{"id":283548,"date":"2016-02-26T20:54:24","date_gmt":"2016-02-26T20:54:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=283548"},"modified":"2016-02-26T20:54:24","modified_gmt":"2016-02-26T20:54:24","slug":"dolar-alto-crise-economica-e-xenofobia-afetam-diaspora-haitiana-no-brasil-afirma-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/02\/dolar-alto-crise-economica-e-xenofobia-afetam-diaspora-haitiana-no-brasil-afirma-pesquisador\/","title":{"rendered":"D\u00f3lar alto, crise econ\u00f4mica e xenofobia afetam di\u00e1spora haitiana no Brasil, afirma pesquisador"},"content":{"rendered":"<p>Publicado em fevereiro 22, 2016 por Rodrigo Borges Delfim<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o haitiana estava na pauta do dia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, do poder p\u00fablico e da sociedade civil. Mas conforme o fluxo pelo Estado do Acre diminuiu, o tema perdeu espa\u00e7o \u2013 fala-se, inclusive, no fechamento do abrigo aberto para recebimento de imigrantes em Rio Branco. Mas o que provoca essa redu\u00e7\u00e3o, sabendo que os fatores que levam \u00e0 migra\u00e7\u00e3o haitiana mundo afora \u2013 e n\u00e3o apenas para o Brasil \u2013 continuam presentes?<\/p>\n<p>Para o pesquisador haitiano Joseph Handerson, professor-adjunto da Universidade Federal do Amap\u00e1 e estudioso da di\u00e1spora de sua terra natal, a redu\u00e7\u00e3o da vinda de imigrantes \u2013 do Haiti e de outros pa\u00edses via Acre \u2013 se deve a uma s\u00e9rie de fatores interligados. Ele lembra que alta do d\u00f3lar, a crise na economia brasileira, as restri\u00e7\u00f5es impostas por pa\u00edses sul-americanos ao tr\u00e2nsito de migrantes e at\u00e9 os atos de xenofobia sofridos por haitianos est\u00e3o entre eles.<\/p>\n<p>Em entrevista ao MigraMundo, Handerson tamb\u00e9m considera que o momento atual, em vez de levar ao prov\u00e1vel fechamento do abrigo em Rio Branco, deveria ser aproveitado de outra forma. \u201cSeria o momento oportuno de os governos municipal, estadual e federal iniciarem em conjunto a articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas migrat\u00f3rias eficientes, tal como a constru\u00e7\u00e3o de uma Casa de Acolhida para migrantes e refugiados que chegam ou transitam pelo Acre, visto que se trata de uma regi\u00e3o fronteiri\u00e7a com Bol\u00edvia e Peru. Independente da diminui\u00e7\u00e3o atual do contingente de migrantes haitianos, sempre haver\u00e1 outros migrantes circulando pelo Estado\u201d.<\/p>\n<p><strong>MigraMundo: Falam em alta do d\u00f3lar, crise econ\u00f4mica no Brasil, restri\u00e7\u00f5es em pa\u00edses sul-americanos e at\u00e9 em um aumento da capacidade de emiss\u00e3o de vistos pela embaixada brasileira em Porto Pr\u00edncipe. Na sua opini\u00e3o, o que tem reduzido a entrada de haitianos no Brasil pelo Acre e de um modo geral?<\/strong><br \/>\nJoseph Handerson: S\u00e3o v\u00e1rios fatores em jogo. A meu ver, a redu\u00e7\u00e3o da chegada de pessoas de nacionalidades haitianas no Brasil, particularmente ao Acre e em outros Estados da regi\u00e3o amaz\u00f4nica est\u00e1 articulado tamb\u00e9m com a sa\u00edda de alguns que j\u00e1 estavam no pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o quadro atual socioecon\u00f4mico e pol\u00edtico do Brasil, particularmente a situa\u00e7\u00e3o de desemprego daqueles migrantes que j\u00e1 residem no pa\u00eds tem suscitado a ideia de retorno para o Haiti, especialmente aqueles que viviam l\u00e1 (no Haiti) numa situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica \u201cmelhor\u201d do que vivem atualmente aqui (Brasil) sem emprego. Entre estes, alguns decidiram seguir a viagem para outros pa\u00edses como Chile e a Guiana Francesa, particularmente aqueles que j\u00e1 possu\u00edam familiares e\/ou conhecidos nesses lugares.<\/p>\n<p>Se em 2010 at\u00e9 2014, estes haitianos que j\u00e1 estavam no Brasil, incentivavam aos que ficaram no Haiti, na Rep\u00fablica Dominicana ou em outros pa\u00edses a virem para o Brasil, porque do ponto de vista deles, \u201cBrezil gen lavi\u201d (no Brasil h\u00e1 vida e esperan\u00e7a), por isso, \u00e9 um pa\u00eds para \u201cCh\u00e8che lavi miy\u00f2\u201d (tentar uma vida melhor), por sua vez, em 2015 e 2016, boa parte deles passaram a desaconselhar aos familiares e conhecidos a virem para o Brasil, entre outros fatores, devido ao desemprego no pa\u00eds e pelo fato de se decepcionarem quando aqui chegaram, pelo baixo sal\u00e1rio que ganham no pa\u00eds, bem como pelas discrimina\u00e7\u00f5es raciais e pelas agress\u00f5es verbais, psicol\u00f3gicas e f\u00edsicas sofridas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no ano passado, o d\u00f3lar americano teve uma alta muito significativa no Brasil, isto \u00e9, US$ 1 por R$ 4, tal situa\u00e7\u00e3o foi prejudicial, para os migrantes enviarem remessas de dinheiro para a manuten\u00e7\u00e3o dos familiares que ficaram no Haiti, e em outros pa\u00edses, onde residiam antes de decidirem vir ao Brasil, tal como Rep\u00fablica Dominicana, Equador, etc.<\/p>\n<p>Outro fator a ser levado em considera\u00e7\u00e3o, para a redu\u00e7\u00e3o da chegada de haitianos nas fronteiras da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, especialmente pelo Acre, \u00e9 o aumento da capacidade de emiss\u00e3o de vistos para pessoas de nacionalidade haitiana atrav\u00e9s do Conv\u00eanio firmado entre a Embaixada do Brasil em Porto Pr\u00edncipe e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM). Al\u00e9m da Embaixada brasileira, essa \u00faltima institui\u00e7\u00e3o, a OIM, tamb\u00e9m passou a emitir vistos no Haiti, isso contribuiu para que os viajantes solicitem o visto para chegar pelos aeroportos brasileiros e n\u00e3o optar pela contrata\u00e7\u00e3o de agenciadores (raket\u00e8) para realizar a viagem clandestinamente, transitando por Equador e Peru ou Bol\u00edvia para chegar pela regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Al\u00e9m de tudo isso, houve a implementa\u00e7\u00e3o de medidas restritivas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de haitianos nesses referidos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Somado a tudo isso, houve a diminui\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o dos raket\u00e8 (agenciadores das viagens) no Haiti e em alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul (Equador, Peru e Bol\u00edvia), pois boa parte destes foi denunciado pelos viajantes e alguns est\u00e3o presos (no Haiti e no exterior) pelo agenciamento dessas viagens clandestinas para o Brasil. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso analisar, que o fato da imprensa nacional e internacional ter focado sobre a migra\u00e7\u00e3o haitiana no Brasil, especialmente as rotas para chegar ao Acre, isso pode ter influenciado com que os raket\u00e8 procurassem outros circuitos para agenciar viagens clandestinas, tendo em vista que o Brasil tornou-se arriscada para estes. A meu ver, \u00e9 um conjunto de fatores que levou a diminui\u00e7\u00e3o da chegada ao Brasil de pessoas de nacionalidades haitianas.<\/p>\n<div id=\"attachment_283556\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-283556\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos2.jpg\" alt=\"Em 2014, governo do Acre fechou abrigo para imigrantes em Brasileia. Outro foi aberto na capital, Rio Branco, mas ele pode sr fechado devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do fluxo migrat\u00f3rio no Estado.  Cr\u00e9dito: S\u00e9rgio Vale\/Secom (abr.\/2014)\" width=\"700\" height=\"443\" class=\"size-full wp-image-283556\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos2.jpg 700w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos2-300x190.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-283556\" class=\"wp-caption-text\">Em 2014, governo do Acre fechou abrigo para imigrantes em Brasileia. Outro foi aberto na capital, Rio Branco, mas ele pode sr fechado devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do fluxo migrat\u00f3rio no Estado.<br \/>Cr\u00e9dito: S\u00e9rgio Vale\/Secom (abr.\/2014)<\/p><\/div>\n<p><strong>O abrigo em Rio Branco que recebe os imigrantes atualmente tem pouco mais de uma dezena de pessoas. Essa situa\u00e7\u00e3o mais tranquila no abrigo pode ser considerada um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao que j\u00e1 foi visto em anos recentes ou se deve apenas os fatos que reduziram o fluxo migrat\u00f3rio?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei se pode falar em avan\u00e7o, pelo fato de ter diminu\u00eddo a quantidade de migrantes alojados no abrigo em Rio Branco. Essa diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica, quantitativamente falando referente aos migrantes est\u00e1 articulada com os fatores elencados acima. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, que no momento mais cr\u00edtico, da entrada de um grande fluxo de migrantes, o governo do Acre atuou de forma presente para atend\u00ea-los, apesar de que era preciso na \u00e9poca uma aten\u00e7\u00e3o maior em prol dos Direitos Humanos desses migrantes, tendo em vista que o n\u00famero de pessoas alojadas no abrigo era muito superior \u00e0 capacidade do mesmo.<\/p>\n<p><strong>Com a redu\u00e7\u00e3o do fluxo de imigrantes via Acre, o governo estadual cogita fechar o abrigo para imigrantes existente em Rio Branco. Qual a sua opini\u00e3o sobre essa poss\u00edvel medida?<\/strong><br \/>\nA quest\u00e3o vai al\u00e9m de fechar ou manter o abrigo provis\u00f3rio que foi pensado para atender os migrantes numa determinada situa\u00e7\u00e3o, na qual o governo precisava tomar uma decis\u00e3o urgente. Os fluxos migrat\u00f3rios no Acre (de 2010 at\u00e9 a presente data) deveriam servir como experi\u00eancias para os governos federal, estadual e municipal planejarem e elaborarem pol\u00edticas migrat\u00f3rias eficazes e permanentes. Nos anos de 2014 e 2015, ficou claro que o governo estadual do Acre n\u00e3o sabia muito bem como lidar com a chegada do contingente de migrantes haitianos e de outras nacionalidades na regi\u00e3o, a contrata\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus para transportar os haitianos at\u00e9 a cidade de S\u00e3o Paulo e para outras localidades do Brasil, como Porto Alegre, acabou causando um \u201cmal estar\u201d entre os governos, federal, estadual (Acre) e municipal (S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Desta forma, a atual diminui\u00e7\u00e3o do fluxo migrat\u00f3rio no Acre, seria o momento oportuno de os governos municipal, estadual e federal iniciarem em conjunto a articula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas migrat\u00f3rias eficientes, tal como a constru\u00e7\u00e3o de uma Casa de Acolhida para migrantes e refugiados que chegam ou transitam pelo Acre, visto que se trata de uma regi\u00e3o fronteiri\u00e7a com Bol\u00edvia e Peru, independente da diminui\u00e7\u00e3o atual do contingente de migrantes haitianos, sempre haver\u00e1 outros migrantes circulando pelo Estado.<\/p>\n<div id=\"attachment_283563\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-283563\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos3-720x405.jpg\" alt=\"Imigrantes pr\u00f3ximos \u00e0 sede da Pol\u00edcia Federal, em Epitaciol\u00e2ndia (AC). Cr\u00e9dito: Carlos Portela\/set.2014\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"size-large wp-image-283563\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos3-720x405.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos3-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos3-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos3-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos3.jpg 933w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-283563\" class=\"wp-caption-text\">Imigrantes pr\u00f3ximos \u00e0 sede da Pol\u00edcia Federal, em Epitaciol\u00e2ndia (AC).<br \/>Cr\u00e9dito: Carlos Portela\/set.2014<\/p><\/div>\n<p><strong>As press\u00f5es que levam os haitianos a migrar continuam fortes. Com isso, al\u00e9m do Brasil e destinos mais tradicionais (EUA, Canad\u00e1, Rep\u00fablica Dominicana, etc), quais outros pa\u00edses t\u00eam sido considerados pelos haitianos que migram?<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m de alguns pa\u00edses caribenhos que fazem parte dos circuitos migrat\u00f3rios haitianos h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas, como Bahamas, Jamaica, Cuba, bem como os Departamentos Ultramar Franceses (Martinica, Guadalupe, Guiana Francesa, etc), os haitianos t\u00eam ido e permanecido tamb\u00e9m, em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Central, como M\u00e9xico e Costa Rica, bem como da Am\u00e9rica do Sul, Venezuela, Chile, Argentina, Equador, etc. Como analisei na minha pesquisa de tese de doutorado, esses destinos constituem parte da geografia da mobilidade e das di\u00e1sporas haitianas, demarcando alguns lugares como centrais, por exemplo, Estados Unidos, Fran\u00e7a e Canad\u00e1, sendo aqueles considerados \u201cpeyi blan\u201d (os pa\u00edses estrangeiros industrializados e desenvolvidos economicamente, na sua grande maioria compostos por uma popula\u00e7\u00e3o branca significativa, mas n\u00e3o necessariamente) e outros como \u201cperif\u00e9ricos\u201d: Rep\u00fablica Dominicana, Panam\u00e1, Equador, Peru etc, que correspondem \u00e0s suas posi\u00e7\u00f5es dentro de hierarquias geopol\u00edticas globais e regionais.<\/p>\n<div id=\"attachment_283570\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-283570\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos4.jpg\" alt=\"O padre Onac Axenat, personagem do document\u00e1rio SP Creole, sobre a viagem de haitianos entre o Acre e S\u00e3o Paulo. Cr\u00e9dito: SP Creole\" width=\"640\" height=\"640\" class=\"size-full wp-image-283570\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos4.jpg 640w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos4-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/haitianos4-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-283570\" class=\"wp-caption-text\">O padre Onac Axenat, personagem do document\u00e1rio SP Creole, sobre a viagem de haitianos entre o Acre e S\u00e3o Paulo.<br \/>Cr\u00e9dito: SP Creole<\/p><\/div>\n<p><strong>A migra\u00e7\u00e3o haitiana tem tido menos destaque na imprensa brasileira recentemente, se comparada a outros anos. Na sua opini\u00e3o, que efeitos essa varia\u00e7\u00e3o de destaque traz sobre a comunidade haitiana, os problemas e conquistas relacionadas a ela?<\/strong><br \/>\nDe fato, h\u00e1 alguns meses, as experi\u00eancias migrat\u00f3rias haitianas (des)aparecem nas reportagens e mat\u00e9rias das m\u00eddias (televisivas, impressas e das redes sociais) brasileiras. Parece-me que h\u00e1 um duplo n\u00edvel associado a essa quest\u00e3o. A imprensa focalizava mais a chegada das pessoas de nacionalidades haitianas do que a instala\u00e7\u00e3o destes no pa\u00eds, por vezes, utilizando termos pejorativos e discriminat\u00f3rios para design\u00e1-los como \u201cinvasores\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode esquecer que por tr\u00e1s da imprensa, na maioria das vezes, h\u00e1 discursos, interesses sociais, pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos em jogo. Desta forma, o fato de ter diminu\u00eddo significativamente a chegada dos haitianos pelo Acre (por mais que continuam chegando pelos aeroportos brasileiros, mesmo que em menor propor\u00e7\u00e3o), para uma parte da imprensa e da sociedade brasileira, de modo geral, parece estar resolvido o problema da suposta \u201cinvas\u00e3o haitiana\u201d, ent\u00e3o n\u00e3o faria mais sentido a m\u00eddia focar a migra\u00e7\u00e3o haitiana.<br \/>\nEssa varia\u00e7\u00e3o pode trazer duas implica\u00e7\u00f5es, entre outras, de um lado, o fato da migra\u00e7\u00e3o haitiana ter sa\u00eddo do foco de grande parte da imprensa brasileira, isso pode ter contribu\u00eddo para diminuir os ataques xenof\u00f3bicos e racistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas de nacionalidade haitiana no pa\u00eds, tendo em vista que a pr\u00f3pria imprensa incitava (in)conscientemente, muitas vezes atrav\u00e9s de seu discurso, a discrimina\u00e7\u00e3o ao utilizar termos como invas\u00e3o. Por outro lado, essa varia\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, pode trazer s\u00e9ries problemas para a comunidade haitiana no pa\u00eds, como por exemplo, tornar invis\u00edvel: a) a situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria em que alguns vivem, b) a explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra atrav\u00e9s do trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, c) as atitudes xenof\u00f3bicas, racistas e as agress\u00f5es f\u00edsicas sofridas e vivenciadas por eles no cotidiano, tal como foi registrado o ano passado em S\u00e3o Paulo, entre outros lugares.<\/p>\n<p>Fonte: MigraMundo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em fevereiro 22, 2016 por Rodrigo Borges Delfim A migra\u00e7\u00e3o haitiana estava na pauta do dia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, do poder p\u00fablico e da sociedade civil. 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