{"id":302902,"date":"2016-04-15T21:02:49","date_gmt":"2016-04-15T20:02:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=302902"},"modified":"2016-04-15T21:02:49","modified_gmt":"2016-04-15T20:02:49","slug":"parto-natural-nao-um-retrocesso-um-progresso-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/04\/parto-natural-nao-um-retrocesso-um-progresso-humano\/","title":{"rendered":"O Parto Natural n\u00e3o \u00e9 um retrocesso, \u00e9 um progresso humano"},"content":{"rendered":"<p>Em novembro de 2015 em S\u00e3o Paulo deu-se o encontro da enfermeira obstetra Vilma Nishi e Hugo Novotny para uma conversa sobre o sentido da vida e do nascimento.<\/p>\n<p>Transcri\u00e7\u00e3o e Edi\u00e7\u00e3o por Flavia Estevan<\/p>\n<p>Vilma tem 40 anos de experi\u00eancia na \u00e1rea de Sa\u00fade Materno Infantil, atuou em diversos hospitais de S\u00e3o Paulo, tanto na rede p\u00fablica quanto privada e trabalhou de 2000 a 2009 no ambulat\u00f3rio da Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Monte Azul. Tem forma\u00e7\u00e3o em antroposofia e acompanha de maneira integral o pr\u00e9 natal, parto e p\u00f3s parto de centenas de mulheres, tanto em hospitais quanto em casa, sendo essa sua principal atividade at\u00e9 os dias atuais. \u00c9 frequentemente convidada para dar palestras e workshops por ser uma refer\u00eancia no trabalho da enfermagem obst\u00e9trica em uma vis\u00e3o integral do cuidado no Brasil.<\/p>\n<p>Hugo Novotny \u00e9 investigador do Parque de Estudo e Reflex\u00e3o Carcara\u00f1\u00e1 na Argentina. Humanista. Membro da Comunidade da Mensagem de Silo. Escritor e tradutor russo-espanhol. Membro da Escola de Tradutores de Silo, participou e impulsionou a tradu\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da obra de Silo na Russia, Mong\u00f3lia e China. Alterna sua resid\u00eancia entre Argentina e R\u00fassia. Alguns de seus trabalhos mais conhecidos: A entrada ao Profundo em Buda; A consci\u00eancia inspirada no chamanismo siberiano-mongol e no budismo tibetano e A entrada ao Profundo em Lao-Ts\u00e9. E-mail: hugonov@gmail.com<\/p>\n<p><strong>Hugo: Quando voc\u00ea decidiu come\u00e7ar com os partos?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Eu j\u00e1 nasci curiosa, desde pequena. Eu sempre conto que quando eu tinha 10, 11 anos eu dizia que queria ser m\u00e9dica. Minha cidade era pequena, tinha 10 mil habitantes na \u00e9poca, e um dia apareceu um m\u00e9dico que era muito ruim, n\u00e3o tinha jeito para ser cuidador. Eu olhava pra ele e pensava: -N\u00e3o vou mais fazer medicina, n\u00e3o quero parecer com ele. Mais para frente eu decidi que queria fazer enfermagem. Na \u00e9poca j\u00e1 tinha o projeto Rondon que levava os estudantes para o Xingu para cuidar dos \u00edndios. Da\u00ed decidi que queria fazer isso, que faria faculdade e iria com os \u00edndios, mesmo nunca tendo visto uma enfermeira. Terminei o col\u00e9gio e vim fazer faculdade em S\u00e3o Paulo. Mas o que me encantou foi quando examinei uma mulher gr\u00e1vida pela primeira vez, eu olhei aquela barriga e vi o centro reto e eu disse: -Agora entendi para que serve o umbigo! (risos) Estava reto, n\u00e3o tinha mais umbigo, e eu sempre me perguntava para que servia o umbigo&#8230;da\u00ed entendi. Naquela \u00e9poca as mulheres n\u00e3o andavam com roupa justa, andavam com roupa solta, guardavam a barriga, eu nunca tinha visto uma barriga gravida. Ent\u00e3o, quando vi, foi um encantamento.<\/p>\n<p>Na faculdade, acompanhando as mulheres, vendo os partos, da\u00ed foi encantamento total, percebi o que era vir um ser ao mundo, isso foi em 1976. Ap\u00f3s a faculdade entrei em um hospital p\u00fablico, atrav\u00e9s de um concurso com muitos candidatos e poucas vagas. Eu ainda faria a especializa\u00e7\u00e3o em obstetr\u00edcia, ent\u00e3o eu escolhi UTI, porque eu pensava que ficaria na obstetr\u00edcia o resto da vida, ent\u00e3o queria aproveitar antes da especializa\u00e7\u00e3o para estar na UTI, mas a chefe n\u00e3o me deixou, me mandou ir direto para Obstetr\u00edcia.<\/p>\n<p>Outro dia foi a consagra\u00e7\u00e3o disso, ap\u00f3s o parto de uma cliente que tem 32 anos, ela me disse depois que o beb\u00ea nasceu: -Acho que voc\u00ea estava no meu parto, quando eu nasci. Minha m\u00e3e disse que no hospital do Servidor P\u00fablico tinha uma enfermeira, de nome Vilma, japonesa, novinha e baixinha&#8230;.eu disse: -Nossa, era eu mesmo! Eu a ajudei a nascer e agora a ajudei a parir. E se a m\u00e3e dela lembrou de mim \u00e9 porque algo marcou.<\/p>\n<p>Quase 40 anos que estou nesse caminho e ainda consigo sentir que estou no caminho certo, (risos). Quase virando o caminho e sinto que estou no caminho certo!<\/p>\n<p><strong>Hugo: Como \u00e9 que \u201celes\u201d vem ao mundo? N\u00e3o somos n\u00f3s que trazemos, certo? \u201cEles\u201d vem, querem vir, querem sair e&#8230;?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Sim, querem vir. E como eles querem vir, temos que receber bem. Esses seres querem vir e temos que receber bem. E se a mulher \u00e9 bem cuidada ela vai receber bem, se ela for mal tratada ela vai ficar com raiva e cobrar do filho que sofreu muito para t\u00ea-lo, n\u00e3o \u00e9 assim? Temos que cuidar muito bem da mulher para que ela consiga receber bem o filho.<\/p>\n<p>Outro dia fui dar uma palestra em um hospital e perguntei: -Quem aqui nasceu de m\u00e3e? Foi um susto geral, todos se olharam e me perguntaram se algu\u00e9m n\u00e3o nasce de m\u00e3e. Tem gente que \u00e0s vezes eu acho que n\u00e3o nasceu de m\u00e3e, nasceu de chocadeira. Temos que respeitar muito as m\u00e3es, temos que respeitar as mulheres, a refer\u00eancia da nossa vida s\u00e3o as m\u00e3es, os pais. Hoje existem pessoas que estudam muito, acham que sabem muito e desprezam a origem, e desprezam as m\u00e3es. Precisamos valorizar de onde viemos, sen\u00e3o ningu\u00e9m olha para ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Eu sempre digo que o processo de parto n\u00e3o \u00e9 para qualquer um, \u00e9 para mulher. E a mulher precisa viver esse processo para trilhar esse caminho de virar m\u00e3e. Se ela vive bem esse lugar ela recebe bem o filho. Meu trabalho no pr\u00e9 natal tento trabalhar bastante esse lugar da mulher-filha que vai virar m\u00e3e. Para saber bem de onde ela vem e como que ela vai trazer o filho ao mundo. Isso tem sido muito bom.<\/p>\n<p>Outro dia fui dar uma aula em uma escola particular, e percebi que hoje as pessoas trabalham muito para pagar uma escola boa para os filhos, mas quase n\u00e3o vivem com os filhos, s\u00f3 trabalham. Ent\u00e3o essa \u00e9 uma nova meta minha, cuidar dos pais para que eles vejam os filhos, n\u00e3o s\u00f3 o parto.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Existe uma mudan\u00e7a de sensibilidade nas pessoas de buscar um parto mais natural, mais humano, n\u00e3o t\u00e3o tecnol\u00f3gico, t\u00e3o serial, t\u00e3o frio? Existe uma busca mais forte nesse sentido?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Sim, tem um movimento acontecendo. Tamb\u00e9m tem muita gente de repente vendo que \u00e9 bonito um parto natural sem perceber muito bem qual \u00e9 o processo, mas vale a pena mudar. Entrou em uma coisa muito mec\u00e2nica aqui no Brasil e o consumismo impera, as pessoas perguntam por que o Brasil \u00e9 campe\u00e3o de cesariana, e eu respondo que tamb\u00e9m \u00e9 campe\u00e3o de cirurgia pl\u00e1stica, campe\u00e3o de cirurgia bari\u00e1trica, ningu\u00e9m, vive processo nenhum. A pessoa precisa cortar metade do est\u00f4mago para come\u00e7ar a comer de pouquinho em pouquinho&#8230;por que n\u00e3o fez isso antes?<\/p>\n<p><strong>Hugo: Viver o processo, que interessante essa ideia.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: temos que viver os processos de tudo na vida. Se pular etapas da vida fica um buraco.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Sobre essa dial\u00e9tica, essa confronta\u00e7\u00e3o de pontos de vista que diz que o natural \u00e9 perigoso e se existe a ci\u00eancia e a tecnologia, por que neg\u00e1-la? Eu penso que \u00e9 importante conseguir integrar tudo isso, n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Isso, n\u00e3o \u00e9 negar a tecnologia, podem trabalhar juntos. Hoje o ultrassom, exames de laborat\u00f3rio em uma gravidez s\u00e3o muito importantes. H\u00e1 30 anos, as mulheres pobres n\u00e3o tinham acompanhamento pr\u00e9 natal, morria-se mais no parto, porque o pr\u00e9 natal n\u00e3o era bem cuidado, n\u00e3o se faziam exames. Cuidar desse lugar, desse estado gr\u00e1vido e viver bem, juntando a tecnologia com o simples e natural eu vejo que esse \u00e9 o caminho. Desde que o mundo \u00e9 mundo se faz nen\u00ea do mesmo jeito, ent\u00e3o d\u00e1 pra nascer tamb\u00e9m do mesmo jeito e com a ajuda da tecnologia fica tudo mais tranquilo. Eu atendo parto em casa e hoje uma cliente que est\u00e1 gr\u00e1vida me disse que o cunhado dela \u00e9 m\u00e9dico e disse que em 2015 ter um parto em casa \u00e9 um retrocesso, que ela est\u00e1 retrocedendo a hist\u00f3ria. Eu falei: -Pergunta pra ele como ele faz nen\u00ea&#8230;(risos). N\u00e3o \u00e9 retrocesso, \u00e9 um progresso humano. Usa-se tecnologia e d\u00e1 pra ter um caminho melhor.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o mundial de sa\u00fade fala de humaniza\u00e7\u00e3o do parto, eu penso que \u00e9 tornar humano, tanto o profissional que atende esse partos quanto tratar a mulher, o beb\u00ea e a fam\u00edlia como humanos. Desumanizou-se o lugar dessa mulher que pare, que tr\u00e1s esse filho ao mundo. Temos que olhar tamb\u00e9m esse ser que est\u00e1 chegando e que vamos receber, que \u00e9 humano.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Perdeu-se a sacralidade, o sentido do sagrado que \u00e9 a vida para a mulher ou para as pessoas sobre o processo de nascer, de dar a luz?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Eu vejo que isso est\u00e1 sendo resgatado, est\u00e1 voltando, tem um movimento das mulheres que est\u00e3o entendendo o sentido de receber bem, de viver bem a gravidez, ter um parto melhor cuidado. Eu atendo muitas mulheres, que depois que tem um parto em casa, por exemplo, param de trabalhar. Hoje se trabalha para pagar escola, para todo um consumismo.Tem uma mulher que teve um primeiro parto ces\u00e1rea e no segundo ela teve um parto natural no hospital, muito bonito e ela percebeu que o processo \u00e9 dela, n\u00e3o \u00e9 meu. Eu n\u00e3o fa\u00e7o milagre, \u00e9 ela que vive isso. Antes de ir ao hospital eu cheguei na casa dela, disse que ela estava muito dura, muito tensa e que ela precisava acreditar na for\u00e7a dela, nesse processo e parir aquele filho. Da\u00ed eu avisei que sairia um pouco e eles come\u00e7aram a cantar e fazer movimentos corporais. Quando voltei era outra mulher, examinei e o beb\u00ea j\u00e1 estava quase nascendo e fomos para o hospital. Agora ela engravidou novamente do terceiro filho e levou um susto, porque a beb\u00ea est\u00e1 com 1 ano apenas. Ela me disse que essa beb\u00ea tinha feito toda uma mudan\u00e7a na vida dela e eu disse que n\u00e3o foi a beb\u00ea, foi ela que fez e por isso a beb\u00ea veio t\u00e3o bem. Agora ela quer um parto em casa, mudou de casa e est\u00e1 tendo uma vida mais simples, parou de trabalhar para criar os filhos, est\u00e3o morando em uma casa menor para poder ter esse cuidado com os filhos. Tem muita gente vivendo isso, assim como outros pagam para que outros se encarreguem de educar seus filhos.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Perguntava isso, porque na outra ponta da vida, na morte, vejo que existe uma carga muito forte, tudo est\u00e1 muito mais preparado, existem cerimonias, o significado est\u00e1 muito mais valorizado pela sociedade, e cada religi\u00e3o tem cerimonias, e o nascimento \u00e9 parecido, n\u00e3o? De aqui se vai e para c\u00e1 se vem. Talvez falte um pouco mais de valoriza\u00e7\u00e3o sobre a sacralidade do nascimento, n\u00e3o existem cerimonias para receber.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Sim! \u00c9 a celebra\u00e7\u00e3o do nascimento, tem que ter! Esse lugar ainda falta.<\/p>\n<p>No Brasil, por exemplo, n\u00e3o se pode celebrar a morte, morte tem que ser muito triste. S\u00f3 tem vel\u00f3rio e enterro, n\u00e3o se fala mais nisso, \u00e9 um tabu. A cidade que nasci e cresci era uma comunidade japonesa que no 49\u00ba dia ap\u00f3s a morte, depois da cerimonia religiosa oferece-se aos presentes como agradecimento, uma refei\u00e7\u00e3o com comidas como se fosse uma festa.Quando os japoneses chegaram com esses costumes, os brasileiros ficavam chocados, vendo as festas, aqui da morte ningu\u00e9m fala.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Dever\u00edamos ent\u00e3o celebrar mais o nascimento?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Eu atendo muitos partos de estrangeiras, e sempre vejo uma celebra\u00e7\u00e3o a mais, um enfeite, a casa enfeitada no dia seguinte ap\u00f3s o parto. Aqui no Brasil n\u00e3o se faz, no m\u00e1ximo levam o enfeite de porta comprado para a maternidade, raramente algu\u00e9m faz algo. Hoje n\u00e3o se faz nem uma roupa para receber o beb\u00ea, vai na loja e compra tudo. Antigamente existia esse h\u00e1bito de fazer coisas enquanto se esperava o beb\u00ea, hoje ningu\u00e9m faz nada, compra tudo pronto e quem pode vai para os Estados Unidos comprar as roupas.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Imagino que isso seja nas classes mais privilegiadas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: N\u00e3o. Eu trabalhei 9 anos em uma favela, e o costume de comprar \u00e9 t\u00e3o grande, que at\u00e9 na favela onde as mulheres n\u00e3o tinham dinheiro, arrumavam dinheiro para fazer um ultrassom para saber o sexo do beb\u00ea e poder comprar o enxoval rosa ou azul. N\u00e3o tinham dinheiro nem para comer, mas era importante comprar alguma coisa rosa ou azul.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Como se pode fazer para aumentar essa consci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Eu acho que a chave est\u00e1 na simplicidade da vida. Por isso quero ir nas escolas dar palestras e conversar. Entrar em uma coisa mais simples, sair desse consumismo. Os pais trabalham para comprar coisas para os filhos e depois cobram do filho tudo o que eles fazem. Reverter isso \u00e9 pela simplicidade.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Eu tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que por algo cada um de n\u00f3s vem ao mundo, por algo quer vir o novo ser, algo vem fazer, vem com alguma miss\u00e3o, voca\u00e7\u00e3o, algo para desenvolver.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Sim, e se voc\u00ea n\u00e3o sai do seu caminho consegue ser um Ser melhor.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Quando a pessoa n\u00e3o toma consci\u00eancia de que \u00e9 isso, simplesmente vive sem nenhum sentido, vive de acordo com o que oferece a sociedade, trabalha, recebe sal\u00e1rio, compra, viaja e como se a vida fosse s\u00f3 esse consumo permanente, mas sem nenhum sentido. Parece que talvez a valoriza\u00e7\u00e3o da vida, do sentido da vida, tenha muito que ver com a valoriza\u00e7\u00e3o do sentido do nascimento.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Sim, \u00e9 assim. A crian\u00e7a que mama no peito, por exemplo, cria for\u00e7a de vontade com a vida. Para mamar o beb\u00ea precisa fazer muita for\u00e7a. Quando o beb\u00ea tem a primeira suc\u00e7\u00e3o e entra o leite (colostro) pela boca, ele chega na terra. A mulher tem que entrar em um lugar de devo\u00e7\u00e3o, de rever\u00eancia ao beb\u00ea e precisa se entregar. Hoje \u00e9 comum na amamenta\u00e7\u00e3o as mulheres terem dificuldade de se doarem e terem devo\u00e7\u00e3o, de ter um ser que depende delas 24 horas por dia. Existem tamb\u00e9m mulheres que demoram para perceber que viraram m\u00e3e. Acho que ainda vai demorar algumas gera\u00e7\u00f5es, mas est\u00e1 mudando. Precisamos voltar para simplicidade.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Que bom isso que voc\u00ea fala das palestras e escolas, seguramente toda sua experi\u00eancia vai ajudar muito.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Eu sempre digo que estou com quase 62 anos muito bem vividos e tenho direito e dever de me meter na vida dos outros. (risos)<\/p>\n<p>Outro dia perguntei em uma palestra qual era o dia mais belo da vida de cada um. As respostas eram, o dia do casamento, o nascimento dos filhos, etc. Eu disse: -N\u00e3o! O dia mais belo \u00e9 hoje! Porque todo mundo vive o passado ou o futuro? Temos que viver o hoje.<\/p>\n<p>Ontem fui atender uma m\u00e9dica que estava ansiosa porque n\u00e3o tinha entrado em trabalho de parto, mesmo eu j\u00e1 tendo avisado que \u00e9 normal passar um pouco da data prevista. Eu fiz massagem, fiz um trabalho de reorganiza\u00e7\u00e3o e harmoniza\u00e7\u00e3o do corpo, conversei e depois de tudo isso o marido me pergunta quando eu achava que nasceria. Depois de acalmar ela, vem ele ansioso e me pergunta isso&#8230; Eu respondi: -N\u00e3o sei, s\u00f3 tenho certeza de que n\u00e3o vai nascer ontem. (risos)<\/p>\n<p>Agora pouco me liga outra mo\u00e7a, contando que est\u00e1 com febre e eu disse que eu tamb\u00e9m estava. Ela disse que me liga porque eu sou a \u00fanica pessoa que a deixo calma e eu respondi: -\u00d3timo, ent\u00e3o fique calma!(risos) A vida \u00e9 simples.<\/p>\n<p><strong>Hugo: Voc\u00ea ajuda nessas experi\u00eancias que mudam a vida das pessoas, certo? Com a sua experi\u00eancia voc\u00ea ajuda outros a passarem as suas experi\u00eancias, n\u00e3o s\u00e3o teorias, s\u00e3o experi\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: Sim, e em tudo isso o que me acompanha \u00e9 uma alegria de vida. Eu falo que muito do que fa\u00e7o \u00e9 por intui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por teorias. As pessoas me dizem que preciso fazer mestrado, doutorado, escrever livros, mas eu gosto da vida, de fazer as coisas.<\/p>\n<p>N\u00e3o adianta brigar com essa quest\u00e3o do excesso de ces\u00e1reas, precisamos juntar as mulheres mais velhas que s\u00e3o m\u00e3es e s\u00e3o av\u00f3s, para serem valorizadas pois s\u00e3o elas que trouxeram essas mulheres que est\u00e3o parindo agora. Porque se n\u00e3o, as mulheres que est\u00e3o parindo agora n\u00e3o tem ra\u00edzes, n\u00e3o tem refer\u00eancia de hist\u00f3rias. Muitas vezes, aqui no consult\u00f3rio, quando as mulheres come\u00e7am a sentir medo, duvidar se s\u00e3o capazes de parir, eu sugiro conversar com as m\u00e3es e com a av\u00f3s. Muitas mulheres julgam que as m\u00e3es e av\u00f3s n\u00e3o sabem nada, desprezam, n\u00e3o reconhecem que elas sabem muito.<br \/>\nUma mulher me disse que o processo de gesta\u00e7\u00e3o era muito inteligente. N\u00e3o se trata de intelig\u00eancia, nem cabe esse termo. A palavra correta \u00e9 sagrado.<br \/>\nHoje existe uma confus\u00e3o muito grande de pap\u00e9is, uma falta de respeito muito grande entre as pessoas e das pessoas com as coisas. As vezes me pergunto que tristeza \u00e9 essa? Essa falta de preocupa\u00e7\u00e3o com o outro&#8230;<\/p>\n<p><strong>Hugo: Sim, falta de sentido, sem d\u00favida, isso faz parte de uma crise profunda, de uma falta de sentido verdadeiro na vida.<\/strong><\/p>\n<p>Vilma: e faz o que com isso?<\/p>\n<p><strong>Hugo: Acredito que justamente estamos todos tratando de encontrar a forma juntos, pela vida mesma, pela morte, pelo nascimento, por distintos lados ir encarando esses temas para ver como encontramos o sentido dentro de n\u00f3s. Acho que as perguntas de \u201cpara que vim ao mundo?\u201d, \u201cqual \u00e9 a minha miss\u00e3o?\u201d, \u201cquem sou?\u201d, \u201conde vou?\u201d&#8230;s\u00e3o muito importantes&#8230;\u00e9 necess\u00e1rio um pouco de reflex\u00e3o e tomada de consci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>E existem muitas coisas que est\u00e3o caindo porque n\u00e3o servem, vamos tomando consci\u00eancia do que j\u00e1 n\u00e3o tem jeito. Parece que vai surgindo uma nova sociedade, um novo ser humano. Por isso me parece que com a experi\u00eancia que cada um tem, precisa ir compartilhando o que sentimos que ainda serve e o que sentimos que j\u00e1 n\u00e3o serve mais. Quando algu\u00e9m descobre o sentido do nascimento de uma pessoa para ela e para a vida dos pais e do seu entorno \u00e9 muito importante, vejo que estes s\u00e3o temas que precisam ser conversados, \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Hugo: Querida Vilma, grato! Grato de cora\u00e7\u00e3o por compartilhar sua experi\u00eancia e sabedoria conosco. Os melhores desejos para voc\u00ea, sua m\u00e3e e todo o bom que voc\u00ea est\u00e1 fazendo para tantas pessoas.<\/p>\n<p>Vilma: Eu que agrade\u00e7o a conversa!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wilma-hugo.jpg\" rel=\"attachment wp-att-302911\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wilma-hugo-576x1024.jpg\" alt=\"wilma-hugo\" width=\"576\" height=\"1024\" class=\"aligncenter size-large wp-image-302911\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wilma-hugo-576x1024.jpg 576w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wilma-hugo-169x300.jpg 169w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wilma-hugo-768x1365.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/wilma-hugo.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em novembro de 2015 em S\u00e3o Paulo deu-se o encontro da enfermeira obstetra Vilma Nishi e Hugo Novotny para uma conversa sobre o sentido da vida e do nascimento. 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