{"id":2556582,"date":"2024-10-23T01:37:49","date_gmt":"2024-10-23T00:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=2556582"},"modified":"2024-10-23T01:39:00","modified_gmt":"2024-10-23T00:39:00","slug":"o-peso-da-lama-e-da-injustica-sentencas-favorecem-a-vale-e-marginalizam-os-atingidos-pelo-crime-da-vale-s-a-em-brumadinho-e-bacia-do-rio-paraopeba-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/10\/o-peso-da-lama-e-da-injustica-sentencas-favorecem-a-vale-e-marginalizam-os-atingidos-pelo-crime-da-vale-s-a-em-brumadinho-e-bacia-do-rio-paraopeba-em-minas-gerais\/","title":{"rendered":"O Peso da Lama e da \u201cIn\u201dJusti\u00e7a: Senten\u00e7as Favorecem a Vale e Marginalizam os Atingidos pelo Crime da Vale S.A. em Brumadinho e bacia do rio Paraopeba em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">MINERA\u00c7\u00c3O<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Fernanda Perdig\u00e3o<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>As decis\u00f5es judiciais envolvendo v\u00edtimas do rompimento da barragem de Brumadinho evidenciam, a maneira como o sistema de justi\u00e7a tem tratado as pessoas atingidas: como coadjuvantes de seus pr\u00f3prios direitos.<\/strong> <\/span><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tivemos acesso a uma das senten\u00e7as que indeferiu os pedidos de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais de uma fam\u00edlia atingidas pelo crime da Vale que revela falhas graves, tanto na forma quanto no conte\u00fado, e reflete uma pr\u00e1tica judicial marcada pelo neocolonialismo, onde as vozes dos mais vulner\u00e1veis s\u00e3o relegadas ao segundo plano, enquanto a voz da Vale S.A. permanece hegem\u00f4nica.<\/span><\/p>\n<p><b>Falhas na senten\u00e7a: a nega\u00e7\u00e3o da dor e o fardo da prova<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A senten\u00e7a negou os pedidos de indeniza\u00e7\u00e3o com o argumento de que os autores n\u00e3o apresentaram provas suficientes para comprovar os danos alegados, tais como laudos m\u00e9dicos que demonstram impactos psicol\u00f3gicos espec\u00edficos decorrentes do rompimento. Contudo, essa exig\u00eancia ignora a realidade dos atingidos, que foram submetidos a um trauma coletivo de propor\u00e7\u00f5es inimagin\u00e1veis. A aplica\u00e7\u00e3o estrita das normas processuais, como o artigo 373, I do C\u00f3digo de Processo Civil, que imp\u00f5e ao autor o \u00f4nus de comprovar os fatos constitutivos do seu direito, acaba sendo utilizada como ferramenta para deslegitimar o sofrimento de quem perdeu casa, trabalho e estabilidade. Uma importante observa\u00e7\u00e3o, no referido caso, houve solicita\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o para aproveitamento de provas produzidas no processo coletivo que segue em andamento, pedido este indeferido pelo magistrado.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><b>A Contradi\u00e7\u00e3o no Reconhecimento do Ato Il\u00edcito e a Nega\u00e7\u00e3o da Responsabilidade<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 indiscut\u00edvel que a Vale cometeu um ato il\u00edcito grav\u00edssimo, respons\u00e1vel pela morte de centenas de pessoas, destrui\u00e7\u00e3o de comunidades e um impacto ambiental imensur\u00e1vel. Esse reconhecimento por parte do magistrado j\u00e1 deveria, por si s\u00f3, ensejar uma postura pr\u00f3-ativa na an\u00e1lise das consequ\u00eancias do desastre. Ao exigir que os autores provem individualmente os danos de maneira exaustiva, a senten\u00e7a ignora a pr\u00f3pria gravidade do fato il\u00edcito, que causou, de maneira evidente, um dano massivo e difuso a toda a coletividade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O trecho revela um <\/span><b>paradoxo na responsabiliza\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> : por um lado, admita-se que a conduta da Vale foi il\u00edcita e grave; por outro lado, a decis\u00e3o nega, como se os efeitos dessa conduta tivessem um alcance limitado e restrito, sem qualquer consequ\u00eancia concreta sobre os indiv\u00edduos que, comprovadamente, tiveram suas vidas desestruturadas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2556583\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2556583\" class=\"wp-image-2556583 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-1-fernanda.jpg\" alt=\"\" width=\"771\" height=\"779\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-1-fernanda.jpg 771w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-1-fernanda-297x300.jpg 297w\" sizes=\"auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px\" \/><p id=\"caption-attachment-2556583\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Fonte: arquivo da senten\u00e7a fornecido pelo autor da a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p><\/div>\n<h3><\/h3>\n<h3><b>A Aplica\u00e7\u00e3o Injusta do \u00d4nus da Prova<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A senten\u00e7a imp\u00f5e aos autores o \u00f4nus de comprovar, de maneira rigorosa, os danos sofridos, sob a premissa do artigo 373, inciso I, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), que atribui ao autor o dever de provar os fatos constitutivos de seu direito. No entanto, o cen\u00e1rio de um desastre de tal magnitude exige uma <\/span><b>abordagem diferenciada<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , conforme regula a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o, ao aplicar a <\/span><b>teoria do risco integral<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em casos de danos ambientais (art. 927 do C\u00f3digo Civil e art. 14, \u00a71\u00ba da Lei n\u00ba 6.938\/1981). Essa teoria dispensa a prova de culpa, bastando o ato il\u00edcito e o dano decorrente de uma atividade que, por sua natureza, envolve risco para terceiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao exigir que as v\u00edtimas apresentem provas de cada dano, a senten\u00e7a desconsidera o contexto de vulnerabilidade dos atingidos, muitos dos quais est\u00e3o com efeitos danosos na sua sa\u00fade mental ou atuavam na informalidade. Em vez de facilitar o acesso \u00e0 justi\u00e7a e repara\u00e7\u00e3o dos danos, o <\/span><b>Judici\u00e1rio cria obst\u00e1culos quase intranspon\u00edveis, tratando os atingidos em uma posi\u00e7\u00e3o de igualdade frente \u00e0 Vale<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, uma das maiores empresas do mundo.<\/span><\/p>\n<h3><b>Danos Evidentes Ignorados e a Necessidade de Prova de Nexo de Causalidade<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A exig\u00eancia de que os autores provem o nexo de causalidade entre os danos sofridos e o rompimento da barragem desconsidera o <\/span><b>car\u00e1ter evidente do dano<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> causado pelo desastre. O rompimento da barragem n\u00e3o apenas devastou a \u00e1rea atingida imediatamente pela lama, mas tamb\u00e9m gerou uma onda de trauma e desestrutura\u00e7\u00e3o social em toda a regi\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A investiga\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada, inclusive pelo <\/span><b>Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , estabelece que em casos de trag\u00e9dias de grande magnitude, o dano moral pode ser <\/span><b>presumido<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (&#8220;in re ipsa&#8221;), dispensando a prova exaustiva do dano, uma vez que a gravidade do evento e o impacto na vida das pessoas s\u00e3o autoevidentes. A senten\u00e7a, ao n\u00e3o aplicar esse entendimento, incorre em um erro, perpetuando a l\u00f3gica de desconsiderar a <\/span><b>dimens\u00e3o humana<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> do desastre em prol de uma formalidade processual que, na pr\u00e1tica, favorece a mineradora.<\/span><\/p>\n<h3><b>O Neocolonialismo Judici\u00e1rio e a Exclus\u00e3o das Vozes dos Atingidos<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O conceito de <\/span><b>neocolonialismo judici\u00e1rio se manifesta<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> quando o <\/span><b>sistema de justi\u00e7a, ao inv\u00e9s de proteger os direitos dos mais vulner\u00e1veis, reproduz estruturas de poder que marginalizam ainda mais aqueles que j\u00e1 foram oprimidos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O rompimento da barragem de Brumadinho n\u00e3o foi apenas uma trag\u00e9dia ambiental e humana, mas tamb\u00e9m uma demonstra\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia institucional. Os atingidos, que deveriam ser protagonistas na busca por seus direitos, s\u00e3o tratados como espectadores em processos que t\u00eam como foco a prote\u00e7\u00e3o do capital e da reputa\u00e7\u00e3o das corpora\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os tribunais t\u00eam se mostrado reticentes em reconhecer a responsabilidade integral da Vale e os danos profundos que o desastre causou \u00e0 coletividade. O uso da teoria do risco integral, que imp\u00f5e a responsabilidade objetiva por danos ambientais, \u00e9 frequentemente dilu\u00eddo pela necessidade de provar individualmente os danos, mesmo em casos onde a magnitude do desastre torna evidente o impacto negativo na vida de milhares de pessoas. Isso esvazia a efetividade do direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o e faz com que os atingidos tenham que travar batalhas jur\u00eddicas longas e desiguais, nas quais s\u00e3o tratados como meros coadjuvantes.<\/span><\/p>\n<p><b>A Vale e sua estrat\u00e9gia de limitar a responsabilidade<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A defesa apresentada pela Vale \u00e9 um exemplo claro de como as corpora\u00e7\u00f5es utilizam a legisla\u00e7\u00e3o para minimizar suas responsabilidades. Ao limitar o conceito de &#8220;atingidos&#8221; apenas \u00e0queles que estavam na ZAS, a empresa ignora os milhares de moradores que sofreram danos em toda a bacia do Paraopeba. Essa estrat\u00e9gia busca reduzir o n\u00famero de indeniza\u00e7\u00f5es e minimizar os custos financeiros para a mineradora, ao mesmo tempo que deslegitima as dores e os impactos vividos por uma popula\u00e7\u00e3o que teve seu modo de vida alterado de forma abrupta e irrepar\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A senten\u00e7a, ao endossar essa vis\u00e3o limitada e excludente, refor\u00e7a uma postura que privilegia o poder econ\u00f4mico e silencia as vozes dos atingidos. Ela falha em reconhecer que a repara\u00e7\u00e3o integral dos danos, prevista no artigo 927 do C\u00f3digo Civil e no artigo 14, \u00a71\u00ba, da Lei n\u00ba 6.938\/1981, deve ir al\u00e9m de crit\u00e9rios restritivos e considerar os danos difusos e coletivos, como a perda de qualidade de vida, o impacto ambiental e a destrui\u00e7\u00e3o de comunidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa decis\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo claro de <\/span><b>neocolonialismo judici\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , onde o poder econ\u00f4mico da Vale se sobrep\u00f5e \u00e0s narrativas e sofrimentos dos atingidos. O Judici\u00e1rio, ao privilegiar os argumentos t\u00e9cnicos e processuais da mineradora, deixa de lado a <\/span><b>subjetividade dos atingidos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tratando-os como meros coadjuvantes em um processo que deveria ter como foco principal seus direitos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os atingidos, que deveriam ser os autores leg\u00edtimos de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, s\u00e3o tratados como v\u00edtimas sem voz, cujos relatos s\u00e3o descartados como &#8220;lamenta\u00e7\u00f5es sem provas&#8221;. Enquanto isso, os argumentos da Vale s\u00e3o aceitos sem o mesmo rigor, com a empresa limitando sua responsabilidade apenas aos residentes da &#8220;zona quente&#8221;, ignorando os milhares de outros atingidos que sofreram com o desastre de diversas maneiras.<\/span><\/p>\n<h3><b>A Necessidade de Uma Abordagem Protetiva<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A senten\u00e7a falha em considerar que o rompimento da barragem \u00e9 um evento que transcende a dimens\u00e3o individual dos danos. Ele \u00e9, essencialmente, um <\/span><b>dano coletivo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , que atinge o tecido social, econ\u00f4mico e ambiental de toda uma comunidade. Nesse sentido, o Judici\u00e1rio deveria adotar uma postura protetiva, levando em conta os <\/span><b>princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana (art. 1\u00ba, III da Constitui\u00e7\u00e3o Federal)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e da <\/span><b>repara\u00e7\u00e3o integral (art. 944 do C\u00f3digo Civil)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , para garantir que os atingidos recebam a indeniza\u00e7\u00e3o justa pelo que perdeu.<\/span><\/p>\n<p><b>Aus\u00eancia de audi\u00eancia: quando a voz dos atingidos \u00e9 silenciada<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, \u00e9 crucial que o tribunal <\/span><b>revise a aus\u00eancia de uma audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e concilia\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , que privou os autores da chance de manifestar diretamente suas dores e perdas. Esse procedimento \u00e9 um pilar do <\/span><b>devido processo legal (art. 5\u00ba, LIV da Constitui\u00e7\u00e3o)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , e sua omiss\u00e3o reflete uma exclus\u00e3o simb\u00f3lica das vozes dos atingidos do processo decis\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p><b>A senten\u00e7a<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> foi proferida sem que houvesse uma audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o ou concilia\u00e7\u00e3o, o que representa uma <\/span><b>viola\u00e7\u00e3o clara dos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> previstos no artigo 5\u00ba, inciso LV da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A realiza\u00e7\u00e3o dessas audi\u00eancias \u00e9 essencial para que os autores possam expor sua vers\u00e3o dos fatos, suas dores e suas perdas de maneira humana e direta, algo que n\u00e3o pode ser substitu\u00eddo por laudos periciais muitas vezes insens\u00edveis \u00e0 dimens\u00e3o subjetiva dos danos. O resultado \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o de um sistema onde o poder econ\u00f4mico dita as regras e os direitos humanos s\u00e3o secundarizados.<\/span><\/p>\n<h3><b>Cr\u00edtica \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o seletiva de conceitos legais: Senten\u00e7a ignora o alcance da Lei 23.795\/2021 e restringe a defini\u00e7\u00e3o de &#8220;atingidos&#8221; \u00e0 Zona de Auto Salvamento<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_2556584\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2556584\" class=\"wp-image-2556584 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-2-fernanda-820x757.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"757\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-2-fernanda-820x757.jpg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-2-fernanda-300x277.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/pag-2-fernanda.jpg 924w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><p id=\"caption-attachment-2556584\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Fonte: arquivo da senten\u00e7a fornecido pelo autor da a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A senten\u00e7a que negou indeniza\u00e7\u00e3o aos atingidos do rompimento da barragem de Brumadinho reflete uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva e, em certa medida, equivocada das normas regulamentares, ao utilizar a <\/span><b>Lei 14.066\/2020<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , que delimita a <\/span><b>Zona de Auto Salvamento (ZAS)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , como principal classifica\u00e7\u00e3o para definir quem s\u00e3o os atingidos pela trag\u00e9dia. Essa decis\u00e3o contraria frontalmente o esp\u00edrito e a letra da <\/span><b>Lei Estadual 23.795 de 2021<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , que institui a <\/span><b>Pol\u00edtica Estadual dos Atingidos por Barragens (Peab)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e define de forma muito mais abrangente quem s\u00e3o as pessoas atingidas por barragens.<\/span><\/p>\n<h3><b>O que diz a Peab: uma defini\u00e7\u00e3o ampla\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><a href=\"https:\/\/www.almg.gov.br\/legislacao-mineira\/texto\/LEI\/23795\/2021\/\"><b>Lei 23.795 de 2021<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> , no artigo 2\u00ba, traz uma defini\u00e7\u00e3o clara e ampla de quem s\u00e3o os atingidos por barragens, considerando como tal qualquer pessoa prejudicada <\/span><b>ainda que ambientalmente<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> por impactos socioecon\u00f4micos. <\/span><b>A lei enumera uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m da ZAS<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, contemplando perda de posse ou propriedade de im\u00f3veis, perda de capacidade produtiva da terra, impactos sobre a pesca, redu\u00e7\u00e3o de fontes de renda, deslocamento compuls\u00f3rio, preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 qualidade de vida, entre outros. Esses fatores, conforme a Peab, configuram uma condi\u00e7\u00e3o de impacto de forma muito mais inclusiva e realista, ao considerar o contexto socioecon\u00f4mico e os impactos indiretos do desastre.<\/span><\/p>\n<h3><b>A senten\u00e7a: uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva que favorece a Vale<\/b><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao utilizar a <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mme\/pt-br\/acesso-a-informacao\/legislacao\/leis\/lei-n-14-066-2020.pdf\/view\"><b>Lei 14.066\/2020<\/b><\/a> <b>e se limitar \u00e0 Zona de Auto Salvamento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> para decidir quem tem direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, a senten\u00e7a ignora os princ\u00edpios fundamentais da Peab, que reconhece que os efeitos de uma barragem n\u00e3o se restringem ao alcance imediato da lama ou rejeitos. <\/span><b>Ao adotar essa abordagem, o Judici\u00e1rio perpetua a estrat\u00e9gia da Vale de minimizar sua responsabilidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, limitando o n\u00famero de pessoas que podem ser formalmente reconhecidas como atingidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A decis\u00e3o judicial falha ao n\u00e3o considerar os <\/span><b>danos difusos e coletivos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> que atuam em toda a regi\u00e3o afetada, como a destrui\u00e7\u00e3o das atividades econ\u00f4micas, o deslocamento compuls\u00f3rio das fam\u00edlias, a ruptura de circuitos econ\u00f4micos locais e a exclus\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e qualidade de vida. De acordo com a <\/span><b>Pol\u00edtica Estadual dos Atingidos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , mesmo quem n\u00e3o perdeu sua casa ou n\u00e3o pertence diretamente \u00e0 &#8220;zona quente&#8221; pode ter sofrido perdas significativas, como a incapacidade de continuar trabalhando, queda no valor da terra ou at\u00e9 a perda de fontes de \u00e1gua e alimentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Novamente identificamos o <\/span><b>neocolonialismo judici\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ao a<\/span><b>plicar de forma seletiva uma norma federal, que favorece os interesses econ\u00f4micos da mineradora<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, e ignorar a legisla\u00e7\u00e3o estadual, que foi criada especificamente para proteger os direitos das pessoas atingidas, o Judici\u00e1rio se coloca ao lado do poder econ\u00f4mico, e n\u00e3o da justi\u00e7a social . Esse tratamento revela que as vozes das pessoas atingidas s\u00e3o sistematicamente desconsideradas, enquanto os argumentos das empresas s\u00e3o aceitos e validados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A senten\u00e7a tamb\u00e9m contraria o <\/span><b>princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , consagrado no artigo 1\u00ba, inciso III, da <\/span><b>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , e o princ\u00edpio da <\/span><b>repara\u00e7\u00e3o integral<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , previsto no artigo 944 do <\/span><b>C\u00f3digo Civil<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> . <\/span><b>Ao limitar a responsabiliza\u00e7\u00e3o da Vale apenas \u00e0 ZAS<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, o Judici\u00e1rio desconsidera os impactos sociais, econ\u00f4micos e psicol\u00f3gicos que se espalharam por toda a bacia do rio Paraopeba. O conceito de &#8220;atingidos&#8221;, conforme previsto pela Peab, \u00e9 claro ao incluir perdas indiretas e difusas que afetam o sustento, o modo de vida e a sa\u00fade das pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, ao negar a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o, o tribunal n\u00e3o s\u00f3 privou os autores do devido processo legal, mas tamb\u00e9m violou o princ\u00edpio do <\/span><b>contradit\u00f3rio e da ampla defesa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , conforme o artigo 5\u00ba, LV, da <\/span><b>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> . Essa omiss\u00e3o impede que os atingidos apresentem suas vers\u00f5es dos fatos e sejam ouvidos, perpetuando a hegemonia da Vale no processo.<\/span><\/p>\n<h3><b>A estrat\u00e9gia da Vale e o uso indevido da legisla\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p><b>A Vale se aproveita de uma leitura restrita e tecnicista da legisla\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> para delimitar os afetados aqueles que residem na ZAS, desconsiderando os danos muito mais amplos e profundos causados \u200b\u200b\u00e0 popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Essa postura \u00e9 uma tentativa clara de minimizar sua responsabilidade e de se esquivar de um maior n\u00famero de indeniza\u00e7\u00f5es. A empresa, ao limitar sua atua\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios estabelecidos pela <\/span><b>Lei 14.066\/2020<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, nega os impactos que, de acordo com a <\/span><b>Lei 23.795\/2021<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> , atingem milhares de pessoas fora da ZAS. A senten\u00e7a, ao aceitar essa l\u00f3gica, endossa a narrativa da mineradora e agrava a vulnerabilidade daqueles que mais sofreram com o desastre.<\/span><\/p>\n<p><b>O neocolonialismo judici\u00e1rio e a perpetua\u00e7\u00e3o da desigualdade<\/b><\/p>\n<p><b>Quando o direito \u00e9 usado para limitar a responsabiliza\u00e7\u00e3o e desconsiderar os impactos humanos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, ele se torna um instrumento de <\/span><b>perpetua\u00e7\u00e3o da desigualdade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \u00c9 necess\u00e1rio que o Judici\u00e1rio se sensibilize com a realidade dos atingidos e passe a reconhecer o valor das provas humanas e subjetivas, permitindo que as vozes daqueles que foram afetados n\u00e3o sejam caladas pelo poder econ\u00f4mico.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MINERA\u00c7\u00c3O Por Fernanda Perdig\u00e3o &nbsp; As decis\u00f5es judiciais envolvendo v\u00edtimas do rompimento da barragem de Brumadinho evidenciam, a maneira como o sistema de justi\u00e7a tem tratado as pessoas atingidas: como coadjuvantes de seus pr\u00f3prios direitos. 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