{"id":32296,"date":"2013-01-09T00:17:02","date_gmt":"2013-01-09T00:17:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=32296"},"modified":"2013-01-09T00:23:28","modified_gmt":"2013-01-09T00:23:28","slug":"a-favela-agora-virou-a-alma-do-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2013\/01\/a-favela-agora-virou-a-alma-do-negocio\/","title":{"rendered":"A favela agora virou a alma do neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p>Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora garantem livre acesso do capital nas comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria de\u00a0<em>Katarine Flor e Gl\u00e1ucia Marinho,\u00a0<\/em><em>do Rio de Janeiro (RJ) para o Brasil de Fato.<\/em><\/p>\n<p>A atual pol\u00edtica de interven\u00e7\u00e3o militar nas favelas cariocas, implementada por meio das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs), criou um novo cen\u00e1rio nas comunidades empobrecidas da cidade. A imposi\u00e7\u00e3o do Estado policial e a entrada do capital comercial nesses espa\u00e7os geram novas tens\u00f5es para a favela, sendo que uma das principais \u00e9 a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Os pre\u00e7os dos alugueis e o custo dos servi\u00e7os e das mercadorias provocam a sa\u00edda de muitos moradores antigos. \u00c9 o que chamamos de \u201cremo\u00e7\u00e3o branca\u201d. Esse aumento geral do custo de morar na favela levam a uma expuls\u00e3o dos moradores sem precisar de tratores ou de dar um tiro.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o militar \u00e9 legitimada pelo discurso de guerra civil, poder paralelo e regi\u00f5es sitiadas por traficantes e\/ou milicianos. Esta propaganda, repetida ao longo dos \u00faltimos anos pelos Governos e pela m\u00eddia, se espalhou por toda a cidade e virou quase um consenso. No Rio de Janeiro, mais de 20% dos habitantes vivem em favelas. S\u00e3o cerca de 1,3 milh\u00e3o pessoas em 763 comunidades, que movimentam R$ 13 bilh\u00f5es por ano. Este valor supera o Produto Interno Bruto (PIB) de diversas capitais brasileiras como Florian\u00f3polis, Natal e Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cCom a instala\u00e7\u00e3o das UPPs nas favelas o capital pode se instalar nessas regi\u00f5es com algum n\u00edvel de seguran\u00e7a jur\u00eddica e patrimonial, que antes ele n\u00e3o gozava\u201d. Esta \u00e9 a opini\u00e3o do professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Rodrigo Castelo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O mercado sobe o morro<\/strong><\/p>\n<table border=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/sites\/default\/files\/UPP_santa-marta_Henrique-Fornazin.gif\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"250\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><em>Protesto de moradores da comunidade Santa Marta &#8211; Foto: Henrique Fornazin<br \/>\n<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>E isso vem acontecendo massivamente desde a instala\u00e7\u00e3o das primeiras UPPs. O mercado est\u00e1 de olho no potencial de compra dos moradores destas localidades. \u201cO poder econ\u00f4mico da favela \u00e9 muito forte\u201d, avalia Romualdo Ayres, diretor de Sustentabilidade na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franchising. Todas as franquias brasileiras juntas faturar\u00e3o, em 2012, quase R$ 14 bi. Enquanto isso, o PIB das favelas \u00e9 de R$ 13 bi. \u201cA disponibilidade de renda desse povo todo \u00e9 quase a disponibilidade de renda de todas as franquias do Brasil. Tem toda uma alimenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica deixada pelo tr\u00e1fico que precisa ser substitu\u00edda\u201d, afirma Ayres.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias de empreendimentos bem sucedidos, mesmo antes da implementa\u00e7\u00e3o das UPPs, animam ainda mais os investidores. \u00c9 o caso do curso de idiomas Yes, na favela da Rocinha. A unidade instalada no morro tinha 750 alunos matriculados, bem acima da m\u00e9dia das 550 matr\u00edculas registradas nas demais unidades da cidade. Esse tipo de investimento \u00e9 muito seguro e tem um baix\u00edssimo \u00edndice de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>A entrada massiva das empresas nas favelas evidencia um interesse do capital por tr\u00e1s do discurso de seguran\u00e7a p\u00fablica. \u201cEsse processo que acontece nas comunidades populares aqui do Rio de Janeiro integra claramente os interesses do capital apoiado pelos interesses do Estado\u201d, afirma Rodrigo Castelo. Ele lembra que at\u00e9 pouco tempo, as favelas eram tidas como um reposit\u00f3rio de m\u00e3o de obra barata para regi\u00f5es centrais do Rio e, ao mesmo tempo, como &#8220;antros da criminalidade&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/sites\/default\/files\/UPP_santa-marta_Henrique-Fornazin4.gif\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"250\" \/><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><em>Vista da cidade do alto da comunidade Santa Marta &#8211; Foto: Henrique Fornazin<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>O novo olhar do capital para as favelas<\/strong><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de posicionamento do mercado, apoiado pelo Estado, se d\u00e1 a partir do momento em que as favelas passam a ser vistas como espa\u00e7os muito lucrativos. \u201cDa\u00ed vem a instala\u00e7\u00e3o das grandes cadeias de cinema, alimenta\u00e7\u00e3o, de bancos e de financeiras\u201d, diz Castelo. Segundo o professor, a entrada destas empresas pode gerar o aumento do emprego e renda nestas comunidades, entretanto pode, tamb\u00e9m, trazer o empobrecimento. \u201cVai gerar emprego e renda nas favelas. N\u00e3o h\u00e1 como negar essa realidade, mas estes empregos e esta renda v\u00e3o ser suficientes para cobrir o aumento das despesas que as pessoas que moram l\u00e1 v\u00e3o passar a ter?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>O professor avalia que em um primeiro momento este movimento vai gerar riqueza, que poder\u00e1 ser seguido do empobrecimento de muitos moradores. \u201cVai ocorrer, de fato, algo que j\u00e1 est\u00e1 acontecendo em algumas localidades: as pessoas n\u00e3o ter\u00e3o capacidade financeira de se manterem naquele espa\u00e7o\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Em novembro, a Prefeitura do Rio anunciou que vai encaminhar \u00e0 C\u00e2mara um projeto de reforma do IPTU. Atualmente, moradores de \u00e1reas consideradas de risco s\u00e3o isentos da taxa. Apenas 40% dos im\u00f3veis residenciais cadastrados pagam o imposto. Com a mudan\u00e7a, esse percentual vai para 97%. E vai ter dinheiro para tudo isso?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria invade as favelas<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table border=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/sites\/default\/files\/UPP_santa-marta_Henrique-Fornazin3.gif\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"250\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><em>Comunidade Santa Marta tem vista privilegiada da cidade do Rio de Janeiro<\/em><em>Foto: Henrique Fornazin<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>De acordo com o Sindicato da Habita\u00e7\u00e3o do Rio (Secovi\/RJ), o Rio de Janeiro ganhou, recentemente, pelo menos mais um componente inflacion\u00e1rio: a cria\u00e7\u00e3o das UPPs instaladas pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado. De 2008 para c\u00e1, a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica implantou 31 UPPs. Deste ent\u00e3o, em algumas favelas e morros os pre\u00e7os dos im\u00f3veis foram valorizados em 100% ou mais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do custo dos im\u00f3veis, a regulariza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de luz e \u00e1gua, sem programas espec\u00edficos para pessoas de baixa renda, eleva o custo da vida na favela. Ao morador que n\u00e3o puder pagar por estes servi\u00e7os, restar\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de vender o im\u00f3vel e se mudar para uma \u00e1rea da cidade distante e sem servi\u00e7os p\u00fabicos adequados. \u00c9 esta a chamada remo\u00e7\u00e3o branca. Sem usar a palavra remo\u00e7\u00e3o, o Estado estaria fomentado a sa\u00edda dos antigos moradores de \u00e1reas hoje valorizadas. E ent\u00e3o, a classe m\u00e9dia vai ocupar aqueles morros com vista divina sobre a \u201ccidade maravilhosa\u201d.<\/p>\n<p>As UPPs t\u00eam duas pernas: a militariza\u00e7\u00e3o e a mercantiliza\u00e7\u00e3o nas favelas. Atualmente, o telef\u00e9rico do Morro do Alem\u00e3o recebe mais turistas do que o bondinho do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. Chegando a registrar em novembro de 2012 mais que o dobro das visitas recebidas pelo P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, tradicional cart\u00e3o postal do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Imprensa comercial e governos juntos<\/strong><\/p>\n<p>Na implanta\u00e7\u00e3o deste projeto, o governo do estado conta com uma valorosa aliada, a imprensa, que vem desempenhando uma importante fun\u00e7\u00e3o na reorganiza\u00e7\u00e3o espacial da favela. Segundo Castelo, se produz, hoje, no Brasil uma ideologia para justificar esse tipo de interven\u00e7\u00e3o. Assim, \u201cfica mais f\u00e1cil o processo de aceita\u00e7\u00e3o, inclusive pelas popula\u00e7\u00f5es que sofrer\u00e3o os processos mais delet\u00e9rios\u201d. Romualdo Ayres completa: \u201ch\u00e1 meses quando eu tive a informa\u00e7\u00e3o de que a novela da Rede Globo iria retratar a realidade do complexo do Alem\u00e3o, eu pensei: &#8216;aquilo l\u00e1 vai bombar&#8217;\u201d.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o a ser feita pelo povo interessado \u00e9 qual deve ser um projeto que sirva aos interesses do povo, dos trabalhadores da cidade e n\u00e3o das grandes empreiteiras e grupos de especuladores imobili\u00e1rios. \u201cPara isso os movimentos sociais precisam participar das discuss\u00f5es e se organizar para pressionar para que seus interesses sejam atendidos\u201d, afirma Castelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora garantem livre acesso do capital nas comunidades empobrecidas do Rio de Janeiro. Mat\u00e9ria de\u00a0Katarine Flor e Gl\u00e1ucia Marinho,\u00a0do Rio de Janeiro (RJ) para o Brasil de Fato. 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