{"id":331882,"date":"2016-06-22T00:49:08","date_gmt":"2016-06-21T23:49:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=331882"},"modified":"2016-06-22T00:49:08","modified_gmt":"2016-06-21T23:49:08","slug":"descolonizar-feminismo-despatriarcalizar-isla-entrevista-zahra-ali","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/06\/descolonizar-feminismo-despatriarcalizar-isla-entrevista-zahra-ali\/","title":{"rendered":"\u201cDescolonizar o feminismo, despatriarcalizar o Isl\u00e3\u201d: entrevista com Zahra Ali"},"content":{"rendered":"<p><em>Zahra Ali \u00e9 uma soci\u00f3loga engajada no \u00edntimo das din\u00e2micas mu\u00e7ulmanas, feministas e antirracistas. Suas pesquisas t\u00eam dado suporte \u00e0 emerg\u00eancia do feminismo mu\u00e7ulmano no Ocidente e no mundo \u00e1rabe, principalmente no Iraque. Em 2012, ela publicou o livro \u201cF\u00e9minismes Islamiques\u201d (\u201cFeminismos Isl\u00e2micos\u201d) pela editora La Fabrique, o primeiro do g\u00eanero em l\u00edngua francesa que esbo\u00e7a, atrav\u00e9s de contribui\u00e7\u00f5es e entrevistas com diversos autores, um panorama dos feminismos isl\u00e2micos \u201cem ruptura com o orientalismo e o racismo que caracterizam os debates a prop\u00f3sito das mulheres e do islamismo nos dias de hoje\u201d, respondendo \u00e0 \u201cnecessidade de descolonizar e desessencializar toda a leitura do feminismo e do islamismo\u201d. Zahra escreve em sua introdu\u00e7\u00e3o: \u201cDessa forma, a id\u00e9ia n\u00e3o \u00e9 responder \u00e0s quest\u00f5es impostas pelo feminismo dominante, mas adentrar o universo das feministas mu\u00e7ulmanas e enxergar de que forma \u00e9 colocada a quest\u00e3o de igualdade de acordo com seus pr\u00f3prios modos, termos e problem\u00e1ticas. Da mesma maneira, n\u00e3o se trata de dizer como o pensamento isl\u00e2mico e os mu\u00e7ulmanos se posicionam sobre as quest\u00f5es (im)postas pela doxa feminista, mas sim, de mostrar como pensam, se articulam e desenvolvem uma reflex\u00e3o e um engajamento em torno da quest\u00e3o da igualdade dos sexos dentro do quadro religioso mu\u00e7ulmano e nos contextos onde o Isl\u00e3 \u00e9 um referente majorit\u00e1rio\u201d. (F\u00e9minismes Islamiques, p.15). Zahra respondeu de bom grado \u00e0s minhas perguntas.<\/em><\/p>\n<p><strong>MR: Voc\u00ea fala de feminismos isl\u00e2micos. O que isso significa para voc\u00ea pessoalmente?<\/strong><\/p>\n<p>Fundamentalmente, as feministas mu\u00e7ulmanas como Amina Wadud, Asma Barlas, Zainah Anwar e Ziba Mir-Hosseini insistem na distin\u00e7\u00e3o entre <i>al-fiqh<\/i> [1], ou seja, a jurisprud\u00eancia mu\u00e7ulmana e <i>al-shari&#8217;ah<\/i> [2], que elas definem como o Caminho, em vez de lei. Dessa forma, as feministas mu\u00e7ulmanas acentuam o car\u00e1ter humano da produ\u00e7\u00e3o jur\u00eddica mu\u00e7ulmana e o fato de que <i>al-shari&#8217;ah <\/i>n\u00e3o \u00e9 uma lei a ser lida e aplicada, mas sim, os princ\u00edpios fundamentais de justi\u00e7a e igualdade que direcionam a elabora\u00e7\u00e3o do <i>al-fiqh. <\/i>O trabalho das feministas mu\u00e7ulmanas \u00e9 ainda principalmente fundamentado na hermen\u00eautica dos textos sacros, visando extrair do pensamento mu\u00e7ulmano dominante as leituras patriarcais do Cor\u00e3o. Os feminismos isl\u00e2micos ou mu\u00e7ulmanos s\u00e3o baseados nos indiv\u00edduos que pensam ou agem pela igualdade e contra o patriarcado, tomando como refer\u00eancia o quadro religioso mu\u00e7ulmano. Existem tanto vertentes quanto contextos, e a milit\u00e2ncia feminista mu\u00e7ulmana \u00e9 bem variada. Ela vai desde pessoas pondo em quest\u00e3o as leituras machistas da jurisprud\u00eancia mu\u00e7ulmana (<i>al-fiqh<\/i>) e refor\u00e7ando uma leitura igualit\u00e1ria do Cor\u00e3o, como vem fazendo o grupo Musawah [3], por exemplo, at\u00e9 mulheres se inspirando na espiritualidade mu\u00e7ulmana em sua luta pela igualdade de g\u00eanero e mais amplamente, pela justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>A ideia de <i>Tawhid <\/i>[4] \u00e9 central \u00e0s feministas mu\u00e7ulmanas, e eu sou tamb\u00e9m muito apegada \u00e0 essa ideia, que atribui unicamente ao Divino as caracter\u00edsticas de domina\u00e7\u00e3o e obedi\u00eancia. Al\u00e9m de Deus, ningu\u00e9m deve ser obedecido e ningu\u00e9m deve dominar outros. Assim, toda forma de domina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o do outro \u00e9 uma apropria\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas e de um poder que s\u00f3 pertencem ao Criador. Todas as criaturas s\u00e3o iguais perante a unicidade do Criador. Essa ideia guia minha vida e minha luta pela justi\u00e7a social e pela igualdade.<\/p>\n<p><strong>MR: Por que \u00e9 necess\u00e1rio um feminismo isl\u00e2mico interno que n\u00e3o imite o Ocidente?<\/strong><\/p>\n<p>Para mim n\u00e3o existe realmente um Ocidente que se oponha a um Oriente, um interior contra um exterior, mas existem formas hegem\u00f4nicas de pensar e viver que s\u00e3o guiadas por um individualismo capitalista e um modelo patriarcal de distribui\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is e poderes, assim como uma seculariza\u00e7\u00e3o da vida p\u00fablica e privada. Podemos encontrar o patriarcado por toda parte no Oriente e no Ocidente, da mesma forma que podemos encontrar lutas de emancipa\u00e7\u00e3o espalhadas e sob in\u00fameras formas. A particularidade dos feminismos que se orientam pelo Isl\u00e3 \u00e9 a recusa da imposi\u00e7\u00e3o de um modelo hegem\u00f4nico de feminilidade e de vida, e o ato de se inspirar no sagrado como fonte de emancipa\u00e7\u00e3o. \u00c9 afirmar que a religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 unicamente opressiva, mas que tamb\u00e9m pode ser libertadora.<\/p>\n<p><strong>MR: O que isso quer dizer, renovar e descolonizar o feminismo em terras mu\u00e7ulmanas?<\/strong><\/p>\n<p>Eu creio que \u00e9 necess\u00e1rio descolonizar os feminismos hegem\u00f4nicos, aqueles que existem na exclus\u00e3o dos outros e que n\u00e3o se relacionam \u00e0 luta pela igualdade de g\u00eanero dentro da luta contra o racismo e a desigualdades de classe. A ideia \u00e9 de permanecer o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da viv\u00eancia das mulheres, e n\u00e3o procurar inculcar modelos de vida, quaisquer sejam eles &#8211; \u201cocidentais\u201d ou \u201cisl\u00e2micos\u201d &#8211; sobre realidades que s\u00e3o variadas e complexas. Descolonizar o feminismo \u00e9 recusar o essencialismo e expressar que existem tanto maneiras quanto contextos para se libertar.<\/p>\n<p><strong>MR: Quais s\u00e3o os principais objetivos do seu livro?<\/strong><\/p>\n<p>Meu livro \u00e9 uma introdu\u00e7\u00e3o geral ao pensamento feminista mu\u00e7ulmano, tal qual desenvolvido nos \u00faltimos vinte anos. Ele prov\u00ea a palavra \u00e0s militantes-pesquisadoras e \u00e0s ativistas da Fran\u00e7a, dos Estados Unidos, do Ir\u00e3 \u00e0 Mal\u00e1sia, passando pela S\u00edria e o Egito. Trata-se de mostrar quais as principais tem\u00e1ticas e problem\u00e1ticas nas quais o movimento se engaja, tanto dentro do campo feminista quanto dentro do campo do pensamento mu\u00e7ulmano contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p><strong>MR: O feminismo para mim \u00e9 o dinamismo coletivo, engajamento sociopol\u00edtico e diversidade cultural e religiosa. O que voc\u00ea pensa disso?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, eu concordo e penso que o feminismo se articula a partir dos interesses variados das mulheres e de suas realidades.<\/p>\n<p><strong>MR: Quando seu livro foi publicado em 2012, ele estabeleceu-se como um precursor no meio franc\u00f3fono. Quatro anos mais tarde, como voc\u00ea avalia seu alcance e seus efeitos? Teria aberto uma brecha no muro da incompreens\u00e3o, e quanto \u00e0s outras, foram elas tamb\u00e9m submersas?<\/strong><\/p>\n<p>O livro teve uma boa venda: para uma obra t\u00e3o especializada e em um n\u00edvel t\u00e3o acad\u00eamico, \u00e9 bem raro. Isso mostra como havia uma lacuna na literatura relacionada ao tema. Eu penso que tem sido uma boa ferramenta para as feministas mu\u00e7ulmanas franc\u00f3fonas. Eu recebi diversas mensagens de militantes e pesquisadoras que me exprimiram que a obra tem sido muito \u00fatil em suas reflex\u00f5es e em seu engajamento feminista e antirracista. Eu tamb\u00e9m recebi muitas mensagens de universit\u00e1rios e estudantes que v\u00eam utilizando o livro como base para pesquisa sobre essa quest\u00e3o. Eu penso que o livro tem feito seu trabalho em introduzir o tema, de o problematizar e de o incorporar nas diferentes correntes de feminismo cr\u00edtico. Atualmente, eu ainda tenho a impress\u00e3o de que sua audi\u00eancia reside em um p\u00fablico consciente, bastante sens\u00edvel \u00e0s quest\u00f5es feministas, antirracistas e p\u00f3s-coloniais. No que concerne ao p\u00fablico mais abrangente, eu n\u00e3o tenho certeza de que o livro tenha alcan\u00e7ado aqueles que consideram, de qualquer maneira, o feminismo e o islamismo como antin\u00f4micos. Eu acredito que ele tem sido mais um instrumento para aqueles j\u00e1 engajados numa reflex\u00e3o ou uma forma de ativismo feminista ou antirracista.<\/p>\n<p>[1] Estudo das fontes das leis, metodologias e aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que servem como base para o sistema legal isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>[2] Sistema legal isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>[3] Movimento global que visa igualdade e justi\u00e7a no \u00e2mbito mu\u00e7ulmano.<\/p>\n<p>[4] Conceito isl\u00e2mico que se refere \u00e0 cren\u00e7a na unicidade de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Traduzido por Jaqueline Villagra Costa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Zahra Ali \u00e9 uma soci\u00f3loga engajada no \u00edntimo das din\u00e2micas mu\u00e7ulmanas, feministas e antirracistas. 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Insegnante di lingue e traduttrice, da anni si occupa di storia e religione islamica, di questioni politiche ed umanitarie, di femminismo e diritti umani e di storia medio-orientale ed africana. Tra le varie pubblicazioni, soprattutto in lingua tedesca, figurano i testi italiani sui Corsari del Mediterraneo e sul filosofo Ren\u00e9 Gu\u00e9non. E' promotrice dell'Associazione per il dialogo interculturale e interreligioso Promosaik www.promosaik.com\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/milena-rampoldi\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\u201cDescolonizar o feminismo, despatriarcalizar o Isl\u00e3\u201d: entrevista com Zahra Ali","description":"Zahra Ali \u00e9 uma soci\u00f3loga engajada no \u00edntimo das din\u00e2micas mu\u00e7ulmanas, feministas e antirracistas. 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