{"id":286404,"date":"2016-03-04T21:03:28","date_gmt":"2016-03-04T21:03:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=286404"},"modified":"2016-03-06T20:05:54","modified_gmt":"2016-03-06T20:05:54","slug":"umberto-eco-e-influencia-islamica-no-imaginario-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/03\/umberto-eco-e-influencia-islamica-no-imaginario-europeu\/","title":{"rendered":"Umberto Eco e a influ\u00eancia isl\u00e2mica no imagin\u00e1rio europeu"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-286428 size-medium alignright\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Dante_e_islam-3-200x300.jpg\" alt=\"Dante_e_islam\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Dante_e_islam-3-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Dante_e_islam-3.jpg 399w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Al\u00e9m do nome de sua ultima e rec\u00e9m-lan\u00e7ada obra, \u201cPape Sat\u00e1n Aleppe \u2013 cr\u00f4nicas de uma sociedade l\u00edquida\u201d, o cl\u00e1ssico dantesco Divina Com\u00e9dia inspirou Umberto Eco a escrever um dos artigos mais ilustrativos desta liquefa\u00e7\u00e3o caracterizada, segundo ele, pelo colapso das ideologias, das mem\u00f3rias, individualismo e confus\u00e3o generalizada. \u201cDante e o Isl\u00e3\u201d foi publicado h\u00e1 cerca de um ano no jornal italiano L\u00b4Espresso e reproduzido por meios de comunica\u00e7\u00e3o em diferentes idiomas. Comenta o recente lan\u00e7amento do livro de mesmo nome, 20 anos ap\u00f3s a sua primeira edi\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia com o t\u00edtulo original \u201cA escatologia mu\u00e7ulmana na Divina Com\u00e9dia de Dante Alighieri\u201d. Trata-se de um estudo publicado em 1919 pelo fil\u00f3logo espanhol Miguel As\u00edn y Pal\u00e1cios, que mostra as estreitas semelhan\u00e7as entre o poema dantesco e o relato da ascens\u00e3o do profeta Maom\u00e9 ao Para\u00edso e sua jornada noturna ao Inferno.<\/p>\n<p>Escatologia \u00e9 o conjunto de cren\u00e7as religiosas sobre o que vai acontecer depois da morte. Por meio de uma an\u00e1lise comparativa, este autor demonstra que muitas das descri\u00e7\u00f5es dos cen\u00e1rios infernais aos paradis\u00edacos, al\u00e9m da arquitetura destes tr\u00eas planos pelo qual transitam as almas tanto no cristianismo como no islamismo, s\u00e3o praticamente as mesmas nas duas narrativas. Em seu artigo, Eco comenta a import\u00e2ncia do estudo e sua atualidade, estabelecendo um paralelo com contexto antiterrorismo e recomenda sua leitura \u201cainda mais relevante hoje \u2013 uma \u00e9poca em que, perturbadas pela insensatez b\u00e1rbara dos fundamentalistas isl\u00e2micos, as pessoas tendem a esquecer as rela\u00e7\u00f5es que sempre existiram entre as culturas ocidental e isl\u00e2mica\u201d.<\/p>\n<p>Esquecimento sem d\u00favida sintom\u00e1tico da sociedade l\u00edquida da qual nos fala o pensador italiano, que na verdade \u00e9 o aprofundamento do sem sentido no qual mergulhou h\u00e1 muitos s\u00e9culos, quando os triunfadores crist\u00e3os impuseram e reiteraram sua vers\u00e3o da hist\u00f3ria, baseada na degrada\u00e7\u00e3o do diferente. E o advento do racionalismo n\u00e3o fez muito mais do que legitim\u00e1-la sob a vestimenta do discurso cient\u00edfico.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim se entende a absurda desconex\u00e3o entre o pensar e o sentir explicitada por Eco. Ainda que qualquer cidad\u00e3o m\u00e9dio europeu tenha conhecimento dos fatos sobre os avan\u00e7os proporcionados pela presen\u00e7a \u00e1rabe-isl\u00e2mica no continente durante oito s\u00e9culos na Idade M\u00e9dia, num momento em que a cultura europeia era perif\u00e9rica, admitir qualquer coisa em comum com o islamismo \u00e9, literalmente, outra hist\u00f3ria. E o respeito e o di\u00e1logo intercultural que poderiam contribuir para a solu\u00e7\u00e3o dos atuais conflitos s\u00e3o substitu\u00eddos pela estranheza e a mecanicidade defensiva.<\/p>\n<p><strong>Permeabilidade intercultural na hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi com base nesta desconex\u00e3o que os intelectuais de distintos s\u00e9culos nunca sequer desconfiaram, durante os 600 anos que separam o estudo de Pal\u00e1cios da publica\u00e7\u00e3o da Divina Com\u00e9dia ,desta permeabilidade cultural isl\u00e2mica na obra, apenas recentemente aceita pelos especialistas. E estamos falando de uma das obras mais estudadas da literatura mundial!<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos exemplos desta permeabilidade em todo o per\u00edodo medieval. Citando R. A. Nicholson, o antrop\u00f3logo Campbell reitera que \u201cos conquistadores \u00e1rabes da Espanha e da Sic\u00edlia repetiram, embora em escala menor, o mesmo processo ao qual eles pr\u00f3prios foram sujeitados pela civiliza\u00e7\u00e3o helen\u00edstica da P\u00e9rsia e da S\u00edria\u201d. Ali\u00e1s, eles foram os guardi\u00f5es desse legado, depois do fechamento das escolas de filosofia pag\u00e3s em Atenas no ano 529, por ordem do imperador bizantino Justiniano. Um dos exemplos mais c\u00e9lebres \u00e9 o aristotelismo no pensamento de Averrois e Avicena.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia de As\u00edn y Pal\u00e1cios, que curiosamente era padre jesu\u00edta, foi sobretudo romper a censura crist\u00e3 e racionalista, j\u00e1 que naquele momento a intelectualidade limitava a inspira\u00e7\u00e3o dantesca a Arist\u00f3teles e S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. Segundo ele \u2013 que dedicou sua vida a estabelecer os paralelos no desenvolvimento das ordens mon\u00e1sticas do sufismo e ascetismo \u2013 muitas obras filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas consideradas crist\u00e3s no meio acad\u00eamico foram influenciadas pela m\u00edstica sufi. Em sua an\u00e1lise, Dante teria se inspirado no texto do s\u00e1bio \u00e1rabe-espanhol Ibn Arabi, que viveu entre os s\u00e9culos XII e XIII, cuja obra at\u00e9 hoje \u00e9 tida como refer\u00eancia desta corrente.<\/p>\n<p>Sua tese da influ\u00eancia escatol\u00f3gica isl\u00e2mica foi aceita ap\u00f3s uma pol\u00eamica que se estendeu at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 90, quando finalmente seu estudo foi publicado na It\u00e1lia. Antes disso, uma importante descoberta, em 1949, havia corroborado suas afirma\u00e7\u00f5es: foram encontradas duas tradu\u00e7\u00f5es, para o latim e o franc\u00eas antigo, do Livro da Escada de Maom\u00e9, ambas de 1264, \u00e0s quais Dante poderia ter lido. Contudo, para a maioria dos estudiosos o poeta italiano teria se inspirado apenas nas descri\u00e7\u00f5es c\u00eanicas e da arquitetura dos espa\u00e7os, deixando de lado quaisquer implica\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas, filos\u00f3ficas ou metaf\u00edsicas. Entre outros argumentos, baseiam-se no fato de Maom\u00e9 ter sido colocado no Inferno e na aus\u00eancia da sensualidade caracter\u00edstica de textos escatol\u00f3gicos mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n<p><strong>Dante e o amor, humano e transcendente<\/strong><\/p>\n<p>Parecem esquecer-se da persegui\u00e7\u00e3o das heresias instaurada pela Igreja Cat\u00f3lica naquele per\u00edodo. O pr\u00f3prio Dante adverte os leitores, no in\u00edcio do poema, para a \u201cdoutrina que se esconde sob o v\u00e9u dos versos estranhos\u201d (Inferno, IX, 61-63). Assim, olhos atentos podem ter encontrado sensualidade impl\u00edcita em distintos trechos do poema, como no canto que narra o encontro do poeta com sua amada Beatriz, anunciada pelo verso \u201cVeni, sponsa, de L\u00edbano\u201d, alus\u00e3o ao C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos, que \u00e9 o mais er\u00f3tico dos textos b\u00edblicos (Purgat\u00f3rio, XXX, 11).<\/p>\n<p>Deste ponto de vista, parece que acima de uma ades\u00e3o religiosa, a escolha da escatologia mu\u00e7ulmana encaixa-se plenamente no projeto de escrita anunciado por Dante na Vida Nova, de louvor \u00e0 Beatriz \u201ccomo nenhuma outra mulher havia sido louvada por um poeta\u201d que, em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 um hino ao amor, como ele pr\u00f3prio destaca diversas vezes.<\/p>\n<p>O amor como via de acesso \u00e0 experi\u00eancia m\u00edstica est\u00e1 presente em diferentes tradi\u00e7\u00f5es culturais. E o amor sensual como express\u00e3o do Sagrado \u00e9 recorrente no sufismo, com destaque para a poesia de Rumi, que viveu no s\u00e9culo XIII na P\u00e9rsia e \u00e9 o mais conhecido expoente desta corrente no Ocidente. Para o humanista italiano Salvatore Puledda, a Divina Com\u00e9dia teria sido inspirada nos escritos deste s\u00e1bio, que chegaram a ele por meio de tradu\u00e7\u00f5es trazidas pelos Templ\u00e1rios.<\/p>\n<p>Segundo o antrop\u00f3logo Mircea Eliade, antes da Idade Moderna, tanto o amor como a sexualidade eram interpretados como manifesta\u00e7\u00e3o do Sagrado, atrav\u00e9s dos quais \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar uma experi\u00eancia transcendente integral, ou seja, com o corpo e a alma. Na Idade M\u00e9dia, retomando Umberto Eco, a sensibilidade est\u00e9tica caracterizava-se justamente por uma vis\u00e3o simb\u00f3lico-aleg\u00f3rica do universo, na qual apesar do mundo parecer ca\u00f3tico \u00e9 cria\u00e7\u00e3o divina e, como tal, em tudo se manifesta uma verdade superior ligada a des\u00edgnios transcendentes.<\/p>\n<p>Toda essa multiplicidade de significados foi esquecida no Ocidente devido \u00e0 reitera\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o crist\u00e3 e racionalista da Hist\u00f3ria, que mais do que nunca precisa abrir-se novas interpreta\u00e7\u00f5es. Uma grande empreitada para a qual Eco deu uma contribui\u00e7\u00e3o fundamental, com seu original\u00edssimo legado liter\u00e1rio e intelectual pelo qual ser\u00e1 eternamente lembrado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do nome de sua ultima e rec\u00e9m-lan\u00e7ada obra, \u201cPape Sat\u00e1n Aleppe \u2013 cr\u00f4nicas de uma sociedade l\u00edquida\u201d, o cl\u00e1ssico dantesco Divina Com\u00e9dia inspirou Umberto Eco a escrever um dos artigos mais ilustrativos desta liquefa\u00e7\u00e3o caracterizada, segundo ele, pelo 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