{"id":551016,"date":"2017-11-05T23:38:05","date_gmt":"2017-11-05T23:38:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=551016\/"},"modified":"2017-11-05T23:38:05","modified_gmt":"2017-11-05T23:38:05","slug":"no-mapa-trabalho-escravo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2017\/11\/no-mapa-trabalho-escravo-no-brasil\/","title":{"rendered":"No mapa, o trabalho escravo no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>P<em>or<\/em><strong> Bruno Fonseca | apublica.org<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Levantamento mostra presen\u00e7a de empreiteiros entre a maioria dos empregadores, composta por fazendeiros e empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio. Irm\u00e3o da senadora K\u00e1tia Abreu, que estava na lista divulgada pela Globo, \u00e9 o \u00fanico ausente na nova lista do MTE.<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (27), o Minist\u00e9rio do Trabalho <a href=\"http:\/\/trabalho.gov.br\/images\/Documentos\/cadastro_empregadores_out.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicou nova vers\u00e3o<\/a> da lista dos empregadores autuados por submeter trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas a escravos. A publica\u00e7\u00e3o veio apenas ap\u00f3s <a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/blogs\/fausto-macedo\/justica-manda-governo-publicar-lista-suja-do-trabalho-escravo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">decis\u00e3o judicial<\/a> que obrigou a pasta a divulgar o arquivo \u2013 <a href=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/apublica-files-main\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/31105228\/Lista-Suja-2017-marco.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o oficial <\/a>havia ocorrido em mar\u00e7o deste ano. A P\u00fablica reuniu todos os 131 empregadores da lista no mapa abaixo, que batem como <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B0KSgNDgshfCcThlSG5ISDhWc3M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">arquivo divulgado em reportagem do Fant\u00e1stico<\/a>, exceto por uma aus\u00eancia: o pecuarista Luiz Alfredo Feresin de Abreu, irm\u00e3o da senadora K\u00e1tia Abreu (PMDB-TO), autuado em 2013 por empregar trabalho an\u00e1logo ao escravo em tr\u00eas fazendas em Vila Rica, no Mato Grosso. Feresin cumpriu um <a href=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/apublica-files-main\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/31105744\/TAC-arquivado-Feresin.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)<\/a> com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e, pelas <a href=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/apublica-files-main\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/31105946\/Legislacao-Cadastro-Escravo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pr\u00f3prias regras do cadastro<\/a>, teve seu nome retirado da lista.<\/p>\n<div id=\"attachment_551238\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-551238\" class=\"size-large wp-image-551238\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/mapa-720x549.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"549\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/mapa-720x549.png 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/mapa-300x229.png 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/mapa-768x585.png 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/mapa.png 916w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-551238\" class=\"wp-caption-text\">Estabelecimentos inclu\u00eddos no cadastro do trabalho escravo. Fonte: Cadastro de empregadores do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p><\/div>\n<p>De todas as cidades brasileiras, Belo Horizonte \u00e9 que tem mais empregadores listados no mapa: quatro s\u00e3o do setor de constru\u00e7\u00e3o civil e mercado imobili\u00e1rio e um, de restaurantes. Uma das empresas \u00e9 a Garra Engenharia, autuada pelas condi\u00e7\u00f5es de trabalho de cinco imigrantes baianos em uma obra. Eles viviam no pr\u00f3prio canteiro, em uma casa com janelas tampadas por chapas de madeira e uma porta improvisada com um colch\u00e3o velho. Conforme o <a href=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/apublica-files-main\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/31110133\/Auto-de-infra%C3%A7%C3%A3o-207057443-GARRA-ENGENHARIA.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">auto do MTE<\/a>,\u00a0durante o dia, recebiam \u00e1gua e comida \u2013almo\u00e7o e jantar \u2013, mas, \u00e0 noite e nos finais de semana, ainda no trabalho, tinham de tirar do bolso para comprar alimento. Disseram para eles que, se partissem em menos de dois meses, pagariam os exames m\u00e9dicos obrigat\u00f3rios. Seria mais um gasto, al\u00e9m dos R$ 250 que cada um tinha pago ao homem que os trouxe da Bahia com a promessa de trabalho na obra em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>O diretor da empreiteira, Jo\u00e3o Nimer Filho, questiona a inclus\u00e3o no cadastro e alega que os trabalhadores enfrentavam na Bahia condi\u00e7\u00f5es mais degradantes. \u201cSe voc\u00ea falar \u2018Jo\u00e3o, o apartamento era uma maravilha?\u2019. N\u00e3o, n\u00e3o era uma maravilha. Mas longe de ser trabalho an\u00e1logo ao escravo [\u2026] Araci, na Bahia, tem uma \u00fanica fonte de renda, a palma para fazer o sisal, inclusive mutila muitas pessoas porque as m\u00e1quinas s\u00e3o prec\u00e1rias. [\u2026] Eles disseram \u2018n\u00e3o queremos ir embora porque Araci \u00e9 R$ 10 por dia, quando tem servi\u00e7o\u2019\u201d contrap\u00f5e.<\/p>\n<p>Para o auditor fiscal do trabalho em Minas Gerais, Athos de Vasconcelos, a vulnerabilidade dos trabalhadores vindos de regi\u00f5es pobres \u00e9 explorada pelos empregadores \u2013 e o motivo porque se submetem a condi\u00e7\u00f5es de trabalho prec\u00e1rias. \u00a0\u201cHistoricamente h\u00e1 problemas [de trabalho an\u00e1logo ao escravo] em \u00e1reas rurais, principalmente em \u00e1reas mais isoladas, mas, de uma d\u00e9cada para c\u00e1, mais intensamente, come\u00e7aram a aparecer esses casos na constru\u00e7\u00e3o civil e na confec\u00e7\u00e3o, geralmente explorando trabalhador do pr\u00f3prio pa\u00eds, migrantes de regi\u00f5es pobres, e tamb\u00e9m de trabalhadores imigrantes que chegam ao Brasil do Haiti, da Bol\u00edvia\u201d, comenta.<\/p>\n<h4>N\u00famero de empregadores na lista do trabalho escravo por estado<\/h4>\n<div id=\"attachment_551256\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-551256\" class=\"size-large wp-image-551256\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Linha-720x270.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Linha-720x270.png 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Linha-300x113.png 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Linha-768x288.png 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Linha.png 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-551256\" class=\"wp-caption-text\">*Os estados ausentes n\u00e3o tiveram empregadores listados no cadastro atual.\u00a0Fonte: Cadastro de empregadores do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p><\/div>\n<p>Minas Gerais \u00e9 o estado que lidera o cadastro: dos 131 empregadores listados, quase um ter\u00e7o \u00e9 mineiro. De acordo com a coordenadora do projeto de combate ao trabalho an\u00e1logo ao escravo de Minas, Dolores Jardim, \u201cn\u00e3o significa que Minas tenha mais trabalhadores [em situa\u00e7\u00e3o de trabalho escravo] que outros estados, mas que estamos atendendo a demanda [de fiscaliza\u00e7\u00e3o] por uma quest\u00e3o de gest\u00e3o\u201d. S\u00e3o 19 ger\u00eancias no estado, todas com auditores treinados pelo projeto.<\/p>\n<p>O Par\u00e1, em compara\u00e7\u00e3o, o segundo estado com maior n\u00famero de empregados na lista, possui apenas um coordenador fixo para combater o trabalho escravo. Os demais auditores s\u00e3o convocados de acordo com a demanda e a disponibilidade dos recursos \u2014 escassos. A Superintend\u00eancia do MTE em Bel\u00e9m, por exemplo, est\u00e1 sem telefone h\u00e1 meses. \u201cQuando tem verba, quando tem dinheiro para colocar gasolina nos carros, quando tem dinheiro pra di\u00e1ria, essas equipes v\u00e3o a campo combater o trabalho escravo. Est\u00e1 um caos administrativo, est\u00e1 sem telefone, a empresa de limpeza ainda n\u00e3o foi contratada, aqui no Par\u00e1 n\u00f3s realmente ficamos numa situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil\u201d, diz Othavio Paix\u00e3o, auditor fiscal do trabalho no Par\u00e1.<\/p>\n<p>Agricultura \u00e9 o setor econ\u00f4mico que tem mais patr\u00f5es no cadastro (31%), a maior parte em lavouras de caf\u00e9 (14% do total de empregadores). Em seguida, est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de animais (25%), com predomin\u00e2ncia do gado para corte (19%). Em terceiro lugar, empatados, est\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o (8%) e o setor madeireiro (8%). <a href=\"http:\/\/reporterbrasil.org.br\/2017\/10\/lista-da-escravidao-nao-divulgada-pelo-governo-contem-gigantes-da-agroindustria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Segundo a ONG Rep\u00f3rter Brasil<\/a>, trabalhadores que se endividam antes mesmo do primeiro sal\u00e1rio, com jornadas exaustivas, sem descanso semanal remunerado e, em alguns casos, sem banheiro, foram os motivos que levaram duas gigantes da agroind\u00fastria, a JBS Aves e a Sucoc\u00edtrico Cutrale, a figurar na lista.<\/p>\n<h4>Setores dos empregadores na lista do trabalho escravo<\/h4>\n<div id=\"attachment_551247\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-551247\" class=\"size-large wp-image-551247\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Pizza-Trabalho-Escravo1-720x527.png\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Pizza-Trabalho-Escravo1-720x527.png 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Pizza-Trabalho-Escravo1-300x219.png 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Pizza-Trabalho-Escravo1-768x562.png 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/Grafico-Pizza-Trabalho-Escravo1.png 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-551247\" class=\"wp-caption-text\">*A categoria outros considera os setores de joias, lazer, pesca, restaurantes, com\u00e9rcio, energia el\u00e9trica e vestu\u00e1rio.\u00a0Fonte: Cadastro de empregadores do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p><\/div>\n<p>Para o auditor Athos de Vasconcelos, o n\u00famero de empregadores listados por explorar trabalho escravo seria ainda maior caso houvesse recursos compat\u00edveis com as necessidades de fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cA quantidade de casos \u00e9 subnotificada, para usar uma terminologia da \u00e1rea de sa\u00fade. A nossa categoria est\u00e1 cada vez mais diminu\u00edda na quantidade. Ao longo dos \u00faltimos 20 anos, perdemos muitos quadros, a maioria deles por aposentadoria, e os governos n\u00e3o fizeram os concursos necess\u00e1rios para fazer a reposi\u00e7\u00e3o. Quando se divulga uma lista com mais de 130 empregadores que cometeram esse crime, poderia ser muito maior\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A coordenadora da fiscaliza\u00e7\u00e3o em Minas Gerais, Dolores Jardim, aponta uma queda na verba mais acentuada a partir de 2017. \u201cA gente trabalhava com folga de recursos e agora temos que planejar a\u00e7\u00e3o por a\u00e7\u00e3o e pedindo esse recurso. A conta-gotas. Afetou a fiscaliza\u00e7\u00e3o de uma forma geral. Como o trabalho escravo utiliza mais, para viagens, foi o mais atingido\u201d, pondera.<\/p>\n<p>O MTE afirmou \u00e0 reportagem que \u201co combate ao trabalho escravo \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria da pasta\u201d e que tem \u201cremanejado recursos e buscado alternativas para a realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es\u201d. O minist\u00e9rio ainda afirmou que em 2016 \u201cforam realizadas 146 a\u00e7\u00f5es de combate ao trabalho escravo\u201d.<\/p>\n<h4>Disputas pelo futuro da lista do trabalho escravo<\/h4>\n<p>A inclus\u00e3o de empregadores no cadastro de trabalho escravo \u00e9 questionada por organiza\u00e7\u00f5es como a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), para a qual empresas podem ser acusadas injustamente <a href=\"http:\/\/economia.estadao.com.br\/noticias\/geral,em-nota-cni-defende-nova-portaria-do-trabalho-escravo,70002054217\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cem fun\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es subjetivas e at\u00e9 ideol\u00f3gicas de fiscais\u201d<\/a>; pela Frente Parlamentar Agropecu\u00e1ria, que afirma que a legisla\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.fpagropecuaria.org.br\/destaques\/nota-de-esclarecimento-sobre-portaria-mtb-no-1129-de-13102017\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cpermite compreens\u00f5es distintas por parte dos fiscais respons\u00e1veis pela autua\u00e7\u00e3o, causando inseguran\u00e7a jur\u00eddica para o setor\u201d<\/a>; e pela pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o atual do MTE, que afirmou que o cadastro de empregadores <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2017-10\/ministerio-altera-regras-para-divulgacao-de-lista-suja-do-trabalho-escravo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cdeve coexistir com os princ\u00edpios constitucionais da ampla defesa e do contradit\u00f3rio\u201d.<\/a><\/p>\n<p>A P\u00fablica conversou com uma fonte do MTE que pediu sigilo e afirmou que a lista mais recente, divulgada inicialmente pela Globo e, depois, publicada ap\u00f3s senten\u00e7a da Justi\u00e7a do Trabalho do Distrito Federal, teria vindo a p\u00fablico neste momento caso a decis\u00e3o coubesse ao ministro Ronaldo Nogueira (PTB). A assessoria do MTE n\u00e3o quis comentar a divulga\u00e7\u00e3o da lista pela Globo e afirmou que responde apenas pelas publica\u00e7\u00f5es oficiais.<\/p>\n<p>De acordo com o procurador do trabalho da Coordenadoria Regional de Combate ao Trabalho Escravo do MPT do Par\u00e1, Roberto Ruy Netto, a Portaria 1.129 \u2013 que alterou os crit\u00e9rios para classifica\u00e7\u00e3o de trabalho an\u00e1logo ao escravo e os procedimentos dos auditores fiscais \u2013 excluiria boa parte dos empregadores que hoje figuram no cadastro e ainda poderia levar \u00e0 n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o de listas futuras. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o precisa ter o trabalhador acorrentado para caracterizar trabalho escravo [\u2026] basta ter uma condi\u00e7\u00e3o degradante de trabalho, onde ele esteja alojado em barrac\u00f5es de lona, bebendo \u00e1gua que n\u00e3o seja pot\u00e1vel. S\u00e3o trabalhadores que s\u00e3o aliciados em bols\u00f5es de pobreza com falsas promessas e muitas vezes acabam endividados porque j\u00e1 t\u00eam que pagar o transporte, a ferramenta; quando ele recebe o sal\u00e1rio, j\u00e1 est\u00e1 endividado. A portaria vem justamente tentar descaracterizar essa situa\u00e7\u00e3o: s\u00f3 \u00e9 escravo agora se houver vigil\u00e2ncia extensiva, se houver restri\u00e7\u00e3o da liberdade desse trabalhador. O trabalho degradante seria uma mera irregularidade trabalhista\u201d, critica.<\/p>\n<p>Para a procuradora da Rep\u00fablica e representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) na Comiss\u00e3o Nacional para Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo, Ana Carolina Roman, a disputa em torno da inclus\u00e3o de empregadores no cadastro \u00e9 a pauta principal dos empregadores acusados de trabalho escravo.\u201cFicou muito claro: a preocupa\u00e7\u00e3o do setor produtivo n\u00e3o \u00e9 com a condena\u00e7\u00e3o administrativa, n\u00e3o \u00e9 com a condena\u00e7\u00e3o criminal, \u00e9 com a lista suja. A lista \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de combate [ao trabalho escravo]. \u00c9 a lista que vai rescindir cr\u00e9dito, que vai deixar mal a empresa perante importadores, o setor produtivo, os consumidores\u201d, analisa. A Portaria 1.129 est\u00e1 atualmente suspensa <a href=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/apublica-files-main\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/31110313\/rosa-weber-suspende-portaria-alterou.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">por decis\u00e3o monocr\u00e1tica<\/a> da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber. A decis\u00e3o deve ser julgada em vota\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio do tribunal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bruno Fonseca | apublica.org Levantamento mostra presen\u00e7a de empreiteiros entre a maioria dos empregadores, composta por fazendeiros e empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio. 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