{"id":2592780,"date":"2025-03-26T10:45:15","date_gmt":"2025-03-26T10:45:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=2592780"},"modified":"2025-03-26T10:47:40","modified_gmt":"2025-03-26T10:47:40","slug":"2592780","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2025\/03\/2592780\/","title":{"rendered":"Usina nuclear indesejada"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><a name=\"_GoBack\"><\/a> <span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Usina nuclear indesejada<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Heitor Scalambrini Costa*<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">O setor nuclear brasileiro tem em sua trajet\u00f3ria um passado nebuloso, repleto de epis\u00f3dios controversos. Desde o contrabando e exporta\u00e7\u00e3o de areias monaz\u00edticas do litoral capixaba\/baiano\/fluminense, a cabulosa venda de ur\u00e2nio para o Iraque, o legado de morte e contamina\u00e7\u00e3o provocado pela Nuclemon (antiga estatal) na extra\u00e7\u00e3o de minerais radioativos e de terras raras, o secretismo do Programa Nuclear Paralelo\/Clandestino, a trag\u00e9dia do C\u00e9sio-137 em Goi\u00e2nia, o enorme passivo ambiental no Planalto de Po\u00e7os de Caldas\/MG e em Caetit\u00e9\/BA, a falta de transpar\u00eancia e de controle social, o recebimento de propinas milion\u00e1rias por gestores do setor, roubos e sumi\u00e7os de radiof\u00e1rmacos e de fontes radioativas, inclusive a omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es cruciais para a popula\u00e7\u00e3o sobre ocorr\u00eancias (por exemplo: vazamentos de \u00e1gua radioativa) nas usinas nucleares em Angra dos Reis.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Estes epis\u00f3dios aprofundaram perante a opini\u00e3o p\u00fablica crescente desgaste e descr\u00e9dito sobre a pol\u00edtica nuclear brasileira e de seus gestores, mostrando a falta de controle, fiscaliza\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia. Ficando claro o descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es e deveres perante a popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos privil\u00e9gios com supersal\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">O perigo potencial da contamina\u00e7\u00e3o, provocado pela radia\u00e7\u00e3o, desde a minera\u00e7\u00e3o, as diversas aplica\u00e7\u00f5es e usos, \u00e9 um tema que afeta a sa\u00fade p\u00fablica e o meio ambiente. E como tal \u00e9 de interesse da popula\u00e7\u00e3o, que infelizmente n\u00e3o \u00e9 informada devidamente dos reais riscos, e segue propositadamente alijada destas discuss\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Este hist\u00f3rico desvirtuoso do setor nuclear \u00e9 no m\u00ednimo preocupante diante da decis\u00e3o que est\u00e1 prestes a ser tomada pelo governo federal sobre a constru\u00e7\u00e3o da 3<\/span><sup><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">a<\/span><\/sup><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"> usina nuclear no pa\u00eds. Relan\u00e7ando assim a possibilidade de novas usinas serem constru\u00eddas, posicionando o pa\u00eds na dire\u00e7\u00e3o da nucleariza\u00e7\u00e3o em seu territ\u00f3rio, e estimulando outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina a fazerem o mesmo. Lembrando que somente o Brasil, Argentina e M\u00e9xico disp\u00f5e hoje de 7 usinas nucleares (Brasil-2, Argentina-3 e M\u00e9xico-2).<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Ser\u00e1 o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE), \u00f3rg\u00e3o de assessoramento da presid\u00eancia da rep\u00fablica nas quest\u00f5es energ\u00e9ticas quem decidir\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da usina de Angra 3. Esta obra, que teve in\u00edcio em 1985 em plena ditadura militar, no \u00e2mbito do Acordo Brasil-Alemanha, sofreu per\u00edodos de descontinuidade na sua constru\u00e7\u00e3o por diferentes motivos. Todavia os equipamentos j\u00e1 est\u00e3o comprados desde ent\u00e3o, e atualmente obsoletos, diante dos novos requisitos de seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">O pr\u00f3prio governo federal est\u00e1 dividido quando o assunto \u00e9 investir mais de 23 bilh\u00f5es de reais em um elefante branco, sem maiores discuss\u00f5es com a sociedade, que est\u00e1 \u00e0 margem desta decis\u00e3o important\u00edssima para o presente e o futuro do pa\u00eds. A finaliza\u00e7\u00e3o deste empreendimento est\u00e1 sendo defendida pelo ministro de Minas e Energia, um dos principais, sen\u00e3o o principal lobista pr\u00f3-nuclear, que tem atuado utilizando o cargo para impor esta insanidade sem tamanho, que \u00e9 a nucleoeletricidade, em um pa\u00eds que conta com mais de 85% de fontes renov\u00e1veis em sua matriz el\u00e9trica. O ministro tem atuado como um \u201ccavalo de troia\u201d dentro do governo, provocando a ciz\u00e2nia entre minist\u00e9rios.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">O que est\u00e1 em jogo, caso seja autorizado o prosseguimento de Angra 3, n\u00e3o \u00e9 somente mais uma usina nuclear que o pa\u00eds ter\u00e1, mas sim \u201cabrir a porteira\u201d para que novas usinas sejam constru\u00eddas, conforme prop\u00f5e o Plano Nacional de Energia (PNE2050), que prev\u00ea mais 10.000 MW de nuclear na matriz el\u00e9trica at\u00e9 meados do s\u00e9culo. Al\u00e9m da nucleariza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, os \u201cneg\u00f3cios do nuclear\u201d miram a possibilidade de que outros pa\u00edses do continente se aventurem na eletricidade nuclear. Uma corrida perigosa, que sem d\u00favida levar\u00e1 ao desenvolvimento de armas de aniquila\u00e7\u00e3o em massa, principalmente diante do atual contexto geopol\u00edtico mundial.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">N\u00e3o podemos deixar de mencionar a forte resist\u00eancia da sociedade civil organizada contr\u00e1ria a nucleariza\u00e7\u00e3o, cuja proposta \u00e9 de investir os 23 bilh\u00f5es de reais em fontes renov\u00e1veis de energia, e assim mostrar concretamente ao mundo que na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica sustent\u00e1vel, n\u00e3o h\u00e1 lugar para as usinas nucleares. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Mais usinas nucleares e avan\u00e7os na minera\u00e7\u00e3o do ur\u00e2nio sem d\u00favida aumentar\u00e3o a probabilidade de ocorr\u00eancias de acidentes. N\u00e3o h\u00e1 como dar garantias de zero acidentes. E caso ocorram, com a libera\u00e7\u00e3o de material radioativo, a radia\u00e7\u00e3o ionizante contamina o ar, a terra e a \u00e1gua, provocando desastres catastr\u00f3ficos para a vida.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Respondendo as fal\u00e1cias e mentiras propagadas, motivadas principalmente por quest\u00f5es de interesse econ\u00f4mico, alguns esclarecimentos s\u00e3o necess\u00e1rios:<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>A energia nuclear \u00e9 inesgot\u00e1vel, ilimitada. <\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">As 2 usinas nucleares do pa\u00eds, assim como a indesejada Angra 3, utilizam a tecnologia PWR (sigla em ingl\u00eas, que quer dizer Reator a \u00c1gua Pressurizada), cujo combust\u00edvel \u00e9 o ur\u00e2nio 235 (is\u00f3topo do ur\u00e2nio encontrado na natureza). Este tipo de ur\u00e2nio, que se presta a fiss\u00e3o nuclear, \u00e9 encontrado na propor\u00e7\u00e3o, em m\u00e9dia, de 0,7%. Todavia \u00e9 necess\u00e1ria uma concentra\u00e7\u00e3o deste is\u00f3topo em torno de 4% para ser usado como combust\u00edvel. Assim \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o teor do elemento f\u00edssil (tecnicamente chamado de enriquecimento). Assim pode-se afirmar que haver\u00e1 ur\u00e2nio 235, suficiente para mais 30-50 anos, para atender as usinas nucleares existentes com esta tecnologia.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>A energia nuclear \u00e9 barata<\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">. Grande mentira amplamente divulgada. Esta fonte de energia el\u00e9trica \u00e9 muito mais cara do que querem nos fazer crer. O custo do kWh produzido pela nucleoeletricidade \u00e9 superior ao das termel\u00e9tricas a combust\u00edveis f\u00f3sseis, e 4 a 6 vezes superior \u00e0 eletricidade gerada com fontes renov\u00e1veis. Mesmo n\u00e3o levando em conta, como geralmente o fazem, os custos de armazenagem do lixo radioativo produzido, e o custo de descomissionamento (pr\u00f3ximo ao de constru\u00e7\u00e3o) no fim da vida \u00fatil da usina. Sem sombra de d\u00favida, estes custos ser\u00e3o repassados para o consumidor final na conta de energia.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>A taxa de mortalidade de um desastre nuclear \u00e9 baixa<\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">. O contato com seres vivos, em particular de humanos com a radia\u00e7\u00e3o, ocasiona altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. Os efeitos biol\u00f3gicos s\u00e3o dram\u00e1ticos, e dependem de uma s\u00e9rie de fatores, entre os quais: o tipo de radia\u00e7\u00e3o, o tipo de tecido vivo atingido, o tempo de exposi\u00e7\u00e3o e a intensidade da fonte radioativa. Conforme a dose recebida os danos \u00e0s c\u00e9lulas podem levar um tempo para que as consequ\u00eancias apare\u00e7am. Podendo ser, desde queimaduras at\u00e9 o c\u00e2ncer em diferentes partes do organismo humano. Portanto, o n\u00famero de mortes logo ap\u00f3s o contato com material radioativo pode n\u00e3o ser grande; mas as mortes posteriores podem ser expressivas. Segundo entidades n\u00e3o governamentais que monitoram os efeitos da radia\u00e7\u00e3o em desastres j\u00e1 ocorridos, a real taxa de mortalidade \u00e9 dificultada pela mobilidade das pessoas, que ap\u00f3s as cat\u00e1strofes se deslocam. Pessoas que moravam pr\u00f3ximas ao local destas trag\u00e9dias, e que foram contaminadas, mudam de local e a evolu\u00e7\u00e3o da sa\u00fade individual fica praticamente imposs\u00edvel de se acompanhar (causa e efeito).<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>O nuclear \u00e9 seguro<\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">. Embora o risco de acidente nuclear seja pequeno, \u00e9 preciso consider\u00e1-lo, haja visto que j\u00e1 aconteceu em diferentes momentos, com resultados devastadores. Um acidente nuclear severo torna a \u00e1rea em que ocorreu inabit\u00e1vel. Rios, lagos, len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, ar, e solos s\u00e3o contaminados.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>O uso da energia nuclear est\u00e1 em pleno crescimento no mundo<\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">. Esta \u00e9 uma fal\u00e1cia recorrente dos que creditam a esta tecnologia um crescimento mundial. V\u00e1rios pa\u00edses t\u00eam criado dificuldades para a expans\u00e3o de usinas, e mesmo abandonando a nucleoeletricidade. Como exemplos temos a Alemanha, \u00c1ustria, B\u00e9lgica, It\u00e1lia, Portugal, \u2026. E em outros pa\u00edses o movimento antinuclear tem crescido, como \u00e9 o caso na Fran\u00e7a e no Jap\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>A energia nuclear \u00e9 necess\u00e1ria, \u00e9 inevit\u00e1vel e resolver\u00e1 nosso problema energ\u00e9tico, evitando os apag\u00f5es e o desabastecimento<\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">. No caso do Brasil, as 2 usinas existentes participam da matriz el\u00e9trica com menos de 2% da pot\u00eancia total instalada. E mesmo que as proje\u00e7\u00f5es governamentais apontem para mais 10.000 MW at\u00e9 2050, assim mesmo a contribui\u00e7\u00e3o da nucleoeletricidade ser\u00e1 inferior aos 4%. A energia nuclear n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria no Brasil que conta com fontes renov\u00e1veis em abund\u00e2ncia. Logo, a afirmativa de que a solu\u00e7\u00e3o para eventuais desabastecimentos de energia pode ser compensada pela energia nuclear \u00e9 uma mentira das grandes.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><u>A energia nuclear \u00e9 limpa<\/u><\/span><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">. A ci\u00eancia mostra que n\u00e3o existe energia limpa. No caso da energia nuclear ela \u00e9 respons\u00e1vel por emiss\u00f5es de gases de efeito estufa ao longo do ciclo do combust\u00edvel nuclear (da minera\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o das pastilhas combust\u00edveis). Os rejeitos produzidos por tudo que teve contato com a radioatividade, al\u00e9m das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas resultantes das rea\u00e7\u00f5es produzidas pela fiss\u00e3o, entra nessa categoria, Da minera\u00e7\u00e3o, as tubula\u00e7\u00f5es e equipamentos das usinas, as vestimentas dos funcion\u00e1rios, as ferramentas utilizadas, entre outros, fazem parte deste lixo, que por ser extremamente radioativo, precisa ser isolado do meio ambiente por centenas, e mesmo milhares de anos. N\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o definitiva de como armazenar de maneira totalmente segura. Um problema n\u00e3o solucionado que ser\u00e1 herdado pelas gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">O que est\u00e1 ocorrendo no pa\u00eds, caso prossiga a atual pol\u00edtica energ\u00e9tica nefasta, comandada pelo MME, no sentido econ\u00f4mico, social e ambiental, \u00e9 um verdadeiro desastre que deve ser evitado. Diversifica\u00e7\u00e3o e complementaridade de fontes renov\u00e1veis na matriz \u00e9 quem garantir\u00e1 a sustentabilidade energ\u00e9tica almejada, desde que sem nuclear e combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">N\u00e3o se pode aceitar que uma decis\u00e3o de tal import\u00e2ncia para o presente e futuro do pa\u00eds seja tomada por meros interesses econ\u00f4micos, e por grupos minorit\u00e1rios da sociedade brasileira. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">A gravidade da amea\u00e7a nuclear paira sobre toda a humanidade, e n\u00e3o somente devido \u00e0s armas nucleares, mas tamb\u00e9m ao fato das usinas nucleares produzirem elementos radioativos que podem ser utilizados para a fabrica\u00e7\u00e3o da bomba.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Reagir e resistir \u00e0s usinas nucleares \u00e9 defender a vida. Investir na explora\u00e7\u00e3o de usinas nucleares \u00e9 um p\u00e9ssimo neg\u00f3cio. Poucos lucram muito, mas a maioria arca com os preju\u00edzos socioambientais e econ\u00f4micos desta tecnologia obsoleta, arcaica e perigosa que n\u00e3o responde \u00e0s exig\u00eancias de um mundo diante do desafio do aquecimento global.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">Para saber mais sugiro a leitura: \u201cPor um Brasil livre das usinas nucleares\u201d- Chico Whitaker, \u201cBomba at\u00f4mica pra qu\u00ea?'&#8221;-Tania Malheiros. E os artigos de opini\u00e3o \u201cEnergia nuclear \u00e9 suja, cara e perigosa\u201d- Chico Whitaker, \u201cO Brasil n\u00e3o precisa de mais usinas nucleares\u201d \u2013 Ildo Sauer e Joaquim Francisco de Carvalho, \u201cPorque o Brasil n\u00e3o precisa de usinas nucleares\u201d \u2013 Heitor Scalambrini Costa e Zoraide Vilasboas, \u201cPelo radicalismo ambiental\u201d- Aldo Fornazieri; e o estudo sobre a \u201cInseguran\u00e7a na usina nuclear de Angra 3\u201d- C\u00e9lio Bermann e Francisco Corr\u00eaa.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">___________________<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\">* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em F\u00edsica pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP\/SP), mestrado em Ci\u00eancias e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN\/UFPE) e doutorado em Energ\u00e9tica, na Universidade de Marselha\/Aix, associado ao Centro de Estudos de Cadarache\/Comissariado de \u00a0\u00a0Energia At\u00f4mica (CEA)-Fran\u00e7a.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usina nuclear indesejada Heitor Scalambrini Costa* O setor nuclear brasileiro tem em sua trajet\u00f3ria um passado nebuloso, repleto de epis\u00f3dios controversos. 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