{"id":402916,"date":"2016-11-30T15:10:15","date_gmt":"2016-11-30T15:10:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=402916"},"modified":"2016-11-30T15:10:15","modified_gmt":"2016-11-30T15:10:15","slug":"os-intranautas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/","title":{"rendered":"Os intranautas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Francisco Ruiz-Tagle<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta, cibernauta, astronauta, argonauta, mas essa palavra que poderia aludir a uma viagem ao interior de n\u00f3s mesmos n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda em nossa terminologia. Se consideramos que a linguagem se refere fundamentalmente \u00e0queles lugares visitados pelo conhecimento, \u00e9 perturbador constatar que o mundo interno n\u00e3o faz parte dessas explora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o desconhecida<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, nem sempre foi assim. O aforismo \u201cconhece a ti mesmo\u201d, que segundo o historiador grego Pausanias estava inscrito em algum lugar do templo de Apolo em Delfos e que foi utilizado por v\u00e1rios fil\u00f3sofos posteriores, revela um profundo interesse do mundo grego antigo em desvendar os fascinantes mist\u00e9rios da interioridade humana. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que as culturas asi\u00e1ticas foram as primeiras a desenvolver, j\u00e1 h\u00e1 mil anos, um conhecimento sistem\u00e1tico, depois expresso em diversas linhas do Yoga e nas diferentes formas de medita\u00e7\u00e3o que derivaram daquelas indaga\u00e7\u00f5es originais.<\/p>\n<p>Por raz\u00f5es que exigiriam um estudo mais amplo, o que chegou at\u00e9 nossos dias desse caudal enorme de informa\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia foram simplesmente retalhos desfiados, significados ocultos no cora\u00e7\u00e3o de mitos obscuros, indecifr\u00e1veis para a mentalidade contempor\u00e2nea. No entanto, desde o s\u00e9culo XIX, uma genu\u00edna disposi\u00e7\u00e3o para compreender essas paisagens ex\u00f3ticas abriu caminho no mundo ocidental, e os historiadores das religi\u00f5es, aplicando metodologias pr\u00f3prias de sua disciplina, conseguiram interpretar parte da complexa trama filos\u00f3fica e operativa em que se sustentavam aquelas pr\u00e1ticas milenares.<\/p>\n<p>E o que aconteceu no Ocidente durante o transcorrer daquele longo per\u00edodo? Como sabemos, a descoberta do pensamento racional como ferramenta de conhecimento, na Gr\u00e9cia do s\u00e9c. VI a.C., e a enorme influ\u00eancia que essa op\u00e7\u00e3o exerceu nesta parte do mundo implicou em um afastamento progressivo do universo m\u00edtico. Embora a dist\u00e2ncia fosse menor naquele princ\u00edpio, o \u00e2ngulo foi se abrindo com o passar dos s\u00e9culos, at\u00e9 que a Ilustra\u00e7\u00e3o terminou de consolidar essa tend\u00eancia, estabelecendo a \u201cdeusa Raz\u00e3o\u201d como \u00fanico princ\u00edpio reitor e situando todas as formas de religiosidade no \u00e2mbito da supersti\u00e7\u00e3o e do obscurantismo. Se por um lado esse caminho tornou poss\u00edvel o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia (disciplinas que trouxeram enormes benef\u00edcios materiais para a humanidade), \u00e9 preciso reconhecer que terminou tamb\u00e9m nos lan\u00e7ando em um mundo dessacralizado que ignora a dimens\u00e3o interna do ser humano.<\/p>\n<p>Muitos pensadores perceberam essa car\u00eancia. Nietzsche anunciou o terr\u00edvel vazio existencial que a morte de Deus implicaria e as nefastas consequ\u00eancias decorrentes da nega\u00e7\u00e3o do aspecto irracional e instintivo do ser humano (o dionis\u00edaco). At\u00e9 o pr\u00f3prio Comte, criador do positivismo, terminou falando da necessidade de uma nova religi\u00e3o e deu-se o trabalho de redigir um Catecismo Positivista (1852). Mas o surgimento da psican\u00e1lise em um mundo sufocado pela loucura (j\u00e1 que, segundo Goya, \u201co sonho da raz\u00e3o produz monstros\u201d) impulsionou novas imers\u00f5es no (a essa altura) desconhecido oceano da subjetividade, e os velhos mitos voltaram a ressoar por todos os lugares, embora com significados diferentes dos originais.<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os de Freud e especialmente de Jung revolucionaram sua \u00e9poca e ainda continuam influenciando fortemente os dias de hoje. Mas suas abordagens ainda estavam impregnadas de positivismo e, por isso, o fil\u00f3sofo Edmund Husserl qualificou essa corrente como psicologia ing\u00eanua, j\u00e1 que sua metodologia baseada na interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos ps\u00edquicos isolados impedia abordar o fen\u00f4meno ps\u00edquico como totalidade. Suas pr\u00f3prias investiga\u00e7\u00f5es descreveram a consci\u00eancia como fluxo incessante que forma uma estrutura indivis\u00edvel com o mundo, a ponto de n\u00e3o ser poss\u00edvel conceber uma consci\u00eancia sem mundo ao qual se referir, nem um mundo sem consci\u00eancia. O s\u00edmbolo do infinito (o n\u00famero oito deitado) pode servir como s\u00edntese gr\u00e1fica para ilustrar essa no\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que a \u00e9poca exige<\/strong><\/p>\n<p>Finalmente, quase toda a psicologia ocidental derivou em f\u00f3rmulas terap\u00eauticas que propiciam a adapta\u00e7\u00e3o ao meio, com resultados mais que discretos \u2013 \u00e9 necess\u00e1rio dizer \u2013 e abandonando, talvez para sempre, o esp\u00edrito transgressor das chamadas disciplinas m\u00edsticas, cujo prop\u00f3sito era a transforma\u00e7\u00e3o interna e a libera\u00e7\u00e3o definitiva das condi\u00e7\u00f5es opressoras impostas pelo mundo. Se n\u00e3o fosse pela descoberta dos psicof\u00e1rmacos, cujo objetivo, mais que curar, tem sido bloquear a irrup\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es mentais, anestesiando os sintomas, a praga ps\u00edquica teria se alastrado sem freio. Hoje ocorrem explos\u00f5es isoladas protagonizadas por sujeitos que n\u00e3o foram controlados pelo sistema, enquanto os laborat\u00f3rios j\u00e1 estendem sua a\u00e7\u00e3o desenfreada \u00e0s crian\u00e7as, em uma esp\u00e9cie de herodismo do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os fragmentos daquela sabedoria ancestral inundam o Ocidente sob a forma de xam\u00e3s, gurus, adivinhos e pr\u00e1ticas diversas, no contexto do que se convencionou chamar de \u201csensibilidade New Age\u201d, caracter\u00edstica de uma etapa prerreligiosa, que denota a persist\u00eancia de uma profunda necessidade latente impulsionando buscas desordenadas, algumas delas inclusive perigosas.<\/p>\n<p>\u201cO homem \u00e9 uma paix\u00e3o in\u00fatil\u201d proclamavam os existencialistas, e n\u00e3o deixavam de ter raz\u00e3o. Tanto af\u00e3 para que tudo termine igual: desaguando na morte. O fato de morrer nos lan\u00e7a no sem-sentido, e a rebeli\u00e3o contra essa determina\u00e7\u00e3o brutal \u00e9 o gesto libert\u00e1rio mais sublime e comovedor que conhecemos. Portanto, um novo humanismo que aspire a enfrentar os desafios do presente e do futuro tamb\u00e9m deveria ser capaz de propor um caminho para satisfazer essa necessidade interna. Por\u00e9m, retomar essas explora\u00e7\u00f5es e voltar a exercitar o \u201colhar interior\u201d n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, j\u00e1 que a antiga sabedoria ficou perdida para n\u00f3s, e a subjetividade aparece como um \u00e2mbito ca\u00f3tico, complexo e at\u00e9 amea\u00e7ador. Tampouco nos ajuda muito nossa experi\u00eancia com as religi\u00f5es tradicionais que conhecemos, que fala de uma hist\u00f3ria dolorosa repleta de fanatismo, viol\u00eancia, nega\u00e7\u00e3o da vida e da liberdade, a ponto de que ningu\u00e9m poderia lamentar seu desaparecimento. Pelo contr\u00e1rio, a rejei\u00e7\u00e3o dessas doutrinas insalubres constitui um ato de genu\u00edna sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Assim, o intranauta de hoje deve encarar necessariamente uma dupla tarefa que se ajusta \u00e0 figura \u201chusserliana\u201d de consci\u00eancia-mundo. Se o desumanizado estilo de vida contempor\u00e2neo necessita urgentemente de um novo humanismo, a irrup\u00e7\u00e3o do absurdo da exist\u00eancia no pano de fundo psicossocial exige abrir-se em dire\u00e7\u00e3o a uma nova espiritualidade. A luta por maior justi\u00e7a social permite avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 supera\u00e7\u00e3o da dor humana, mas \u00e9 a busca de um sentido da vida o que far\u00e1 o sofrimento interno retroceder.<\/p>\n<p>O racionalismo fez grandes contribui\u00e7\u00f5es em diversos campos, mas seus postulados e m\u00e9todos j\u00e1 se mostram insuficientes para acolher a complexa dimens\u00e3o humana em toda sua amplitude. O problema crucial estar\u00e1 na gera\u00e7\u00e3o de novos meios aptos para mover-se nessa \u201cterra desconhecida\u201d, evitando desse modo o perigo de uma queda na irracionalidade. Mas, o certo \u00e9 que esse novo humanismo e essa nova espiritualidade constituem os dois aspectos essenciais de uma mesma realidade, e deveriam avan\u00e7ar simultaneamente para que o ser humano se assuma de forma integral.<\/p>\n<p><strong>Traduzido por Ana Facundes do espanhol<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta, cibernauta, astronauta, argonauta, mas essa palavra que poderia aludir a uma viagem ao interior de n\u00f3s&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":523,"featured_media":279182,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11390,1254,42,165],"tags":[],"class_list":["post-402916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conteudo-original","category-humanismo-espiritualidade","category-internacional-2","category-opiniao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os intranautas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta,\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os intranautas\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta,\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2016-11-30T15:10:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"2153\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"3071\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Francisco Javier Ruiz-Tagle\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Francisco Javier Ruiz-Tagle\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"6 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\"},\"author\":{\"name\":\"Francisco Javier Ruiz-Tagle\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/634b63175180f29e2f43a2d4bbdd1567\"},\"headline\":\"Os intranautas\",\"datePublished\":\"2016-11-30T15:10:15+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\"},\"wordCount\":1262,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg\",\"articleSection\":[\"Conte\u00fado Original\",\"Humanismo e Espiritualidade\",\"Internacional\",\"Opini\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\",\"name\":\"Os intranautas\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg\",\"datePublished\":\"2016-11-30T15:10:15+00:00\",\"description\":\"Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta,\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg\",\"width\":\"2153\",\"height\":\"3071\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Os intranautas\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/634b63175180f29e2f43a2d4bbdd1567\",\"name\":\"Francisco Javier Ruiz-Tagle\",\"description\":\"Chilean, author and graphic designer. Active and committed member of Universalist Humanism since its beginnings. Communications Consultant for the International Humanist Party in Chile and analyst of social reality.\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/francisco-javier-ruiz-tagle\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Os intranautas","description":"Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta,","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Os intranautas","og_description":"Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta,","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_published_time":"2016-11-30T15:10:15+00:00","og_image":[{"width":2153,"height":3071,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Francisco Javier Ruiz-Tagle","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PressenzaIPA","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Francisco Javier Ruiz-Tagle","Tempo estimado de leitura":"6 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/"},"author":{"name":"Francisco Javier Ruiz-Tagle","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/634b63175180f29e2f43a2d4bbdd1567"},"headline":"Os intranautas","datePublished":"2016-11-30T15:10:15+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/"},"wordCount":1262,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg","articleSection":["Conte\u00fado Original","Humanismo e Espiritualidade","Internacional","Opini\u00e3o"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/","name":"Os intranautas","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg","datePublished":"2016-11-30T15:10:15+00:00","description":"Por Francisco Ruiz-Tagle \u00c9 curioso que a palavra que serve de t\u00edtulo para este artigo n\u00e3o exista em nosso vocabul\u00e1rio. Existem outras como internauta,","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/arbol_alta1.jpg","width":"2153","height":"3071"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/11\/os-intranautas\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Os intranautas"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/634b63175180f29e2f43a2d4bbdd1567","name":"Francisco Javier Ruiz-Tagle","description":"Chilean, author and graphic designer. Active and committed member of Universalist Humanism since its beginnings. Communications Consultant for the International Humanist Party in Chile and analyst of social reality.","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/francisco-javier-ruiz-tagle\/"}]}},"place":"","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/523"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=402916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402916\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/279182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=402916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=402916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=402916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}