{"id":43664,"date":"2013-03-20T01:09:50","date_gmt":"2013-03-20T01:09:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=43664"},"modified":"2013-03-20T13:16:09","modified_gmt":"2013-03-20T13:16:09","slug":"no-brasil-medo-de-represalia-leva-profissionais-de-saude-a-deixar-de-denunciar-casos-suspeitos-de-violencia-contra-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2013\/03\/no-brasil-medo-de-represalia-leva-profissionais-de-saude-a-deixar-de-denunciar-casos-suspeitos-de-violencia-contra-criancas\/","title":{"rendered":"No Brasil, medo de repres\u00e1lia leva profissionais de sa\u00fade a deixar de denunciar casos suspeitos de viol\u00eancia contra crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Bras\u00edlia \u2013 Passados mais de 20 anos da institui\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), o Brasil ainda n\u00e3o cumpre integralmente a determina\u00e7\u00e3o para que profissionais de sa\u00fade notifiquem casos suspeitos ou confirmados de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes. Estudos cient\u00edficos de universidades brasileiras a que a Ag\u00eancia Brasil teve acesso apontam que, em m\u00e9dia, seis em cada dez profissionais que identificam viola\u00e7\u00f5es durante atendimento se omitem e n\u00e3o encaminham a den\u00fancia aos \u00f3rg\u00e3os competentes, contrariando o que est\u00e1 previsto na lei.<\/p>\n<p>Para quem atende no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), a obrigatoriedade foi refor\u00e7ada por portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, publicada em mar\u00e7o de 2001.<\/p>\n<p>Dados da pesquisa feita pelo odont\u00f3logo Jo\u00e3o Lu\u00eds da Silva, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Integrado em Sa\u00fade Coletiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), indicam que 86% dos profissionais entrevistados j\u00e1 suspeitaram de viol\u00eancia f\u00edsica, sexual, psicol\u00f3gica e neglig\u00eancia, mas somente 36,4% deles notificaram o caso. O principal motivo para a omiss\u00e3o foi o medo de retalia\u00e7\u00e3o por parte dos agressores (32%), j\u00e1 que, segundo o pesquisador, a falta de sigilo possibilita a identifica\u00e7\u00e3o do profissional notificador.<\/p>\n<p>Para fazer o estudo, que resultou na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado Entre as Amarras do Medo e o Dever Sociossanit\u00e1rio: notifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes sob a perspectiva de rede na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, defendida no ano passado, Silva entrevistou 107 dos 120 profissionais de sa\u00fade de n\u00edvel superior, atuantes na estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia em Olinda (PE).<\/p>\n<p>\ufffc<\/p>\n<p>Fonte: Entre as Amarras do Medo e o Dever Sociossanit\u00e1rio: notifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes sob a perspectiva de rede na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria (UFPE)<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Lu\u00eds da Silva, que \u00e9 especialista em sa\u00fade p\u00fablica, o ideal \u00e9 que a notifica\u00e7\u00e3o seja encaminhada n\u00e3o apenas pelo profissional de sa\u00fade, mas por uma comiss\u00e3o intersetorial de modo a dificultar ou impedir a identifica\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel pela den\u00fancia.<\/p>\n<p>\u201cA alternativa \u00e9 fazer com que a sa\u00fade n\u00e3o trabalhe sozinha, mas intersetorialmente, em uma a\u00e7\u00e3o integrada com profissionais de educa\u00e7\u00e3o, de assist\u00eancia social e do pr\u00f3prio conselho tutelar. Desse modo, lan\u00e7ar\u00edamos m\u00e3o de diversos olhares e o profissional da sa\u00fade ficaria mais confiante\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado apresentada ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), a psic\u00f3loga Elisa Meireles tamb\u00e9m ressalta o medo de repres\u00e1lias e a falta de resguardo nas unidades de sa\u00fade como fatores apresentados pelos profissionais para justificar o descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o legal de notificar os casos.<\/p>\n<p>O trabalho, baseado na investiga\u00e7\u00e3o em duas unidades b\u00e1sicas de Sa\u00fade na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, foi publicado, em 2011, na revista cient\u00edfica Sa\u00fade e Sociedade.<\/p>\n<p>\u201cHouve casos que, ao justificar a omiss\u00e3o, os profissionais argumentaram que nem o conselho tutelar consegue ter acesso \u00e0 fam\u00edlia agressora\u201d, comentou a pesquisadora. Ela\u00a0 ressaltou que trechos de depoimentos coletados durante a pesquisa, conclu\u00edda em 2007, comprovam o sentimento de amea\u00e7a, velada ou n\u00e3o, por parte dos profissionais.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de uma agente de sa\u00fade entrevista pela psic\u00f3loga. \u201cA gente tamb\u00e9m n\u00e3o pode dizer: &#8216;guarda civil! vem c\u00e1! a mulher t\u00e1 matando a crian\u00e7a!&#8217; A gente n\u00e3o pode fazer isso, porque depois pode sobrar para a gente, porque a gente est\u00e1 todo dia l\u00e1\u201d, disse a agente, segundo a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAqui tem muita gente violenta, a gente fica com muito medo de o pessoal vir e se vingar da gente (&#8230;) essa parte tamb\u00e9m tem que ter muito cuidado, \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 denunciar, tem que denunciar, claro, mas tem que ser den\u00fancia an\u00f4nima\u201d, disse uma enfermeira, tamb\u00e9m segundo o estudo.<\/p>\n<p>A coordenadora do grupo de pesquisa sobre viol\u00eancia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Cl\u00e9a Adas Saliba Garbin, acredita que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sofrido altera\u00e7\u00f5es significativas desde que a pesquisa de Elisa Meireles foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p>A professora iniciou no m\u00eas passado a segunda fase de um estudo para investigar os motivos que levam os profissionais de sa\u00fade a n\u00e3o notificar os casos de viol\u00eancia. Cl\u00e9a Garbin tamb\u00e9m quer dimensionar o impacto do medo de repres\u00e1lias no n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o temos n\u00fameros, mas, durante as visitas a campo, ouvimos diversos relatos de t\u00e9cnicos e auxiliares de enfermagem, dentistas e agentes comunit\u00e1rios que demonstram medo real de repres\u00e1lia por parte da fam\u00edlia, do agressor ou da comunidade\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Segundo dados preliminares, antecipados \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, 43% dos profissionais da estrat\u00e9gia sa\u00fade da fam\u00edlia entrevistados disseram j\u00e1 ter suspeitado de casos de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes. Entre eles, 61% n\u00e3o tomaram nenhuma atitude diante da suspeita, nem mesmo a notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria. Al\u00e9m disso, mais da metade (59,2%) negou conhecer a exist\u00eancia de normas relativas \u00e0 notifica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, foram ouvidos 135 profissionais de sa\u00fade em um munic\u00edpio de grande porte no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cPara a sa\u00fade p\u00fablica \u00e9 um problema grave, porque a omiss\u00e3o em comunicar os casos atendidos leva a um conhecimento prec\u00e1rio da dimens\u00e3o da viol\u00eancia no Brasil e do seu perfil epidemiol\u00f3gico. Isso compromete a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes e bem direcionadas\u201d, disse ela, que vai analisar, pelo menos, 40 munic\u00edpios de S\u00e3o Paulo nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p>Segundo o ECA, s\u00e3o crian\u00e7as os cidad\u00e3os que t\u00eam at\u00e9 12 anos incompletos. Aqueles com idade entre 12 e 18 anos s\u00e3o adolescentes.<\/p>\n<p>De acordo com a coordenadora de Vigil\u00e2ncia e Preven\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancias e Acidentes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Marta Silva, a notifica\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias \u00e9 uma prioridade na agenda da pasta, que tem investido na capacita\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais sobre a import\u00e2ncia desse registro.<\/p>\n<p>Ela enfatizou que, como resultado dessas medidas, o n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes com at\u00e9 19 anos, por profissionais de sa\u00fade, mais que triplicou em tr\u00eas anos, passando de 18.570, em 2009, para 67.097, em 2012. Considerando todos os casos de viol\u00eancia, o n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es quadruplicou, ao subir de 40 mil para 163 mil no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>No fim do ano passado, ainda segundo Marta Silva, o minist\u00e9rio repassou R$ 31 milh\u00f5es a 857 entes federados \u2013 estados e munic\u00edpios &#8211; para serem utilizados em a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias, como capacita\u00e7\u00e3o de profissionais, qualifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de atendimento e produ\u00e7\u00e3o de materiais educativos.<\/p>\n<p>A coordenadora do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade acrescentou que a pasta deve lan\u00e7ar, no segundo semestre deste ano, uma estrat\u00e9gia intersetorial para integrar os dados relativos ao atendimento a v\u00edtimas de viol\u00eancia em todo o pa\u00eds. Por meio de uma ficha de notifica\u00e7\u00e3o padronizada, ser\u00e3o encaminhadas ao minist\u00e9rio informa\u00e7\u00f5es produzidas por todos os \u00f3rg\u00e3os considerados portas de entrada para mulheres, idosos, crian\u00e7as e adolescentes que tenham sofrido agress\u00f5es e abusos. Os n\u00fameros ser\u00e3o consolidados pela pasta.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria de Thais Leit\u00e3o, rep\u00f3rter<\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Passados mais de 20 anos da institui\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), o Brasil ainda n\u00e3o cumpre integralmente a determina\u00e7\u00e3o para que profissionais de sa\u00fade notifiquem casos suspeitos ou confirmados de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes. Estudos cient\u00edficos de universidades brasileiras a que a <i>Ag\u00eancia Brasil<\/i> teve acesso apontam que, em m\u00e9dia, seis em cada dez profissionais que identificam viola\u00e7\u00f5es durante atendimento se omitem e n\u00e3o encaminham a den\u00fancia aos \u00f3rg\u00e3os competentes, contrariando o que est\u00e1 previsto na lei.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Para quem atende no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), a obrigatoriedade foi refor\u00e7ada por portaria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, publicada em mar\u00e7o de 2001.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Dados da pesquisa feita pelo odont\u00f3logo Jo\u00e3o Lu\u00eds da Silva, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Integrado em Sa\u00fade Coletiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), indicam que 86% dos profissionais entrevistados j\u00e1 suspeitaram de viol\u00eancia f\u00edsica, sexual, psicol\u00f3gica e neglig\u00eancia, mas somente 36,4% deles notificaram o caso. O principal motivo para a omiss\u00e3o foi o medo de retalia\u00e7\u00e3o por parte dos agressores (32%), j\u00e1 que, segundo o pesquisador, a falta de sigilo possibilita a identifica\u00e7\u00e3o do profissional notificador.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Para fazer o estudo, que resultou na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <b>Entre as Amarras do Medo e o Dever Sociossanit\u00e1rio: notifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes sob a perspectiva de rede na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria<\/b>, defendida no ano passado, Silva entrevistou 107 dos 120 profissionais de sa\u00fade de n\u00edvel superior, atuantes na estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia em Olinda (PE).<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\ufffc<\/p>\n<div><\/div>\n<p><b>Fonte: Entre as Amarras do Medo e o Dever Sociossanit\u00e1rio: notifica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes sob a perspectiva de rede na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria (UFPE)<\/b><\/p>\n<div><\/div>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Lu\u00eds da Silva, que \u00e9 especialista em sa\u00fade p\u00fablica, o ideal \u00e9 que a notifica\u00e7\u00e3o seja encaminhada n\u00e3o apenas pelo profissional de sa\u00fade, mas por uma comiss\u00e3o intersetorial de modo a dificultar ou impedir a identifica\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel pela den\u00fancia.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u201cA alternativa \u00e9 fazer com que a sa\u00fade n\u00e3o trabalhe sozinha, mas intersetorialmente, em uma a\u00e7\u00e3o integrada com profissionais de educa\u00e7\u00e3o, de assist\u00eancia social e do pr\u00f3prio conselho tutelar. Desse modo, lan\u00e7ar\u00edamos m\u00e3o de diversos olhares e o profissional da sa\u00fade ficaria mais confiante\u201d, disse.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado apresentada ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), a psic\u00f3loga Elisa Meireles tamb\u00e9m ressalta o medo de repres\u00e1lias e a falta de resguardo nas unidades de sa\u00fade como fatores apresentados pelos profissionais para justificar o descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o legal de notificar os casos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O trabalho, baseado na investiga\u00e7\u00e3o em duas unidades b\u00e1sicas de Sa\u00fade na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, foi publicado, em 2011, na revista cient\u00edfica <b>Sa\u00fade e Sociedade<\/b>.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u201cHouve casos que, ao justificar a omiss\u00e3o, os profissionais argumentaram que nem o conselho tutelar consegue ter acesso \u00e0 fam\u00edlia agressora\u201d, comentou a pesquisadora. Ela\u00a0 ressaltou que trechos de depoimentos coletados durante a pesquisa, conclu\u00edda em 2007, comprovam o sentimento de amea\u00e7a, velada ou n\u00e3o, por parte dos profissionais.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u00c9 o caso de uma agente de sa\u00fade entrevista pela psic\u00f3loga. \u201cA gente tamb\u00e9m n\u00e3o pode dizer: &#8216;guarda civil! vem c\u00e1! a mulher t\u00e1 matando a crian\u00e7a!&#8217; A gente n\u00e3o pode fazer isso, porque depois pode sobrar para a gente, porque a gente est\u00e1 todo dia l\u00e1\u201d, disse a agente, segundo a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u201cAqui tem muita gente violenta, a gente fica com muito medo de o pessoal vir e se vingar da gente (&#8230;) essa parte tamb\u00e9m tem que ter muito cuidado, \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 denunciar, tem que denunciar, claro, mas tem que ser den\u00fancia an\u00f4nima\u201d, disse uma enfermeira, tamb\u00e9m segundo o estudo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>A coordenadora do grupo de pesquisa sobre viol\u00eancia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Cl\u00e9a Adas Saliba Garbin, acredita que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sofrido altera\u00e7\u00f5es significativas desde que a pesquisa de Elisa Meireles foi conclu\u00edda.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>A professora iniciou no m\u00eas passado a segunda fase de um estudo para investigar os motivos que levam os profissionais de sa\u00fade a n\u00e3o notificar os casos de viol\u00eancia. Cl\u00e9a Garbin tamb\u00e9m quer dimensionar o impacto do medo de repres\u00e1lias no n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o temos n\u00fameros, mas, durante as visitas a campo, ouvimos diversos relatos de t\u00e9cnicos e auxiliares de enfermagem, dentistas e agentes comunit\u00e1rios que demonstram medo real de repres\u00e1lia por parte da fam\u00edlia, do agressor ou da comunidade\u201d, destacou.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Segundo dados preliminares, antecipados \u00e0 <i>Ag\u00eancia Brasil<\/i>, 43% dos profissionais da estrat\u00e9gia sa\u00fade da fam\u00edlia entrevistados disseram j\u00e1 ter suspeitado de casos de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes. Entre eles, 61% n\u00e3o tomaram nenhuma atitude diante da suspeita, nem mesmo a notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria. Al\u00e9m disso, mais da metade (59,2%) negou conhecer a exist\u00eancia de normas relativas \u00e0 notifica\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, foram ouvidos 135 profissionais de sa\u00fade em um munic\u00edpio de grande porte no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>\u201cPara a sa\u00fade p\u00fablica \u00e9 um problema grave, porque a omiss\u00e3o em comunicar os casos atendidos leva a um conhecimento prec\u00e1rio da dimens\u00e3o da viol\u00eancia no Brasil e do seu perfil epidemiol\u00f3gico. Isso compromete a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes e bem direcionadas\u201d, disse ela, que vai analisar, pelo menos, 40 munic\u00edpios de S\u00e3o Paulo nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Segundo o ECA, s\u00e3o crian\u00e7as os cidad\u00e3os que t\u00eam at\u00e9 12 anos incompletos. Aqueles com idade entre 12 e 18 anos s\u00e3o adolescentes.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>De acordo com a coordenadora de Vigil\u00e2ncia e Preven\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancias e Acidentes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Marta Silva, a notifica\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias \u00e9 uma prioridade na agenda da pasta, que tem investido na capacita\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais sobre a import\u00e2ncia desse registro.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Ela enfatizou que, como resultado dessas medidas, o n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes com at\u00e9 19 anos, por profissionais de sa\u00fade, mais que triplicou em tr\u00eas anos, passando de 18.570, em 2009, para 67.097, em 2012. Considerando todos os casos de viol\u00eancia, o n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es quadruplicou, ao subir de 40 mil para 163 mil no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>No fim do ano passado, ainda segundo Marta Silva, o minist\u00e9rio repassou R$ 31 milh\u00f5es a 857 entes federados \u2013 estados e munic\u00edpios &#8211; para serem utilizados em a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de viol\u00eancias, como capacita\u00e7\u00e3o de profissionais, qualifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de atendimento e produ\u00e7\u00e3o de materiais educativos.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>A coordenadora do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade acrescentou que a pasta deve lan\u00e7ar, no segundo semestre deste ano, uma <a id=\"\" href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/noticia\/2013-03-16\/governo-deve-lancar-plataforma-para-integrar-dados-de-assistencia-vitimas-de-violencia-no-segundo-sem\" target=\"_blank\">estrat\u00e9gia intersetorial para integrar os dados<\/a> relativos ao atendimento a v\u00edtimas de viol\u00eancia em todo o pa\u00eds. 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