{"id":419862,"date":"2017-01-16T23:10:52","date_gmt":"2017-01-16T23:10:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=419862\/"},"modified":"2017-01-16T23:10:52","modified_gmt":"2017-01-16T23:10:52","slug":"enxergar-sempre-copo-meio-cheio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2017\/01\/enxergar-sempre-copo-meio-cheio\/","title":{"rendered":"Enxergar sempre o copo meio cheio"},"content":{"rendered":"<p><em>Por<strong> Valeria Martins\/Blogueiras negras<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Saindo de uma das reuni\u00f5es de um coletivo que fa\u00e7o parte, comecei a contar a uma amiga como o ano de 2016 havia sido desastroso para n\u00f3s, mas que ainda assim, eu conseguia enxergar uma s\u00e9rie de coisas fant\u00e1sticas que haviam acontecido comigo e as pessoas ao meu redor. Pequenas coisas, que anos atr\u00e1s eu n\u00e3o daria import\u00e2ncia, pois n\u00e3o faziam parte das metas que listei em dezembro de 2015. Essa amiga, ent\u00e3o, me contou sobre o \u201cjogo do contente\u201d, e ainda perguntou com certo espanto: \u201cvoc\u00ea nunca leu Poliana Menina?\u201d, quando eu disse que desconhecia tal express\u00e3o.<\/p>\n<p>O jogo do contente \u00e9 olhar sempre o lado bom das coisas. \u00c9 ver o copo meio cheio. \u00c9 entender que por mais dif\u00edcil que algumas situa\u00e7\u00f5es pare\u00e7am, ainda \u00e9 poss\u00edvel aprender alguma coisa com elas. \u00c9 parar e reconhecer a flor que nasce no lix\u00e3o, como canta Racionais.<\/p>\n<p>L\u00f3gico que tamb\u00e9m conversamos sobre os pr\u00f3s e contras de sempre ver o lado bom da coisa. N\u00e3o d\u00e1 pra desassociar a romantiza\u00e7\u00e3o que existe no discurso, pois sabemos da realidade das mulheres no pa\u00eds, a nossa realidade, que \u00e9 a de sempre cair em relativiza\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es opressivas, dos abusos, sempre em nome de um copo meio cheio.<\/p>\n<p>Estamos acostumadas a esperar sempre o pior das coisas, e isso n\u00e3o \u00e9 culpa nossa. O copo se mostra meio vazio para n\u00f3s desde o momento em que nos reconhecemos enquanto mulheres negras. E livrar-se de um h\u00e1bito, por pior que ele seja, nunca foi e n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil. Fomos habituadas a enxergar o vazio, desacreditar na esperan\u00e7a e de que somos merecedoras da felicidade, e vamos reproduzindo o sentimento at\u00e9 que alguma de n\u00f3s percebe e diz n\u00e3o. Esse ano conheci muitas mulheres que disseram n\u00e3o, e entenderam que a felicidade cabe sim no seu copo, a ponto de transborda-lo.<\/p>\n<p>Quando passamos a compreender a nossa realidade, a nos compreender enquanto sujeitas aut\u00f4nomas e capazes de escrever nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria, dizemos n\u00e3o ao copo meio vazio. A tarefa n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, passa pela coragem de enfrentar os medos que carregamos desde a inf\u00e2ncia, passa pela dor de entender como o racismo, o machismo, o classismo e a lgbtfobia nos imp\u00f5e limites, passa pela tristeza de abrir m\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es e pessoas que at\u00e9 ent\u00e3o acredit\u00e1vamos que nos faziam bem, pela dor que \u00e9 se conhecer, olha para si mesma, pensar sobre si: corpo, mente e cora\u00e7\u00e3o. \u00a0Ser negra e pensar o corpo negro, que at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 nos trazia dor e nega\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e por isso n\u00e3o o fazemos.<\/p>\n<p>Enxergar o copo meio cheio passa pela descoberta do amor, o amor interior, como a bell hooks \u00a0chama. \u00c9 ela tamb\u00e9m que nos ajuda a enxergar como a habilidade de mascarar o que sentimos \u00e9 colocado enquanto sin\u00f4nimo de for\u00e7a. E quantas de n\u00f3s n\u00e3o se esconderam por tr\u00e1s da frieza para fingir que n\u00e3o se importa, para n\u00e3o ser tachada de sens\u00edvel, como se ser sens\u00edvel fosse a pior das qualidades que uma pessoa pudesse ter? Na verdade, esta \u00e9 mais uma das qualidades que nos foi negada. N\u00e3o pudemos ser sens\u00edveis, se o fossemos, n\u00e3o sobreviver\u00edamos.<\/p>\n<p>Mas aqui estamos, sobrevivemos aos trancos e barrancos e sabemos, mais do que ningu\u00e9m, que a nossa exist\u00eancia por si s\u00f3, \u00e9 uma vit\u00f3ria. Ent\u00e3o que cada conquista, ainda que ela n\u00e3o estivesse nas metas do ano, seja celebrada como uma grande vit\u00f3ria. Por menor que digam que ela seja, celebre-a.<\/p>\n<p>Esse texto \u00e9 uma tentativa de que nos lembremos do bem que nos aconteceu, apesar de todos os apesares, durante esse ano. E para que percebamos que em meio \u00e0 crise e aos golpes, ainda somos capazes da felicidade e dignas dela como qualquer outra pessoa.<\/p>\n<p>Que no pr\u00f3ximo ano, o amor interior seja a nossa maior meta, o nosso foco. Que seja cheio de pequenas felicidades, e que n\u00f3s comecemos a enxerga-las, reconhece-las. Nos entender dignas de amor e de felicidade n\u00e3o tem pre\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Valeria Martins\/Blogueiras negras Saindo de uma das reuni\u00f5es de um coletivo que fa\u00e7o parte, comecei a contar a uma amiga como o ano de 2016 havia sido desastroso para n\u00f3s, mas que ainda assim, eu conseguia enxergar uma s\u00e9rie&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":44,"featured_media":419864,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,116,1255,165],"tags":[5204,10435,503,18994,32919],"class_list":["post-419862","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-direitos-humanos","category-diversidade","category-opiniao","tag-direitos-humanos","tag-genero-pt-pt","tag-genero","tag-mulheres","tag-negras"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 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