{"id":4694,"date":"2011-02-08T00:00:00","date_gmt":"2011-02-08T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-02-09T05:55:50","modified_gmt":"2011-02-09T05:55:50","slug":"uma-revolucao-em-marcha-no-egito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2011\/02\/uma-revolucao-em-marcha-no-egito\/","title":{"rendered":"Uma revolu\u00e7\u00e3o em marcha no Egito"},"content":{"rendered":"<p>Em 25 de janeiro, o Egito comemoraria, como sempre, o Dia da Pol\u00edcia. No entanto, liderado pela juventude, o povo tinha outros planos e deu in\u00edcio \u00e0 revolta que exige a sa\u00edda do presidente Hosni Mubarak do poder e a queda do regime militar que controla o pa\u00eds h\u00e1 30 anos. Envolvido com o que parece ser uma revolu\u00e7\u00e3o em marcha, embora sem comando e planos futuros, o videomaker Mahmoud El-Adawy vem vivendo intensamente os acontecimentos, dos quais se afastou para participar do F\u00f3rum Social Mundial 2011, que acontece at\u00e9 11 de fevereiro em Dacar, no Senegal. Ap\u00f3s relatar o papel da m\u00eddia na eclos\u00e3o dos protestos que tomaram as ruas do Cairo e de cidades em todo o Egito durante o semin\u00e1rio \u201cA informa\u00e7\u00e3o alternativa a servi\u00e7o das mobiliza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais\u201d, na manh\u00e3 do dia 8, ele falou \u00e0 Ciranda em entrevista.*<\/p>\n<p>Qual a situa\u00e7\u00e3o hoje no Egito?<\/p>\n<p>Explicar a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil porque ainda estamos nela, mas o que se pode dizer \u00e9 que o clima antes e depois de 25 de janeiro, quando a revolu\u00e7\u00e3o come\u00e7ou, \u00e9 muito diferente. As pessoas estavam deprimidas e descrentes de que algo poderia mudar. Agora, voc\u00ea anda pelas ruas do Cairo e v\u00ea as pessoas sorrindo.<\/p>\n<p>Como aconteceu a revolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O primeiro ponto \u00e9 que n\u00e3o foi exatamente uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas um clamor por dignidade e liberdade. As pessoas se deram conta que podem ter isso, mas apenas quando o regime cair. O come\u00e7o de tudo foi talvez em 2005, quando houve um movimento contr\u00e1rio a que Mubarak disputasse as elei\u00e7\u00f5es novamente e que tamb\u00e9m se recusava a aceitar que o filho dele assumisse o poder em seu lugar. Naquele momento, havia poucos protestando nas ruas, mas existia um grande n\u00famero se mobilizando na Internet, pelo Facebook. Havia uma certa desconex\u00e3o entre esses grupos porque um n\u00e3o sabia o que o outro estava fazendo. Aqueles que estavam nas ruas fisicamente achavam que os que estavam na Internet n\u00e3o faziam nada. Esses por sua vez achavam que os que estavam nas ruas tinham raz\u00f5es muito pessoais para estar l\u00e1. Essa situa\u00e7\u00e3o durou cerca de dois anos e come\u00e7ou a mudar a partir da manifesta\u00e7\u00e3o de Mahalla, com quase meio milh\u00e3o de pessoas. Naquele momento, os que estavam nas ruas juntaram-se aos que estavam no Facebook e come\u00e7ou a surgir a unidade. Mesmo os mais velhos, que n\u00e3o estavam habituados \u00e0 Internet, come\u00e7aram a se conectar porque viram o que estava acontecendo. Em 2008, o movimento sindical entrou na mobiliza\u00e7\u00e3o, mas quem realmente a liderou foram os jovens. Em 2009, aconteceu o assassinato de Khaled Said porque ele havia filmado com seu celular uma cena de corrup\u00e7\u00e3o na delegacia de pol\u00edcia. Depois disso, houve muita press\u00e3o, vinda principalmente da juventude.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed o movimento se consolidou?<\/p>\n<p>Conseguiu-se que as pessoas de diferentes regi\u00f5es do Egito sa\u00edssem \u00e0s ruas para que n\u00e3o houvesse manifesta\u00e7\u00f5es em apenas alguns pontos, mas em todo o pa\u00eds. Essa foi uma grande li\u00e7\u00e3o porque se compreendeu que n\u00e3o bastava estar nos grandes centros como Cairo e Alexandria, que era necess\u00e1rio estar em todas as \u00e1reas. E o \u00faltimo empurr\u00e3o antes da revolu\u00e7\u00e3o foi o que aconteceu na Tun\u00edsia. Quando a revolu\u00e7\u00e3o estava acontecendo l\u00e1, os eg\u00edpcios estavam nas ruas em solidariedade. Ent\u00e3o nos perguntamos: \u201cpor que n\u00e3o podemos fazer o mesmo?\u201d Os jovens marcaram os protestos para 25 de janeiro. A data \u00e9 meio estranha porque \u00e9 o Dia da Pol\u00edcia, ent\u00e3o foi meio ir\u00f4nico. A juventude decidiu usar para tom\u00e1-la de volta, mas as antigas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas n\u00e3o concordavam. Eu mesmo n\u00e3o achava que o dia poderia ser alguma coisa importante, mas, quando sa\u00ed, todos estavam na rua. Foi chamado depois de \u201cDia da Raiva\u201d. Encontrei uma pessoa que conheci na universidade, mas que n\u00e3o via h\u00e1 muito tempo e comecei a chorar, lembrando do meu antigo sonho de revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E os protestos continuaram&#8230;<\/p>\n<p>No dia 28 de janeiro, sa\u00edram \u00e0s ruas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Pra\u00e7a Tahir e o principal slogan era \u201cO povo quer este regime fora\u201d, que era o mesmo da Tun\u00edsia. H\u00e1 diversas entradas para a pra\u00e7a e os diferentes grupos resolveram se organizar para passar por todas elas. De onde eu estava, podia ver todos e tamb\u00e9m a fuma\u00e7a que havia no lugar. A pol\u00edcia estava usando de tudo na repress\u00e3o, bala de borracha, muni\u00e7\u00e3o letal, o que se possa imaginar. Por cerca de tr\u00eas horas, as pessoas estavam simplesmente morrendo nas ruas. Ent\u00e3o, mudaram a estrat\u00e9gia e todos, cerca de 3 milh\u00f5es, come\u00e7aram a chegar pela mesma entrada para confrontar algo como 400 mil policiais. Ainda havia as armas e muita fuma\u00e7a, mas as pessoas permaneceram l\u00e1. Havia gente que eu nunca imaginei que poderia estar l\u00e1, como torcedores de futebol. Os manifestantes come\u00e7aram a chutar as viaturas, a pol\u00edcia perdeu o controle e teve que recuar. E o povo simplesmente tomou a pra\u00e7a dos policiais. A parte estranha \u00e9 que n\u00e3o havia lideran\u00e7a organizada, isso estava simplesmente acontecendo. As pessoas no poder perceberam, depois desse dia, que as coisas estavam mesmo mudando. No dia 1\u00ba de fevereiro, a pol\u00edcia voltou e come\u00e7ou a atirar nos manifestantes. Nesse momento, eu pensei que haveria assassinato em massa. Nessa altura, mesmo quem nunca teve religi\u00e3o, at\u00e9 os comunistas, come\u00e7aram a rezar. Mas na manh\u00e3 seguinte vi que os jovens haviam resistido. A viol\u00eancia n\u00e3o parou, mas foi muito menor que antes. Hoje, h\u00e1 250 mil pessoas na pra\u00e7a Tahir, existe um tel\u00e3o e uma r\u00e1dio fazendo transmiss\u00f5es, h\u00e1 suprimentos e cobertores para quem est\u00e1 l\u00e1. \u00c9 como uma cidade dentro da cidade. E as pessoas est\u00e3o se sentindo mais seguras l\u00e1.<\/p>\n<p>O que se pode esperar daqui para frente?<\/p>\n<p>Era muito dif\u00edcil prever o que aconteceria at\u00e9 aqui quando tudo come\u00e7ou, em 25 de janeiro. Ent\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel saber o que vir\u00e1 no futuro. O que est\u00e1 muito claro \u00e9 que as pessoas nas ruas n\u00e3o abandonar\u00e3o a ideia de tirar Mubarak do poder. Mas o que tamb\u00e9m est\u00e1 claro \u00e9 que os pol\u00edticos e chefes de Estado est\u00e3o aprendendo com o que aconteceu com Bem Ali. Ditadores que ficaram no poder por mais de 30 anos v\u00e3o precisar de mais que uma semana de protesto para ir embora. Todos os diferentes atores, pol\u00edcia, ex\u00e9rcito, pol\u00edticos e as pessoas que eram pr\u00f3 Mubarak n\u00e3o sabem o que fazer, para eles \u00e9 muito dif\u00edcil controlar esse movimento.<\/p>\n<p>Qual a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que ainda apoiam Mubarak?<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 muito pequeno. Mas, quando ele foi \u00e0 TV e disse que queria morrer em solo eg\u00edpcio, ganhou uma certa simpatia. Mas mesmo esses n\u00e3o podem ser totalmente pr\u00f3 Mubarak porque sabem como seu governo \u00e9 corrupto. O problema \u00e9 que os eg\u00edpcios s\u00e3o muito compassivos, \u00e9 como se tivessem pena dele, pessoalmente. At\u00e9 minha m\u00e3e me ligou e disse: \u201cdeixe-o ficar\u201d.<\/p>\n<p>Quando o regime cair quem ficar\u00e1 no poder?<\/p>\n<p>As pessoas resolveram que n\u00e3o v\u00e3o pensar nisso at\u00e9 que Mubarak saia. Agora que esse movimento popular est\u00e1 se firmando, at\u00e9 os pre\u00e7os ca\u00edram, o custo de vida est\u00e1 mais baixo, o que nunca aconteceu antes. O poder n\u00e3o est\u00e1 realmente nas m\u00e3os do governo, mas nas do povo. H\u00e1 uma certa dicotomia, porque o regime quer controlar a revolu\u00e7\u00e3o, mas aparentemente n\u00e3o tem problemas em deixar as pessoas controlarem as ruas. Faz 50 anos que os militares controlam o pa\u00eds, as pessoas est\u00e3o com medo de sonhar e depois se decepcionar, mas percebem que o regime pode implodir a qualquer momento e fazer algo muito ruim, ent\u00e3o est\u00e3o prontas a voltar \u00e0s ruas a qualquer momento. De qualquer modo, a juventude que est\u00e1 na pra\u00e7a agora n\u00e3o \u00e9 apenas contra Mubarak, mas contra o regime como um todo.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a probabilidade se estabelecer um governo isl\u00e2mico no Egito?<\/p>\n<p>Mubarak est\u00e1 usando a Fraternidade Mu\u00e7ulmana para assustar as pessoas, mas eles s\u00e3o muito menos representativos do que se pensa. Tudo isso nasceu da classe m\u00e9dia, n\u00e3o da Fraternidade Mu\u00e7ulmana. Quando houve elei\u00e7\u00f5es legislativas, eles conquistaram apenas dois assentos no Parlamento. Est\u00e1 claro que eles n\u00e3o est\u00e3o no poder; os jovens est\u00e3o e eles \u00e9 que tomar\u00e3o as decis\u00f5es.<\/p>\n<p>* Com tradu\u00e7\u00e3o de Nelly Bassily<\/p>\n<p>Fonte: Ciranda (www.ciranda.net) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Envolvido com o que parece ser uma revolu\u00e7\u00e3o em marcha no Egito, embora sem comando e planos futuros, o videomaker Mahmoud El-Adawy vem vivendo intensamente os acontecimentos, dos quais se afastou para participar do F\u00f3rum Social Mundial 2011, que acontece at\u00e9 11 de fevereiro em Dacar, no Senegal. 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