{"id":26849,"date":"2012-12-05T01:36:02","date_gmt":"2012-12-05T01:36:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=26849"},"modified":"2012-12-05T01:36:02","modified_gmt":"2012-12-05T01:36:02","slug":"presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/","title":{"rendered":"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos metal\u00fargicos, de onde Lula saiu para o pa\u00eds. Suas lutas tornam-se refer\u00eancia para outras categorias. Neste sentido, \u00e9 interessante acompanhar a entrevista de seu atual presidente que defende que a democracia entre no ambiente do trabalho e uma pol\u00edtica industrial que conduza o capital para a produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da especula\u00e7\u00e3o desenfreada dos governos neo-liberais.<\/p>\n<p>Segue a entrevista de Rafael Marques\u00a0para\u00a0Paulo Donizetti de Souza e Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 O paulistano Rafael Marques entrou na Ford de S\u00e3o Bernardo, no ABC paulista, em dezembro de 1986, seis meses depois do afastamento da comiss\u00e3o de f\u00e1brica. O clima j\u00e1 era ruim, quando quando aconteceu, em 1990, a emblem\u00e1tica greve dos chamados golas vermelhas, nome dado aos trabalhadores do setores de Ferramentaria e de Manuten\u00e7\u00e3o, por causa do detalhe no uniforme. Para ele, foi um divisor de \u00e1guas nas rela\u00e7\u00f5es do trabalho: um exemplo de como uma empresa n\u00e3o deve proceder na negocia\u00e7\u00e3o sindical. Rafael teria sido um dos demitidos, caso a greve n\u00e3o tivesse impedido a dispensa de 80 empregados. \u00c9 funcion\u00e1rio da empresa at\u00e9 hoje. Na semana passada, assumiu a presid\u00eancia do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC, substituindo S\u00e9rgio Nobre, que vai se dedicar exclusivamente \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rio-geral da CUT. O mandato da atual diretoria vai at\u00e9 meados de 2014.<\/p>\n<div>Para Rafael, a democratiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre patr\u00f5es e empregados devem levar em conta a realidade de cada setor e passa pela representa\u00e7\u00e3o sindical nos locais de trabalho<\/div>\n<p>Na base do sindicato, a rela\u00e7\u00e3o com as empresas mudou. Para isso, a entidade considera fundamental organizar os metal\u00fargicos nos pr\u00f3prios locais de trabalho. Esse \u00e9 um dos princ\u00edpios de anteprojeto apresentado h\u00e1 pouco mais de um ano ao governo federal, com o chamado Acordo Coletivo Especial (ACE), ap\u00f3s tr\u00eas anos de debate. O assunto provocou pol\u00eamica, inclusive dentro da CUT, pois h\u00e1 quem veja na proposta um risco a direitos estabelecidos na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT).<\/p>\n<p>Rafael diz que tudo o que \u00e9 novo causa algum &#8220;sofrimento\u201d. Mas sustenta que a proposta dos metal\u00fargicos, ainda sob an\u00e1lise do Executivo, n\u00e3o retira direitos.\u00a0&#8220;Ao contr\u00e1rio, melhora a CLT&#8221;, garante o dirigente.\u00a0\u201cO que falta discutir com as outras categorias, com as centrais, \u00e9 que democracia n\u00f3s queremos no ambiente de trabalho. Queremos fazer um bom debate\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele se preocupa tamb\u00e9m em avan\u00e7os na discuss\u00e3o sobre pol\u00edtica industrial, tema que a imprensa \u201ccom foco mais financista\u201d olha a contragosto. \u201cO combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, mas n\u00e3o massacrando o emprego, tirando direitos e reduzindo renda das pessoas&#8230; Esse debate est\u00e1 vencido. Mas n\u00e3o podemos baixar a guarda.\u201d<\/p>\n<p>Com 48 anos, Rafael tem um filho do primeiro casamento e dois enteados no atual. Gosta de passar as folgas com a fam\u00edlia. \u201cSou um cara caseiro\u201d, diz. &#8220;\u00c9 legal ter um lazer com os amigos, conviver com os companheiros do sindicato, mas com o tempo ficando cada vez mais escasso, e priorizo minhas horas vagas para ficar em casa, que \u00e9 meu porto seguro.&#8221; O tempo livre \u00e9 curto, j\u00e1 que ele tamb\u00e9m ocupa a vice-presid\u00eancia estadual do PT. Quando d\u00e1, o lazer preferido \u00e9 a m\u00fasica. \u201cO primeiro disco que comprei foi do Pink Floyd (<em>Dark Side of the Moon<\/em>)\u201d, conta. Tamb\u00e9m gosta de futebol \u2013 \u00e9 corintiano. Nas f\u00e9rias de fim de ano, vai tentar ler\u00a0<em>Os Irm\u00e3os Karamazov<\/em>, de Fi\u00f3dor Dostoi\u00e9vski, que ganhou recentemente.<\/p>\n<p><strong>No seu come\u00e7o de atividade sindical, voc\u00ea participou daquela greve dos golas vermelhas. O que voc\u00ea lembra disso, e o quanto aquilo ajudou a mudar a rela\u00e7\u00e3o entre sindicatos e empresas? Aquela greve foi um conflito total.<\/strong><\/p>\n<p>O ambiente na f\u00e1brica era muito diferente do de hoje. Era um ambiente complicado, pior naquela \u00e9poca, final dos anos 1980, do que no come\u00e7o da d\u00e9cada, quando conquistamos a comiss\u00e3o de f\u00e1brica. Foram anos terr\u00edveis. A Ford voltou a ter um comportamento pr\u00e9-comiss\u00e3o. Entrei em dezembro de 1986, seis meses depois de a comiss\u00e3o ser afastada. Essa greve foi naquele ambiente de planos econ\u00f4micos,\u00a0Bresser,\u00a0Ver\u00e3o, Collor. Havia uma milit\u00e2ncia muito forte na Manuten\u00e7\u00e3o e na Ferramentaria. Quer\u00edamos fazer uma experi\u00eancia de greve estrat\u00e9gica, que j\u00e1 tinha acontecido na Volks Caminh\u00f5es. Na assembleia que decidiu ir \u00e0 greve na campanha salarial, na Ford j\u00e1 havia um entendimento de que seria naqueles setores. Quando saiu um acordo geral, a Ford havia demitido 100 empregados, o que radicalizou o movimento. A greve continuou na Ford e na Brastemp, por quest\u00f5es espec\u00edficas. Eles contavam que com as demiss\u00f5es o movimento ia enfraquecer. A resposta que eles deram foi cortar o ponto de quem n\u00e3o estava na greve. Foi o grande erro dos caras. A\u00ed fugiu ao controle. A provoca\u00e7\u00e3o da empresa foi muito mal recebida pelos empregados da f\u00e1brica que n\u00e3o estavam em greve. De 100 demitidos, regressaram 80 \u2013 inclusive, que n\u00e3o estaria aqui se n\u00e3o fosse aquela resist\u00eancia. Mas ela n\u00e3o aceitava o retorno de dois diretores de base, o Baga\u00e7o (<em>Jo\u00e3o Ferreira Passos)<\/em>\u00a0e o Z\u00e9 Preto (<em>Jos\u00e9 Arcanjo de Ara\u00fajo<\/em>). Depois, houve uma mudan\u00e7a de nomes e de conceito na Autolatina (<em>holding que uniu Ford e Volkswagen de 1987 a 1996<\/em>), no sentido de retomar um padr\u00e3o diferenciado de negocia\u00e7\u00e3o. Isso teve repercuss\u00e3o nacional, houve muito debate, escreveram sobre o que n\u00e3o deve haver numa rela\u00e7\u00e3o de trabalho. Aquela greve foi um divisor de \u00e1guas nesse processo.<\/p>\n<p><strong>A forma de resolver conflitos \u00e9 outra?<\/strong><\/p>\n<p>Mudou a qualidade e o ambiente. O ambiente do conflito \u00e9 a mesa de negocia\u00e7\u00e3o. Os interesses que divergem entre n\u00f3s a gente tenta resolver numa mesa de negocia\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m atribuo isso\u00a0ao fato de termos um governo de centro-esquerda, que tamb\u00e9m ajuda num processo de maior estabilidade entre o sindicatos e empresas. As greves n\u00e3o cessaram, mas ganharam outros contornos. Houve amadurecimento das partes. E h\u00e1 o desafio de aperfei\u00e7oar o trabalho de base, para dar conta dessa mudan\u00e7a de ambiente, da greve para a mesa de negocia\u00e7\u00e3o. Mas a greve continua sendo um instrumento importante. Nesta campanha salarial teve greve.<\/p>\n<p><strong>Tem a quest\u00e3o econ\u00f4mica, tamb\u00e9m. Com algumas oscila\u00e7\u00f5es, estes \u00faltimos anos foram de crescimento. Os dois \u00faltimos j\u00e1 foram anos n\u00e3o t\u00e3o bons. Como voc\u00eas enxergam daqui para a frente, com a perspectiva de a economia n\u00e3o crescer tanto?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s pegamos dois momentos dif\u00edceis: 2009, rebatimento da crise internacional, e este ano. Mas nas campanhas salariais n\u00e3o tivemos tanto efeito. Este ano j\u00e1 foi mais dif\u00edcil, com muita dificuldade no primeiro semestre. Por\u00e9m, agosto foi o melhor m\u00eas da ind\u00fastria automobil\u00edstica no Brasil. Tivemos o benef\u00edcio da interven\u00e7\u00e3o do governo brasileiro, l\u00f3gico, provocada por n\u00f3s para n\u00e3o deixar que a crise afetasse ainda mais os trabalhadores. Este ano, apesar das dificuldades, fechamos a campanha salarial num \u00edndice muito bom, com 2,5% de aumento real. Como agosto foi muito bom, isso influenciou setembro. Se n\u00e3o houvesse as interven\u00e7\u00f5es que ocorreram em 2009 e este ano, n\u00e3o ter\u00edamos os mesmos resultados e o desemprego seria maior.<\/p>\n<p><strong>Esse modelo de medidas emergenciais, como redu\u00e7\u00e3o pontual de imposto e as desonera\u00e7\u00f5es da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha de pagamento, n\u00e3o tem um certo limite? N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio discutir mudan\u00e7as mais profundas, estruturais?<\/strong><\/p>\n<p>O governo tem feito uma gest\u00e3o macroecon\u00f4mica, como o ministro Guido Mantega diz, &#8220;desentoxicando&#8221; determinadas pr\u00e1ticas e conceitos. Operadores que est\u00e3o na economia est\u00e3o intoxicados por c\u00e2mbio muito elevado, taxas de juros altas. Isso faz com que empresas ganhem mais dinheiro na especula\u00e7\u00e3o do que na produ\u00e7\u00e3o. Acho que as medidas, tanto no c\u00e2mbio como na taxa de juros, isso provoca um novo ambiente para um novo ciclo de investimento. O Brasil cresceu muito baseado no mercado interno, que foi garantidor de conquistas que tivemos na \u00faltima d\u00e9cada. Acho que o ciclo agora ser\u00e1 de grandes investimentos privados, na ind\u00fastria, diretamente na produ\u00e7\u00e3o, infraestrutura, nas parcerias p\u00fablico-privadas. Acho que esse ciclo est\u00e1 se iniciando. Dentro do Plano Brasil Maior, com o regime automotivo e outros que v\u00e3o surgir. Com nacionaliza\u00e7\u00e3o, pesquisa em tecnologia. Esse regime tenta tamb\u00e9m trazer processos decis\u00f3rios para o Brasil. Isso tende a ser um novo horizonte para o mercado de trabalho brasileiro, e a\u00ed a educa\u00e7\u00e3o profissional ter\u00e1 um papel fundamental. Acho que esse modelo novo nos trar\u00e1 v\u00e1rios benef\u00edcios. Estamos nos preparando para isso. No sindicato estamos discutindo um novo modelo de educa\u00e7\u00e3o profissional, estudando um modelo\u00a0experimental\u00a0para a regi\u00e3o do ABC, com gest\u00e3o compartilhada, incluindo Senai, Instituto Federal, Universidade Federal do ABC, empres\u00e1rios, governos municipais. Esse processo pode nascer de um\u00a0<em>boom<\/em>\u00a0de investimento e de pesquisa e tecnologia. Nesse novo ambiente, quem quiser ganhar dinheiro vai ter de ganhar produzindo ou indo para o mercado acion\u00e1rio, n\u00e3o indo para o mercado financeiro.<\/p>\n<p><strong>O governo tem ouvido o movimento sindical? Houve alguma reclama\u00e7\u00e3o das centrais na \u00e9poca do lan\u00e7amento do Plano Brasil Maior&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com o governo \u00e9 satisfat\u00f3ria. Lembro que na greve da Ford, a de 1999, quando a empresa demitiu 2.800 trabalhadores, tentamos uma audi\u00eancia com Fernando Henrique Cardoso. Fomos recebidos pelo Ant\u00f4nio Carlos Magalh\u00e3es, que era o presidente do Senado. O m\u00e1ximo que conseguimos foi uma notinha do porta-voz, de rodap\u00e9, desejando que consegu\u00edssemos alguma sa\u00edda. Mesmo h\u00e1 pouco, o Jos\u00e9 Serra, quando governador, n\u00e3o recebia os sindicatos. Queremos estreitar o nosso ambiente de tratar com o governo temas que s\u00e3o importantes para os trabalhadores. Transformamos essa quest\u00e3o da pol\u00edtica industrial uma coisa muito maior do que ela seria. Lembro que em setores da m\u00eddia, principalmente essa com foco mais financista, a rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi boa. Hoje \u00e9 dif\u00edcil voc\u00ea ver algu\u00e9m falando contra esse tema da ind\u00fastria. Vencemos, inclusive, uma vis\u00e3o geral de que a ind\u00fastria era um tema menos importante. Grande parte do que est\u00e1 contido no programa nasceu no sindicato, na central, nesses movimentos.<\/p>\n<p><strong>Alguns analistas e colunistas econ\u00f4micos atribuem parte da queda do crescimento \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do spread banc\u00e1rio&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 o vi\u00e9s financista, n\u00e3o \u00e9? A tese \u00e9 se o banco se enfraquece, voc\u00ea tira recursos da economia real. A gente assiste isso todo santo dia, mais agora, em \u00e9poca de 13\u00ba, as empresas n\u00e3o conseguem financiamento. \u00c9 porque n\u00e3o tem dinheiro? N\u00e3o. O banco seleciona carteira, fica mais r\u00edgido com determinados n\u00fameros de clientes. O banco sempre quer o cliente mais seguro. Os bancos est\u00e3o aumentando os pre\u00e7os dos encargos, as taxas. Quando falo em desintoxica\u00e7\u00e3o da economia, \u00e9 exatamente isso. Podem ganhar dinheiro com a produ\u00e7\u00e3o, mas perderam o h\u00e1bito. O sistema banc\u00e1rio n\u00e3o pode ser isso. A Caixa e o Banco do Brasil cresceram em faturamento, porque come\u00e7aram a irrigar. Aquilo que o banco privado n\u00e3o fez, os estatais come\u00e7aram a fazer. Esse tipo de afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 exatamente daqueles que n\u00e3o acreditam que o Brasil pode andar com as pernas pr\u00f3prias, que pode priorizar a produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 um est\u00e1gio que a gente tem de vencer. Se a gente baixar a guarda, essa tese volta. O combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, mas o combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o massacrando o emprego, tirando direito das pessoas e reduzindo renda das pessoas&#8230; Esse debate est\u00e1 vencido. S\u00f3 n\u00e3o podemos baixar a guarda.<\/p>\n<p><strong>Por falar em direitos, o Sindicato dos Metal\u00fargicos apresentou um projeto que est\u00e1 causando discuss\u00e3o inclusive dentro da CUT, que \u00e9 o do Acordo Coletivo Especial (ACE). Como \u00e9 que voc\u00eas est\u00e3o fazendo essa discuss\u00e3o, voc\u00ea acha que est\u00e1 havendo um falso debate sobre essa quest\u00e3o de retirada ou n\u00e3o de direitos?<\/strong><\/p>\n<p>Tudo o que voc\u00ea prop\u00f5e de novo causa um certo sofrimento. Quem prop\u00f5e tem de trabalhar quadruplicado para expor o que significa aquilo, e quem n\u00e3o gosta tem resist\u00eancia. Acho que estamos num per\u00edodo de iniciar um bom debate nacional. O F\u00f3rum Nacional do Trabalho, no come\u00e7o do governo Lula, foi um palco importante de debates, que acabou culminando na legaliza\u00e7\u00e3o das centrais sindicais. Foi muito importante, mas ficou nisso. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na categoria que a negocia\u00e7\u00e3o est\u00e1 mudando de patamar. \u00c9 generalizado. H\u00e1 um novo entendimento, em v\u00e1rios setores isso j\u00e1 \u00e9 uma realidade, e todo mundo precisa, para aperfei\u00e7oar seu modelo de negocia\u00e7\u00e3o, de organiza\u00e7\u00e3o no local de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Nem todos os setores t\u00eam.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em 20 anos aqui, conseguimos ter 13 comiss\u00f5es de f\u00e1brica, que depende de negocia\u00e7\u00e3o com a empresa, que at\u00e9 apita no estatuto. No nosso modelo, quem decide se tal empresa vai ter uma organiza\u00e7\u00e3o no local de trabalho \u00e9 o sindicato, n\u00e3o \u00e9 a empresa. O estatuto dessa representa\u00e7\u00e3o \u00e9 o do sindicato. O que falta discutir com as outras categorias, com as centrais, \u00e9 que democracia n\u00f3s queremos no ambiente de trabalho. Se o patr\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 na empresa, o sindicato est\u00e1 na sede, as chefias fazem o que patr\u00e3o determina, sem um representante ali para defender o interesse dos empregados. Estamos avan\u00e7ando no Brasil do ponto de vista democr\u00e1tico. Participa\u00e7\u00e3o popular, confer\u00eancias no pa\u00eds sobre v\u00e1rios temas para compor a pol\u00edtica p\u00fablica. Isso \u00e9 democracia. Mas tamb\u00e9m no setor privado temos de aumentar a participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fazer elei\u00e7\u00e3o de dois em dois anos. Precisa ter democracia no ambiente de trabalho, e para isso o sindicato \u00e9 fundamental. Esse debate tem a ver com o aprofundamento da democracia no Brasil, e a nosso ver a organiza\u00e7\u00e3o no local de trabalho \u00e9 uma bela ferramenta em favor dos trabalhadores. A base do nosso projeto \u00e9 essa. Evidentemente que, baseado no que aconteceu no FNT, al\u00e9m de ter algumas diverg\u00eancias conceituais entre as centrais, muito mais conservadoras foram as entidades patronais. Ali sim est\u00e1 o auge do conservadorismo, gente que h\u00e1 40 anos \u00e9 dirigente patronal. O projeto tamb\u00e9m olha o equil\u00edbrio entre organiza\u00e7\u00e3o no local de trabalho, que prospere a democracia, mas tamb\u00e9m n\u00e3o coloque os empres\u00e1rios numa contraofensiva. A base do equil\u00edbrio \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o. Aqui no ABC a gente avan\u00e7a em conquista, em direitos. A resist\u00eancia \u00e9 um pouco do conservadorismo, que \u00e9 natural quando voc\u00ea se tem um projeto novo. Tem de ter muito debate, muita conversa, tirar do processo o que \u00e9 especula\u00e7\u00e3o. Estou convicto, o que a gente produziu vai contribuir muito para o modelo sindical no Brasil. E estamos dispostos a fazer um bom debate a esse respeito. \u00c9 um projeto que tamb\u00e9m amplia a qualidade e a penetra\u00e7\u00e3o na base.<\/p>\n<div>Nossa proposta de Acordo Coletivo Especial \u00e9 por ades\u00e3o, n\u00e3o por imposi\u00e7\u00e3o. E uma empresa que tem pr\u00e1tica antissindical n\u00e3o pode fazer jus a esse tipo de negocia\u00e7\u00e3o. Quem usa interdito proibit\u00f3rio n\u00e3o pode fazer esse acordo<\/div>\n<p><strong>O do ABC \u00e9 um sindicato que j\u00e1 aprimorou, desde os anos 1970, esse processo de negocia\u00e7\u00e3o. Exercitou isso. D\u00e1 para exportar esse processo para outras realidades?<\/strong><\/p>\n<p>Mas isso j\u00e1 existe, n\u00e3o \u00e9? Os qu\u00edmicos t\u00eam um processo de negocia\u00e7\u00e3o intenso, n\u00e3o o vejo como t\u00e3o diferente do nosso. Os banc\u00e1rios t\u00eam uma negocia\u00e7\u00e3o nacional articulada, avan\u00e7aram muito. O que estamos propondo n\u00e3o \u00e9 uma coisa exclusiva do ABC. Pegamos nossa experi\u00eancia, mas ela conversa com muitas outras experi\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 exagero dizer que o projeto representa amea\u00e7a a direitos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se tratar de permitir que o negociado prevale\u00e7a sobre o legislado. Pelo contr\u00e1rio, o artigo 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o (<em>que trata dos direitos sociais dos trabalhadores urbanos e rurais<\/em>) est\u00e1 totalmente preservado. O que acontece com a CLT? Para reduzir jornada de trabalho aqui na categoria, a gente negocia a hora de almo\u00e7o para compensar as horas aos s\u00e1bados, porque as empresas que trabalham em escalas de revezamento trabalham em s\u00e1bados. Ent\u00e3o, a gente faz um acordo que reduz o hor\u00e1rio de refei\u00e7\u00e3o e libera o trabalhador um s\u00e1bado sim, um s\u00e1bado n\u00e3o. Isso reduz os dias de trabalho da pessoa. Esses acordos s\u00e3o aprovados com 100% de ades\u00e3o dos empregados. Ali\u00e1s, a reivindica\u00e7\u00e3o vem deles, para ter o s\u00e1bado livre. A gente faz essa negocia\u00e7\u00e3o, a empresa tem de investir no restaurante, a\u00ed chega o fiscal e diz que essa negocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser feita, porque tem de ser uma hora de refei\u00e7\u00e3o. Como \u00e9 que um acordo que tem 100% de ades\u00e3o dos empregados, concord\u00e2ncia do sindicato e da empresa, \u00e9 aprovado em assembleia, pode ser invalidado por um fiscal do trabalho? N\u00e3o concordo com isso, de jeito nenhum. Isso n\u00e3o tem o menor sentido. N\u00f3s negociamos PLR (<em>participa\u00e7\u00e3o nos lucros ou resultados<\/em>), e em alguns casos os trabalhadores pediam tr\u00eas parcelas, e n\u00e3o duas, como est\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o. A\u00ed vem o fiscal e diz que s\u00f3 pode ser duas. Fizemos dois anos acordos desse jeito e tivemos de parar, porque o fiscal do Trabalho considera irregular. Mas se \u00e9 um desejo dos empregados, como \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o d\u00e1 direito de essa negocia\u00e7\u00e3o acontecer? \u00c9 nesse patamar, em que voc\u00ea pode fazer diferente do que a CLT prev\u00ea, mas fazer melhor. Ent\u00e3o, o projeto d\u00e1 conta disso. Para ter legitimidade nesse processo, quais s\u00e3o as regras? Primeiro, o escrut\u00ednio tem de ser secreto e acompanhado. A proposta, para ser validada, tem de ter 60% de aprova\u00e7\u00e3o. Isso, na verdade, \u00e9 uma forma de fazer para que n\u00e3o sejam retirados direitos. Agora, evidentemente que isso cria um certa confus\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 retirando direitos, \u00e9 fazer diferente para melhor, e quem decide isso \u00e9 o empregado envolvido e seus representantes. E o acordo coletivo especial \u00e9 por ades\u00e3o. Uma empresa que tem pr\u00e1tica antissindical n\u00e3o pode fazer jus a esse tipo de negocia\u00e7\u00e3o. Quem usa interdito proibit\u00f3rio n\u00e3o pode fazer esse acordo.<\/p>\n<p><strong>O que prejudicou o acordo sobre isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda na PLR, que vem desde maio, quando houve uma sinaliza\u00e7\u00e3o positiva do governo?<\/strong><\/p>\n<p>O sinal positivo continua. O sinal continua dado para n\u00f3s que haver\u00e1 uma nova tabela. Est\u00e3o prometendo para este ano ainda. Temos informa\u00e7\u00e3o de sinal verde da Dilma ao ministro Mantega para formular uma proposta e nos apresentar. O retardamento dessa quest\u00e3o, e tamb\u00e9m do fator previdenci\u00e1rio, \u00e9 que existem efeitos da crise internacional no Brasil. A previs\u00e3o para o PIB era de crescer 4%. No Brasil, a crise se traduz em menor arrecada\u00e7\u00e3o do Estado, menor crescimento. Ainda tem um mercado de trabalho forte no Brasil, claro que agora est\u00e1 menor&#8230; Acho que essa \u00e9 maior investida do governo, para n\u00e3o deixar o mercado de trabalho ser atingido pela crise. H\u00e1 outras quest\u00f5es. O pr\u00f3prio Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) est\u00e1 num ritmo menor. Atribuo a isso alguns compromissos que n\u00e3o foram celebrados conosco. Temos de aprimorar nossa interlocu\u00e7\u00e3o com o governo e com a Previd\u00eancia. A proposta 85\/95 pode ser uma proposta de transi\u00e7\u00e3o interessante, sem estabelecer idade m\u00ednima. \u00c9 melhor do que est\u00e1 acontecendo no resto do mundo. Agora, na Previd\u00eancia voc\u00ea nunca vai ter uma lei que dure 50 anos. O pr\u00f3prio STF, que agora \u00e9 t\u00e3o falado, foi quem acabou com a tese do direito adquirido.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 um dirigente partid\u00e1rio e, ao mesmo tempo, de um dos mais importantes sindicatos do pa\u00eds. De que forma os trabalhadores que voc\u00ea representa podem se sentir seguros de que seu lado dirigente partid\u00e1rio n\u00e3o vai se sobrepor ao lado sindicalista?<\/strong><\/p>\n<p>Eu tinha duas op\u00e7\u00f5es, que estavam sendo apresentadas: presidir o PT no estado e presidir o sindicato. Optei pelo sindicato. A minha op\u00e7\u00e3o \u00e9 a prova de que n\u00e3o vou colocar as quest\u00f5es partid\u00e1rias \u00e0 frente da categoria. Muita gente estava propondo isso (<em>disputar a presid\u00eancia estadual<\/em>), mas eu optei pelo sindicato porque \u00e9 onde eu surgi. O PT tem uma contribui\u00e7\u00e3o importante para a hist\u00f3ria do Brasil, assim como este sindicato tem. Fiz uma op\u00e7\u00e3o baseada na minha trajet\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos metal\u00fargicos, de onde Lula saiu para o pa\u00eds. Suas lutas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":823,"featured_media":26854,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,118,159],"tags":[],"class_list":["post-26849","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-economia-pt-pt","category-entrevista-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"http:\/\/facebook.com\/paulogenovese\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2012-12-05T01:36:02+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"268\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Paulo Genovese\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PauloGenovese\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Paulo Genovese\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"18 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\"},\"author\":{\"name\":\"Paulo Genovese\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/13329ac0aa553fef9bedd73ebc643c7c\"},\"headline\":\"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho\",\"datePublished\":\"2012-12-05T01:36:02+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\"},\"wordCount\":3534,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg\",\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Economia\",\"Entrevista\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\",\"name\":\"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg\",\"datePublished\":\"2012-12-05T01:36:02+00:00\",\"description\":\"No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg\",\"width\":\"400\",\"height\":\"268\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/13329ac0aa553fef9bedd73ebc643c7c\",\"name\":\"Paulo Genovese\",\"description\":\"Pressenza editor in Portuguese. Member of the Humanist Movement and the Centre of Studies of the Park of Study and Reflection, Caucaia, Brazil\",\"sameAs\":[\"http:\/\/facebook.com\/paulogenovese\",\"https:\/\/x.com\/PauloGenovese\"],\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/paulo-genovese\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho","description":"No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho","og_description":"No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_author":"http:\/\/facebook.com\/paulogenovese","article_published_time":"2012-12-05T01:36:02+00:00","og_image":[{"width":400,"height":268,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Paulo Genovese","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PauloGenovese","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Paulo Genovese","Tempo estimado de leitura":"18 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/"},"author":{"name":"Paulo Genovese","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/13329ac0aa553fef9bedd73ebc643c7c"},"headline":"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho","datePublished":"2012-12-05T01:36:02+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/"},"wordCount":3534,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg","articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Economia","Entrevista"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/","name":"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg","datePublished":"2012-12-05T01:36:02+00:00","description":"No Brasil, a regi\u00e3o do ABC, na grande S\u00e3o Paulo \u00e9 um grande centro de luta sindical desde a d\u00e9cada de 70. Um dos mais tradicionais sindicatos \u00e9 o dos","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/rafael-marques.jpg","width":"400","height":"268"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2012\/12\/presidente-de-sindicado-dos-metalurgicos-do-abc-defende-democracia-no-trabalho\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Presidente de sindicado dos metal\u00fargicos do ABC defende democracia no trabalho"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/13329ac0aa553fef9bedd73ebc643c7c","name":"Paulo Genovese","description":"Pressenza editor in Portuguese. Member of the Humanist Movement and the Centre of Studies of the Park of Study and Reflection, Caucaia, Brazil","sameAs":["http:\/\/facebook.com\/paulogenovese","https:\/\/x.com\/PauloGenovese"],"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/paulo-genovese\/"}]}},"place":"","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/823"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26849"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26849\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}