{"id":508446,"date":"2017-08-26T15:57:28","date_gmt":"2017-08-26T14:57:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=508446\/"},"modified":"2017-08-25T16:08:02","modified_gmt":"2017-08-25T15:08:02","slug":"boaventura-esquerda-sem-imaginacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2017\/08\/boaventura-esquerda-sem-imaginacao\/","title":{"rendered":"Boaventura: a esquerda sem imagina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por n\u00e3o ousar novas formas de <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/570051-a-esquerda-menosprezou-a-importancia-da-democracia-diz-leda-paulani\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Democracia<\/a>, Estado e Economia; e por n\u00e3o enfrentar articuladamente as tr\u00eas faces da domina\u00e7\u00e3o, ela tem sido incapaz de deter a ofensiva brutal do sistema.<\/p>\n<p>O artigo \u00e9 de <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/563035-a-dificil-reinvencao-da-democracia-frente-ao-fascismo-social-entrevista-especial-com-boaventura-de-sousa-santos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Boaventura de Sousa Santos<\/a>, soci\u00f3logo, publicado por Outras Palavras.<\/p>\n<h3>Eis o artigo.<\/h3>\n<p>A domina\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e cultural \u00e9 sempre o resultado de uma distribui\u00e7\u00e3o desigual do poder, nos termos da qual quem n\u00e3o tem poder ou tem menos poder v\u00ea as suas expectativas de vida limitadas ou destru\u00eddas por quem tem mais poder. Tal limita\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o manifesta-se de v\u00e1rias formas, da discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 exclus\u00e3o, da marginaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ps\u00edquica ou cultural, da demoniza\u00e7\u00e3o \u00e0 invisibiliza\u00e7\u00e3o. Todas esta formas podem-se reduzir a uma s\u00f3 \u2013 opress\u00e3o. Quanto mais desigual \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o do poder, maior \u00e9 a opress\u00e3o.<\/p>\n<p>As sociedades com formas duradouras de poder desigual s\u00e3o sociedades divididas entre opressores e oprimidos. A contradi\u00e7\u00e3o entre estas duas categorias n\u00e3o \u00e9 l\u00f3gica, \u00e9 antes dial\u00e9ctica, j\u00e1 que as duas categorias s\u00e3o ambas parte da mesma unidade contradit\u00f3ria. Os fatores que est\u00e3o na base da domina\u00e7\u00e3o variam de \u00e9poca para \u00e9poca. Na \u00e9poca moderna, digamos, desde o s\u00e9culo XVI, os tr\u00eas fatores principais t\u00eam sido: <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/558645-por-que-a-esquerda-nao-se-beneficiou-da-crise-economica-mundial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">capitalismo<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/549197-qtemos-tracos-de-colonialismo-dos-quais-nao-nos-libertamosq\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">colonialismo<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/568808-o-patriarcado-e-nao-a-natureza-torna-as-mulheres-desiguais\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">patriarcado<\/a>. O primeiro \u00e9 origin\u00e1rio da modernidade ocidental, enquanto os outros dois existiram antes mas foram reconfigurados pelo capitalismo. A domina\u00e7\u00e3o capitalista assenta na explora\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado por via de rela\u00e7\u00f5es entre seres humanos formalmente iguais. A domina\u00e7\u00e3o colonial assenta na rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica entre grupos humanos por uma raz\u00e3o supostamente natural, seja ela a ra\u00e7a, a casta, a religi\u00e3o ou a etnia. A domina\u00e7\u00e3o patriarcal implica outro tipo de rela\u00e7\u00e3o de poder mas igualmente assente na inferioridade natural de um sexo ou de uma orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es entre os tr\u00eas modos de domina\u00e7\u00e3o t\u00eam variado ao longo do tempo e do espa\u00e7o, mas o fato de a domina\u00e7\u00e3o moderna assentar nos tr\u00eas \u00e9 uma constante. Ao contr\u00e1rio do que vulgarmente se pensa, a independ\u00eancia pol\u00edtica das antigas col\u00f4nias europeias n\u00e3o significou o fim do colonialismo, significou apenas a substitui\u00e7\u00e3o de um tipo de colonialismo (o colonialismo de ocupa\u00e7\u00e3o territorial efetiva por uma pot\u00eancia estrangeira) por outros tipos (colonialismo interno, neocolonialismo, imperialismo, racismo, xenofobia, etc.).Vivemos hoje em sociedades capitalistas, colonialistas e patriarcais. Para ter \u00eaxito, a resist\u00eancia contra a domina\u00e7\u00e3o moderna tem de assentar em lutas simultaneamente anticapitalistas, anticoloniais e antipatriarcais. Todas as lutas t\u00eam de ter como alvo os tr\u00eas fatores de domina\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas um, ainda que as conjunturas possam aconselhar que incidam mais num fator que noutro.<\/p>\n<p>O s\u00e9culo XX foi dos s\u00e9culos mais violentos da hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m se caracterizou por muitas conquistas positivas: dos direitos sociais e econ\u00f4micos dos trabalhadores \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia das col\u00f4nias, dos movimentos dos direitos c\u00edvicos das popula\u00e7\u00f5es afrodescendentes nas Am\u00e9ricas \u00e0s lutas das mulheres contra a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/159-noticias\/entrevistas\/565009-construcao-de-uma-sociedade-sem-discriminacoes-e-desafio-para-a-democracia-entrevista-especial-com-roger-raupp-rios\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">discrimina\u00e7\u00e3o sexual<\/a>. No entanto, apesar dos \u00eaxitos, os resultados n\u00e3o s\u00e3o brilhantes. Nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XXI atravessamos mesmo um per\u00edodo de refluxo generalizado de muitas das conquistas dessas lutas. O capitalismo concentra a riqueza mais do que nunca e agrava a desigualdade entre pa\u00edses e no interior de cada pa\u00eds; o <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/526844-onu-negros-ainda-sofrem-racismo-estrutural-institucional-e-interpessoal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">racismo<\/a>, o <strong>neocolonialismo<\/strong> e as guerras imperiais assumem formas particularmente excludentes e violentas; o <strong>sexismo<\/strong>, apesar de todos os \u00eaxitos dos <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/518182-o-feminismo-transformou-o-mundo-entrevista-especial-com-rose-marie-muraro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">movimentos feministas<\/a>, continua a causar a viol\u00eancia contra as mulheres com uma persist\u00eancia inabal\u00e1vel.<\/p>\n<p>Um diagn\u00f3stico correto \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para sairmos deste aparente curto-circuito hist\u00f3rico. Sugiro v\u00e1rios componentes principais do diagn\u00f3stico. O primeiro reside em que, enquanto a domina\u00e7\u00e3o moderna articula sempre capitalismo com colonialismo e patriarcado, as organiza\u00e7\u00f5es e os movimentos que v\u00eam lutando contra ela t\u00eam sempre estado divididas, cada uma delas privilegiando um dos modos de domina\u00e7\u00e3o e negligenciando, ou mesmo ignorando, os outros, e cada uma delas defendendo que a sua luta e o seu modo de luta \u00e9 o mais importante. N\u00e3o surpreende assim que muitos partidos socialistas e comunistas, que lutaram (quando lutaram) contra a domina\u00e7\u00e3o capitalista, tenham sido durante muito tempo colonialistas, racistas e sexistas. Do mesmo modo, n\u00e3o surpreende que movimentos nacionalistas, anticoloniais e antirracistas tenham sido capitalistas ou pr\u00f3-capitalistas e sexistas, e que movimentos feministas tenham sido coniventes com o racismo, o colonialismo e o capitalismo. Deste fato hist\u00f3rico resulta claro que os avan\u00e7os ser\u00e3o escassos se a domina\u00e7\u00e3o continuar unida e a oposi\u00e7\u00e3o a ela, desunida.<\/p>\n<p>O segundo componente tem a ver com o modo como se organizaram as resist\u00eancias anticapitalistas, anticolonialistas e antipatriarcais. Trabalhadores, camponeses, mulheres, escravizados, povos colonizados, povos ind\u00edgenas, povos afrodescendentes, popula\u00e7\u00f5es discriminadas pela defici\u00eancia ou pela orienta\u00e7\u00e3o sexual recorreram a muitas formas de luta, umas violentas outras, pac\u00edficas, umas institucionais outras, extra-institucionais. Ao longo do s\u00e9culo passado essas m\u00faltiplas formas foram-se condensando em partidos pol\u00edticos, movimentos de liberta\u00e7\u00e3o e movimentos sociais, e, com algumas exce\u00e7\u00f5es, foram dando prefer\u00eancia \u00e0 luta institucional e n\u00e3o violenta. O regime pol\u00edtico que se imp\u00f4s como dando a melhor resposta a estas op\u00e7\u00f5es foi a democracia de origem liberal, a democracia atualmente existente. Acontece que a potencialidade deste tipo de democracia para corresponder \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es oprimidas sempre foi muito limitada e as limita\u00e7\u00f5es foram-se agravando em tempos mais recentes.<\/p>\n<p>O tipo que mais desenvolveu essa potencialidade foi a <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/543000-a-socialdemocracia-se-alinhou-com-a-economia-neoliberal-entrevista-com-etienne-balibar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">social-democracia europeia<\/a>, e o seu melhor momento (conseguido, em boa medida, \u00e0 custa do colonialismo e neocolonialismo, ou seja, das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas desiguais com as col\u00f4nias e as ex-col\u00f4nias), est\u00e1 hoje sob ataque, n\u00e3o s\u00f3 na Europa, como tamb\u00e9m em todos os pa\u00edses que procuraram imitar o seu espirito moderadamente redistributivo para reduzir as enormes desigualdades sociais (Argentina, Brasil, Venezuela). Por todo o lado, a democracia de baixa intensidade que ainda existe est\u00e1 sendo cercada por for\u00e7as antidemocr\u00e1ticas e, nalguns pa\u00edses, vai transitando para ditaduras at\u00edpicas, muitas vezes assentes na destrui\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o dos poderes (do Brasil \u00e0 Pol\u00f4nia e \u00e0 Turquia) ou na manipula\u00e7\u00e3o dos sistemas majorit\u00e1rios (fraude eleitoral sistem\u00e1tica, como no M\u00e9xico, sistemas eleitorais que n\u00e3o garantem a vit\u00f3ria ao candidato mais votado, como nos EUA). Sab\u00edamos que a democracia se defende mal dos antidemocratas pois, doutro modo, Hitler n\u00e3o teria ascendido ao poder por via de elei\u00e7\u00f5es. Mas note-se que, ainda que de modo fraudulento, o seu partido ostentava a palavra \u201csocialismo\u201d no seu nome.<\/p>\n<p>Hoje, a democracia est\u00e1 a ser sequestrada por for\u00e7as econ\u00f4micas poderosas (Bancos Centrais, Fundo Monet\u00e1rio Internacional, ag\u00eancias de avalia\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito) n\u00e3o sujeitas a qualquer delibera\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. E as imposi\u00e7\u00f5es podem ser legais (e leg\u00edtimas?): juros de d\u00edvida p\u00fablica, imposi\u00e7\u00e3o de tratados de \u201clivre\u201d com\u00e9rcio, pol\u00edticas de austeridade, rules of engagement das multinacionais, controle corporativo dos grande meios de comunica\u00e7\u00e3o social; e ilegais: corrup\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico de influ\u00eancias, abuso de poder, infiltra\u00e7\u00e3o nas organiza\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, incitamento \u00e0 viol\u00eancia. A democracia \u00e9 hoje subserviente dos interesses imperiais, sen\u00e3o mesmo um dos seus instrumentos. Para a impor destroem-se pa\u00edses inteiros, sejam eles o Iraque, a L\u00edbia, a S\u00edria, o Yemen. Est\u00e1 bem documentada a interven\u00e7\u00e3o imperialista para desestabilizar processos democr\u00e1ticos dotados de algum \u00e2nimo redistributivo e animados de algum defensismo nacionalista para proteger do mercado internacional predador de recursos estrat\u00e9gicos, sejam eles petr\u00f3leo, min\u00e9rios ou, crescentemente, terra ou \u00e1gua. Esta desestabiliza\u00e7\u00e3o nutre-se sempre dos erros, por vezes graves, dos governos nacionais (alguns considerados progressistas) e conta com a ativa cumplicidade das oligarquias que dominaram estes pa\u00edses. A descaracteriza\u00e7\u00e3o da democracia \u00e9 tal que j\u00e1 se fala hoje de p\u00f3s-democracia, um novo regime pol\u00edtico assente na convers\u00e3o dos conflitos pol\u00edticos em conflitos medi\u00e1ticos minuciosamente geridos por t\u00e9cnicos de publicidade e comunica\u00e7\u00e3o e ultimamente apoiados pela <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/563940-a-era-da-pos-verdade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">p\u00f3s-verdade medi\u00e1tica<\/a>\u00a0das <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/567733-como-a-publicidade-incentiva-fake-news\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fake news<\/a>.<\/p>\n<p>O terceiro componente do diagn\u00f3stico diz precisamente respeito aos erros dos governos nacionais. Porque erram t\u00e3o frequentemente, sobretudo quando considerados progressistas? S\u00e3o muitos os fatores: n\u00e3o h\u00e1 alternativas anticapitalistas cred\u00edveis e as conquistas contra o colonialismo, o racismo ou o sexismo parecem depender de n\u00e3o interferirem com a domina\u00e7\u00e3o capitalista; uma vez com poder de governo, as for\u00e7as progressistas comportam-se como se tivessem, al\u00e9m dele, o poder econ\u00f4mico, social e cultural que se reproduz na sociedade em geral, e com isso deixa de se reconhecer a gravidade ou mesmo a exist\u00eancia de antagonismo de classes, de ra\u00e7as e de sexos. As lutas contra o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado s\u00e3o sempre concebidas como visando eliminar os \u201cexcessos\u201d destes modos de domina\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o a sua fonte. Desta \u201cautoconten\u00e7\u00e3o\u201d, volunt\u00e1ria ou imposta, decorrem duas consequ\u00eancias fatais.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 tolerar ou mesmo promover um sistema de educa\u00e7\u00e3o que promove os valores e as subjetividades que sustentam o capitalismo e as rela\u00e7\u00f5es coloniais, racistas e sexistas. A segunda \u00e9 recusar imaginar (ou ignorar quando ocorrem) formas alternativas de organizar a economia, conceber a democracia ou organizar o Estado, praticar a dignidade humana e dignificar a natureza, promover formas de sentir e de ser solid\u00e1rias, substituir quantidades e gostos infinitos pela proporcionalidade, deixar de lado euforias desenvolvimentistas em benef\u00edcio de limites justos e frui\u00e7\u00f5es comedidas, promover a diferen\u00e7a e a diversidade com a mesma intensidade com que se promove a horizontalidade. Ao apresentarem-se como fatais, estas duas consequ\u00eancias s\u00e3o desumanas. Pela simples raz\u00e3o de que ser humano \u00e9 n\u00e3o ser ainda plenamente humano. \u00c9 n\u00e3o ter de ser para sempre o que se \u00e9 num dado contexto, tempo ou lugar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por n\u00e3o ousar novas formas de Democracia, Estado e Economia; e por n\u00e3o enfrentar articuladamente as tr\u00eas faces da domina\u00e7\u00e3o, ela tem sido incapaz de deter a ofensiva brutal do sistema. 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