{"id":266119,"date":"2016-01-12T12:08:17","date_gmt":"2016-01-12T12:08:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=266119"},"modified":"2016-01-12T12:09:21","modified_gmt":"2016-01-12T12:09:21","slug":"a-venezuela-a-beira-da-tormenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2016\/01\/a-venezuela-a-beira-da-tormenta\/","title":{"rendered":"A Venezuela \u00e0 beira da tormenta"},"content":{"rendered":"<p>Poder popular avan\u00e7ou, mas n\u00e3o enfrentou burocracia e depend\u00eancia do petr\u00f3leo. Oligarquia conquistou Legislativo e quer revanche. Qual o futuro do pa\u00eds de Bol\u00edvar e Ch\u00e1vez?<\/p>\n<p>Por Luiz Arnaldo Campos<\/p>\n<p>Em Santa Elena de Uair\u00e9n , cidade venezuelana fronteiri\u00e7a com a brasileira Pacaraima, no estado de Roraima, \u00e9 poss\u00edvel fazer cambio negro abertamente. Em m\u00e9dia um real vale 150 bol\u00edvares e um d\u00f3lar entre 700 a 800 bol\u00edvares. Como a c\u00e9dula venezuelana de maior valor \u00e9 a de 100 bol\u00edvares o resultado s\u00e3o pacotes de notas a serem transportados por quem compra o dinheiro venezuelano. Se esta \u00e9 uma cena emblem\u00e1tica da crise econ\u00f4mica atravessada pela Rep\u00fablica Bolivariana a outra, sem d\u00favida ,s\u00e3o as filas de gente pobre nas primeiras horas da manh\u00e3 , esperando para comprar g\u00eaneros e artigos de primeira necessidade com pre\u00e7o subsidiado.<\/p>\n<p>Em Caracas, num supermercado privado, um cartaz informa a quantidade de produtos \u201csens\u00edveis\u201d (entre eles farinha, leite in natura, arroz, azeite, papel higi\u00eanico etc\u2026) que podem ser comprados semanalmente por cada consumidor mediante a apresenta\u00e7\u00e3o da carteira de identidade no caixa.<\/p>\n<p>Como uma esp\u00e9cie de rod\u00edzio, na segunda feira podem comprar os produtos racionados os portadores de carteiras terminadas no n\u00famero 1e 2 e assim sucessivamente pelos dias da semana. O quadro se completa com os reclamos da infla\u00e7\u00e3o galopante e da cria\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de sobreviv\u00eancia atrav\u00e9s da especula\u00e7\u00e3o. Muita gente desempregada na fila dos armaz\u00e9ns estatais vai comprar a pre\u00e7o baixo produtos que logo estar\u00e1 vendendo no mercado negro com os pre\u00e7os majorados em mais de 100%.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica est\u00e1 instalada na Venezuela e o presidente Maduro at\u00e9 agora n\u00e3o conseguiu convencer a maioria do povo trabalhador da culpa da grande burguesia comparadora por este desastre. Para o senso comum \u00e9 incompreens\u00edvel que um governo que controla a compra e venda de d\u00f3lares e dirige plenamente a PDVSA (a companhia estatal de petr\u00f3leo) respons\u00e1vel por mais de 90% das receitas econ\u00f4micas do pa\u00eds n\u00e3o seja responsabilizado pela carestia e a piora das condi\u00e7\u00f5es de vida da maior parte da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Claro que tudo \u00e9 mais complexo. Grandes importadoras compram d\u00f3lar barato no cambio oficial sob a desculpa de importar alimentos e desviam parte do dinheiro para o cambio negro onde obt\u00e9m lucros espetaculares e a desapari\u00e7\u00e3o de produtos das prateleiras- como o sumi\u00e7o dos refrigerantes na \u00e9poca natalina- parece claramente uma manobra de grandes distribuidoras para indispor a popula\u00e7\u00e3o contra o governo. Por\u00e9m, por debaixo das apar\u00eancias se esconde o fato inconteste: o pa\u00eds est\u00e1 sem divisas e com o petr\u00f3leo a quarenta d\u00f3lares o barril n\u00e3o existe muita perspectiva para recomp\u00f4-las. At\u00e9 mesmo setores do chavismo admitem que a corrup\u00e7\u00e3o na m\u00e1quina governamental responde pela desapari\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de d\u00f3lares que afetaram a reserva nacional, por\u00e9m para al\u00e9m dos chamamentos a retifica\u00e7\u00f5es devidas no processo revolucion\u00e1rio fica a pergunta: existe uma sa\u00edda poss\u00edvel e imediata para a crise econ\u00f4mica?<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o martela todos os dias que com o chavismo no poder a situa\u00e7\u00e3o vai transitar do ruim para o pior e nisto aposta suas fichas, muita embora esteja dividida entre aqueles que querem fazer o chavismo sangrar e decorridos tr\u00eas anos (metade) do governo Maduro tentar reunir as assinaturas de cidad\u00e3os suficientes para convocar o revocat\u00f3rio (uma elei\u00e7\u00e3o prevista pela Constitui\u00e7\u00e3o Bolivariana, onde a popula\u00e7\u00e3o pode revogar o mandato do presidente e convocar novas elei\u00e7\u00f5es) e outros setores que entrincheirados na Assembleia Nacional buscam choques frontais com a presid\u00eancia.<\/p>\n<p>O governo por sua vez s\u00f3 aponta para alternativas de m\u00e9dio e longo prazo, como um maior controle da moeda, combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de uma base produtiva mais ampla do que a extra\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo. Parece pouco, at\u00e9 mesmo porque como optou por n\u00e3o reduzir os investimentos sociais \u2013 a Miss\u00e3o Vivenda acabou de entregar sua milion\u00e9sima casa de no m\u00ednimo 82 metros quadrados e completamente mobiliada, o metr\u00f4 de Caracas continua com sua passagem custando incr\u00edveis quatro bol\u00edvares (para efeito de compara\u00e7\u00e3o um cafezinho custa cinquenta bol\u00edvares) e modernos \u00f4nibus chineses, confort\u00e1veis, com ar condicionado e pre\u00e7o subsidiado, se incorporaram a paisagem urbana de todas as cidades- a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 tr\u00e9guas. Como n\u00e3o tem recursos para sustentar os gastos sociais o governo imprime dinheiro e com isso a infla\u00e7\u00e3o dispara.<\/p>\n<p>No fundo a quest\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica. No Chile de Allende, mesmo com o desabastecimento bem mais cruel do que o vivido pelos venezuelanos, a Unidade Popular venceu as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es parlamentares que disputou aumentando sua presen\u00e7a no Parlamento, fato decisivo para a direita optar pelo golpe. Na Venezuela, o resultado do \u00faltimo pleito foi muito duro para os bolivarianos. A oposi\u00e7\u00e3o elegeu 2\/3 das cadeiras e conquistou maioria absoluta. Por\u00e9m, estes dados precisam ser esmiu\u00e7ados. Na pr\u00e1tica, a direita ampliou em apenas 300 mil votos a sua vota\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Na absten\u00e7\u00e3o e no voto nulo- visto como o chamado voto de castigo de chavistas desiludidos ou apreensivos- construiu sua maioria acachapante. A batalha pelos cora\u00e7\u00f5es e mentes dos venezuelanos est\u00e1 a pleno vapor.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 05 de janeiro, com a posse dos deputados eleitos foi dada a largada da etapa atual. Nem mesmo tinham esquentado suas cadeiras, a Mesa Diretora da Assembl\u00e9ia Nacional ordenou a retirada do pr\u00e9dio dos retratos de Ch\u00e1vez e dos quadros de Bol\u00edvar feitos durante o per\u00edodo chavista, empossou tr\u00eas deputados do estado de Amazonas, cuja elei\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob judice pelo Tribunal Superior Eleitoral e apresentou o projeto de uma Lei de anistia com o objetivo de libertar os opositores presos acusados de incita\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o em atos violentos destinados a questionar a vit\u00f3ria de Maduro quando se elegeu presidente do pa\u00eds . O contra-ataque veio r\u00e1pido. Maduro solicitou a Justi\u00e7a a n\u00e3o valida\u00e7\u00e3o dos atos da Assembleia, por causa da incorpora\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas deputados questionados judicialmente , as For\u00e7as Armadas realizaram atos de desagravo \u00e1 figura de Bol\u00edvar e o ex-presidente da Assembl\u00e9ia Nacional, Diosdado Cabello aventou a possibilidade de mesmo que seja aprovada a chamada lei de anistia n\u00e3o seja cumprida.<\/p>\n<p>Na televis\u00e3o, Maduro, convocou o povo chavista a ir buscar aqueles que ficaram em casa nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es e chamou para este m\u00eas de janeiro a realiza\u00e7\u00e3o de um Congresso da P\u00e1tria destinado a retificar o processo revolucion\u00e1rio, ouvindo todas as vozes de todos os lutadores sociais. E nisto parece residir o x da quest\u00e3o. Nenhum pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina onde se elegeram presidentes na onda antineoliberal avan\u00e7ou tanto no empoderamento popular quanto a Venezuela. A instala\u00e7\u00e3o do poder comunal em diversas administra\u00e7\u00f5es locais, r\u00e1dios e tvs comunit\u00e1rias, c\u00edrculos bolivarianos, centenas de iniciativas de forma\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o foram estimuladas e desenvolvidas em dezessete anos de Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o poucas as cr\u00edticas ao verticalismo do Partido Socialista Unificado da Venezuela (criado por Chavez para unificar e institucionalizar a a\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria ) , ao mandonismo e a demoniza\u00e7\u00e3o de cr\u00edticos no interior do partido. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que retifica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma palavra que surge em todas as bocas. Da profundidade deste processo renovador, de sua capacidade de combater a corrup\u00e7\u00e3o interna e corrigir a autossufici\u00eancia do governo (que continua a cometer erros graves no terreno da luta pol\u00edtica, como demonstram os enormes murais exaltando a Venezuela Potencia! por cima das longa filas por alimentos) e principalmente de sua capacidade de animar e mobilizar o povo chavista \u2013 ainda saudoso do seu Comandante- a sair \u00e0s ruas para convencer a maior parte da popula\u00e7\u00e3o de que os problemas econ\u00f4micos possuem uma raiz pol\u00edtica e que podem ser superados no interior da via democr\u00e1tica e popular reside a possibilidade do governo ganhar um folego para seguir adiante travando a batalha.<\/p>\n<p>No entanto a grande quest\u00e3o e em \u00faltima instancia a decisiva \u00e9 a do horizonte da revolu\u00e7\u00e3o. Dezessete anos depois da primeira elei\u00e7\u00e3o de Ch\u00e1vez, a revolu\u00e7\u00e3o bolivariana precisa ser relan\u00e7ada, necessita de um programa que atualize seus objetivos, apresente claramente como ser\u00e1 alcan\u00e7ada a diversidade produtiva, libertando o pa\u00eds da depend\u00eancia absoluta do petr\u00f3leo e como a reforma agr\u00e1ria ser\u00e1 capaz de alcan\u00e7ar a t\u00e3o sonhada soberania alimentar. Estes dois objetivos foram apontados por Ch\u00e1vez ao definir o Socialismo do s\u00e9culo XXI como o porto de chegada da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana. A partir da\u00ed foram realizadas estatiza\u00e7\u00f5es, se investiu em infra-estrutura e foi lan\u00e7ada uma reforma agr\u00e1ria que enfrentou grande resist\u00eancia dos latifundi\u00e1rios tendo at\u00e9 agora custado a vida de duzentos camponeses , segundo dados oficiais. Nas cidades e nas estradas abundam pain\u00e9is exaltando a \u201cconstru\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria socialista\u201d e nas lojas e supermercados produtos fabricados por empresas estatais trazem um selo com os dizeres \u201c feito no socialismo\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de todo esfor\u00e7o, a Venezuela continua escrava do petr\u00f3leo, n\u00e3o consegue produzir alimentos suficientes para alimentar seu povo e o socialismo \u00e9 uma vaga e difusa ideia a espera de sua concretiza\u00e7\u00e3o. Apresentar um programa que seja capaz de mostrar par a popula\u00e7\u00e3o como os objetivos estrat\u00e9gicos ser\u00e3o alcan\u00e7ados, o caminho a ser percorrido, as dificuldades que ser\u00e3o encontradas e portanto prepare o povo para os inevit\u00e1veis enfrentamentos parece ser uma necessidade inadi\u00e1vel.<\/p>\n<p>De agora em diante os desdobramentos da conjuntura pol\u00edtica da Venezuela ter\u00e3o que ser acompanhados diariamente por todos aqueles que reconhecem, valoram e se solidarizam com um processo que em muito ajudou colocar a luta dos povos latino-americanos num patamar superior. Ainda que o Alto Comando da For\u00e7a Armada Nacional Bolivariana tenha dados provas de coes\u00e3o e fidelidade ao ide\u00e1rio chavista setores da direita venezuelana possuem um DNA golpista e sonham com uma interven\u00e7\u00e3o imperialista. A disputa entre os poderes executivo e legislativo assume agora o centro da luta pol\u00edtica. A sorte est\u00e1 lan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Fonte: Reda\u00e7\u00e3o Outras Palavras<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Poder popular avan\u00e7ou, mas n\u00e3o enfrentou burocracia e depend\u00eancia do petr\u00f3leo. Oligarquia conquistou Legislativo e quer revanche. Qual o futuro do pa\u00eds de Bol\u00edvar e Ch\u00e1vez? 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