{"id":814714,"date":"2019-03-01T18:42:56","date_gmt":"2019-03-01T18:42:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=814714"},"modified":"2019-03-02T21:01:59","modified_gmt":"2019-03-02T21:01:59","slug":"cristino-escritor-wapichana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2019\/03\/cristino-escritor-wapichana\/","title":{"rendered":"Cristino: Escritor Wapichana"},"content":{"rendered":"<p>Entrei no facebook em fevereiro de 2013. Logo me deparei com a entrevista feita no m\u00eas de janeiro a Daniel Munduruku por Fernanda Faustino para a Global Editora. A not\u00edcia que Daniel fosse escritor ind\u00edgena de etnia munduruku chamou minha aten\u00e7\u00e3o. Achei \u00a0profundas e originais suas palavras; elas se acomodaram dentro de mim at\u00e9 que, um belo dia, exigiram ser traduzidas e divulgadas. A vers\u00e3o em italiano da entrevista foi publicada em\u00a0outubro de 2013, no n\u00famero 53 da <em>Sagarana<\/em>, revista de literatura fundada na It\u00e1lia pelo escritor carioca J\u00falio Monteiro Martins. A partir da entrevista do Daniel, passei a\u00a0 acompanhar o movimento dos escritores ind\u00edgenas brasileiros. Outra agrad\u00e1vel surpresa me alcan\u00e7ou quando li o nome de Cristino Wapichana, autor nascido em Roraima, porque nessa terra morei por \u00a0muitos anos, sempre atuando na defesa dos direitos dos povos ind\u00edgenas presentes no Estado; portanto a not\u00edcia s\u00f3 podia despertar minha curiosidade em rela\u00e7\u00e3o ao autor wapichana e seu percurso criativo. Para segui-lo de perto e regularmente, em julho de 2014 lhe pedi amizade no facebook. Em janeiro de 2019, durante uma estadia em Boa Vista, tive a alegria de conhec\u00ea-lo pessoalmente. Foi agrad\u00e1vel constatar que seu jeito de ser e fazer corresponde \u00e0 ideia que dele tinha me feito; quer dizer que a personalidade do ser humano que Cristino \u00e9, combina perfeitamente com aquela do escritor e m\u00fasico. N\u00e3o h\u00e1 atitudes contradit\u00f3rias entre o homem e o artista; essa coer\u00eancia interior, essa harmonia entre o ser e o fazer, me levaram a determinar que a produ\u00e7\u00e3o e a est\u00e9tica do Cristino mereciam ser estudadas. Alimento a esperan\u00e7a que esse meu ensaio contribua a canalizar luzes e cores sobre o escritor wapichana e sua obra.<\/p>\n<p>Para colaborar com a reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do pr\u00f3prio movimento dos intelectuais \u00a0ind\u00edgenas, fa\u00e7o quest\u00e3o de lembrar um texto que tem sido fundamental para mim em fun\u00e7\u00e3o\u00a0 do envolvimento pessoal com a educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena. Estou me referindo ao livro de Daniel Matenho Cabixi, ind\u00edgena pareci, cujo t\u00edtulo \u00e9 <em>A quest\u00e3o ind\u00edgena<\/em>. Publicado em Cuiab\u00e1 em 1984 pelo CDTI \u2013 Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Terra e \u00cdndio, o texto traz a reflex\u00e3o do pensador pareci especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 passagem da \u201ceduca\u00e7\u00e3o paro o \u00edndio\u201d, at\u00e9 ent\u00e3o imposta por Estado e Igreja, \u00e0 \u201ceduca\u00e7\u00e3o ind\u00edgena\u201d, pensada e gerenciada pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas. O ensaio de Daniel Cabixi muito tem influenciado indigenistas e leis da \u00e9poca, contribuindo grandemente para que a transforma\u00e7\u00e3o se tornasse realidade. Cumprida a obriga\u00e7\u00e3o moral de incluir o nome de Daniel Matenho Cabixi entre os intelectuais e pensadores que anteciparam o movimento dos escritores ind\u00edgenas brasileiros contempor\u00e2neos, vamos ao encontro de Cristino Wapichana.<\/p>\n<p>Cristino Pereira dos Santos descende do povo wapichana. Nasce em Boa Vista, \u00a0\u00a0Roraima, \u00a0em julho de 1971. Come\u00e7a sua trajet\u00f3ria nas artes ainda jovem, como m\u00fasico e compositor premiado, cineasta, escritor e produtor do Encontro de Escritores e Artistas Ind\u00edgenas. \u00c9 tamb\u00e9m contador de hist\u00f3rias e palestrante sobre tem\u00e1ticas ind\u00edgenas em escolas, universidades e entidades como o SESC \u2013\u00a0Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio e o SESI \u2013\u00a0Servi\u00e7o Social da Industria. Em 2008 Cristino deixa Roraima para ir trabalhar com Daniel Munduruku e ajud\u00e1-lo na organiza\u00e7\u00e3o de encontros de escritores e de outros eventos relacionados \u00e0 literatura ind\u00edgena. Come\u00e7a, ent\u00e3o, a se envolver com o projeto coletivo idealizado por Daniel Munduruku, que visa incentivar autores ind\u00edgenas a escreverem suas hist\u00f3rias e as hist\u00f3rias de seus povos.<\/p>\n<p>Em 2007 Cristino \u00e9 vencedor do Concurso Tamoios\/ FNLIJ\/UKA (Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Juvenil e Instituto UKA) com o texto <em>A on\u00e7a e o fogo<\/em>, publicado em 2009 pela Editora Amarilys. Em 2008 e 2014 \u00e9 indicado ao Pr\u00eamio da Ordem do M\u00e9rito Cultural da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica pelos relevantes trabalhos em prol da cultura ind\u00edgena brasileira. <em>A oncinha Lili<\/em> \u00e9 publicado em 2014 pela Editora Edebe. Sempre em 2014, as Paulinas editam <em>Sapatos trocados: como o tatu ganhou suas grandes garras.<\/em> No ano da publica\u00e7\u00e3o, esse livro \u00e9 lan\u00e7ado durante a Bienal Internacional do Livro de S\u00e3o Paulo, e \u00e9 presente no Sal\u00e3o Internacional do Livro de Frankfurt, Alemanha.\u00a0 Em 2015 \u00e9 selecionado para compor o acervo b\u00e1sico da FNLIJ, e \u00e9 presente no Sal\u00e3o do Livro de Paris; no espa\u00e7o cultural Krejberg, atores franceses interpretam a hist\u00f3ria que a obra conta; e Cristino participa tamb\u00e9m da segunda edi\u00e7\u00e3o de Printemps Litt\u00e9raire Br\u00e9silien, na Sorbonne. Em 2016 <em>Sapatos trocados<\/em> \u00a0entra a fazer parte do Programa Leitura\u00e7o para ser lido nas escolas da rede municipal de S\u00e3o Paulo; \u00e9 tamb\u00e9m adaptado a espet\u00e1culo pelo grupo Makunaicontos.<\/p>\n<p>Em 2014 a hist\u00f3ria <em>A boca da noite<\/em> recebe men\u00e7\u00e3o honrosa no Concurso Tamoios FNLIJ\/UKA e, em 2016, \u00e9 publicada pela Zit Editora. Em 2017 o livro recebe uma s\u00e9rie de pr\u00eamios e reconhecimentos: selo altamente recomend\u00e1vel FNLIJ; Pr\u00eamio FNLIJ\/Of\u00e9lia Fontes, categoria Crian\u00e7a; Pr\u00eamio FNLIJ, categoria Melhor Ilustra\u00e7\u00e3o; Pr\u00eamio Jabuti, categoria Infantil; selo White Revens da Biblioteca de Munique; selecionado para o cat\u00e1logo da Feira do Livro para Crian\u00e7as de Bolonha, It\u00e1lia; traduzido e publicado na Dinamarca e na Su\u00e9cia, pa\u00eds onde em 2018 ganha a Estrela de Prata do Pr\u00eamio Peter Pan. A obra \u00e9 tamb\u00e9m adaptada a espet\u00e1culo pelo grupo Makunaicontos. Sempre em 2018, Cristino Wapichana \u00e9 o escritor brasileiro escolhido para figurar na Lista de Honra da IBBY \u2013 Internacional Board on Book for Young People, organiza\u00e7\u00e3o criada em Zurich, Sui\u00e7a, em 1953, que promove a literatura infantil no mundo.<\/p>\n<div id=\"attachment_814742\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-814742\" class=\"size-large wp-image-814742\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cristino-720x559.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"559\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cristino-720x559.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cristino-300x233.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cristino-768x596.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cristino.jpg 1167w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-814742\" class=\"wp-caption-text\">Cristino e a capa de &#8220;O C\u00e3o e o Curumim&#8221;. Foto arquivo pessoal.<\/p><\/div>\n<p>Os quatro primeiros livros s\u00e3o dirigidos\u00a0 a crian\u00e7as menores, enquanto que <em>O c\u00e3o e o curumim<\/em>, publicado pela Editora Melhoramentos em 2018, \u00e9 em um texto mais volumoso e mais reflexivo, indicado para o publico juvenil na faixa de 08 a 12 anos. Como ep\u00edgrafe, Cristino coloca as frases \u201cHist\u00f3rias que moram em mim\u201d e \u201cO sentido da exist\u00eancia est\u00e1 na cor do encontro\u201d. No livro se l\u00ea \u201c&#8230;.. que \u00a0os moradores da aldeia precisavam ser \u00f3timos leitores do seu lugar. A leitura era um exerc\u00edcio di\u00e1rio, pois, quanto mais a gente lia, o ambiente e tudo que vivia ali, mais nossa intelig\u00eancia se desenvolvia\u201d. Confesso que num primeiro momento n\u00e3o entendi a import\u00e2ncia dessas afirma\u00e7\u00f5es, mas elas me deixaram encucada, at\u00e9 que me obrigaram a voltar a estud\u00e1-las. Minha forma\u00e7\u00e3o liga a palavra \u201cleitura\u201d diretamente ao ato de ler textos escritos. A leitura da qual o Cristino fala \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o dos acontecimentos e da natureza. Em outras palavras, \u00a0para chegarmos a interpretar o mundo com nossa pr\u00f3pria cabe\u00e7a devemos observar com curiosidade a natureza e interpretar as mensagens \u00a0que a vida nos manda. \u00c9 a observa\u00e7\u00e3o, e a reflex\u00e3o por ela desencadeada, que nos forma, que transforma os conhecimentos em sabedoria. Nessa diferente maneira de encarar a exist\u00eancia reside a qualidade da literatura ind\u00edgena; literatura preciosa porque traz de volta aquilo que na literatura cl\u00e1ssica, ocidental, se perdeu. O Cristino, e os escritores ind\u00edgenas em geral, falam de ra\u00edzes, de ancestralidade, da rela\u00e7\u00e3o sagrada com a natureza, do respeito para com os anci\u00f5es e suas experi\u00eancias, das l\u00ednguas, culturas, tradi\u00e7\u00f5es, espiritualidade de seus povos. Eles se exprimem numa linguagem pr\u00f3pria e original, fazendo sistem\u00e1tico uso do plural para falar de diversidades \u00e9tnicas, de seres solid\u00e1rios que repartem o que possuem, de homens que respeitam o habitat por acreditarem que todo e qualquer elemento da natureza possui um esp\u00edrito, e que os esp\u00edritos s\u00e3o diretamente ligados ao mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o. O enfoque da escrita ocidental pode ser sintetizado com palavras utilizada no singular: lucro, consumismo, individualismo.<\/p>\n<p>At\u00e9 a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 as escolas para os \u00edndios deviam servir para \u00a0\u201cacultur\u00e1-los\u201d, quer dizer que os ind\u00edgenas deviam deixar de pertencer a povos espec\u00edficos para se tornarem indiv\u00edduos marginalizados e explorados dentro da sociedade nacional, sem mais nenhum direito sobre suas terras ancestrais. Nessas escolas era at\u00e9 proibido o uso das l\u00ednguas maternas. As reivindica\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes e sua participa\u00e7\u00e3o ativa e criativa na elabora\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 determinaram que a educa\u00e7\u00e3o para o \u00edndio se tornasse educa\u00e7\u00e3o escolar ind\u00edgena, pensada e gerenciada por eles mesmo a partir de conte\u00fados oriundos de suas culturas diferenciadas. Nos anos oitenta os professores ind\u00edgenas, assessorados por suas comunidades, come\u00e7am a produzir \u00a0cartilhas e livros de leituras em suas l\u00ednguas maternas e com suas pr\u00f3prias, art\u00edsticas, ilustra\u00e7\u00f5es. Com a escola o homem branco queria acabar com as etnias brasileiras, mas elas conquistaram a escrita; atrav\u00e9s tamb\u00e9m da literatura hoje em dia afirmam identidades e reivindicam direitos, deixando bem claro que escrever \u00e9 resistir.<\/p>\n<p>O movimento dos escritores ind\u00edgenas brasileiros come\u00e7a nos anos noventa. \u00c9 encabe\u00e7ado por indiv\u00edduos que moram nas cidades mas que, n\u00e3o por isso, deixam de ser e de se considerar ind\u00edgenas, tantos que acrescentam o nome da etnia a seus nomes pr\u00f3prios, como o Daniel Munduruku e o Cristino Wapichana fizeram. Al\u00e9m de escrever textos originais que resgatam mitos, lendas, l\u00ednguas, tradi\u00e7\u00f5es de seus povos, maneiras diferentes de sentir e interpretar a vida, esses autores s\u00e3o muitos ativos e criativos: ministram cursos para educadores; desenvolvem atividades l\u00fadico-formativas em escolas p\u00fablicas e privadas; organizam eventos para falar das lutas por direitos, da conjuntura, hist\u00f3ria, cultura, literatura, arte, jogos ind\u00edgenas; participam de palestras, debates, semin\u00e1rios, confer\u00eancias. S\u00e3o eles que hoje em dia est\u00e3o educando os brasileiros a entenderem que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds multi\u00e9tnico, que a diversidade \u00e9 um valor. Cristino diz que gosta de escrever, embora o processo o obrigue a muita introspec\u00e7\u00e3o, a intensa e sofrida reflex\u00e3o; ele \u00e9 tamb\u00e9m consciente de seu potencial, al\u00e9m de ter ideias pr\u00f3prias, bem definidas, \u00a0em rela\u00e7\u00e3o a qualquer assunto. S\u00e3o suas as palavras a seguir: \u201cEu gosto da arte; antes de tudo, a arte me encanta, a arte me incomoda, a arte me move, me comove. &#8230;.. Ent\u00e3o, escrever dessas artes \u00e9 o que eu decidi para minha vida. Eu decidi. J\u00e1 tem pelo menos uns tr\u00eas anos que eu me identifico como autor\u201d. No meu entender, \u00e9 essa consci\u00eancia de si mesmo, essa autoestima, esse equil\u00edbrio interior que determina a qualidade e originalidade da sua escrita. S\u00e3o pessoas como o autor wapichana que est\u00e3o contribuindo a definir a verdadeira identidade brasileira, pois sem os ind\u00edgenas o Brasil n\u00e3o existe. Gosto de fechar esse texto com as palavras do pr\u00f3prio Cristino, atribuindo-lhe a val\u00eancia do meu aug\u00fario pessoal para sua vida e obra: \u201cO imposs\u00edvel s\u00f3 se op\u00f5e \u00e0 nossa frente por n\u00e3o acreditarmos em n\u00f3s.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrei no facebook em fevereiro de 2013. Logo me deparei com a entrevista feita no m\u00eas de janeiro a Daniel Munduruku por Fernanda Faustino para a Global Editora. 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