{"id":565076,"date":"2017-11-30T17:39:58","date_gmt":"2017-11-30T17:39:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=565076\/"},"modified":"2017-11-30T18:10:32","modified_gmt":"2017-11-30T18:10:32","slug":"mercado-escravos-na-libia-lama-emergiu-do-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2017\/11\/mercado-escravos-na-libia-lama-emergiu-do-caos\/","title":{"rendered":"Mercado de escravos na L\u00edbia: a lama que emergiu do caos"},"content":{"rendered":"<p>por Felipe Honorato<\/p>\n<p>Imagem &#8211; DW<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de, em abril, o jornal ingl\u00eas The Guardian ter publicado uma <\/span><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2017\/apr\/10\/libya-public-slave-auctions-un-migration\"><span style=\"font-weight: 400;\">reportagem<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre o assunto, al\u00e9m de outras den\u00fancias jornal\u00edsticas sobre casos terem sido divulgadas anteriormente, como a Reuters fez em maio e o <\/span><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/06\/29\/internacional\/1498753080_705940.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">El Pa\u00eds em portugu\u00eas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> fez em julho, somente nas \u00faltimas semanas, ap\u00f3s um <\/span><a href=\"http:\/\/edition.cnn.com\/2017\/11\/14\/africa\/libya-migrant-auctions\/index.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">v\u00eddeo <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0sobre o mercado de seres humanos na L\u00edbia ser veiculado pela rede CNN, o tema gerou uma onda de indigna\u00e7\u00e3o mundo afora. No v\u00eddeo, \u00e9 poss\u00edvel ouvir algu\u00e9m afirmar que &#8220;os homens s\u00e3o vendidos por 1.200 dinares libaneses ou 400 d\u00f3lares cada&#8221;. Em uma entrevista \u00e0 BBC, anterior a atual como\u00e7\u00e3o, o chefe da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM) na L\u00edbia, Othman Belbeisi, disse que \u201cmigrantes com habilidades espec\u00edficas, como a pintura ou que saibam assentar azulejos, s\u00e3o vendidos a pre\u00e7os mais altos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo informa\u00e7\u00f5es, estes imigrantes subsaarianos que s\u00e3o negociados como escravos, servem a um mercado formado por moradores l\u00edbios, que os adquirem para trabalhar \u00a0em suas casas, fazendas ou planta\u00e7\u00f5es em troca de refei\u00e7\u00f5es e abrigo. Eles s\u00e3o submetidos a uma rotina de extrema viol\u00eancia por seus \u201cdonos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma declara\u00e7\u00e3o dada a ag\u00eancia France Press, Ghassan Salam\u00e9, enviado especial da ONU na L\u00edbia, defendeu que o pa\u00eds africano \u201cn\u00e3o tem um ex\u00e9rcito ou pol\u00edcia \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o&#8221; e que &#8220;n\u00e3o se trata de m\u00e1 vontade, mas de incapacidade&#8221; porque &#8220;n\u00e3o disp\u00f5e das ferramentas para governar&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>L\u00edbia: uma antiga porta de entrada para a Europa <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1969, ap\u00f3s liderar um golpe de Estado que dep\u00f4s o rei Idris I, o coronel Muamar Kadafi iniciou seu governo que duraria 42 anos na L\u00edbia. Kadafi, \u00e0 \u00e9poca, apesar de suas excentricidades, como ter um aparato de seguran\u00e7a pessoal formado unicamente por mulheres e, em suas viagens internacionais, carregar consigo e se hospedar em tendas beduinas t\u00edpicas de sua regi\u00e3o natal, o norte da L\u00edbia, era bem quisto dentro da comunidade internacional. Durante a d\u00e9cada de 1970, Muamar Kadafi escreveu o Livro Verde, um tratado pol\u00edtico que oferecia alternativas nacionais ao capitalismo e ao socialismo, al\u00e9m de ter desenvolvido o conceito de &#8220;Jamahiriya&#8221; \u2013 o poder seria exercido por meio de muitos comit\u00eas populares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que se seguiu, ent\u00e3o, foi uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o agradaram em nada as pot\u00eancias ocidentais: Kadafi for\u00e7ou uma renegocia\u00e7\u00e3o dos contratos das petroleiras que atuavam no pa\u00eds, fazendo com que a fatia dos lucros recebida pela L\u00edbia referente ao petr\u00f3leo extra\u00eddo de seu solo fosse muito maior e o pa\u00eds atingisse n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o compar\u00e1veis aos seus pares do Golfo P\u00e9rsico; Kadafi tamb\u00e9m come\u00e7ou a financiar abertamente organiza\u00e7\u00f5es que atuavam na luta contra o colonialismo e o imperialismo, como o Partido dos Panteras Negras, a Na\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3, o ETA \u00a0e o Tupamaros, al\u00e9m de se envolver militarmente em conflitos de pa\u00edses vizinhos, como ocorreu na guerra civil do Chade. Neste mesmo per\u00edodo, den\u00fancias de pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, censura da imprensa e abusos contra opositores do mandat\u00e1rio l\u00edbio come\u00e7aram a surgir. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante os anos de 1980, as rela\u00e7\u00f5es entre a L\u00edbia e o exterior se deterioraram de vez: o presidente estadunidense Jimmy Carter colocou o pa\u00eds na lista de financiadores do terrorismo e, como rea\u00e7\u00e3o, a L\u00edbia passou a interceptar jatos comerciais estadunidenses que tentavam cruzar o Mediterr\u00e2neo; em 1986, Ronald Reagan acusou agentes l\u00edbios de terem atacado uma discoteca em Berlim, vitimando dois militares estadunidenses; o epis\u00f3dio culminou em um ataque a\u00e9reo contra o pa\u00eds africano.<\/span><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fquatrov%2Fvideos%2F1751846895122506%2F&#038;show_text=0&#038;width=560\" width=\"560\" height=\"315\" style=\"border:none;overflow:hidden\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" allowTransparency=\"true\" allowFullScreen=\"true\"><\/iframe><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">A L\u00edbia permaneceu isolada internacionalmente at\u00e9 o fim da d\u00e9cada de 1990, quando o pr\u00f3prio Kadafi iniciou movimentos em dire\u00e7\u00e3o a uma reinser\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds: na \u00c1frica, Muamar Kadafi tentou criar a imagem de \u201cnovo messias do pan-africanismo\u201d, propondo, entre outras coisas, um passaporte \u00fanico aos membros da Uni\u00e3o Africana; se reconciliou com as pot\u00eancias ocidentais, mantendo di\u00e1logos secretos com o governo brit\u00e2nico, cedendo \u00e0 press\u00e3o dos EUA e desativando seu programa de desenvolvimento de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa; se aproximou das pot\u00eancias orientais, recebendo o presidente chin\u00eas em Tr\u00edpoli, capital do pa\u00eds, e visitando Vladmir Putim em Moscou. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o entre \u00c1frica e Europa, j\u00e1 em voga no in\u00edcio dos anos 2000, tamb\u00e9m serviu como mais uma frente de negocia\u00e7\u00e3o para que Kadafi e a L\u00edbia reconquistassem voz no cen\u00e1rio diplom\u00e1tico: a L\u00edbia, al\u00e9m de ter um passado colonial comum com a It\u00e1lia, configurava-se como uma das principais rotas de imigrantes indocumentados para o continente europeu, pois sua costa fica a apenas 400km de dist\u00e2ncia da pen\u00ednsula italiana; em 2006, os pa\u00edses fecharam uma s\u00e9rie de acordos, tendo, entre outras coisas, o ent\u00e3o primeiro ministro italiano, S\u00edlvio Berlusconi, pedido desculpas formais pelas consequ\u00eancias do colonialismo italiano \u00e0 L\u00edbia, al\u00e9m de a na\u00e7\u00e3o de Kadafi ter recebido montantes expressivos da Uni\u00e3o Europeia para investir em medidas que retra\u00edssem a chegadas de africanos a Lampedusa, uma ilha italiana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 este ponto, a L\u00edbia era mais uma das dif\u00edceis e tortuosas alternativas que imigrantes indocumentados tinham para tentar chegar a Europa. Como relatou o El Pa\u00eds em Portugu\u00eas: \u201cAntes da guerra \u2014o conflito irrompeu no \u00e2mbito da Primavera \u00c1rabe, em 2011\u2013, a L\u00edbia era uma das v\u00e1rias rotas imigrat\u00f3rias em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa. As m\u00e1fias optavam \u00e0s vezes por transportar os imigrantes \u00e0 Maurit\u00e2nia e dali alcan\u00e7ar em caiaque as Ilhas Can\u00e1rias; ou atravessar a Arg\u00e9lia para chegar a Marrocos e saltar a cerca de Melilla; ou cruzar a L\u00edbia e tentar navegar em balsa at\u00e9 a ilha italiana de Lampedusa\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">George W. Bush, que havia costurado o acordo de n\u00e3o plorifera\u00e7\u00e3o de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa com Kadafi, deixou a presid\u00eancia dos EUA e a administra\u00e7\u00e3o de Barack Obama assumiu. No seio da Primavera \u00c1rabe, a administra\u00e7\u00e3o Obama e seus aliados, atrav\u00e9s Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan), apoiaram grupos opositores a Muamar Kadafi que, em 2011, o destitu\u00edram e o assassinaram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s a queda do ditador, a L\u00edbia se tornou terreno f\u00e9rtil para todo tipo de criminoso, que se aproveitam do caos para lucrar: o Estado l\u00edbio n\u00e3o conseguiu se reestabelecer e o governo l\u00edbio reconhecido pela comunidade internacional, comandado pelo Governo de Uni\u00e3o Nacional (GNA, na sigla em ingl\u00eas), n\u00e3o tem autoridade total sobre o territ\u00f3rio; em cada por\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, h\u00e1 uma mil\u00edcia diferente que parece ditar as regras. Assim, traficantes de seres humanos circulam pela L\u00edbia sem maiores dificuldades, com a certeza de que as institui\u00e7\u00f5es governamentais n\u00e3o tem, atualmente, condi\u00e7\u00f5es para atrapalhar suas atividades. A L\u00edbia se tornou a \u00fanica rota de imigra\u00e7\u00e3o da \u00c1frica para a Europa, e l\u00e1, imigrantes indocumentados e altamente vulner\u00e1veis s\u00e3o presas f\u00e1ceis para os mercados de escravos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Qual pode ser o tamanho da responsabilidade da It\u00e1lia?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como destacado anteriormente, a It\u00e1lia est\u00e1 a apenas 400 km da L\u00edbia, o que faz com que a L\u00edbia seja uma das principais portas de sa\u00edda de imigrantes africanos para a Europa, e a It\u00e1lia seja uma das principais portas de entrada destes imigrantes na Europa. Segundo noticiou a revista estadunidense Vice, este ano, os governos l\u00edbio e italiano teriam supostamente fecharado um acordo. Segundo este acordo, quando navios militares italianos avistarem barcos de imigrantes tentando atingirem a Europa no mar, eles avisar\u00e3o a Guarda Costeira l\u00edbia, que resgatar\u00e1 a embarca\u00e7\u00e3o. Em troca, a Guarda Costeira l\u00edbia recebe financiamento e treinamento da It\u00e1lia. Tudo isto, pois se uma embarca\u00e7\u00e3o militar italiana realiza o resgate de imigrantes, eles s\u00e3o obrigados a lev\u00e1-los para o territ\u00f3rio italiano \u2013 a medida, ent\u00e3o, seria um desafogo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Suspeita-se que o suposto acordo entre os dois pa\u00edses tenha gerado uma super concentra\u00e7\u00e3o de imigrantes em territ\u00f3rio l\u00edbio, alastrando o mercado de escravos. Hoje, a OIM estima que de 700 mil a 1 milh\u00e3o de imigrantes estejam na L\u00edbia e que 2 mil pessoas tenham morrido tentando atingir a Europa pelo mar somente este ano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Depoimentos revelam frieza, crueldade e racismo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depoimentos de imigrantes que conseguiram escapar do \u201cinferno completo\u201d que \u00e9 a L\u00edbia hoje, como um deles disse, revelam um ambiente carregado de frieza, crueldade e racismo. Ainda esta semana, o <\/span><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/internacional\/ex-escravos-contam-vida-201cdesumana201d-de-negros-na-libia\"><span style=\"font-weight: 400;\">site<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da revista Carta Capital, reproduzindo um conte\u00fado da R\u00e1dio Fran\u00e7a Internacional, trouxe \u00e0 luz uma s\u00e9rie de narrativas aterradoras sobre o drama vivido por subsaarianos no pa\u00eds africano: \u201c\u201cOs l\u00edbios n\u00e3o t\u00eam nenhuma considera\u00e7\u00e3o pelos negros. Eles nos tratam como animais, estupram as nossas mulheres. E h\u00e1 um verdadeiro com\u00e9rcio de negros l\u00e1, exatamente como na \u00e9poca da escravid\u00e3o. As pessoas v\u00eam e compram\u201d\u201d, afirmou Maxime Ndong, \u201cjovem que passou oito meses no calv\u00e1rio l\u00edbio junto com a esposa, da qual n\u00e3o tem not\u00edcias h\u00e1 tr\u00eas meses\u201d; j\u00e1 Mohamed Bamba, da Costa do Marfim, revelou, na mesma reportagem, um pouco de como funciona o modus operandi dos traficantes: \u201c [\u2026] em pleno deserto nigeriano, ele descobriu que a conta para fazer a travessia tinha subido 150 mil francos CFA (873 reais) \u2013 dinheiro que o jovem n\u00e3o possu\u00eda. \u201cComo eu n\u00e3o tinha como pagar, fui vendido para uma pessoa. Essa pessoa me comprou e fiquei em d\u00edvida com ela\u201d, relata, em depoimento \u00e0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">RFI.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u201cEles n\u00e3o me davam comida e o que eu ganhava eu tinha que dar para eles, para poder comer. Se eu n\u00e3o ganhasse nada, n\u00e3o comia\u201d\u201d; Bamba ainda completou, escancarando todo o racismo envolvido na situa\u00e7\u00e3o: \u201c\u201cA L\u00edbia \u00e9 muito dif\u00edcil. Os militares nos batem a todo o momento, dizendo que os negros s\u00e3o amaldi\u00e7oados por Deus\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na reportagem do El Pa\u00eds em portugu\u00eas, um jovem da G\u00e2mbia, de nome Abou Bacar deu um testemunho detalhado de como funcionam as vendas de escravos: \u201c\u201cTodos os dias chegavam homens \u00e1rabes, \u00e0s vezes com guarda-costas, e ent\u00e3o nos levavam ao p\u00e1tio. Ali t\u00ednhamos de nos sentar assim \u2013Abou se senta no ch\u00e3o, com as pernas abertas\u2013, em fila, cada um entre as pernas do que estava atr\u00e1s. Era como um trem que form\u00e1vamos no ch\u00e3o.\u201d Abou retorna \u00e0 sua cadeira e continua o relato: \u201cO homem \u00e1rabe passeava entre n\u00f3s e escolhia alguns. Escolhia os fortes, os que n\u00e3o pareciam que iriam morrer em dois dias. Ele os escolhia como quando voc\u00ea escolhe manga no mercado de frutas. Depois pagava \u00e0s pessoas do gueto e os levavam. Todo dia chegavam homens \u00e1rabes para nos comprar\u201d\u201d. Ainda na mesma reportagem, uma mo\u00e7a nigeriana chamada Marian explicou como virou escrava sexual na m\u00e3o dos traficantes: \u201c\u201cQuando chegamos a Tr\u00edpoli nos colocaram em um s\u00f3t\u00e3o sem janelas. Perguntei quando chegar\u00edamos \u00e0 It\u00e1lia e um homem me disse: nunca\u201d\u201d; \u201c\u201cUma mulher explicou a situa\u00e7\u00e3o ao nosso grupo de meninas que estava no s\u00f3t\u00e3o. Nos disse que, se quis\u00e9ssemos voltar a ser livres, precis\u00e1vamos pagar um valor (Marian n\u00e3o quer dizer quanto) e que a \u00fanica maneira de conseguir era sendo prostitutas nesse s\u00f3t\u00e3o\u201d\u201d.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-565088\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-Tela-2017-11-30-a--s-14-720x421.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-Tela-2017-11-30-a--s-14-720x421.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-Tela-2017-11-30-a--s-14-300x175.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-Tela-2017-11-30-a--s-14-768x449.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Captura-de-Tela-2017-11-30-a--s-14.jpg 992w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fonte: El Pa\u00eds em Portugu\u00eas<\/span><\/p>\n<p><b>Rea\u00e7\u00e3o da sociedade civil<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jogadores de futebol que atuam na Europa iniciaram uma onda de protestos contra a situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o presenciada na L\u00edbia: Geoffrey Kondogbia, atleta do Val\u00eancia de origem centro-africana, \u00a0durante um jogo contra o Espanyol, ostentou uma camiseta com os dizeres: \u201cFutebol \u00e0 parte, n\u00e3o estou \u00e0 venda\u201d. Paul Pogba, do Manchester United, e Cheick Doukour\u00e9, jogador do Levante, comemoraram seus gols com um gesto \u00a0unindo seus antebra\u00e7os, como se estivessem atados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Twitter, as hashtags <\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/stopslavery?src=hash\"><span style=\"font-weight: 400;\">#stopslavery<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/stopesclavageenlibye?src=hash\"><span style=\"font-weight: 400;\">#StopEsclavageEnLibye<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (\u201cparem a escravid\u00e3o\u201d e \u201cparem a escravid\u00e3o na L\u00edbia\u201d) foram lan\u00e7adas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Paris, no \u00faltimo s\u00e1bado, cerca de mil pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas, em uma manifesta\u00e7\u00e3o contra a escravid\u00e3o na L\u00edbia. Na pr\u00f3pria Fran\u00e7a, em um texto publicado no jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Lib\u00e9ration\u201d<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> um grupo composto por artistas, intelectuais, esportistas e militantes pediram uma a\u00e7\u00e3o internacional imediata contra a pr\u00e1tica \u201cque o mundo descobre com estupefa\u00e7\u00e3o e as ONGs sabiam e denunciavam havia anos\u201d. O texto tamb\u00e9m atentou para a responsabilidade da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, atrav\u00e9s de sua pol\u00edtica migrat\u00f3ria, no que est\u00e1 ocorrendo na L\u00edbia: \u201cA responsabilidade moral \u2013 e judicial? \u2013 da Uni\u00e3o Europeia neste pesadelo \u00e9 mais do que uma constata\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma vergonha que n\u00f3s recusamos que seja coberta pelos habituais coment\u00e1rios apaziguadores sobre a ilus\u00f3ria \u2018melhoria das condi\u00e7\u00f5es de deten\u00e7\u00e3o\u2019. N\u00e3o melhoramos a pr\u00e1tica escravagista [\u2026] N\u00f3s a combatemos at\u00e9 o seu desaparecimento total\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em meio a sociedade l\u00edbia, muitas pessoas se mostraram bravas com a repercuss\u00e3o das imagens divulgadas pela CNN. Isto porque, para muitas delas, o que acontece no pa\u00eds hoje \u00e9 resultado direto dos arrochos promovidos pelos europeus em suas pol\u00edticas migrat\u00f3rias, dificultando a travessia do Mediterr\u00e2neo e piorando, de forma consider\u00e1vel, a vida dos imigrantes durante sua passagem pelo territ\u00f3rio l\u00edbio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Rea\u00e7\u00e3o pol\u00edtica <\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos mandat\u00e1rios africanos agiram de forma pronta e dura ante a repercuss\u00e3o das imagens divulgadas pelo canal de not\u00edcias estadunidense: Mahamadou Issoufou, presidente do N\u00edger, solicitou uma investiga\u00e7\u00e3o ao Tribunal Penal Internacional e convocou seu embaixador na L\u00edbia para consultas; Roch Kabor\u00e9, de Burkina Faso, tomou a mesma atitude, al\u00e9m de apelar \u00e0s autoridades l\u00edbias para que atuem; o governo do Senegal exigiu uma investiga\u00e7\u00e3o pelo que o presidente malin\u00eas, Ibrahim Boubacar Keita, denominou de \u201cbarb\u00e1rie que interpela a consci\u00eancia de toda a humanidade\u201d. Entre os presidentes, houve um consenso de que a Uni\u00e3o Europeia, a Uni\u00e3o Africana e as Na\u00e7\u00f5es Unidas devem intervir de forma r\u00e1pida na situa\u00e7\u00e3o. A Costa do Marfim, por sua vez, decidiu repatriar, no \u00faltimo final de semana, 155 migrantes que estavam retidos em um centro de deten\u00e7\u00e3o de Zouara, no oeste da L\u00edbia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, reagiu a reportagem da CNN afirmando que ficou \u201chorrorizado\u201d: \u201cA escravatura n\u00e3o tem lugar no nosso mundo e estas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre os mais graves abusos dos direitos humanos e podem constituir crimes contra a humanidade\u201d, disse, acrescentando que pediu \u201caos atores relevantes das Na\u00e7\u00f5es Unidas\u201d a cria\u00e7\u00e3o de uma investiga\u00e7\u00e3o em car\u00e1ter de urg\u00eancia para levar os respons\u00e1veis perante a justi\u00e7a, para responderem por crimes contra a humanidade. J\u00e1 o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU aprovou, de forma un\u00e2nime, uma resolu\u00e7\u00e3o apresentada pela It\u00e1lia que demanda por a\u00e7\u00f5es severas contra o tr\u00e1fico humano e a escravid\u00e3o moderna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As autoridades l\u00edbias, representadas pelo vice-primeiro-ministro do governo l\u00edbio de uni\u00e3o nacional, anunciaram a abertura de um inqu\u00e9rito para apurar as circunst\u00e2ncias.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Felipe Honorato Imagem &#8211; DW Apesar de, em abril, o jornal ingl\u00eas The Guardian ter publicado uma reportagem sobre o assunto, al\u00e9m de outras den\u00fancias jornal\u00edsticas sobre casos terem sido divulgadas anteriormente, como a Reuters fez em maio e&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":44,"featured_media":565167,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37,11390,42],"tags":[5140,8051,1087],"class_list":["post-565076","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa-pt","category-conteudo-original","category-internacional-2","tag-africa-pt-pt","tag-escravidao","tag-libia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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