{"id":402933,"date":"2016-11-29T02:06:16","date_gmt":"2016-11-29T02:06:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=402933"},"modified":"2016-11-30T15:24:58","modified_gmt":"2016-11-30T15:24:58","slug":"fidel-castro-crise-mundial-e-nova-espiritualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/fidel-castro-crise-mundial-e-nova-espiritualidade\/","title":{"rendered":"Fidel Castro, crise mundial e a nova espiritualidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-402934 alignleft\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/fidel.png\" alt=\"fidel\" width=\"171\" height=\"244\" \/>A morte de Fidel Castro marca praticamente um s\u00e9culo da experi\u00eancia pr\u00e1tica do socialismo, iniciada em 1917 na R\u00fassia. Se l\u00e1 foi dado o pontap\u00e9 inicial da revolu\u00e7\u00e3o que transformaria a hist\u00f3ria, mas foi em Cuba que ela surpreendeu o mundo e popularizou-se, conquistando cora\u00e7\u00e3o dos jovens por meio da figura de Ernesto \u201cChe\u201d Guevara; e depois resistiu \u00e0 queda do muro at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Sim, o comandante cubano, sem d\u00favida, foi o \u00faltimo l\u00edder vivo da etapa \u00e1urea do socialismo. Seu falecimento coincide, ainda, com o retrocesso da esquerda na Am\u00e9rica, que assiste com perplexidade o retorno dos governos de direita ao poder com a anu\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o. E os argumentos de manipula\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, embora tenham um fundo de verdade, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o convincentes para explicar cabalmente o rumo dos acontecimentos.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o \u00e9 o fim do socialismo \u00e9 pelo menos o fim de uma etapa hist\u00f3rica que obriga a uma revis\u00e3o profunda dos fundamentos que deram sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0s melhores aspira\u00e7\u00f5es e conquistas de militantes sociais de todo o mundo que,\u00a0 em maior ou menor medida, sem d\u00favida inspiraram-se nas propostas inicialmente formatadas por Marx e Engels. Para contribuir ao aprofundamento desta compreens\u00e3o, quisera propor algumas considera\u00e7\u00f5es a partir da minha leitura do novo humanismo proposto pelo pensador argentino M\u00e1rio Luis Rodrigues Cobos, mais conhecido como Silo.<\/p>\n<p>J\u00e1 de in\u00edcio, \u00e9 preciso esclarecer que a divis\u00e3o do mundo entre opressores e oprimidos s\u00e3o duas rodas de uma mesma carro\u00e7a chamada \u201cControle dos outros\u201d. Independentemente da legitimidade de quem controla \u2013 maioria ou minoria \u2013 \u00e9 preciso compreender que no centro da quest\u00e3o est\u00e1 a cren\u00e7a de que o controle de inten\u00e7\u00f5es alheias \u00e9 a forma mais eficaz de solucionar os conflitos. Em suma, parte do ponto de vista de que a procura pelo poder \u2013 sobre outros \u2013 \u00e9 inerente ao ser humano. Mas isso n\u00e3o \u00e9 uma verdade ontol\u00f3gica, sen\u00e3o que responde a um est\u00e1gio de desenvolvimento do ser humano, que coletivamente ainda carece de uma experi\u00eancia diferenciada de conviv\u00eancia e solu\u00e7\u00e3o de conflitos em sua raiz.<\/p>\n<p>De forma muito resumida, Silo nos prop\u00f5e uma nova ontologia: o ser humano tem um sistema psicof\u00edsico que busca o equil\u00edbrio entre o meio interno e externo \u2013 a esse equil\u00edbrio corresponde o registro (sensa\u00e7\u00e3o) de distens\u00e3o. Ou seja, o que n\u00f3s seres humanos necessitamos realmente \u00e9 relaxar as nossas tens\u00f5es \u2013 geradas tanto por situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o b\u00e1sicas como a fome, passando pelos temores, at\u00e9 quest\u00f5es complexas como a falta de sentido na vida que sentimos diante do paradoxo de manter o corpo vivo quando estamos fadados a perd\u00ea-lo. Sentimos essas situa\u00e7\u00f5es como desagrad\u00e1veis e, tanto individual como coletivamente, elaboramos respostas a esse \u201cimpulso\u201d de distens\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse caminho psicof\u00edsico, em algum momento remoto de seu desenvolvimento a humanidade \u201cdescobriu\u201d o \u201ccontrole sobre os outros\u201d como forma de distender e isso ficou \u201cgravado\u201d social e culturalmente \u2013 talvez pela sua efic\u00e1cia imediata, e ao longo da hist\u00f3ria foi evoluindo das formas mais grosseiras das matan\u00e7as \u00e0s mais sofisticadas, como a da manipula\u00e7\u00e3o, embora hoje convivamos com todas elas simultaneamente, mesmo no n\u00edvel das rela\u00e7\u00f5es interpessoais. E tudo vai se orientando a dar resposta a essa pergunta, que \u00e9 como se faz para controlar os outros?<\/p>\n<p>O \u201cerro\u201d nesta resposta \u00e9 que o grupo \u201ccontrolado\u201d tamb\u00e9m est\u00e1 pensando o mesmo, ou seja, ap\u00f3s a vit\u00f3ria aparece uma nova tens\u00e3o que \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o do controle. At\u00e9 hoje adotamos esse paradigma de modo que parece que \u00e9 inerente ao humano, mas o atual descontrole dos acontecimentos tem levado muitas pessoas a questionar-se. Se os militantes socialistas t\u00eam dificuldade para compreender o retrocesso na Am\u00e9rica Latina, ou do socialismo em n\u00edvel mundial, tamb\u00e9m os poderosos de hoje est\u00e3o perplexos diante do crescimento do poder dos ataques terroristas: n\u00e3o compreendem como pequenos grupos podem ter tanto poder de destrui\u00e7\u00e3o, e mesmo aqueles poderosos que se beneficiam de a\u00e7\u00f5es criminosas j\u00e1 n\u00e3o sabem se seus seres queridos estar\u00e3o na lista de v\u00edtimas. Atendendo ao exemplo do socialismo, parece ser que seus ideais fundamentaram-se na concep\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica de Justi\u00e7a baseada no controle da maioria. Embora a invers\u00e3o da balan\u00e7a pare\u00e7a ter sido um avan\u00e7o, hoje se v\u00ea que o retornar do p\u00eandulo.<\/p>\n<p>Uma mudan\u00e7a de paradigma faz-se necess\u00e1ria: a substitui\u00e7\u00e3o do controle pelo afeto, parece demasiado ing\u00eanua justamente porque estamos imersos na ilus\u00e3o do paradigma atual, mas que \u00e9 a \u00fanica alternativa sustent\u00e1vel a longo prazo. Alguns ir\u00e3o perguntar-se como derivar concep\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias de algo que se parece mais com um conselho de livros de autoajuda ou algo do g\u00eanero?<\/p>\n<p>Nestes \u00faltimos 100 anos, enquanto o comunismo se desenvolvia, alguns l\u00edderes sociais conseguiram derivar ideologias e pr\u00e1ticas sociais deste novo paradigma, mas seus respectivos aportes ainda est\u00e3o subavaliados, justamente porque todo nosso pensamento est\u00e1 determinado pelo controle. Quem sabe neste momento de crise possam merecer maior considera\u00e7\u00e3o. Estamos falando de Gandhi e Luther King e suas a\u00e7\u00f5es diretas n\u00e3o-violentas, com o objetivo de transformar o \u201cinimigo\u201d por meio da for\u00e7a moral da regra de ouro, de \u201ctratar aos outros como queres ser tratado\u201d.<\/p>\n<p>Recentemente, vi um document\u00e1rio sobre o Movimento Negro nos Estados Unidos no qual representantes da gera\u00e7\u00e3o posterior a Luther King desiludiu-se com a n\u00e3o-viol\u00eancia porque ele foi assassinado, ou seja, supostamente n\u00e3o obteve resultado. N\u00e3o lhes ocorreu que talvez o caminho das novas gera\u00e7\u00f5es teria sido muito pior ou ineficaz n\u00e3o fosse a n\u00e3o-viol\u00eancia que criou uma sensibilidade positiva ao movimento. J\u00e1 Nelson Mandela p\u00f4de ir mais al\u00e9m ao instaurar uma pol\u00edtica de estado baseada em acreditar na reabilita\u00e7\u00e3o futura daqueles que cometeram atos criminosos. As comiss\u00f5es de Verdade e Reconcilia\u00e7\u00e3o, que anistiavam a quem confessasse publicamente o crime, foram um passo importante na compreens\u00e3o individual e coletiva da cadeia de viol\u00eancia alimentada por brancos e negros na \u00c1frica do Sul. Durante as confiss\u00f5es de assassinato muitas pessoas percebiam, pela primeira vez, o que haviam feito de fato e sentiam-se arrependidas e predispostas a n\u00e3o cometer o mesmo erro como tamb\u00e9m servir de exemplo para outros.<\/p>\n<p>Estas respostas diferidas s\u00f3 foram poss\u00edveis porque estes l\u00edderes estavam conectados com um sentido transcendente para suas vidas. S\u00f3 uma forte experi\u00eancia deste tipo \u00e9 capaz de revolucionar a atual mecanicidade do nosso sistema psicof\u00edsico, j\u00e1 que a nossa tens\u00e3o mais profunda \u00e9 dada pelo temor \u00e0 morte \u2013 pr\u00f3pria e de seres queridos \u2013 e isso nos limita ao imediatismo do nosso tempo e espa\u00e7o. Neste caso \u2013 de experimentarmos o sentido &#8211;\u00a0 encontramos uma distens\u00e3o profunda. Por que haveria eu de compreender o meu inimigo e apostar na sua reabilita\u00e7\u00e3o futura ao inv\u00e9s de apostar nos mecanismos de controle de suas m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Os profetas de distintas religi\u00f5es falaram deste caminho, mas na verdade o tema do sentido da vida sempre foi central na hist\u00f3ria da humanidade, estando presente nos mitos e mesmo na filosofia. Com o advento do racionalismo, foi sendo cada vez mais limitado, ao campo da metaf\u00edsica, da teologia, para depois ficar mesmo restrito ao religioso. N\u00e3o que o passado seja melhor que o presente, mas a raz\u00e3o tampouco produziu uma revolu\u00e7\u00e3o profunda no paradigma do controle. E, se a levarmos ao limite, somos obrigados a admitir que algo existe e sempre existiu e, novamente lan\u00e7ados a solucionar a tens\u00e3o do paradoxo da vida e da morte.<\/p>\n<p>Quem somos e para onde vamos s\u00e3o perguntas que est\u00e3o longe do monop\u00f3lio religioso; ao contr\u00e1rio, permeiam profundamente todas as nossas a\u00e7\u00f5es, sentimentos e pensamentos; quer percebamos ou n\u00e3o, est\u00e3o sempre no centro da nossa exist\u00eancia, enviando seus impulsos.<\/p>\n<p>Uma resposta \u00e0 crise social precisa dar novo f\u00f4lego \u00e0s reflex\u00f5es e experi\u00eancias sobre o sentido da vida nos distintos campos da atividade humana, dentro e fora das religi\u00f5es, sem censuras e acima de todo dogma, combinado a um novo Evangelho Social que assuma essas caracter\u00edsticas transcendentais. J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver no mundo atual sinais do surgimento de uma nova espiritualidade, que responde a essas necessidades existenciais. Nela incluem-se os grupos da Mensagem de Silo, que aspiram a reconciliar e persuadir e a consagrar a igualdade e a liberdade, o bem estar pr\u00f3prio e dos demais como signo do Sagrado.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Fidel Castro foi um dos pioneiros em reconhecer a import\u00e2ncia da espiritualidade no processo revolucion\u00e1rio, segundo nos lembra Silo em um de seus magistrais discursos, neste caso sobre \u201ca religiosidade no mundo atual\u201d, proferido em 1986. Foi o primeiro chefe de estado de um pa\u00eds socialista a dar uma entrevista exclusiva sobre religi\u00e3o, ao brasileiro Frei Betto, em Havana, em 23 de maio de 1985, \u00e0s 21 horas, que deu origem ao livro Fidel e a Religi\u00e3o, no qual reconhece o papel das Comunidades Eclesiais de Base na luta socialista na Am\u00e9rica Latina, que contrariaram a orienta\u00e7\u00e3o central da Igreja em defesa dos povos. Mais adiante, Silo continua, contando que \u201cpor sua vez, Armando Hard, ministro da Cultura de Cuba, em sua nota \u00e0 edi\u00e7\u00e3o do livro diz, celebrando o di\u00e1logo crist\u00e3o-marxista: \u2018E isto \u00e9, por si s\u00f3, um acontecimento transcendental na hist\u00f3ria do pensamento humano. A nota \u00e9tico-moral aparece nestas linhas carregadas de todo o sentido humano que agrupa aos lutadores pela liberdade e em defesa dos humildes e dos explorados. Como \u00e9 poss\u00edvel tal milagre? Te\u00f3ricos sociais, fil\u00f3sofos e te\u00f3ricos de diferentes pa\u00edses devem fazer-se esta pergunta\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Para ti, comandante, uma boa viagem de volta para casa. Envia sauda\u00e7\u00f5es a todos e conta-lhes uma nova revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 a caminho!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte de Fidel Castro marca praticamente um s\u00e9culo da experi\u00eancia pr\u00e1tica do socialismo, iniciada em 1917 na R\u00fassia. 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