{"id":2652260,"date":"2025-11-13T16:06:49","date_gmt":"2025-11-13T16:06:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=2652260"},"modified":"2025-11-13T16:23:56","modified_gmt":"2025-11-13T16:23:56","slug":"angola-50-anos-de-independencia-e-atribulacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2025\/11\/angola-50-anos-de-independencia-e-atribulacoes\/","title":{"rendered":"Angola: 50 anos de independ\u00eancia e atribula\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>[<em>Nota da Reda\u00e7\u00e3o da PRESSENZA<\/em>:] <em>A independ\u00eancia de Angola foi obtida em Novembro de 1975, ap\u00f3s quase 15 anos de luta armada contra Portugal. A Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos em Portugal e o acordo de Alvor no mesmo ano entre Angola e a pot\u00eancia colonizadora foram o quadro &#8220;legal&#8221; que sancionou essa independ\u00eancia. Tr\u00eas &#8220;movimentos de liberta\u00e7\u00e3o&#8221; reclamavam os seus direitos na altura: o MPLA (apoiado pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica), a UNITA (apoiado pelo regime de Apartheid que reinava na \u00c1frica do Sul na altura) e a FNLA (apoiado pelos EUA), consequ\u00eancia da divis\u00e3o do mundo e da guerra-fria que ent\u00e3o reinava. O MPLA, como o movimento mais forte, conquistou rapidamente o poder central, mas s\u00f3 \u00e0 custa duma guerra civil que durou cerca de 25 anos e que foi para os angolanos mais traumatizante ainda do que a pr\u00f3pria guerra de independ\u00eancia contra o Portugal fascista (apoiado pela OTAN).<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Angola celebra 50 anos de independ\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p>Assinala-se esta ter\u00e7a-feira o cinquenten\u00e1rio da proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia de Angola. Meio s\u00e9culo marcado pelos efeitos da guerra civil e da desigualdade social alimentada pela corrup\u00e7\u00e3o no seio de um regime que continua a reprimir a express\u00e3o pol\u00edtica da cidadania.<\/p>\n<p>O ato central das comemora\u00e7\u00f5es do 50\u00ba anivers\u00e1rio da independ\u00eancia de Angola vai contar com dez mil convidados e 45 delega\u00e7\u00f5es internacionais que incluem v\u00e1rios chefes de Estado e de Governo. O evento contar\u00e1 com desfiles c\u00edvico e militar e a condecora\u00e7\u00e3o p\u00f3stuma de Agostinho Neto com a Medalha de Honra.<\/p>\n<p>Ao fim de mais de uma d\u00e9cada de luta armada pela independ\u00eancia, tamb\u00e9m imortalizada na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/angola-palavra-na-cancao-e-emancipacao-da-cultura-popular-face-ao-imperalismo\/64352\">cultura popular<\/a>, foi Agostinho Neto que proclamou a 11 de novembro de 1975 a Rep\u00fablica Popular de Angola, ano e meio depois da Revolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril em Portugal. No dia seguinte foi investido como Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>A guerra de liberta\u00e7\u00e3o de Angola do colonialismo portugu\u00eas tinha\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/o-4-de-fevereiro-de-1961-e-guerra-colonial-em-angola\/72191\">come\u00e7ado em 1961<\/a>, com ataques a instala\u00e7\u00f5es militares em Luanda, reivindicadas pelo MPLA em fevereiro. No m\u00eas seguinte, a UPA reclamou a autoria da rebeli\u00e3o no norte de Angola.<\/p>\n<p>A guerra contra o colonizador coexiste com a guerra interna entre as guerrilhas independentistas. MPLA, FNLA e UNITA. Uma luta que levar\u00e1 \u00e0 guerra civil at\u00e9 \u00e0 d\u00e9cada de 1990 e que no pr\u00f3prio 11 de novembro de 1975 levou a que cada uma das for\u00e7as fizesse a sua pr\u00f3pria declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia nos territ\u00f3rios que dominava. Mas apenas a do MPLA ganhou reconhecimento internacional.<\/p>\n<p>Os acordos de Alvor, que tinham sido assinados em janeiro entre o governo portugu\u00eas e os tr\u00eas movimentos de liberta\u00e7\u00e3o, todos representados num governo de transi\u00e7\u00e3o, foram suspensos em mar\u00e7o por entre os confrontos armados. O MPLA conseguiu\u00a0expulsar os restantes de Luanda em julho e dois meses depois, com o benepl\u00e1cito dos EUA, as tropas sul-africanas invadem Angola a partir do Sul em apoio \u00e0 UNITA de Jonas Savimbi e as do Zaire a partir do Norte em apoio \u00e0 FNLA de Holden Roberto. O apoio militar \u00e0 defesa de Luanda por parte do MPLA chega de Cuba, que foi determinante para travar o avan\u00e7o dos dois movimentos.<\/p>\n<p>Portugal s\u00f3 reconhecer\u00e1 o governo do MPLA em fevereiro de 1976, depois de mais de 80 pa\u00edses o terem feito, tendo sido o Brasil o primeiro a faz\u00ea-lo. Segue-se a aproxima\u00e7\u00e3o do MPLA \u00e0 URSS, que j\u00e1 ajudava o movimento desde a guerra contra o ex\u00e9rcito colonial, e no interior do partido come\u00e7a o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/cronologia\/48785\">processo de purga interna<\/a>\u00a0que tem como principais alvos Nito Alves e Jos\u00e9 Van Dunem e que ir\u00e1 desembocar nos acontecimentos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/o-27-de-maio-de-1977-em-angola\/48813\">27 de maio de 1977<\/a>\u00a0e na onda de repress\u00e3o e fuzilamentos em massa que se seguiu dos militantes do MPLA afetos aos dois dirigentes e que ter\u00e1 matado cerca de 30 mil pessoas.<\/p>\n<p>Quase cinco d\u00e9cadas ap\u00f3s os massacres, as feridas desse per\u00edodo ainda est\u00e3o por sarar e nem a comiss\u00e3o criada pelo atual Presidente Jo\u00e3o Louren\u00e7o escapou \u00e0s cr\u00edticas dos familiares que dela se\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/angola-plataforma-27-de-maio-suspende-participacao-na-comissao-de-reconciliacao\/73335\">distanciaram<\/a>, acusando-a de persistir &#8220;naquilo que chama \u2018modelo Angolano de reconcilia\u00e7\u00e3o\u2019, que mais n\u00e3o \u00e9 do que a aus\u00eancia de qualquer modelo de justi\u00e7a transicional, preferindo antes colocar as v\u00edtimas e algozes na mesma posi\u00e7\u00e3o, ignorando a busca da Verdade Hist\u00f3rica e as recomenda\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Africana (de que Angola faz parte) sobre a metodologia a desenvolver nos trabalhos\u201d.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.esquerda.net\/sites\/default\/files\/styles\/cortar16_9\/public\/angola_-_livro_mpla_-_dez_anos_de_luta_edicao_do_mpla_-_1966_09_0.jpeg?itok=m2zRv1or\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/o-4-de-fevereiro-de-1961-e-guerra-colonial-em-angola\/72191\">O 4 de fevereiro de 1961 e a guerra colonial em Angola<\/a><\/strong><strong><br \/>\npor <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/autor\/diana-andringa\">Diana Andringa<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>D\u00e9cadas de guerra civil destru\u00edram o sonho da independ\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p>Agostinho Neto viria a deixar a Presid\u00eancia em 1979, quando morre em Moscovo onde fazia tratamento m\u00e9dico. Jos\u00e9 Eduardo dos Santos assume o seu lugar e a\u00ed ir\u00e1 permanecer at\u00e9 2017. Tamb\u00e9m foi protagonista de v\u00e1rias purgas para consolidar o seu poder enquanto prosseguia a guerra com a UNITA. O final da guerra fria e as dificuldades na economia abrem caminho a negocia\u00e7\u00f5es de paz e a elei\u00e7\u00f5es em 1992 que d\u00e3o maioria absoluta ao MPLA e n\u00e3o chegam \u00e0 segunda volta nas presidenciais, tendo a UNITA contestado\u00a0os resultados e o MPLA atacado as posi\u00e7\u00f5es do partido de Savimbi na capital, desencadeando massacres por todo o pa\u00eds que ter\u00e3o vitimado pelo menos mais dez mil apoiantes da UNITA e da FNLA e assim retomado a guerra civil.<\/p>\n<p>A guerra duraria ainda mais dez anos, apesar de logo em 1993 os EUA terem reconhecido o governo do MPLA e come\u00e7ado a retirar apoio militar \u00e0 UNITA e no ano seguinte se terem assinado os protocolos de Lusaca com vista \u00e0 integra\u00e7\u00e3o dos militares da UNITA no ex\u00e9rcito angolano e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um governo com participa\u00e7\u00e3o de ministros da UNITA. Fracassados os acordos pol\u00edticos, no terreno militar o conflito alastrou ao vizinho Zaire com as tropas da UNITA a favor de Mobutu, que antes a apoiara violando as san\u00e7\u00f5es ao movimento de Savimbi, e o ex\u00e9rcito de Angola com os rebeldes chefiados por Laurent Kabila, que viriam a proclamar a Rep\u00fablica democr\u00e1tica do Congo. Tamb\u00e9m no Congo Brazzaville a UNITA combateu ao lado do presidente Pascal Lissouba e os militares angolanos em apoio do antigo ditador Denis Sassou-Nguesso, que regressou ao poder.<\/p>\n<p>Isolada militarmente, a UNITA s\u00f3 viria a assinar um cessar-fogo ap\u00f3s Jonas Savimbi ser morto em combate em 2002. A nova lideran\u00e7a avan\u00e7ou para a desmobiliza\u00e7\u00e3o das tropas e assumiu a organiza\u00e7\u00e3o exclusivamente como um partido pol\u00edtico. Os 27 anos de guerra civil deixaram mais de meio milh\u00e3o de mortos e igual n\u00famero de deslocados.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>A paz conviveu com a cleptocracia\u00a0<\/strong><\/h3>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es parlamentares s\u00f3 regressariam em 2008, com o MPLA a obter mais de 80% e a oposi\u00e7\u00e3o a\u00a0reclamar por fraude do resultado. Foi esta maioria que aprovou a nova Constitui\u00e7\u00e3o para adotar um regime presidencialista e acabar com as elei\u00e7\u00f5es presidenciais, passando o l\u00edder do partido mais votado a assumir o cargo. E Jos\u00e9 Eduardo dos Santos seria assim reeleito em 2012 com mais de dois ter\u00e7os dos votos. Mas n\u00e3o sem\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/repress%C3%A3o-policial-em-luanda\">contesta\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0nas ruas. No ano anterior, as mobiliza\u00e7\u00f5es de jovens contra o regime corrupto e pela liberdade abalaram a imagem do Presidente. Protestos que se repetiram em 2015, ap\u00f3s a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/julgamento-de-presos-politicos-angolanos-comeca-nesta-segunda-feira\/39625\">pris\u00e3o<\/a>\u00a0de 14 jovens acusados de prepararem uma rebeli\u00e3o por discutirem um texto sobre a\u00e7\u00e3o de desobedi\u00eancia n\u00e3o-violenta. O grupo passou um ano na pris\u00e3o, parte do qual em grave de fome.<\/p>\n<p>Os efeitos da guerra civil afetaram naturalmente boa parte da hist\u00f3ria da independ\u00eancia angolana, tanto na economia como na sociedade. A riqueza do pa\u00eds em min\u00e9rios e petr\u00f3leo contrasta com a pobreza e a desigualdade social. Sob a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/presid%C3%AAncia-da-rep%C3%BAblica-o-epicentro-da-corrup%C3%A7%C3%A3o-em-angola\/30616\">prote\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0de Eduardo dos Santos, uma pequena elite de familiares e militares pr\u00f3ximos do Presidente apropriou-se de setores estrat\u00e9gicos da economia, como o do petr\u00f3leo, banca, diamantes e telecomunica\u00e7\u00f5es. Fortunas extra\u00eddas nestes neg\u00f3cios circularam\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/quem-sao-os-ex-governantes-portugueses-nos-negocios-angolanos\/65496\">entre Luanda e Lisboa<\/a>, passando por v\u00e1rios para\u00edsos fiscais. Muitos casos foram denunciados, destacando-se nesta aspeto o jornalista Rafael Marques.<\/p>\n<p>J\u00e1 depois de Eduardo dos Santos ter sido substitu\u00eddo por Jo\u00e3o Louren\u00e7o \u00e0 frente do MPLA e na Presid\u00eancia vieram \u00e0 tona esc\u00e2ndalos como o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/angola-o-luanda-leaks-e-luta-pela-liberdade\/71824\">Luanda Leaks,<\/a>\u00a0que envolve a filha do ex-Presidente Isabel dos Santos, entretanto obrigada a fixar resid\u00eancia no Dubai para escapar \u00e0 justi\u00e7a do seu pa\u00eds e n\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>Renova\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a: uma esperan\u00e7a que durou pouco<\/strong><\/h3>\n<p>Eleito em 2017, Jo\u00e3o Louren\u00e7o prometia endurecer o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, mas ao fim de oito meses de mandato essa esperan\u00e7a inicial j\u00e1 se tinha desvanecido. \u201cA m\u00e3o da justi\u00e7a continua a ser apenas para os mais fracos. Para os maiores corruptos, a justi\u00e7a pia baixinho\u201d, dizia ent\u00e3o Rafael Marques.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Louren\u00e7o foi reeleito em 2022, com o MPLA a obter 51,17% dos votos em resultados novamente contestados pela oposi\u00e7\u00e3o. Desde ent\u00e3o a contesta\u00e7\u00e3o social contra o aumento do custo de vida tem continuado e este ano subiram de tom com tumultos graves que se seguiram \u00e0 greve dos candongueiros que asseguram transporte de pessoas e mercadorias, fortemente reprimida pela pol\u00edcia e que se saldou nos n\u00fameros oficiais por mais de duas dezenas de mortes e mais de mil deten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cAssaltar lojas e armaz\u00e9ns para obten\u00e7\u00e3o de comida deve ser o sintoma incontorn\u00e1vel de que um povo j\u00e1 n\u00e3o tem quaisquer esperan\u00e7as. Qualquer governante n\u00e3o precisaria de outros indicadores para chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que falhou completamente\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/ditadura-em-angola-mantem-se-firme\/95659\">escreveu<\/a>\u00a0Sedrick de Carvalho, jornalista e um dos jovens presos de 2015.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, um protesto de jovens ativistas voltou a desafiar o regime de Jo\u00e3o Louren\u00e7o assinalando os 45 anos da independ\u00eancia de Angola e exigindo o fim do elevado custo de vida e elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas no ano seguinte. E mais uma vez o grupo foi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/angola-violenta-repressao-policial-no-45o-aniversario-da-independencia\/71197\">atacado<\/a>\u00a0pela pol\u00edcia, desta vez com fogo real, matando o estudante Inoc\u00eancio de Matos e deixando Nito Alves em estado grave. Cinco anos depois, a fam\u00edlia e seus advogados ainda esperam por justi\u00e7a e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.rfi.fr\/pt\/%C3%A1frica-lus%C3%B3fona\/20251110-angola-morte-de-activista-inoc%C3%AAncio-de-matos-espera-por-justi%C3%A7a-h%C3%A1-cinco-anos\">acusam<\/a>\u00a0as autoridades de terem deixado a investiga\u00e7\u00e3o na gaveta.<\/p>\n<p>&#8220;Acredito que s\u00f3 esta nova gera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 transformar Angola. Se houver uma possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o, tem que ser com a juventude&#8221;, afirmou o escritor Jos\u00e9 Eduardo Agualusa em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa sobre os 50 anos da independ\u00eancia do pa\u00eds. Comparando os tempos atuais com os do anterior Presidente, Agualusa diz que \u201ca liberdade de express\u00e3o \u00e9 muito maior do que naquela \u00e9poca. Agora, h\u00e1 outras liberdades que continuam a ser postas em causa, como a liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o\u201d. Quanto \u00e0 desigualdade social, afirma que \u201caumentou imensamente a partir do momento em que se escolheu o sistema capitalista, depois do per\u00edodo socialista, do partido \u00fanico\u201d e defende que as prioridades do pa\u00eds devem ser a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade, lamentando que \u201co pa\u00eds continua a gastar muito dinheiro em grandes constru\u00e7\u00f5es, muitas vezes sem justifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/artigo\/angola-celebra-50-anos-de-independencia\/96595\"><em>O artigo original pode ser lido aqui<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Nota da Reda\u00e7\u00e3o da PRESSENZA:] A independ\u00eancia de Angola foi obtida em Novembro de 1975, ap\u00f3s quase 15 anos de luta armada contra Portugal. 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