual\u00e1vel, fato que se mostra essencial no decorrer da narrativa. \u00c9 por meio do enlace destas 3 personagens que o livro se desenvolve. Life and a half \u00e9, estruturalmente, dividido em 9 cap\u00edtulos, todos eles sem t\u00edtulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da import\u00e2ncia da obra, o livro de Sony Labou Tansi, mesmo publicado h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, ainda n\u00e3o conta com tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para quem quiser navegar pela literatura africana para al\u00e9m das dicas que trouxe aqui, um bom ponto de partida \u00e9 a lista dos 100 melhores livros africanos do s\u00e9culo XX. Este projeto nasceu na Feira Internacional do Livro do Zimb\u00e1bue em 1998 e acabou se concretizando em um cerim\u00f4nia de gala em 22 de julho de 2002 na Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul. De uma lista inicial de 1521 t\u00edtulos propostos por indiv\u00edduos e organiza\u00e7\u00f5es, uma sele\u00e7\u00e3o pr\u00e9via escolheu 500 t\u00edtulos de onde sa\u00edram as 100 obras finais. Na lista est\u00e3o nomes incontest\u00e1veis da vida liter\u00e1ria, pol\u00edtica e acad\u00eamica africana do s\u00e9culo XX, como o senegal\u00eas L\u00e9opold S\u00e9dar Senghor, os ganeses Anthony Appiah e Kwame Nkrumah, o mo\u00e7ambicano Eduardo Mondlane e o guineense Almicar Cabral. A lista pode ser acessada <\/span><a href=\"https:\/\/www.ascleiden.nl\/content\/webdossiers\/africas-100-best-books-20th-century\"><span style=\"font-weight: 400;\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (em ingl\u00eas).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Boa Leitura!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por Felipe Honorato Apesar da grande tradi\u00e7\u00e3o oral que h\u00e1 em muitas partes de \u00c1frica, existem, no continente, muitos autores e autoras que produzem uma literatura que os padr\u00f5es ocidentais chamaria de erudita. 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