{"id":327227,"date":"2016-06-08T14:10:50","date_gmt":"2016-06-08T13:10:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=327227"},"modified":"2016-06-08T14:10:50","modified_gmt":"2016-06-08T13:10:50","slug":"cultura-da-violencia-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/06\/cultura-da-violencia-genero\/","title":{"rendered":"A cultura da viol\u00eancia de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>A viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 algo aprendido, portanto, pode ser mudada. Com certeza temos a capacidade para eliminar o patriarcado, o machismo, a misoginia e a indiferen\u00e7a. A pergunta \u00e9: quando o faremos?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe, a vemos todos os dias, est\u00e1 enraizada nos padr\u00f5es colocados desde a inf\u00e2ncia, no sistema patriarcal, nos fatores socioculturais: a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 real e tamb\u00e9m \u00e9 aceita como algo natural em nossa sociedade mis\u00f3gina e machista. Para a viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o existem fronteiras territoriais nem distin\u00e7\u00e3o de classe social, cor, credo e grau de escolaridade. \u00c9 impercept\u00edvel devido a forma como \u00e9 solapada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma viol\u00eancia exercida a todo n\u00edvel, ilimitada e que n\u00e3o surpreende. Que n\u00e3o assombra, n\u00e3o indigna, n\u00e3o enraivece. A cultura da viol\u00eancia de g\u00eanero tem sua carga nos estere\u00f3tipos, nas religi\u00f5es criadas para oprimir a mulher, em uma educa\u00e7\u00e3o patriarcal e em um sistema que invisibiliza a mulher como ser humano e a maldiz constantemente: que a abusa em seus direitos e a exclui da justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa cultura que vai desde a nega\u00e7\u00e3o aos direitos trabalhistas, \u00e0 igualdade social, ao aborto. \u00c0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, progresso. Que a v\u00edtima se revitimize, que o algoz o aplauda por macho alfa. Normas estabelecidas que t\u00eam a ver com a dupla moral, a hipocrisia, o medo e o viver de apar\u00eancias. Raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o se denunciam os abusos emocionais, f\u00edsicos, sexuais e em consequ\u00eancia os feminic\u00eddios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quando uma v\u00edtima se atreve a denunciar acaba sendo julgada pela sociedade que a acusa de ser culpada pela agress\u00e3o sofrida. E o que dizer de um sistema de justi\u00e7a que a sentencia e desonra, acusando-a de mentirosa e deixando livre o agressor? O mesmo agressor que em vingan\u00e7a vai e assassina nos terr\u00edveis e inumer\u00e1veis feminic\u00eddios que a nenhuma sociedade importam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cultura da viol\u00eancia sexual, tamb\u00e9m naturalizada que como toda resposta nos diz: \u00e9 mulher. \u00c9 mulher e n\u00e3o tem problema, \u00e9 apenas uma mulher: um objeto, um restolho, uma escrava. Essa cultura que vem desde a atribui\u00e7\u00e3o de papeis, cores. Que nos diz como devemos pensar, como nos comportar, porque sim e porque n\u00e3o fazer conforme nosso g\u00eanero. E que se sa\u00edmos da norma, ent\u00e3o o que vier nos suceder \u00e9 completamente culpa nossa. Ainda vivendo sob os par\u00e2metros marcados pelo patriarcado tamb\u00e9m nos acusa e nos culpa. A n\u00edvel mundial h\u00e1 a exist\u00eancia de leis que escravizam a mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cultura da viol\u00eancia de g\u00eanero nos diz que as mulheres s\u00e3o o sexo fr\u00e1gil, que n\u00e3o podemos praticar esportes marcados como masculinos, que n\u00e3o podemos exercer profiss\u00f5es ou of\u00edcios que milenarmente s\u00e3o reservados aos homens. Que nos diz que nosso destino na vida \u00e9 sermos m\u00e3es, limparmos a casa e cuidarmos de nossos filhos. Satisfazer sexualmente nossos homens. Viver para eles. E pobre daquela que fugir da norma e resolver amar a outra mulher! Porque ser\u00e1 denegrida, golpeada, violada, assassinada. E ainda pior: era apenas uma l\u00e9sbica que nem chegava a ser uma mulher. Caso encerrado a partir da entrada no necrot\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa viol\u00eancia est\u00e1 na escola, na televis\u00e3o, no r\u00e1dio, na arte, em tudo. Est\u00e1 em tudo que nos rodeia. A forma como os notici\u00e1rios manipulam a informa\u00e7\u00e3o em casos de viol\u00eancia de g\u00eanero: enviesados, com estere\u00f3tipos e patriarcado. H\u00e1 mulheres que a conveni\u00eancia pessoal apoiam o patriarcado, decidindo viver na submiss\u00e3o, por toda a vida nas sombras. Essa cultura que nos nega a realiza\u00e7\u00e3o pessoal e a viver em nosso pr\u00f3prio livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 muito mais que dizer da cultura da viol\u00eancia de g\u00eanero desde qualquer plataforma, e suas raz\u00f5es, consequ\u00eancias e a quem beneficia. O que \u00e9 que n\u00e3o nos permite reagir a essa atrocidade? O que \u00e9 que n\u00e3o nos permite negar e despertar em massa cada vez que \u00e9 violada uma menina, uma adolescente ou uma mulher adulta? Quando a golpeiam e assassinam? O que \u00e9 que nos impede de criar a cultura da preven\u00e7\u00e3o? A reestrutura\u00e7\u00e3o da sociedade ou os padr\u00f5es? O que \u00e9 que n\u00e3o nos permite sermos respeitadas? Sermos valorizadas como seres humanos iguais em direitos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 t\u00e3o profunda nossa indiferen\u00e7a que n\u00e3o nos d\u00f3i e n\u00e3o nos enfurece cada vez que sabemos de um feminic\u00eddio? De uma mulher agredida? De uma injusti\u00e7a nos direitos trabalhistas? De um estado que n\u00e3o investe em pol\u00edticas de desenvolvimento da mulher? Quando deixaremos de viver com estere\u00f3tipos, com religi\u00f5es mis\u00f3ginas e opressoras? Quando vamos mudar normas patriarcais para criar filhos s\u00e3os que n\u00e3o violentem em nenhuma das etapas de sua vida?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando vamos nos ver com a certeza de ser t\u00e3o somente uma part\u00edcula na imensid\u00e3o do tempo? E que t\u00e3o r\u00e1pido \u00e9 nosso passo pela terra que vamos p\u00f4r todo nosso empenho na equidade e o direito a ser e a viver em livre arb\u00edtrio n\u00e3o sejam castigados? Quando teremos a coragem para mudar a cultura da viol\u00eancia de g\u00eanero pela do respeito?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o tantas as maneiras, os arqu\u00e9tipos em que todos exercemos a viol\u00eancia de g\u00eanero que muitas vezes n\u00e3o nos damos conta que o estamos fazendo, porque \u00e9 algo que est\u00e1 a\u00ed, t\u00e3o naturalizado como o ar que respiramos, como o pulso card\u00edaco, o piscar de olhos. Mas a viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 algo aprendido, portanto, pode ser mudada. Com certeza temos a capacidade para eliminar o patriarcado, o machismo, a misoginia e a indiferen\u00e7a. A pergunta \u00e9: quando o faremos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Tradu\u00e7\u00e3o de Raphael Sanz<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 algo aprendido, portanto, pode ser mudada. Com certeza temos a capacidade para eliminar o patriarcado, o machismo, a misoginia e a indiferen\u00e7a. A pergunta \u00e9: quando o faremos? 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