{"id":4627,"date":"2011-02-01T00:00:00","date_gmt":"2011-02-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-02-01T06:37:42","modified_gmt":"2011-02-01T06:37:42","slug":"facebook-revoluciona-as-revolucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2011\/02\/facebook-revoluciona-as-revolucoes\/","title":{"rendered":"Facebook revoluciona as revolu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Consciente do poder subversivo e de mobiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais, o Egito decidiu simplesmente cortar o acesso \u00e0 Internet no pa\u00eds. A medida excepcional (inaugurada pela junta militar birmanesa) \u00e9 suposta conter os protestos. Isso n\u00e3o impediu que os eg\u00edpcios tomem as ruas dos grandes centros urbanos.<\/p>\n<p>Atualmente na Tun\u00edsia a trabalho para o International Crisis Group, o su\u00ed\u00e7o Patrick Haenni se dedica h\u00e1 anos na pesquisa sobre os movimentos isl\u00e2micos e a blogosfera, por conta do Instituto Religioscope de Friburgo, na Su\u00ed\u00e7a. O trabalho do cientista o levou a fazer v\u00e1rias viagens nos pa\u00edses isl\u00e2micos, principalmente no Egito, onde esteve h\u00e1 dois meses.<\/p>\n<p>**swissinfo.ch : Qual \u00e9 a g\u00eanese do papel pol\u00edtico desempenhado pela internet e as redes de relacionamento no Egito?**<\/p>\n<p>Patrick Haenni: Os blogs simpatizantes do movimento \u201cIrmandade Mu\u00e7ulmana\u201d surgiram no final de 2004, abrindo uma brecha nessa organiza\u00e7\u00e3o pouco transparente. Esses blogs iniciaram um processo de abertura e uma nova cultura de milit\u00e2ncia marcada por valores veiculados pela rede.<\/p>\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o posterior do blog no Facebook e sua caracter\u00edstica interativa poderosa, esses jovens adeptos da irmandade entraram em contato com jovens praticantes de outras formas de ativismo ou que n\u00e3o faziam parte de nenhum grupo.<\/p>\n<p>O uso do Facebook tamb\u00e9m permitiu a abertura para o resto do mundo. E isso, muito mais do que os blogs. <\/p>\n<p>**swissinfo.ch: Quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas dessas novas formas de ativismo?**<\/p>\n<p>PH: Nas \u00faltimas semanas, vimos que os &#8220;Facebookers&#8221; se impuseram no cen\u00e1rio da milit\u00e2ncia gra\u00e7as aos canais \u00e1rabes por sat\u00e9lite que transmitem seus testemunhos e imagens.<\/p>\n<p>Na Tun\u00edsia, onde estou agora, um desses membros do Facebook acabou at\u00e9 se tornando secret\u00e1rio de Estado. Os muros de Tunis est\u00e3o cobertos de inscri\u00e7\u00f5es agradecendo o papel desempenhado por essas comunidades, assim como os rappers, que tamb\u00e9m alimentam essa nova cultura militante.<\/p>\n<p>De fato, os primeiros a terem sido presos ap\u00f3s o levante na Tun\u00edsia foram os membros do Facebook e os rappers, como &#8220;El General&#8221;.<\/p>\n<p>Esses novos militantes n\u00e3o acreditam em grandes ideologias. Eles n\u00e3o est\u00e3o interessados em solu\u00e7\u00f5es prontas: nem a &#8220;grande noite&#8221;, nem o estado isl\u00e2mico. \u00c9 uma cultura pol\u00edtica centrada em seu discurso nos direitos humanos e em seu funcionamento na l\u00f3gica de rede. Em termos de valor, \u00e9 tanto individualista como cultura de massa.<\/p>\n<p>Esse pessoal n\u00e3o est\u00e1 lutando por um modelo social ou um projeto pol\u00edtico espec\u00edfico, mas por um enquadramento claro que regularize a vida pol\u00edtica e comunit\u00e1ria. Raz\u00e3o pela qual eles t\u00eam coseguido unir todos os tipos de sensibilidades.<\/p>\n<p>**swissinfo.ch: Qual \u00e9 o impacto dessa nova forma de milit\u00e2ncia na Tun\u00edsia p\u00f3s Ben Ali?**<\/p>\n<p>PH: O Facebook foi o vetor de um momento da mobiliza\u00e7\u00e3o contra o regime. Ele teve um efeito amplificador na divulga\u00e7\u00e3o de imagens da repress\u00e3o e permitiu que v\u00e1rios grupos se unissem, acelerando sua politiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resultado: temos agora na Tun\u00edsia uma esp\u00e9cie de legado revolucion\u00e1rio aut\u00f4nomo feito fora da arena pol\u00edtica tradicional. O povo tunisiano est\u00e1 consciente que foi ele quem fez a revolu\u00e7\u00e3o e por isso n\u00e3o d\u00e1 a ningu\u00e9m o direito de se apropriar dela. <\/p>\n<p>**swissinfo.ch: A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente no Egito?**<\/p>\n<p>PH: O sucesso do movimento na Tun\u00edsia \u00e9 devido ao regime extremamente autorit\u00e1rio de Ben Ali.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 claro se a pol\u00edcia no Egito est\u00e1 pronta para sair atirando contra a multid\u00e3o. Ela tem uma certa experi\u00eancia no controle de manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dito isso, a entrada da Irmandade Mu\u00e7ulmana, que n\u00e3o havia ainda se manifestado, muda significativamente a situa\u00e7\u00e3o. Entramos em uma l\u00f3gica do tudo ou nada, e isso pode ser terr\u00edvel.<\/p>\n<p>**swissinfo.ch: Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o desse fen\u00f4meno emergente, que o senhor observou no Egito e na Tun\u00edsia, com os outros pa\u00edses \u00e1rabes?**<\/p>\n<p>PH: As antigas equa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas entre regime autorit\u00e1rio e oposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente menos autorit\u00e1ria em seu funcionamento, e o projeto de sociedade por eles defendido est\u00e3o sendo duplamente contornados por uma cultura que eu chamaria de liberal.<\/p>\n<p>Com essa cultura juvenil globalizada que se constr\u00f3i diante de nossos olhos, n\u00e3o estamos mais no discurso ideol\u00f3gico, incluindo o isl\u00e2mico. Existe uma plataforma pol\u00edtica m\u00ednima focada em direitos humanos, pluralismo e na democracia.<\/p>\n<p>Ela imp\u00f5e tamb\u00e9m um tema esquecido pela pol\u00edtica da regi\u00e3o: a quest\u00e3o social, abafada pelas elites dominantes e a oposi\u00e7\u00e3o religiosa incapaz de produzir um discurso claro sobre este ponto.<\/p>\n<p>A Irmandade Mu\u00e7ulmana e muitos nacionalistas eram un\u00e2nimes na ideia de uma comunidade isl\u00e2mica (Oumma) voltada para a recupera\u00e7\u00e3o da identidade, seja contra o ocidente, para alguns, ou pela na\u00e7\u00e3o, para outros.<\/p>\n<p>Fr\u00e9d\u00e9ric Burnand, swissinfo.ch<br \/>\nGen\u00e8ve<br \/>\nAdapta\u00e7\u00e3o: Fernando Hirschy<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as redes de relacionamento da internet do tipo Facebook, Twiter, etc&#8230; uma nova cultura de militantes surge no mundo \u00e1rabe, segundo pesquisador su\u00ed\u00e7o Patrick Haenni.<br \/>\nUm desafio tanto para os governos como para os velhos partidos da oposi\u00e7\u00e3o, incluindo os islamistas. 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