{"id":644203,"date":"2018-05-22T21:04:48","date_gmt":"2018-05-22T20:04:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=644203"},"modified":"2018-05-22T21:04:48","modified_gmt":"2018-05-22T20:04:48","slug":"desabamento-sp-amostra-do-quao-perigosa-combinacao-vulnerabilidade-lucros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2018\/05\/desabamento-sp-amostra-do-quao-perigosa-combinacao-vulnerabilidade-lucros\/","title":{"rendered":"Desabamento em SP: uma amostra do qu\u00e3o perigosa \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o entre vulnerabilidade e  lucros."},"content":{"rendered":"<p><em>por<\/em> <strong>Felipe Honorato<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se analisarmos os fluxos migrat\u00f3rios brasileiros, verificaremos que, de forma bem geral, em nossos 518 anos de hist\u00f3ria, foram 3 grandes movimentos em nosso territ\u00f3rio. Cronologicamente:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1) Negros africanos, trazidos de forma involunt\u00e1ria e como escravos. Sua maioria teve como destino a regi\u00e3o sudeste e a zona da mata nordestina, regi\u00f5es centrais da economia do chamado \u201cBrasil portugu\u00eas\u201d;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2) Europeus, vindos, em sua maioria, de Portugal, It\u00e1lia e Espanha, com dois grandes prop\u00f3sitos: substituir a m\u00e3o-de-obra escrava negra, que havia sido libertada e marginalizada no mercado de trabalho; atender a pol\u00edticas de embranquecimento, que acreditavam que a miscigena\u00e7\u00e3o entre o sangue brasileiro e o europeu caucasiano fariam uma nova na\u00e7\u00e3o, desenvolvida, livre dos desvios morais e intelectuais dos povos n\u00e3o-brancos dos tr\u00f3picos, nascer;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3) Ap\u00f3s a primeira metade do s\u00e9culo XX, os fluxos de europeus foram substitu\u00eddos por fluxos de mineiros e nordestinos que tinham como destino as duas grandes metr\u00f3poles do pa\u00eds: a esmagadora maioria ia para S\u00e3o Paulo, enquanto uma parte bem menor, mas consider\u00e1vel, ia para o Rio de Janeiro. Estas pessoas serviram de m\u00e3o-de-obra para a a industrializa\u00e7\u00e3o do Brasil. Em volta destas duas metr\u00f3poles, outros movimentos provenientes dos mesmo lugares tamb\u00e9m surgiram: para outras cidades de relev\u00e2ncia regional, como Campinas, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Ribeir\u00e3o Preto, e outros sazionais, para as lavouras do oeste paulista e Vale do Para\u00edba.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para prosseguir com a reflex\u00e3o, utilizarei como plano de fundo a obra de Abdelmalek Sayad:partirei da premissa que a aceita\u00e7\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o de fluxos migrat\u00f3rios est\u00e3o intimamente ligados a interesses econ\u00f4micos. No caso brasileiro, sob esta \u00f3ptica, isso fica claro: Quando aqui chegaram, os portugueses, por algum tempo, n\u00e3o souberam como explorar economicamente a terra que acabaram de invadir. Isto porque, segundo S\u00e9rgio Buarque de Holanda, os portugueses sempre foram aventureiros: n\u00e3o planejavam seus empreendimentos, se jogavam ao mar atr\u00e1s do El Dourado e depois decidiam como proceder. Assim, algumas tripula\u00e7\u00f5es estrangeiras chegaram a cobi\u00e7ar e ocupar o novo territ\u00f3rio dito portugu\u00eas; um exemplo conhecido \u00e9 o da Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica, quando franceses se estabeleceram no que hoje \u00e9 chamado de Ba\u00eda da Guanabara. Com isso, portugueses se viram for\u00e7ados a tomar uma decis\u00e3o para ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio: espacialmente, ele foi dividido em capitanias heredit\u00e1rias; economicamente, foi implantada por aqui um sistema de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que os lusitanos j\u00e1 usavam na costa atl\u00e2ntica africana \u2013 o plantation. O plantation \u00e9 um grande latif\u00fandio, monocultor, onde a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para a exporta\u00e7\u00e3o. Demandava muita m\u00e3o-de-obra e um trabalho muito pesado. Como disse Joaquim Nabuco, os portugueses n\u00e3o contavam com corpo para ocuparem estas terras sozinhos; mesmo que Portugal fosse um pa\u00eds populoso, nem todos estariam afim de virem para o Brasil nas condi\u00e7\u00f5es que se ofereciam nos s\u00e9culos XVI e XVII. Ent\u00e3o, o escravo negro africano, foi escolhido e obrigado a dar sua vida por esta tarefa. Um fluxo de mais de 300 anos e que fez com que hoje o Brasil seja o pa\u00eds de maior popula\u00e7\u00e3o negra fora da \u00c1frica. Depois, tendo a economia brasileira se estabelecido como exportadora de produtos agr\u00edcolas prim\u00e1rios, no fim do s\u00e9culo XIX, com o racismo cient\u00edfico em voga e sendo extremamente \u00fatil para justificar o imperialismo capitalista colonial vigente em \u00c1frica, o Estado brasileiro viu como duplamente conveniente \u2013 por causa das pol\u00edticas de embranquecimento e para a substitui\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra escrava \u2013 incentivar a emigra\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia. A seguir, com a relativa estabilidade pol\u00edtica que a Europa ocidental atingiu, ap\u00f3s quase um s\u00e9culo de sucessivas guerras \u2013 civis, como os processos de unifica\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia e na Alemanha, e a guerra civil espanhola, al\u00e9m das duas guerras mundiais -, a emigra\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia deu lugar \u00e0 migra\u00e7\u00e3o interna de nordestinos, consequ\u00eancia do processo de industrializa\u00e7\u00e3o do Brasil, iniciado no governo Vargas, principalmente com o investimento na ind\u00fastria de base, e se consolidou no governo JK, que investiu na ind\u00fastria de bens de consumo e automobol\u00edstica. Estes migrantes foram \u201cv\u00edtimas\u201d de duas consequ\u00eancias do processo de industrializa\u00e7\u00e3o: o \u00eaxodo rural e a necessidade de m\u00e3o-de-obra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se observarmos bem, perceberemos um tra\u00e7o em comum entre estas escolhas econ\u00f4micas e os fluxos migrat\u00f3rios listados anteriormente: Se olharmos cuidadosamente, poderemos perceber que todas estas escolhas econ\u00f4micas, que demandaram estes fluxos migrat\u00f3rios, est\u00e3o baseados na vulnerabilidade da popula\u00e7\u00e3o deslocada. Africanos vieram como escravos, isentos de cidadania; os europeus que aqui vieram eram os que mais sofreram com a situa\u00e7\u00e3o de instabilidade que o continente passava; a maioria deles veio de pa\u00edses que, dentro do contexto regional, n\u00e3o eram os de economias mais maduras; os que vieram de pa\u00edses j\u00e1 plenamente industrializados, como a Alemanha, eram os que sofriam com o desemprego estrutural, aqueles que foram expelidos pelas novas tecnologias desenvolvidas no bojo de duas revolu\u00e7\u00f5es industriais. O nordeste j\u00e1 \u00e9 uma regi\u00e3o de panorama conhecido por <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">todos<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> n\u00f3s, brasileiros; a seca \u00e9 um ingrediente que, para muitos nordestinos, representa um agravante. A\u00ed, temos abarcada toda a hist\u00f3ria brasileira, um desenrolar de sucessivos preconceitos e disparidade de oportunidades que abriram prerrogativas para a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de certos extratos sociais. O desabamento do pr\u00e9dio no Largo do Paissand\u00fa, na capital paulista, na madrugada do \u00faltimo dia 1 de maio, escancarou a ponta deste iceberg: no pr\u00e9dio estavam refugiados, trabalhadores formais e informais, uma maioria negra de gente marginalizada no mercado de trabalho e que, por isso, n\u00e3o consegue ter acesso a moradia pr\u00f3pria; gente que mais ser\u00e1 afetada pelo congelamento de gastos sociais, pois s\u00e3o os que mais necessitam do <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">amparo<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> do Estado, pessoas que sentir\u00e3o fortemente na pele o carater liberal das reforma trabalhista. A \u00e1rea daquele pr\u00e9dio, numa regi\u00e3o de alto valor imobili\u00e1rio, brilhava nos olhos da especula\u00e7\u00e3o e talvez por isso estava fechado h\u00e1 tanto tempo, deteriorando. Aquelas pessoas estavam ali tocando suas vidas e lutando pelo direito de moradia digna a todos. A especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, ligada as classes dominantes, enquanto muitos n\u00e3o tem onde viver, mant\u00e9m im\u00f3veis fechados, esperando a melhor \u00e1rea para vender; e n\u00e3o s\u00f3 isso: seus empreendimentos, muitas vezes, levam regi\u00f5es \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o, expulsando quem ali antes vivia por causa do aumento nos impostos ou do ass\u00e9dio de outras partes do mercado imobili\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Brasil foi um pa\u00eds construido sob a vulnerabilidade, para que poucos gerassem lucros absurdos em cima disso, e parece que este ciclo vicioso se retroalimenta: os interesses econ\u00f4micos se sobrep\u00f5em ao bem estar das popula\u00e7\u00f5es deslocadas e marginalizadas; o pa\u00eds foi formado assim e n\u00e3o vai mudar t\u00e3o cedo. No fim, quem se preocupa com nossas minorias? O dinheiro tem uma cota\u00e7\u00e3o muito mais alta no mercado que negro, pobre, mulher e refugiado.<\/span><\/p>\n<p>Imagem de capa por &#8211;\u00a0Naiara de Deus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Felipe Honorato Se analisarmos os fluxos migrat\u00f3rios brasileiros, verificaremos que, de forma bem geral, em nossos 518 anos de hist\u00f3ria, foram 3 grandes movimentos em nosso territ\u00f3rio. Cronologicamente: 1) Negros africanos, trazidos de forma involunt\u00e1ria e como escravos. 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