{"id":7226,"date":"2011-10-28T00:00:00","date_gmt":"2011-10-27T23:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2015-04-09T17:10:59","modified_gmt":"2015-04-09T16:10:59","slug":"documento-do-partido-humanista-internacional-face-a-situacao-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2011\/10\/documento-do-partido-humanista-internacional-face-a-situacao-mundial\/","title":{"rendered":"Documento do Partido Humanista Internacional face \u00e1 situa\u00e7\u00e1o mundial"},"content":{"rendered":"<p>Da sua leitura pode compreender-se at\u00e9 que ponto o rumo da hist\u00f3ria foi confirmando as tend\u00eancias a\u00ed explicadas e at\u00e9 que ponto hoje \u2013 mais do que nunca \u2013 se torna necess\u00e1ria a uni\u00e3o de todos os humanistas do mundo, para que as mais profundas aspira\u00e7\u00f5es humanas se possam converter em realidade.<\/p>\n<p>Como partido pol\u00edtico inspirado nesta corrente do Humanismo Universalista, acreditamos que neste momento hist\u00f3rico \u00e9 necess\u00e1rio analisar a situa\u00e7\u00e3o atual, para assim chegar a propostas de a\u00e7\u00e3o no presente contexto mundial.<\/p>\n<p>**A AN\u00c1LISE**<\/p>\n<p>**A irrup\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es**<br \/>\nNos \u00faltimos tempos, por todo o mundo irromperam diferentes movimentos sociais que surpreenderam os analistas e formadores de opini\u00e3o que anunciavam o fim da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>As express\u00f5es sociais em pa\u00edses t\u00e3o diferentes como a Tun\u00edsia, o Egito, a Isl\u00e2ndia, a Espanha e o Chile, diversas nas suas causas e reivindica\u00e7\u00f5es, t\u00eam em comum o facto das novas gera\u00e7\u00f5es terem sido os protagonistas. Milhares de jovens come\u00e7aram a ocupar as ruas mostrando a sua indigna\u00e7\u00e3o pelo mundo injusto que herdaram, assumindo o desafio de protagonizar a mudan\u00e7a social e adotando a N\u00e3o-viol\u00eancia Ativa como metodologia de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A express\u00e3o destes jovens, em conjunto com o que t\u00eam de melhor as gera\u00e7\u00f5es passadas, come\u00e7a a germinar o nascimento de uma nova sensibilidade planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 uma nova sensibilidade que n\u00e3o d\u00e1 import\u00e2ncia aos l\u00edderes acostumados a manipular tudo; que n\u00e3o s\u00f3 fala de horizontalidade como a exerce quotidianamente nas suas distintas formas de organiza\u00e7\u00e3o autogestion\u00e1ria. Uma nova sensibilidade que n\u00e3o s\u00f3 tolera a diversidade como a aceita e estimula, pois sabe que essa diversidade \u00e9 necess\u00e1ria quando se deseja produzir verdadeiras mudan\u00e7as; que reconhece a banca e o capital especulativo como os verdadeiros advers\u00e1rios que sequestraram a democracia representativa, evidenciando a necessidade de avan\u00e7ar para uma Democracia Direta.<\/p>\n<p>Uma nova sensibilidade que j\u00e1 n\u00e3o entrega a sua subjetividade aos meios de comunica\u00e7\u00e3o oficiais manipulados pelo Capital Financeiro, mas que utiliza e se apropria das novas tecnologias e redes sociais para se comunicar, informar, denunciar, organizar e ocupar a rua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, e talvez mais importante, esta nova sensibilidade intui que na base da injusti\u00e7a social se encontra a viol\u00eancia f\u00edsica, econ\u00f3mica, racial e religiosa. E, portanto, a sua resposta \u00e0 repress\u00e3o e \u00e0 difama\u00e7\u00e3o \u00e9 distanciar-se dessa atitude, \u00e9 a n\u00e3o confronta\u00e7\u00e3o e a desobedi\u00eancia civil, em suma a N\u00e3o-viol\u00eancia Ativa.<\/p>\n<p>Esta nova sensibilidade \u00e9 apenas um sinal do novo mundo que est\u00e1 a nascer no meio de um velho mundo que \u2013 com grande viol\u00eancia e repress\u00e3o \u2013 tenta permanecer. <\/p>\n<p>**Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Na\u00e7\u00e3o Humana Universal**<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 20 anos tem-se vindo a acelerar a comunica\u00e7\u00e3o e a interconex\u00e3o mundial, tendo-se definido certos aspetos desse fen\u00f3meno como \u00abglobaliza\u00e7\u00e3o\u00bb. Mas os humanistas, que s\u00e3o internacionalistas e aspiram a um mundo m\u00faltiplo e diverso, v\u00eam na tal \u00abglobaliza\u00e7\u00e3o\u00bb os sinais do anti-humanismo, porque o poder econ\u00f3mico mundial quis manipular esse processo de acordo com os seus interesses, criando um Paraestado, tanto a n\u00edvel dos estados nacionais como a n\u00edvel mundial. Esse paraestado opera dentro dos limites dos pa\u00edses comprando ou chantageando os governos e manipulando a opini\u00e3o p\u00fablica mediante o controlo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas. Em simult\u00e2neo, opera tamb\u00e9m internacionalmente: mantendo ao seu servi\u00e7o organismos econ\u00f3micos como o FMI, o Banco Mundial e a OMC; criando tribunais internacionais \u00e0 sua medida como \u00e9 o caso do CIADI; utilizando os ex\u00e9rcitos dos EUA e da NATO como pol\u00edcias do mundo; encobrindo todas as suas maldades sob um manto de legalidade mediante o controlo das decis\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas; e manipulando a opini\u00e3o p\u00fablica atrav\u00e9s da imprensa internacional.<\/p>\n<p>Assim sendo, as popula\u00e7\u00f5es do mundo n\u00e3o s\u00f3 t\u00eam que enfrentar os problemas que existem dentro das suas fronteiras, mas tamb\u00e9m, al\u00e9m disso, sentem que muitos dos seus problemas s\u00e3o gerados globalmente e que n\u00e3o t\u00eam modo de agir para os resolver. Os humanistas dizem que, tal como os povos devem tomar o poder dentro das suas fronteiras atrav\u00e9s de uma Verdadeira Democracia para que tenham governantes que os representem genuinamente, tamb\u00e9m a n\u00edvel mundial \u00e9 preciso trabalhar para desarticular esse Paraestado que se disfar\u00e7a de institucionalidade mediante organismos que s\u00e3o meros testas-de-ferro do poder econ\u00f3mico global.<\/p>\n<p>Por isso, a imagem de avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a uma Na\u00e7\u00e3o Humana Universal n\u00e3o deveria ser somente a luminosa utopia que orienta as lutas dos povos, mas tamb\u00e9m uma conce\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica a partir da qual surjam as a\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas tendentes a desmontar o poder desse Paraestado Global, enquanto se v\u00e3o construindo simultaneamente os pilares de uma verdadeira Na\u00e7\u00e3o Humana Universal. Porque essa Na\u00e7\u00e3o Humana Universal, que para as velhas gera\u00e7\u00f5es pode aparecer como uma mera express\u00e3o de desejos, para as novas gera\u00e7\u00f5es j\u00e1 aparece como um horizonte vis\u00edvel a partir de uma nova sensibilidade.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que, entre a situa\u00e7\u00e3o atual e o horizonte visualizado, haver\u00e1 que percorrer um caminho de a\u00e7\u00f5es, algumas das quais iremos propor neste documento.<\/p>\n<p>**A mudan\u00e7a de paradigmas econ\u00f3micos**<\/p>\n<p>Num mundo em que o dinheiro se tornou o valor central da exist\u00eancia, n\u00e3o nos deveriam surpreender as consequ\u00eancias de semelhante nega\u00e7\u00e3o do sentido da vida humana. N\u00e3o nos pode surpreender a crescente iniquidade na distribui\u00e7\u00e3o da riqueza, tendo em conta que a concorr\u00eancia individualista implica necessariamente que haja ganhadores e perdedores. N\u00e3o nos podem surpreender as sucessivas crises financeiras e correspondente recess\u00e3o num sistema que apenas se pode sustentar gra\u00e7as ao endividamento crescente. N\u00e3o nos podem surpreender as guerras pelos recursos naturais escassos num mundo depredado pelo consumismo dos mais privilegiados. N\u00e3o nos pode surpreender a viol\u00eancia social, havendo cada vez mais pessoas que se sentem marginalizadas e fracassadas quando se comparam com o mundo paradis\u00edaco oferecido pela publicidade consumista. E n\u00e3o nos pode surpreender o niilismo, a loucura e o suic\u00eddio, quando se perdeu o sentido da exist\u00eancia ao querer troc\u00e1-lo pelo af\u00e3 do \u00eaxito materialista.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que existem procedimentos para transformar este sistema econ\u00f3mico desumano melhorando a distribui\u00e7\u00e3o do rendimento, disciplinando o sistema financeiro, avan\u00e7ando em dire\u00e7\u00e3o a um desenvolvimento sustent\u00e1vel que permita uma vida digna a cada ser humano sem devastar o planeta. Mas seria ing\u00e9nuo pretender uma execu\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de tais procedimentos sem antes estimular uma mudan\u00e7a genu\u00edna de paradigmas na conce\u00e7\u00e3o da economia e que se fundamentem numa profunda mudan\u00e7a de valores culturais.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem acredite que, apenas por as crises econ\u00f3micas afetarem muita gente, haver\u00e1 na maioria das pessoas a convic\u00e7\u00e3o de mudar o sistema econ\u00f3mico. Mas isso n\u00e3o ser\u00e1 assim porque o individualismo est\u00e1 muito enraizado e o facto de, perante uma crise generalizada, muitas individualidades convergirem num protesto, n\u00e3o significa que se tenha transcendido o individualismo. Por isso, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples passar a outras inst\u00e2ncias organizativas que realmente sejam capazes de substituir o sistema.<\/p>\n<p>De modo que a proposta de uma transforma\u00e7\u00e3o do sistema econ\u00f3mico n\u00e3o pode ser pensada apenas em termos de exequibilidade t\u00e9cnica nem em termos de conveni\u00eancias maiorit\u00e1rias. Deve ser pensada a partir de uma m\u00edstica social que tenha como bandeira a \u00e9tica da coer\u00eancia, que no campo econ\u00f3mico significa dar prioridade \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o das necessidades b\u00e1sicas de todos os habitantes do mundo, antes de qualquer outro interesse setorial ou individual.<\/p>\n<p>Sabemos que hoje se est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de resolver as necessidades b\u00e1sicas de todo o mundo. H\u00e1 exemplos de sobra do que se poderia fazer com os recursos que hoje se destinam ao armamento, \u00e0 especula\u00e7\u00e3o financeira, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens luxuosos ou ao consumismo irracional. Bastaria mudar a dire\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que j\u00e1 existem na economia para, num prazo n\u00e3o muito longo, reconverter e multiplicar o aparelho produtivo, com menos armas e mais alimentos, menos recursos para a especula\u00e7\u00e3o e mais para a produ\u00e7\u00e3o. Mas a dire\u00e7\u00e3o das for\u00e7as da economia n\u00e3o mudar\u00e1 apenas por pedir a quem ocupa o cume da pir\u00e2mide que a desmonte; mudar\u00e1 quando uma boa parte daqueles que ainda atuam como tijolos dessa pir\u00e2mide come\u00e7ar a retirar-lhe sustenta\u00e7\u00e3o e isso conseguir-se-\u00e1 quando se deixe de acreditar na pir\u00e2mide. Isso implica que haja novos valores, novos paradigmas e uma m\u00edstica social que os enra\u00edze no cora\u00e7\u00e3o dos seres humanos. <\/p>\n<p>Efetivamente, o grau de pervers\u00e3o crescente na rela\u00e7\u00e3o entre o capital e o trabalho \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao individualismo reinante na popula\u00e7\u00e3o, que impede as respostas conjuntas e deixa a grande maioria desarmada face \u00e0 minoria economicamente poderosa. Por\u00e9m, o absurdo \u00e9 t\u00e3o grande que est\u00e1 a impelir camadas cada vez maiores da popula\u00e7\u00e3o a uma tomada de consci\u00eancia. O Partido Humanista dever\u00e1 trabalhar em todo o mundo organizando e dando elementos de an\u00e1lise \u00e0 maior quantidade poss\u00edvel de pessoas. A nossa resposta, a n\u00e3o-viol\u00eancia ativa, indica-nos um primeiro passo de den\u00fancia ao qual dever\u00e1 seguir-se a n\u00e3o colabora\u00e7\u00e3o com os violentos. Do mesmo modo como, a seu tempo, deveremos promover a n\u00e3o colabora\u00e7\u00e3o com os Estados violentos, tamb\u00e9m deveremos propugnar a n\u00e3o colabora\u00e7\u00e3o com um capital que maltrata as popula\u00e7\u00f5es. A certa altura, os trabalhadores (e consumidores) dever\u00e3o assumir projetos de desenvolvimento social constru\u00eddos sem interven\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios capitalistas (ou com aqueles que admitirem uma rela\u00e7\u00e3o justa e rec\u00edproca). Haver\u00e1 um momento em que a popula\u00e7\u00e3o deixar\u00e1 de reclamar a satisfa\u00e7\u00e3o das suas necessidades ao capital e decidir\u00e1 resolv\u00ea-las como conjunto: \u00abn\u00e3o queremos os vossos cr\u00e9ditos, nem os vossos postos de trabalho, nem os vossos produtos, nem os vossos servi\u00e7os\u00bb. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando a reciprocidade come\u00e7ar a ocupar o lugar do individualismo.<\/p>\n<p>**Em dire\u00e7\u00e3o a uma Democracia Real**<\/p>\n<p>Os humanistas rejeitam os totalitarismos e as ditaduras de qualquer tipo, porque pensam que a liberdade do ser humano de decidir o seu destino sem amos, tutores ou chefes \u00e9 um direito inalien\u00e1vel em qualquer circunst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m denunciam a hipocrisia das democracias formais, nas quais os poderosos da corpora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mico-pol\u00edtico-medi\u00e1tica utilizam a sua capacidade de manipula\u00e7\u00e3o para deixar as popula\u00e7\u00f5es perante falsas op\u00e7\u00f5es eleitorais, tendo que escolher entre o \u201cmenos mau\u201d dos seus verdugos ou o suposto caos da instabilidade institucional.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que atualmente no mundo nem todos os governos eleitos livremente s\u00e3o iguais: h\u00e1 os mais progressistas e os mais conservadores. Por\u00e9m, seja por cumplicidade, seja pelas limita\u00e7\u00f5es impostas pelo poder econ\u00f3mico, n\u00e3o quiseram ou n\u00e3o conseguiram reverter a dire\u00e7\u00e3o do processo. Porque uma coisa \u00e9 ter a boa inten\u00e7\u00e3o de \u201ccompensar\u201d os mais desfavorecidos por este sistema (apesar de a marginaliza\u00e7\u00e3o aumentar de igual forma) e outra coisa \u00e9 transformar a pr\u00f3pria estrutura do sistema para que n\u00e3o seja uma maquinaria de marginalizar pessoas. E desde o fracasso do socialismo real n\u00e3o houve novas alternativas ao sistema atual.<\/p>\n<p>Em qualquer caso, a possibilidade das popula\u00e7\u00f5es intervirem nas pol\u00edticas p\u00fablicas apenas se limita \u00e0 elei\u00e7\u00e3o dos seus supostos representantes nos per\u00edodos eleitorais. De modo que se pretendemos que haja transforma\u00e7\u00f5es substanciais no mundo, devemos conseguir que os cidad\u00e3os tenham maior participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es p\u00fablicas que mais os afetam, e n\u00e3o estar \u00e0 merc\u00ea dos arb\u00edtrios dos interesses dos mercados ou dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Concretamente, tudo isto significa, entre outras coisas, consultas populares vinculativas para decis\u00f5es de certa relev\u00e2ncia, significa or\u00e7amentos participativos, significa a elei\u00e7\u00e3o direta de todos os funcion\u00e1rios e a possibilidade de os destituir dos cargos em qualquer momento. <\/p>\n<p>Mas \u00e9 evidente que, assim como n\u00e3o podemos pretender que aqueles que est\u00e3o na c\u00faspide da pir\u00e2mide econ\u00f3mica mudem as regras do jogo por si mesmos, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esperar que aqueles que se enquistaram no poder pol\u00edtico gra\u00e7as \u00e0 democracia formal, legislem para dar maior participa\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em decis\u00f5es centrais. De modo que ser\u00e1 necess\u00e1rio promover a pr\u00e1tica da Democracia Real j\u00e1 desde o seio da sociedade, apoiando com o voto apenas aqueles que se comprometeram com a implementa\u00e7\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas necess\u00e1rias. E se n\u00e3o houver candidatos que se comprometam ou aqueles que o fazem n\u00e3o merecerem a nossa confian\u00e7a, ent\u00e3o teremos que penetrar o sistema pol\u00edtico com candidatos pr\u00f3prios do povo, ao mesmo tempo que organizamos a n\u00e3o-colabora\u00e7\u00e3o e a desobedi\u00eancia civil quando um n\u00famero suficiente de pessoas organizadas tomar consci\u00eancia de que este sistema n\u00e3o tem emenda. Mas n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda para este embuste da democracia formal, pelo menos no caminho que os humanistas prop\u00f5em, que \u00e9 o da luta n\u00e3o-violenta.<\/p>\n<p>**AS PROPOSTAS**<\/p>\n<p>Estas propostas, al\u00e9m de serem necessariamente aperfei\u00e7o\u00e1veis na sua amplitude e profundidade, e al\u00e9m de representarem apenas alguns exemplos do que se poderia fazer, podem tamb\u00e9m ser recebidas de maneiras diferentes por aqueles que concordarem com elas, de acordo com a sua possibilidade de atua\u00e7\u00e3o. Para alguns, poder\u00e3o significar ideais a alcan\u00e7ar e funcionar como refer\u00eancias no momento de escolher os seus governantes. Para outros, poder\u00e3o significar imagens mobilizadoras, a partir das quais se podem organizar para exigir aos governos que trabalhem para as concretizar. Outros considerar\u00e3o melhor a op\u00e7\u00e3o de participar politicamente e incluir tais propostas na sua plataforma eleitoral. E aqueles que hoje tenham algum espa\u00e7o de poder pol\u00edtico e econ\u00f3mico e aspirem genuinamente a um mundo melhor, talvez possam tentar aplicar j\u00e1 alguma delas.<\/p>\n<p>**Propostas para os governos, para avan\u00e7ar na dire\u00e7\u00e3o de uma confedera\u00e7\u00e3o de estados nacionais com aqueles que se tenham comprometido com as mesmas.**<\/p>\n<p>1. Estabelecer constitucionalmente a obriga\u00e7\u00e3o do Estado de garantir de forma concreta a cobertura das necessidades b\u00e1sicas da popula\u00e7\u00e3o, com pol\u00edticas contributivas concordantes com tal prioridade. Estabelecer, a partir da cobertura de tais necessidades, uma percentagem para destinar \u00e0 ajuda de na\u00e7\u00f5es mais desfavorecidas.<\/p>\n<p>2. Desmantelamento total dos arsenais nucleares. Redu\u00e7\u00e3o progressiva do armamento convencional dos estados. Ren\u00fancia \u00e0 guerra como metodologia para resolver conflitos.<\/p>\n<p>3. Controlo estatal do sistema financeiro. Cria\u00e7\u00e3o de bancos nacionais e regionais sem juros, com administra\u00e7\u00e3o mista e participa\u00e7\u00e3o de utentes e trabalhadores. Regulamenta\u00e7\u00e3o que castigue as pr\u00e1ticas especulativas e usur\u00e1rias. Acordos internacionais para assegurar o reinvestimento produtivo dos lucros das empresas, o desaparecimento dos para\u00edsos fiscais e qualquer manobra evasiva ou especulativa por parte do capital privado. <\/p>\n<p>4. Liberdade de circula\u00e7\u00e3o e igualdade de direitos para todos os habitantes do planeta, em todos os pa\u00edses. Liberdade e igualdade de direitos para todas as culturas e religi\u00f5es, garantindo o respeito pela diversidade.<\/p>\n<p>5. Implementa\u00e7\u00e3o de mecanismos de Democracia Real: consultas vinculativas, elei\u00e7\u00e3o direta dos tr\u00eas poderes do estado, descentraliza\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o de minorias, revoga\u00e7\u00e3o de mandatos, responsabilidade pol\u00edtica e or\u00e7amentos participativos, em todos os n\u00edveis do Estado. Utiliza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas para a capacita\u00e7\u00e3o e o debate sobre os temas a decidir, garantindo a pluralidade de opini\u00f5es em igualdade de condi\u00e7\u00f5es. Consultas internacionais a todos os habitantes envolvidos em pol\u00edticas regionais ou mundiais. <\/p>\n<p>**Propostas para a mobiliza\u00e7\u00e3o social, para pressionar os governos e construir alternativas ao poder constitu\u00eddo.**<\/p>\n<p>1. Exigir a implementa\u00e7\u00e3o de uma consulta popular sobre cada decis\u00e3o relevante que os governantes devam tomar nos campos econ\u00f3mico, pol\u00edtico ou social, denunciando as medidas n\u00e3o consultadas como anti-democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>2. Promover o interc\u00e2mbio, o debate, a capacita\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o para que toda a sociedade possa formar opini\u00e3o sobre os temas que devem ser objeto de consultas populares. Utilizar para isso os f\u00f3runs presenciais e as redes, exigindo aos meios de comunica\u00e7\u00e3o que cedam espa\u00e7o para tais fins e denunciando aqueles que n\u00e3o o fizerem como c\u00famplices da democracia formal.<\/p>\n<p>3. Elaborar anteprojetos de lei para exigir o seu tratamento e impulsion\u00e1-los a partir da constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social alternativa. Lei de Democracia Real (com a incorpora\u00e7\u00e3o de todos os mecanismos da mesma). Reforma fiscal que garanta a redistribui\u00e7\u00e3o da riqueza e o reinvestimento produtivo dos lucros. Lei de Propriedade Participativa dos Trabalhadores nas empresas. Controlo estatal do sistema financeiro e cria\u00e7\u00e3o da Banca sem Juros.<\/p>\n<p>4. Mobiliza\u00e7\u00e3o permanente pelos direitos fundamentais, como \u00e9 o caso da Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade p\u00fablicas, gratuitas, universais e de grande qualidade, exigindo n\u00e3o apenas a sua exist\u00eancia, mas tamb\u00e9m as dota\u00e7\u00f5es or\u00e7amentais de acordo com a sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>5. Impulsionar e difundir por todos os meios poss\u00edveis os paradigmas de uma nova cultura para a Na\u00e7\u00e3o Humana Universal: a n\u00e3o-viol\u00eancia, a n\u00e3o-discrimina\u00e7\u00e3o, a reciprocidade, a liberdade, a justi\u00e7a social e o sentido da vida. Simultaneamente, denunciar como retr\u00f3grados os valores do individualismo, do consumismo, da viol\u00eancia, da xenofobia e da guerra.<\/p>\n<p>**O PAPEL DO PARTIDO HUMANISTA INTERNACIONAL**<\/p>\n<p>Os membros do PHI t\u00eam vindo a trabalhar h\u00e1 anos, em todos os pa\u00edses em que se encontram, em muitos dos temas a que nos referimos. Mas neste momento hist\u00f3rico percebemos \u2013 como nunca antes \u2013 uma crescente predisposi\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es, e em particular das novas gera\u00e7\u00f5es, para se mobilizarem nesse sentido. Tamb\u00e9m nos apercebemos de uma crescente afinidade por alguns destes temas por parte de alguns governos progressistas, com os quais temos tido alguma proximidade.<\/p>\n<p>No entanto, a mera coincid\u00eancia atual com algumas das nossas propostas hist\u00f3ricas n\u00e3o nos deve confundir quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do nosso papel presente e futuro. N\u00e3o podemos, naturalmente, pretender colocar-nos como \u201cvanguarda esclarecida\u201d dos processos sociais, n\u00e3o apenas por motivo de escala, mas sobretudo porque tal coloca\u00e7\u00e3o corresponderia a esquemas obsoletos e verticais. O nosso papel dever\u00e1 certamente ser exercido a partir de um n\u00edvel de paridade, estabelecendo rela\u00e7\u00f5es de reciprocidade com quem coincidimos. Mas esta atitude horizontal, isenta de inten\u00e7\u00f5es manipuladoras, n\u00e3o deveria ser incompat\u00edvel com a vontade de assumir, a partir dessa postura, o desafio de dar refer\u00eancias claras sobre o mundo a que aspiramos e os passos a dar para o atingir. Tais refer\u00eancias n\u00e3o poderiam de maneira nenhuma ser impostas a partir de um poder vertical, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podem debilitar-se, relativizar-se ou resignar-se pelo medo de sermos confundidos com os manipuladores ou por crermos que, com a nossa escala, n\u00e3o temos o direito de falar com firmeza, ou por pensarmos que um processo revolucion\u00e1rio amadurecer\u00e1 de forma natural no mundo.<\/p>\n<p>S\u00e3o momentos para dar um sinal muito claro e um perfil muito definido do Partido Humanista. As novas gera\u00e7\u00f5es est\u00e3o a irromper, procuram as ferramentas e as ideias que necessitam para se consolidarem. Se, por uma aparente vantagem conjuntural, dilu\u00edmos a nossa mensagem com a de outros grupos parecidos mas diferentes, poderemos estar a debilitar a compreens\u00e3o da nossa proposta e a inspira\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para levar adiante uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f3mica, social, cultural, \u00e9tica, psicol\u00f3gica e espiritual.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 garantido que o descontentamento massivo com as consequ\u00eancias do sistema econ\u00f3mico, por si s\u00f3, obrigue os governos a realizar mudan\u00e7as estruturais.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 garantido que o descontentamento com as democracias formais leve os governos a realizar transforma\u00e7\u00f5es que v\u00e3o mais al\u00e9m das mudan\u00e7as cosm\u00e9ticas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 garantido que os governos progressistas consigam passar de medidas bem-intencionadas para uma mudan\u00e7a real das pr\u00f3prias bases do sistema.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 garantido que todos os que dizem trabalhar por um mundo melhor procurem genuinamente uma revolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas nos aspetos materiais, mas sobretudo nos fundamentos existenciais.<\/p>\n<p>O que podemos garantir \u00e9 que, enquanto o mundo n\u00e3o for uma Grande Na\u00e7\u00e3o Humana Universal, haver\u00e1 cada vez mais humanistas a trabalhar genuinamente por essa aspira\u00e7\u00e3o, pela qual milh\u00f5es de seres clamam, \u00e0s vezes em sil\u00eancio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os humanistas observam e participam nos processos sociais, pol\u00edticos e econ\u00f3micos em todo o mundo, n\u00e3o podem deixar de refletir sobre a vig\u00eancia que tem neste momento hist\u00f3rico o Documento do Movimento Humanista, escrito por Silo em 1993.<\/p>\n<p>O \u00abDocumento Humanista\u00bb faz parte da \u00abSexta carta aos meus amigos\u00bb,  inclu\u00edda nas suas Obras Completas, Volume I.<\/p>\n","protected":false},"author":624,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,42,165,111],"tags":[418],"class_list":["post-7226","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-do-sul","category-internacional-2","category-opiniao","category-politica-pt-pt","tag-partido-humanista"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Documento do Partido Humanista Internacional face \u00e1 situa\u00e7\u00e1o mundial<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Quando os humanistas observam e participam nos processos sociais, pol\u00edticos e econ\u00f3micos em todo o mundo, n\u00e3o podem deixar de refletir sobre a vig\u00eancia que tem neste momento hist\u00f3rico o Documento do Movimento Humanista, escrito por Silo em 1993.  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