{"id":2575198,"date":"2025-01-09T13:13:57","date_gmt":"2025-01-09T13:13:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=2575198"},"modified":"2025-01-09T13:21:43","modified_gmt":"2025-01-09T13:21:43","slug":"entrevista-de-camilla-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2025\/01\/entrevista-de-camilla-cidade\/","title":{"rendered":"A milit\u00e2ncia antirracista enriquece as atividades acad\u00eamicas: Entrevista de Camilla Cidade"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">NOTA PRETA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Mauro Viana<\/strong><\/em><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><strong>A milit\u00e2ncia antirracista enriquece as atividades acad\u00eamicas uma vez que, nossa sociedade vive um tempo hist\u00f3rico de profundas transforma\u00e7\u00f5es, nos modelos de conviv\u00eancia e coexist\u00eancia de diversas culturas.<\/strong><\/h1>\n<p><b>Essa afirma\u00e7\u00e3o combina com sua trajet\u00f3ria?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ambiente acad\u00eamico foi fundamental para que eu tomasse o ponto de partida de estudar e me observar. Mas sim, eu sempre me considerei uma pessoa antirracista, pela minha educa\u00e7\u00e3o e pela forma como eu mesma me lia, talvez influenciada pelo mito da democracia racial brasileira. Embora minha pele seja clara, meus cabelos tendem ao crespo, ent\u00e3o havia alguma ambiguidade. Cresci ouvindo apelidos como: \u201cTina Turner, Elba Ramalho, Bob Marley Loira, e mais pra frente, quando ela apareceu, muitas compara\u00e7\u00f5es a parecer a Vanessa da Matta. O que me fazia me ver como uma pessoa n\u00e3o branca. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A minha beleza, me diziam ser ex\u00f3tica, o que me direcionava a me identificar como mesti\u00e7a, acreditando que isso exaltava as minhas ancestralidades. No entanto, ao adentrar a universidade, esse conceito come\u00e7ou a ser desafiado. Em 2017, ao utilizar o termo \u201cmesti\u00e7a\u201d, fui n\u00e3o apenas confrontada com a complexidade das minhas pr\u00f3prias identidades, como exposta de uma forma muito negativa; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O impacto desse acontecimento gerou um desconforto significativo. Essa viv\u00eancia me fez perceber que o racismo n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de atitudes individuais, mas uma estrutura sist\u00eamica que permeia as institui\u00e7\u00f5es e as intera\u00e7\u00f5es sociais. Esse epis\u00f3dio me levou a refletir muito mais profundamente sobre as tens\u00f5es raciais e sobre como o racismo estrutural se manifesta de formas sutis, at\u00e9 mesmo em contextos acad\u00eamicos e culturais. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A informa\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o antirracista, portanto, se torna essencial para que possamos compreender e combater as desigualdades raciais, n\u00e3o s\u00f3 em nossa pr\u00e1tica di\u00e1ria, mas tamb\u00e9m nas din\u00e2micas sociais e acad\u00eamicas, onde \u00e9 crucial garantir a representa\u00e7\u00e3o e o respeito \u00e0 diversidade.<\/span><\/p>\n<p><b>Nesse sentido, qual \u00e9 sua frente de luta na Universidade Federal Fluminense?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As coisas aconteceram de forma gradual. Em 2017, me aliando \u00e0 luta das m\u00e3es, atendi ao chamado de uma m\u00e3e que buscava ajuda para reativar a rede de apoio na UFF. Juntamente com ela, come\u00e7amos a organizar energias para fortalecer a luta, com a participa\u00e7\u00e3o de diferentes ciclos de m\u00e3es no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Coletivo M\u00e3es da UFF<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. A Erica liderou o coletivo de 2017 at\u00e9 2019, e eu de l\u00e1 pra c\u00e1, mas quando ela saiu, percebi que seria muito dif\u00edcil manter uma organiza\u00e7\u00e3o t\u00e3o participativa, especialmente uma que dependesse de tantas m\u00e3es sobrecarregadas para tomar decis\u00f5es. E o que percebemos era que as que mais precisavam das a\u00e7\u00f5es, eram as que menos conseguiriam participar. Diante disso, transformamos o perfil <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e3es da UFF<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> , que eu havia criado, em um informativo M\u00e3es da UFF e passamos a tomar iniciativas por meio do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00facleo Interseccional de Estudos da Maternidade<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (NIEM), que se tornou a produ\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es para as m\u00e3es da UFF, organizada por um n\u00facleo de trabalho pequeno que geria um grande grupo de whatsapp, que para fazer parte, basta ser m\u00e3e da UFF. Nesta \u00e9poca a primeira pesquisa sobre estudantes m\u00e3es e suas necessidades na UFF. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A luta sempre foi coletiva, mas poucas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de se dispor e doar tempo e energia a ela. Isso \u00e9 algo que se tornou ainda mais evidente, especialmente porque, nos \u00faltimos anos, a pauta se tornou mais v\u00edsivel e muito pol\u00edtica. Muitas pessoas come\u00e7aram a chegar com outras inten\u00e7\u00f5es, sem um compromisso real com o coletivo, mas a cada conquista, muito post e muita foto, inclusive por grupos pol\u00edticos que na pr\u00e1tica, no dia a dia, normalizavam as nossas exclus\u00f5es.\u00a0 J\u00e1 teve tempo que m\u00e3e acompanhada de filho, perdia o direito de se alimentar no bandej\u00e3o ( E n\u00e3o faz tanto tempo assim) \u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Cada vit\u00f3ria conquistada teve uma grande est\u00f3ria por tr\u00e1s, recheada de protocolos, reuni\u00f5es e pedidos intermin\u00e1veis. Muitas dessas demandas eram centralizadas na Erica, eu fazia comunica\u00e7\u00e3o de redes e a log\u00edstica mas ela que acumulava a grande carga da media\u00e7\u00e3o, em diversas reclama\u00e7\u00f5es e uma s\u00e9rie de quest\u00f5es sociais dif\u00edceis de administrar. Algumas m\u00e3es chegavam ao coletivo com uma postura de cobran\u00e7a com a gente, as m\u00e3es que trabalhavam, sem um incentivo fiscal. A dificuldade de se chegar a consensos sobre os m\u00e9todos de a\u00e7\u00e3o tornava a decis\u00e3o de qualquer coisa muito complexa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Come\u00e7amos a decidir coisas atrav\u00e9s de consultas em formul\u00e1rios ent\u00e3o com tudo, acredito que foi um enorme aprendizado e que todo o processo foi v\u00e1lido. Ao longo de cinco anos, o NIEM organizou semin\u00e1rios e col\u00f3quios, proporcionando um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e a\u00e7\u00e3o sobre a maternidade na universidade, e assim abrindo caminhos. E como coletivo, levado a visibilidade, conseguimos revogar e modificar uma s\u00e9rie de coisas dentro da UFF e da UFF para outras universidades..\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Como funciona o programa? <\/b><b>Existe uma institucional jur\u00eddica ou trata-se de coletivo?\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o temos uma institui\u00e7\u00e3o jur\u00eddica formalizada. A ideia de &#8220;n\u00facleo de trabalho&#8221; surgiu para explicar a necessidade de nos identificarmos como um grupo em movimento, com a\u00e7\u00f5es e objetivos concretos. O nome coletivo reflete nossa ess\u00eancia: qualquer m\u00e3e aluna que vivencie as exclus\u00f5es e dificuldades relacionadas \u00e0 maternidade acad\u00eamica faz parte, por defini\u00e7\u00e3o, desse grupo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, reconhecemos que essas exclus\u00f5es e opress\u00f5es n\u00e3o se d\u00e3o de forma isolada. Elas se intensificam para mulheres que enfrentam outras camadas de opress\u00e3o, como quest\u00f5es de classe, ra\u00e7a e orienta\u00e7\u00e3o sexual. Al\u00e9m disso, enfrentamos um machismo cultural profundamente enraizado, que nos ensinou a competir umas com as outras, em vez de nos unirmos. Esse contexto torna muito complexa a din\u00e2mica de se ser representante de um grupo, especialmente um t\u00e3o diverso como o nosso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nosso foco est\u00e1 em fazer o que \u00e9 poss\u00edvel, usando os contatos institucionais que conseguimos estabelecer ao longo do tempo. Trabalhamos em parceria com gestores, professores, pr\u00f3-reitores e reitores que se mostram interessados em contribuir para uma universidade mais inclusiva. N\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, mas seguimos construindo pontes e a\u00e7\u00f5es concretas, respeitando a pluralidade de experi\u00eancias que comp\u00f5em nossa luta.<\/span><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea tem uma trajet\u00f3ria profissional muito rica. Quais s\u00e3o suas primeiras a\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas?\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito obrigada. Seria a riqueza um ac\u00famulo saberes que n\u00e3o necessariamente se transformam em material capital? Risos\u2026Brincadeiras \u00e0 parte, obrigada pelo reconhecimento e pela entrevista. Eu me considero uma pessoa que nadou para muitos lados. Foram uns 10 anos entre idas e vindas, tentando conciliar sem sucesso, a sobreviv\u00eancia com a vida acad\u00eamica. Eu n\u00e3o sei se estava muito ocupada sendo jovem. S\u00f3 acordei pra vida, m\u00e3e e tendo perdido o meu pai. A\u00ed eu voltei e acabei rapidinho. Mas n\u00e3o foi f\u00e1cil, foi uma \u00e9poca muito dolorida. Mas foi a\u00ed que eu me descobri, e nunca mais parei. E no fundo, ou eu to perdida e ainda n\u00e3o sei, ou sou uma curiosa de muitas coisas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De fato com a luta materna, precisei me aprofundar nas teorias feministas, principalmente senti atrav\u00e9s da gest\u00e3o do coletivo de m\u00e3es e do NIEM que as quest\u00f5es maternas tamb\u00e9m s\u00e3o profundamente interseccionais, influenciadas por uma s\u00e9rie de fatores como ra\u00e7a, classe, g\u00eanero e localiza\u00e7\u00e3o. As mulheres, especialmente aquelas de comunidades perif\u00e9ricas e marginalizadas, enfrentam uma combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de desafios que se manifestam de maneiras diversas. E s\u00e3o elas que jubilam, abandonam e n\u00e3o se formam. Pois esses espa\u00e7os, n\u00e3o foram constru\u00eddos para elas, estar neles, \u00e9 resist\u00eancia, e a gente precisa ficar falando sobre o \u00f3bvio; <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por exemplo, no contexto de mulheres negras ou ind\u00edgenas, a opress\u00e3o racial se cruza com as dificuldades sociais e econ\u00f4micas, criando uma experi\u00eancia de vida ainda mais complexa. Essas mulheres muitas vezes t\u00eam que navegar em sistemas educacionais, de sa\u00fade e sociais que s\u00e3o estruturalmente desiguais e que, frequentemente, ignoram suas necessidades espec\u00edficas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, \u00e9 fundamental dar visibilidade e aten\u00e7\u00e3o \u00e0s novas narrativas que afirmam a necessidade de criar pol\u00edticas de acesso que combatam a desigualdade de g\u00eanero. Essas pol\u00edticas devem reconhecer as m\u00faltiplas dimens\u00f5es da experi\u00eancia feminina, especialmente no contexto educacional e profissional, e abordar as barreiras estruturais que limitam a participa\u00e7\u00e3o plena das mulheres, especialmente as m\u00e3es e as mulheres negras. E nesse sentido o NIEM trabalhou de forma ininterrupta de dentro da UFF para fora, anualmente atrav\u00e9s dos eventos e das publica\u00e7\u00f5es do que se reunia a cada ano sobre as viv\u00eancias e particularidades da luta MaTerna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas falando de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, a pauta da maternidade \u00e9 na verdade um cap\u00edtulo, da forma como a produ\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o foram colocadas em pr\u00e1tica, para um objetivo comum. As minhas primeiras iniciativas culturais acad\u00eamicas s\u00e3o ligadas a m\u00fasica e a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso dos espa\u00e7os relacionados a narrativas perif\u00e9ricas. Ent\u00e3o est\u00e1 tudo de alguma forma muito conectado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Voc\u00ea pode nos contar algumas particularidades destas a\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As a\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas do NIEM s\u00e3o marcadas por uma abordagem simples e pr\u00e1tica, e a transforma\u00e7\u00e3o se deu \u00e0 partir do poss\u00edvel. Passamos a usar a internet para entender como outras universidades estavam situadas e agiam nas quest\u00f5es de maternidade e a entender o papel dos coletivos existentes naquele per\u00edodo. Assim, pensamos os primeiros eventos materno-universit\u00e1rios brasileiros; anualmente realizamos o Col\u00f3quio, com objetivo de reunir os gestores com a representa\u00e7\u00e3o do coletivo com intuito de apresentarmos problem\u00e1ticas e\u00a0 buscarmos solu\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m avaliarmos os avan\u00e7os a partir do ano anterior. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 o Semin\u00e1rio, \u00e9 o momento onde reunimos pesquisadoras, coletivos, gestores e alunas da causa materna de todo Brasil no intuito de troca e compartilhamento de experi\u00eancias, permitindo uma an\u00e1lise cr\u00edtica que embasa a cria\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas e pr\u00e1ticas institucionais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde a sua cria\u00e7\u00e3o, o NIEM &#8211; N\u00facleo Interseccional de Estudos da Maternidade, o n\u00facleo esteve diretamente envolvido em conquistas fundamentais, como a mudan\u00e7a no sistema da gradua\u00e7\u00e3o para considerar as especificidades das alunas m\u00e3es, a instala\u00e7\u00e3o de frald\u00e1rios nos campi, a abertura da primeira sala de acolhimento para m\u00e3es e a garantia de acesso ao bandej\u00e3o para m\u00e3es acompanhadas de seus filhos, superando barreiras institucionais antes existentes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A UFF tamb\u00e9m foi a primeira universidade brasileira a implementar pontua\u00e7\u00e3o extra par<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">a mulheres-m\u00e3es em concurso, Tudo isso se deu, por um frente incans\u00e1vel de mulheres-professoras-diretoras-cientistas-gestoras, que fortaleceram demais e abriram os caminhos para que as pautas, com a for\u00e7a de todas, e do movimento de alunas se tornasse mais s\u00f3lida. De forma mais t\u00edmida, eu ainda integro a CEPEG <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0&#8211; Comiss\u00e3o Permanente de Equidade de G\u00eanero, com corpo gestor de professoras cientistas com a participa\u00e7\u00e3o de algumas alunas, e que tem como objetivos<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">: discutir e implementar pol\u00edticas de apoio \u00e0 maternidade;\u00a0 conscientizar a comunidade acad\u00eamica sobre o vi\u00e9s impl\u00edcito e a constru\u00e7\u00e3o dos estere\u00f3tipos de g\u00eanero; e aumentar a representatividade das mulheres na ci\u00eancia com pol\u00edticas de incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o feminina, em especial, em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a. A partir desta cria\u00e7\u00e3o em 2022 o NIEM pode de certa forma \u201c descansar\u201d pois havia sido criado um espa\u00e7o institucional de divulga\u00e7\u00e3o, escuta e apoio que antes n\u00e3o existiam.<\/span><\/p>\n<p><b>A partir das iniciativas pr\u00e1ticas, o que voc\u00ea aprendeu no campo de conhecimento?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu venho do territ\u00f3rio da arte, depois da comunica\u00e7\u00e3o e da produ\u00e7\u00e3o cultural. A luta em 2019 foi onde coloquei minha energia e onde apliquei os conhecimentos que adquiri ao longo dessa trajet\u00f3ria. A for\u00e7a da internet foi fundamental para dar visibilidade \u00e0s nossas demandas e unir m\u00e3es em torno de pautas comuns. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa experi\u00eancia tamb\u00e9m evidenciou que a colabora\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es \u00e9 fundamental para impulsionar mudan\u00e7as. Na UFF, a abertura da pr\u00f3-reitora Alexandra Anast\u00e1cio e do reitor Antonio Claudio permitiu que as quest\u00f5es maternas fossem reconhecidas como um vi\u00e9s importante na gest\u00e3o, resultando na institucionaliza\u00e7\u00e3o de debates anuais sobre o tema. Esse aprendizado refor\u00e7a a ideia de que n\u00facleos de sucesso, baseados na comunica\u00e7\u00e3o eficaz e na luta coletiva, podem inspirar outros movimentos, promovendo uma transforma\u00e7\u00e3o cultural e estrutural mais ampla.<\/span><\/p>\n<p><b>Existe alguma articula\u00e7\u00e3o junto ao poder p\u00fablico ou \u00e0 C\u00e2mara Municipal em criar lei inspirada no seu projeto?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o neste sentido. Em 2019, fomos convidadas, atrav\u00e9s do mandato da ent\u00e3o vereadora Veronica Lima contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de um regulamento municipal voltado ao acolhimento de m\u00e3es lactantes e gestantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim houve a implementa\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 3.454\/2019, que institui a Pol\u00edtica de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade Materna e Infantil em Niter\u00f3i, A lei busca garantir o acesso a servi\u00e7os essenciais de sa\u00fade, o apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos das mulheres durante a gesta\u00e7\u00e3o e o p\u00f3s-parto e trouxe diretrizes para a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de acolhimento para m\u00e3es em equipamentos p\u00fablicos da cidade, como frald\u00e1rios e salas de apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Links de reportagens:\u00a0<\/b><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uff.br\/09-09-2022\/uff-inaugura-sala-de-apoio-as-maes\/\"><b>https:\/\/www.uff.br\/09-09-2022\/uff-inaugura-sala-de-apoio-as-maes\/<\/b><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uff.br\/09-10-2019\/ser-mae-na-uff-conquistas-e-desafios-na-construcao-de-uma-universidade-de-todos-e-para-todos\/\"><b>https:\/\/www.uff.br\/09-10-2019\/ser-mae-na-uff-conquistas-e-desafios-na-construcao-de-<\/b><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.uff.br\/informe\/coletivo-maes-da-uff-garante-acesso-de-maes-alunas-ao-restaura\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.uff.br\/informe\/coletivo-maes-da-uff-garante-acesso-de-maes-alunas-ao-restaura<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">nte-universitario\/<\/span><a href=\"https:\/\/www.uff.br\/09-10-2019\/ser-mae-na-uff-conquistas-e-desafios-na-construcao-de-uma-universidade-de-todos-e-para-todos\/\"><b>uma-universidade-de-todos-e-para-todos\/<\/b><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_2575200\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2575200\" class=\"wp-image-2575200 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fotos-site-pressenza-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fotos-site-pressenza-1-1.jpg 750w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fotos-site-pressenza-1-1-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><p id=\"caption-attachment-2575200\" class=\"wp-caption-text\">Erica e Camilla, coletivo m\u00e3es de UFF e NIEM<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOTA PRETA Por Mauro Viana A milit\u00e2ncia antirracista enriquece as atividades acad\u00eamicas uma vez que, nossa sociedade vive um tempo hist\u00f3rico de profundas transforma\u00e7\u00f5es, nos modelos de conviv\u00eancia e coexist\u00eancia de diversas culturas. 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