{"id":2568451,"date":"2024-12-07T15:57:16","date_gmt":"2024-12-07T15:57:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=2568451"},"modified":"2024-12-07T15:57:16","modified_gmt":"2024-12-07T15:57:16","slug":"o-que-sao-os-combatentes-pela-paz-organizacao-israelo-palestiniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/12\/o-que-sao-os-combatentes-pela-paz-organizacao-israelo-palestiniana\/","title":{"rendered":"O que s\u00e3o os &#8220;Combatentes pela Paz&#8221;, organiza\u00e7\u00e3o israelo-palestiniana?"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cA esperan\u00e7a \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o concreta, n\u00e3o uma ideia abstrata\u201d<\/strong><\/h2>\n<\/blockquote>\n<p><em><b><strong>Os &#8220;Combatentes pela Paz&#8221; s\u00e3o um movimento popular binacional fundado em 2006 por antigos combatentes palestinianos e israelitas.<\/strong><\/b> <b><strong>O seu objetivo \u00e9 p\u00f4r fim \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o israelita e promover uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e justa para o conflito israelo-palestiniano.<\/strong><\/b> <b><strong>O movimento assenta nos princ\u00edpios da n\u00e3o-viol\u00eancia e do di\u00e1logo, na educa\u00e7\u00e3o e na a\u00e7\u00e3o conjuntas para construir pontes entre as sociedades.<\/strong><\/b> <b><strong>Mostra que a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, mesmo num ambiente profundamente dividido, e d\u00e1-nos esperan\u00e7a por um futuro melhor.<\/strong><\/b><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Rana Salman<\/strong>, co-diretora da organiza\u00e7\u00e3o Combatentes pela Paz, esteve em Berlim para uma confer\u00eancia e aproveitou o tempo para falar com a Pressenza. A entrevista foi conduzida por Reto Thumiger, da equipa editorial alem\u00e3, e por Vasco Esteves, da equipa editorial portuguesa.<\/em><\/p>\n<p><b><em><strong>Reto Thumiger: Os Combatentes pela Paz s\u00e3o um movimento de base fundado por antigos combatentes israelitas e palestinianos.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Nos eventos, os membros da organiza\u00e7\u00e3o aparecem sempre em parelha, uma pessoa israelita e uma palestiniana, o que considero um conceito muito interessante.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Reparei que a co-presid\u00eancia atual \u00e9 composta por duas mulheres, do que eu n\u00e3o estava necessariamente \u00e0 espera&#8230;<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p><b><strong>Rana Salman:<\/strong><\/b> Entrei para o movimento h\u00e1 quatro anos. Nessa altura, havia muito poucas mulheres e o grupo era fortemente dominado por homens. A mudan\u00e7a deu-se lentamente, talvez mais por acaso. Mas houve uma abertura por parte dos ativistas, do comit\u00e9 de lideran\u00e7a e dos nossos co-fundadores para se dar mais espa\u00e7o e protagonismo \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>Por exemplo, eu venho de um meio muito diferente do dos fundadores. Nunca fui combatente nem estive ativamente envolvida no ciclo da viol\u00eancia. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o tenha lugar num movimento que est\u00e1 empenhado nos princ\u00edpios da n\u00e3o-viol\u00eancia e do humanismo. Pelo contr\u00e1rio, isso abriu portas para incluir pessoas de diferentes origens &#8211; n\u00e3o s\u00f3 antigos combatentes, mas tamb\u00e9m ativistas n\u00e3o-violentos, mulheres, jovens e objetores de consci\u00eancia israelitas. Esta diversidade enriqueceu o nosso movimento.<\/p>\n<p>Quando entrei para o movimento, muitas coisas eram improvisadas: Uma pequena sala em Telavive servia de espa\u00e7o de trabalho e, na Cisjord\u00e2nia, os ativistas reuniam-se localmente para planear as suas a\u00e7\u00f5es. Apesar dos escassos recursos, \u00e9ramos movidos pela vontade de melhorar.<\/p>\n<p>Com o tempo, o movimento come\u00e7ou a crescer e tornou-se claro que precisava de mais estrutura &#8211; n\u00e3o s\u00f3 como movimento, mas tamb\u00e9m em termos organizacionais. O que est\u00e1vamos a fazer era incrivelmente importante, e cada vez havia mais pessoas que acreditavam no nosso trabalho e nos queriam apoiar. Foi nessa altura que se tornou necess\u00e1rio crescer, profissionalizar e contratar pessoal qualificado. S\u00f3 assim poder\u00edamos desenvolver programas, chegar a um p\u00fablico mais vasto e, em particular, envolver mais jovens de ambas as sociedades.<\/p>\n<p>Foi exatamente nessa altura que entrei para a organiza\u00e7\u00e3o. Mont\u00e1mos um escrit\u00f3rio em Beit Jala &#8211; basicamente come\u00e7\u00e1mos do zero a criar uma estrutura adequada \u00e0 import\u00e2ncia e \u00e0 nova dimens\u00e3o do nosso trabalho.<\/p>\n<p><b><em><strong>Vasco Esteves: Quando \u00e9 que o movimento nasceu?<\/strong><\/em><\/b> <strong>E o<\/strong><b><em><strong>s Combatentes pela Paz registaram algum crescimento desde o in\u00edcio da atual guerra de Gaza?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>O movimento foi fundado em 2006. Tivemos um crescimento sobretudo depois do in\u00edcio desta guerra. Um exemplo disso \u00e9 o nosso trabalho no Vale do Jord\u00e3o, onde asseguramos a prote\u00e7\u00e3o dos pastores. Os nossos ativistas, juntamente com uma coliga\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es e indiv\u00edduos, acompanham os pastores para os proteger de ataques. Durante este processo, apercebemo-nos de que cada vez mais israelitas estavam interessados em aderir tamb\u00e9m, em aprender e participar.<\/p>\n<p>Do lado palestiniano, por outro lado, h\u00e1 muito que \u00e9 um desafio conseguir que os jovens adiram ao nosso movimento. Lan\u00e7\u00e1mos um programa educativo para jovens palestinianos com idades compreendidas entre os 18 e os 28 anos &#8211; um programa de seis meses concebido para receber 15 a 20 novos participantes por ano. Quando inici\u00e1mos o programa, h\u00e1 tr\u00eas anos, era extremamente dif\u00edcil de encontrar um n\u00famero suficiente de jovens. Ainda h\u00e1 muita resist\u00eancia na sociedade palestiniana \u00e0s iniciativas conjuntas e \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o com os israelitas. Muitas pessoas desconfiam ou sentem-se pouco \u00e0 vontade em espa\u00e7os partilhados.<\/p>\n<p>Depois de 7 de Outubro, tivemos de suspender o programa durante alguns meses por raz\u00f5es de seguran\u00e7a &#8211; devido aos bloqueios de estradas, \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o e ao perigo de viol\u00eancia por parte dos colonos. Os nossos participantes v\u00eam de diferentes partes da Cisjord\u00e2nia e n\u00e3o quer\u00edamos exp\u00f4-los a perigos desnecess\u00e1rios, especialmente os jovens do sexo masculino, que s\u00e3o frequentemente alvo de viol\u00eancia militar.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7\u00e1mos a fazer publicidade para o grupo do ano seguinte, em Mar\u00e7o passado, fic\u00e1mos impressionados com a resposta: Candidataram-se 93 jovens palestinianos de toda a Cisjord\u00e2nia. Foi um sinal de esperan\u00e7a. Desta vez, n\u00e3o fomos n\u00f3s que os procur\u00e1mos &#8211; foram eles que nos procuraram a n\u00f3s! S\u00e3o curiosos, querem conhecer o outro lado da medalha, partilhar as suas hist\u00f3rias e dizer a sua verdade. Talvez vejam este espa\u00e7o como uma plataforma para se juntarem, se expressarem e descobrirem novos caminhos.<\/p>\n<p>Mas continua a ser perigoso. Desde o in\u00edcio da guerra, tem sido dif\u00edcil, at\u00e9 para n\u00f3s, exprimirmo-nos nas redes sociais. Pode ser muito perigoso o apenas gostar de um post. H\u00e1 anos que os cidad\u00e3os palestinianos em Israel s\u00e3o silenciados. J\u00e1 n\u00e3o partilham nem gostam de nada nas redes sociais, porque podem ser presos. Temos conhecimento de v\u00e1rios casos em que jovens foram detidos em postos de controlo: Os seus telem\u00f3veis eram revistados e, se tivessem fotografias sobre Gaza ou conversas cr\u00edticas, eram detidos ou mesmo espancados. \u00c9 um grande risco.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><b><em><strong>\u201cSem inclus\u00e3o, os processos de paz falham\u201d<\/strong><\/em><\/b><\/h2>\n<p><b><em><strong>RT: Tamb\u00e9m fiz esta pergunta no in\u00edcio porque as mulheres t\u00eam desempenhado um papel central em muitos processos de paz em todo o mundo.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Sem a participa\u00e7\u00e3o das mulheres, estes processos n\u00e3o se teriam concretizado.<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>Para que os processos de paz sejam verdadeiramente eficazes e sustent\u00e1veis, t\u00eam de incluir diferentes vozes e interesses. Muitas vezes, estes processos falham porque os grupos marginalizados da sociedade permanecem exclu\u00eddos &#8211; mulheres, jovens, enfim todos aqueles que normalmente n\u00e3o t\u00eam lugar \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es. Esta \u00e9 uma das principais raz\u00f5es pelas quais muitas iniciativas de paz n\u00e3o funcionam. \u00c9 por isso que estamos sempre a falar de inclus\u00e3o: todos devem fazer parte do processo.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia de conflitos anteriores mostram claramente como \u00e9 crucial o papel das mulheres. Muitas vezes, elas negociaram com \u00eaxito cessar-fogos, participaram em negocia\u00e7\u00f5es e contribu\u00edram para a reconcilia\u00e7\u00e3o. As mulheres representam uma grande parte da sociedade, de ambos os lados do conflito, e tamb\u00e9m educam a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o. Por isso, o seu papel n\u00e3o \u00e9 apenas importante &#8211; \u00e9 indispens\u00e1vel. N\u00e3o se as pode simplesmente ignorar ou tirar da equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que tamb\u00e9m vemos \u00e9 que muitos processos de paz ignoram completamente os aspectos humanos que as mulheres frequentemente trazem para a mesa. Raramente se trata de empatia ou de reconcilia\u00e7\u00e3o &#8211; em vez disso, as negocia\u00e7\u00f5es mant\u00eam-se frequentemente a um n\u00edvel puramente t\u00e9cnico: declara\u00e7\u00f5es, assinaturas, acordos formais. Mas as mulheres trazem uma profundidade diferente: Como irm\u00e3s, filhas, m\u00e3es &#8211; elas preocupam-se, t\u00eam empatia, conseguem compreender a dor, o sofrimento e a tristeza das mulheres do outro lado. Esta abordagem humana acrescenta um valor inestim\u00e1vel a qualquer processo de paz.<\/p>\n<p>Mesmo que um processo de paz conduza a um acordo ou a um cessar-fogo, permanece sempre a tarefa posterior de criar confian\u00e7a, de construir pontes e de gerar reconcilia\u00e7\u00e3o. \u00c9 precisamente nestes dom\u00ednios que as mulheres e a sociedade civil desempenham um papel crucial. Sem esse trabalho, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que a paz perdure.<\/p>\n<p><b><em><strong>VE: <\/strong><\/em><\/b><b><em><strong>Quais s\u00e3o as \u00e1reas mais importantes em que o movimento Combatentes pela Paz est\u00e1 ativo?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>O nosso foco principal \u00e9 sobre o trabalho no terreno, porque somos um movimento de base. Isto significa que estamos sempre presentes &#8211; seja em protestos, manifesta\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es n\u00e3o-violentas ou iniciativas de solidariedade. J\u00e1 mencionei um exemplo, o acompanhamento de pastores no Vale do Jord\u00e3o para os proteger da viol\u00eancia dos colonos e dos militares. Nos \u00faltimos dois meses, apoi\u00e1mos fam\u00edlias durante a colheita da azeitona, acompanhando-as \u00e0s suas terras para que pudessem colher azeitonas em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m destas atividades, realizamos tamb\u00e9m programas educativos. Tal como referi anteriormente, os nossos programas destinam-se a jovens palestinianos e israelitas, que nos procuram para aprender algo sobre a resist\u00eancia n\u00e3o-violenta, comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta e outros t\u00f3picos que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o abordados nas escolas. Chamamos a isto \u201ceduca\u00e7\u00e3o alternativa\u201d &#8211; trata-se de conhecer o outro e de contar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Para n\u00f3s, esta \u00e9 uma ferramenta poderosa para construir pontes. Foi assim que o nosso movimento come\u00e7ou: com reuni\u00f5es em que as pessoas partilhavam as suas hist\u00f3rias e aprendiam a utilizar as redes sociais para divulgar as suas mensagens.<\/p>\n<p>Outro objetivo \u00e9 o trabalho educativo com os jovens israelitas antes de entrarem para o ex\u00e9rcito. Muitos deles nunca conheceram um palestiniano e crescem com estere\u00f3tipos na cabe\u00e7a: O outro \u00e9 o simplesmente um inimigo, ponto final. Tentamos quebrar estas barreiras organizando encontros que lhes d\u00e3o uma nova perspetiva. Felizmente, estamos a observar um fen\u00f3meno crescente em Israel: Cada vez h\u00e1 mais jovens que se recusam a servir no ex\u00e9rcito. Ainda recentemente, 130 soldados da reserva declararam publicamente a sua recusa em servir &#8211; at\u00e9 assinaram uma carta. Isto \u00e9 novo, porque o servi\u00e7o militar costumava ser uma atividade honrosa: As pessoas pensavam que estavam a defender o seu pa\u00eds. Mas, agora, h\u00e1 cada vez mais pessoas que se apercebem de que o ex\u00e9rcito israelita n\u00e3o est\u00e1 a defender ningu\u00e9m, mas a cometer crimes de guerra. As pessoas passaram a ver a ocupa\u00e7\u00e3o e os seus efeitos em primeira m\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cdn77.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Interview-mit-Rana.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Vasco Esteves e Reto Thumiger, da Pressenza,\u00a0 e Rana Salman, codiretora dos Combatentes pela Paz (Foto: Pressenza)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn77.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Rana_Salman_2.jpg\" \/><br \/>\nRana Salman, codiretora dos Combatentes pela Paz (Foto: Pressenza)<\/em><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m organizamos visitas guiadas para grupos israelitas e miss\u00f5es diplom\u00e1ticas na Palestina e em Israel para mostrar como a ocupa\u00e7\u00e3o afeta a vida das pessoas e como a viol\u00eancia dos colonos afeta os pastores e as comunidades. Ao faz\u00ea-lo, documentamos as viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos para aumentarmos a consciencializa\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>Outra parte importante do nosso trabalho s\u00e3o as cerim\u00f3nias anuais, como a comemora\u00e7\u00e3o conjunta israelo-palestiniana. Este dia \u00e9 um dia sagrado em Israel, em que normalmente se recordam os soldados mortos. Mas n\u00f3s fazemos isto de forma diferente: recordamos todas as v\u00edtimas do conflito &#8211; quer israelitas quer palestinianos. \u00c9 claro que isto \u00e9 controverso, porque estamos a mudar a narrativa. Em vez de enfatizarmos o papel da v\u00edtima ou a adora\u00e7\u00e3o do her\u00f3i, tentamos humanizar o outro lado.<\/p>\n<blockquote>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><b><em><strong>\u201cA ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o traz mais seguran\u00e7a para ningu\u00e9m\u201d<\/strong><\/em><\/b><\/h2>\n<\/blockquote>\n<p><b><em><strong>RT: O objetivo \u00e9 homenagear todas as v\u00edtimas deste conflito?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o convidamos pol\u00edticos ou representantes do governo para as nossas comemora\u00e7\u00f5es. Em vez disso, quem fala s\u00e3o as fam\u00edlias enlutadas, as pessoas que perderam os seus entes queridos no conflito. A comemora\u00e7\u00e3o conjunta da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nakba\">Nakba<\/a>, da expuls\u00e3o dos palestinianos da sua terra em 1948, realizamos todos os anos no dia 15 de Maio. Comemoramos a Nakba abordando e lembrando os factos que ocorreram nessa altura.<\/p>\n<p>Para a sociedade palestiniana, o dia 15 de Maio \u00e9 um dia de luto &#8211; um dia em que recordam a sua expuls\u00e3o, a perda, a ocupa\u00e7\u00e3o. Na sociedade israelita, por outro lado, o tema da Nakba \u00e9 um tabu, uma vez que o dia est\u00e1 ligado \u00e0 funda\u00e7\u00e3o do Estado de Israel e \u00e0 sua independ\u00eancia. \u00c9 por isso que a nossa comemora\u00e7\u00e3o conjunta \u00e9 um passo t\u00e3o importante: \u00c9 preciso reconhecermos o passado para podermos construir um futuro melhor.<\/p>\n<p>Durante esta cerim\u00f3nia, ouvimos as hist\u00f3rias de palestinianos e de israelitas, de refugiados que viveram os acontecimentos de 1948. Muitos deles ainda vivem atualmente em campos de refugiados. Estamos conscientes de que estes testemunhos se tornar\u00e3o cada vez mais raros no futuro, uma vez que as testemunhas dessa \u00e9poca est\u00e3o a envelhecer e a desaparecer. Mesmo os soldados israelitas que serviram em 1948 e que testemunharam os acontecimentos, poder\u00e3o n\u00e3o continuar dispon\u00edveis durante muito mais tempo. Por isso, \u00e9 ainda mais importante documentar e partilhar estas hist\u00f3rias agora, para que ambos os lados possam conhecer as hist\u00f3rias uns dos outros.<\/p>\n<p><b><em><strong>VE: Ent\u00e3o o seu trabalho envolve n\u00e3o s\u00f3 medidas reativas, mas tamb\u00e9m iniciativas proativas?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>Exatamente, \u00e9 como um projeto de re-humaniza\u00e7\u00e3o. Especialmente agora, depois dos acontecimentos de Outubro de 2023, h\u00e1 do lado israelita uma profunda desconfian\u00e7a e desumaniza\u00e7\u00e3o dos outros. Muitos s\u00f3 veem o \u201cHamas\u201d ou o inimigo deles em Gaza, sem terem empatia pelas crian\u00e7as ou pelo sofrimento das pessoas que l\u00e1 vivem. Este distanciamento \u00e9 causado pela dor e pelo trauma que foram vividos por ambas as partes.<\/p>\n<p>Ambas as partes est\u00e3o concentradas apenas na sua pr\u00f3pria dor: Os israelitas, porque ainda t\u00eam ref\u00e9ns em Gaza e sofrem com a sua perda e o medo; E os palestinianos, porque s\u00e3o confrontados com as destrui\u00e7\u00f5es, a desloca\u00e7\u00e3o das pessoas e a cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria. Este isolamento de parte a parte torna dif\u00edcil ver o outro lado. Mas \u00e9 exatamente aqui que n\u00f3s entramos: Com o objetivo de construir pontes, de promover a empatia e de restaurar uma vis\u00e3o humana em ambos os lados.<\/p>\n<blockquote>\n<h2><b><em><strong>\u201cPorque o que foi poss\u00edvel na Europa n\u00e3o poder\u00e1 ser poss\u00edvel aqui tamb\u00e9m?\u201d<\/strong><\/em><\/b><\/h2>\n<\/blockquote>\n<p><b><em><strong>RT: Na Alemanha, existe frequentemente uma tens\u00e3o entre a responsabilidade hist\u00f3rica face a Israel e o compromisso com os direitos humanos ao n\u00edvel internacional.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Como acha que a Alemanha dever\u00e1 lidar com essa contradi\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>E que papel poderia desempenhar na constru\u00e7\u00e3o de pontes e na contribui\u00e7\u00e3o ativa para a constru\u00e7\u00e3o da paz na tua regi\u00e3o?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>Sei que o conflito entre Israel e a Palestina \u00e9 um tema muito sens\u00edvel na Alemanha &#8211; por causa da sua hist\u00f3ria, e talvez tamb\u00e9m por causa dos sentimentos de culpa. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de mudarmos as nossas convic\u00e7\u00f5es, especialmente quando se trata de pol\u00edtica governamental. Na Alemanha, parece haver um apoio quase incondicional a Israel, o que \u00e9 frequentemente justificado com o direito \u00e0 autodefesa e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de Israel. \u00c9 claro que isso \u00e9 leg\u00edtimo, mas n\u00e3o significa que esse apoio deva ser incondicional. H\u00e1 limites, especialmente quando os direitos humanos s\u00e3o violados &#8211; e penso que esse limite j\u00e1 foi ultrapassado h\u00e1 muito tempo por Israel.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que vejo uma esp\u00e9cie de divis\u00e3o na Alemanha: muitas pessoas querem apoiar Israel, mas ao mesmo tempo sentem-se comprometidas com os direitos humanos. Isto leva a uma contradi\u00e7\u00e3o. A Alemanha est\u00e1 num ponto em que tem de decidir como se quer posicionar: Espero que decida a favor dos direitos humanos internacionais.<\/p>\n<p><strong>Quando olho de longe para a Alemanha, vejo quer protestos pr\u00f3-Palestina quer protestos pr\u00f3-Israel: Ambas s\u00e3o narrativas que n\u00e3o nos levam a lado nenhum na regi\u00e3o. Porque obrigam as pessoas a tomar partido em vez de construir pontes. Isto conduz frequentemente \u00e0 desumaniza\u00e7\u00e3o do outro lado: Por exemplo, quando as pessoas afirmam que est\u00e3o do lado de Israel ou da Palestina, ou quando utilizam slogans que podem ser ofensivos para o outro lado. Torna-se tudo uma competi\u00e7\u00e3o para ver quem tem raz\u00e3o. Mas, numa altura como esta, no meio de uma guerra, isso n\u00e3o nos leva a lado nenhum.<\/strong><\/p>\n<p>O que precisamos de facto \u00e9 de um apoio a solu\u00e7\u00f5es concretas pela paz. O fornecimento de armas, inclusiv\u00e9 de armas alem\u00e3s, apenas prolonga a guerra e alimenta a m\u00e1quina de guerra. Em vez disso, deveriam ser canalizados mais fundos para os esfor\u00e7os de paz e para as negocia\u00e7\u00f5es, a fim de refor\u00e7ar a sociedade civil que trabalha na constru\u00e7\u00e3o da paz. Isto poderia mudar a narrativa e a din\u00e2mica do conflito. Enquanto a Alemanha e outros pa\u00edses continuarem a fornecer armas e recursos, a guerra continuar\u00e1 a ser uma op\u00e7\u00e3o &#8211; esta \u00e9 a realidade.<\/p>\n<blockquote>\n<h2><b><em><strong>\u201cA Alemanha tem a oportunidade de assumir um papel mais proativo em prol da paz\u201d<\/strong><\/em><\/b><\/h2>\n<\/blockquote>\n<p><b><em><strong>RT: Muitas pessoas na Alemanha est\u00e3o profundamente comprometidas com a promessa de que uma guerra nunca mais dever\u00e1 ser iniciada a partir do solo alem\u00e3o.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Para a maioria, isso inclui n\u00e3o apenas miss\u00f5es de combate, mas tamb\u00e9m o fornecimento de armas e qualquer forma de apoio log\u00edstico \u00e0s guerras.<\/strong><\/em><\/b> <strong>Mas, p<\/strong><b><em><strong>erante os atuais desenvolvimentos pol\u00edticos a n\u00edvel mundial, muitas pessoas empenhadas pela paz sentem-se frustradas e impotentes.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Que palavras gostaria de dirigir a essas pessoas?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>Para as pessoas na Alemanha que est\u00e3o frustradas, eu diria: n\u00e3o percam a esperan\u00e7a! N\u00f3s n\u00e3o perdemos a esperan\u00e7a numa solu\u00e7\u00e3o para a nossa regi\u00e3o, porque sabemos que ela \u00e9 poss\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 nosso destino viver em conflito para sempre. A Europa demonstrou que a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Quem teria pensado, h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, que pa\u00edses como a Fran\u00e7a e a Alemanha, outrora inimigos, seriam agora parceiros pr\u00f3ximos e amigos? Porque \u00e9 que isto n\u00e3o h\u00e1-de ser poss\u00edvel tamb\u00e9m na nossa regi\u00e3o?<\/p>\n<p>Existe uma oportunidade. Mas precisamos que atores internacionais como a Alemanha assumam um papel mais pr\u00f3-ativo. Por vezes, temos a sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o o podemos fazer sozinhos, porque as pot\u00eancias internacionais t\u00eam uma influ\u00eancia t\u00e3o forte no conflito. Talvez a Alemanha se retraia muitas vezes porque os EUA s\u00e3o o aliado mais importante de Israel. Mas \u00e9 precisamente por isso que a Europa, e a Alemanha em particular, tem a oportunidade de adotar uma posi\u00e7\u00e3o diferente e de criar um contrapeso.<\/p>\n<p><b><em><strong>RT: De onde vem a tua for\u00e7a, a f\u00e9 e motiva\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>O que te inspira a fazer todos os dias o que fazes, a continuar a tua luta?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o posso partilhar pormenores, mas uma das raz\u00f5es pelas quais estou aqui em Berlim \u00e9 porque estou a trabalhar com um grupo de palestinianos e israelitas para mudar a realidade, criar novas possibilidades e defender a nossa vis\u00e3o comum de um futuro melhor. Encontros como este, com defensores da paz de ambos os lados, d\u00e3o-me sempre esperan\u00e7a. Mesmo em casa, nos Combatentes pela Paz, retiro for\u00e7a do nosso trabalho: Quando nos reunimos e planeamos as pr\u00f3ximas a\u00e7\u00f5es; Quando discutimos, e por vezes discordamos, mas n\u00e3o desistimos &#8211; como numa verdadeira comunidade binacional.<\/p>\n<p>Em momentos como esses, apercebemo-nos de que a nossa vis\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. N\u00e3o se trata de um sonho, duma ilus\u00e3o. \u00c9 algo que est\u00e1 a acontecer agora, mesmo \u00e0 frente dos nossos olhos.<\/p>\n<p><b><em><strong>RT: Se \u00e9 poss\u00edvel a esse n\u00edvel, porque n\u00e3o h\u00e1-de ser tamb\u00e9m poss\u00edvel ao n\u00edvel social?<\/strong><\/em><\/b><\/p>\n<p>Exatamente. Temos origens, cren\u00e7as e perspetivas diferentes e, no entanto, trabalhamos juntos, sonhamos juntos, lutamos juntos &#8211; de forma n\u00e3o-violenta, claro. Estamos a lutar contra um sistema que n\u00e3o serve nem os palestinianos nem os israelitas. A ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o traz mais seguran\u00e7a para ningu\u00e9m, n\u00f3s sabemos isso. E atrav\u00e9s das experi\u00eancias dos nossos fundadores, que estiveram anteriormente envolvidos em atos de viol\u00eancia, aprendemos que a viol\u00eancia apenas nos leva a permanecer presos no mesmo ciclo.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que temos de quebrar esse ciclo vicioso. Sabemos que s\u00f3 existe uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o nosso conflito. E temos de trabalhar em conjunto para criar um futuro melhor para todos. Para mim, a esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma ideia abstrata. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o concreta, algo pelo qual temos de trabalhar para tornarmos a mudan\u00e7a poss\u00edvel.<\/p>\n<p><b><em><strong>Muito obrigado por esta <\/strong><\/em><\/b><b><em><strong>entrevista t\u00e3o <\/strong><\/em><\/b><b><em><strong>interessante\u00a0<\/strong><\/em><\/b><b><em><strong>e cheia de esperan\u00e7a.<\/strong><\/em><\/b> <b><em><strong>Desejamos-te a continua\u00e7\u00e3o de muito sucesso na tua importante miss\u00e3o!<\/strong><\/em><\/b><b><\/b><\/p>\n<hr \/>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o do alem\u00e3o por <strong>Vasco Esteves<\/strong> para a PRESSENZA<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA esperan\u00e7a \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o concreta, n\u00e3o uma ideia abstrata\u201d Os &#8220;Combatentes pela Paz&#8221; s\u00e3o um movimento popular binacional fundado em 2006 por antigos combatentes palestinianos e israelitas. 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