{"id":241375,"date":"2015-11-03T19:09:34","date_gmt":"2015-11-03T19:09:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?p=241375"},"modified":"2015-11-03T19:10:30","modified_gmt":"2015-11-03T19:10:30","slug":"sem-terra-contam-a-historia-da-primeira-ocupacao-do-mst-ha-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2015\/11\/sem-terra-contam-a-historia-da-primeira-ocupacao-do-mst-ha-30-anos\/","title":{"rendered":"Sem-terra contam a hist\u00f3ria da primeira ocupa\u00e7\u00e3o do MST, h\u00e1 30 anos"},"content":{"rendered":"<p>Reportagem relembra ocupa\u00e7\u00e3o da Fazenda Annoni, realizada pelo MST h\u00e1 30 anos, no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>por Fernanda Canofre e Gerson Costa Lopes, do Sul | 21 publicado 01\/11\/2015<\/p>\n<p>O ponto era a Encruzilhada da Barca, \u00e0s duas horas da manh\u00e3, da ter\u00e7a-feira, 29 de outubro de 1985. Um fusca vermelho estaria parado no local como sinal. A estrada de ch\u00e3o ainda guardava \u00e1gua da chuva do dia anterior.<\/p>\n<p>Aos poucos vinham chegando os caminh\u00f5es carregados de homens, mulheres, crian\u00e7as e uns poucos pertences na ca\u00e7amba. Gente que vinha de 33 munic\u00edpios da regi\u00e3o norte e noroeste do Rio Grande do Sul. Para limpar a estrada e n\u00e3o despertar suspeitas, quem chegava, ia se escondendo nas estradas vicinais ao redor do local esperando a pr\u00f3xima ordem.<\/p>\n<p>Por volta das 2h15, dois brigadianos respons\u00e1veis pelo posto na Fazenda Annoni, passaram pela Encruzilhada fazendo sua ronda. Era noite de lua cheia. Na estrada, s\u00f3 se ouvia o barulho dos grilos. Encontraram o fusca abandonado com uma das portas abertas. Sem sinal de ningu\u00e9m por perto, os policiais revistaram o ve\u00edculo, checaram as imedia\u00e7\u00f5es e resolveram seguir em dire\u00e7\u00e3o a Ronda Alta.<\/p>\n<p>Se tivessem dado alguns passos para dentro de uma das estradas que entravam nas lavouras, os brigadianos teriam se deparado com mais de 4 mil pessoas em sil\u00eancio, segurando choro e nervosismo. Mas sem encontrar nada, apenas seguiram caminho.<\/p>\n<p>Os colonos correram para o carro, queriam ver se havia ficado algo que despertasse suspeita da pol\u00edcia. Fecharam as portas que estavam abertas e voltaram a se esconder para esperar o grupo que se atrasou retido na estrada. Quinze minutos depois, os policiais voltaram. Estranharam as portas fechadas, ainda sem ter sinal de haver algu\u00e9m por perto. As buscas para encontrar qualquer pista foram outra vez em v\u00e3o. Talvez para levar a informa\u00e7\u00e3o, talvez desconfiando de algo, talvez por realmente n\u00e3o achar que o fusca fosse um problema, embarcaram na viatura e foram embora.<\/p>\n<p>A tens\u00e3o com a presen\u00e7a da pol\u00edcia serviu como combust\u00edvel. Antes das 3 horas da manh\u00e3, Isa\u00edas Vedovatto, um guri magro de 19 anos, segurava o alicate nas m\u00e3os tr\u00eamulas para cortar o arame que separava os 9 mil hectares da Fazenda Annoni do sonho daquela gente. \u201cN\u00e3o passava nada pela cabe\u00e7a. S\u00f3 queria cortar a cerca de uma vez. Lembro do zunido dos cinco fios de arame sendo cortados, como se fosse o in\u00edcio de uma m\u00fasica\u201d, recorda.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da primeira ocupa\u00e7\u00e3o do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que come\u00e7ou com o arame cortado, foi lembrada quinta-feira, durante as comemora\u00e7\u00f5es dos 30 anos da ocupa\u00e7\u00e3o da Fazenda Annoni. A programa\u00e7\u00e3o ocorreu no Assentamento Novo Sarandi, em Sarandi, regi\u00e3o norte do Rio Grande do Sul, com a presen\u00e7a do coordenador nacional do MST, Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile, al\u00e9m de outras lideran\u00e7as.<\/p>\n<p>At\u00e9 domingo (1\u00ba), ocorre, no mesmo local, o Acampamento Estadual da Juventude Sem Terra. O lema deste ano \u00e9 \u201cSomos filhos e filhas de uma hist\u00f3ria de lutas\u201d. A expectativa era reunir cerca de 800 jovens de todas as regi\u00f5es do Rio Grande do Sul, e representantes de Santa Catarina e Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Organizar para ocupar<br \/>\nEnquanto o grupo cravava as primeiras estacas no solo da Annoni durante a madrugada do dia 29, outros 2,5 mil agricultores, na carroceria de 30 caminh\u00f5es, sa\u00eddos de Santo \u00c2ngelo, Palmeira das Miss\u00f5es e outros munic\u00edpios, vinham decifrando senhas ao longo do trajeto para encontrar a fazenda. Galhos de \u00e1rvores deixados nos cruzamentos, carros estacionados nos trevos, sinal de luz, tudo servia para indicar a dire\u00e7\u00e3o. Os primeiros raios de sol de ter\u00e7a-feira j\u00e1 estavam quase despontando quando o comboio chegou ao destino. Naquele momento, j\u00e1 eram 7,5 mil pessoas reunidas dentro da Annoni.<\/p>\n<p>\u201cTivemos 72 horas para tra\u00e7ar o caminho e os desvios da pol\u00edcia. Sa\u00edmos em comboio. A orienta\u00e7\u00e3o era, em caso de abordagem policial, desembarcar e montar acampamento na estrada mesmo. No trevo de Sarandi havia um corcel marrom nos esperando. Quando chegamos na Annoni, a cerca j\u00e1 havia sido cortada. A pol\u00edcia j\u00e1 estava l\u00e1 \u201d, lembra Darci Maschio, um dos assentados e um dos l\u00edderes do assentamento. Naquela noite, o comboio de gente vindo de Erval Seco chegou liderado pelo seu fusca.<\/p>\n<div id=\"attachment_241383\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/mst-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-241383\" class=\"size-full wp-image-241383\" src=\"http:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/mst-2.jpg\" alt=\"GERSON COSTA LOPES\/MST  M\u00e1rio Lil, Isa\u00edas Vedovatto e Darci Maschio atuaram na lideran\u00e7a da ocupa\u00e7\u00e3o e ainda hoje s\u00e3o assentados na Annoni\" width=\"530\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/mst-2.jpg 530w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/mst-2-300x187.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-241383\" class=\"wp-caption-text\">GERSON COSTA LOPES\/MST<br \/>M\u00e1rio Lil, Isa\u00edas Vedovatto e Darci Maschio atuaram na lideran\u00e7a da ocupa\u00e7\u00e3o e ainda hoje s\u00e3o assentados na Annoni<\/p><\/div>\n<p>Para reunir um contingente com pessoas de 33 munic\u00edpios e duas regi\u00f5es diferentes do estado, foram necess\u00e1rios quase dois anos de organiza\u00e7\u00e3o. Uma movimenta\u00e7\u00e3o que teve guarida no seio da Igreja Cat\u00f3lica, apoiada pela Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT). O Movimento Sindical Combativo tamb\u00e9m surge como ferramenta importante neste processo. Ao final das missas, o padre convidava quem se interessasse, para realizar um debate com o grupo de jovens que o acompanhava. Na pauta, o problema da terra. O mentor dessa organiza\u00e7\u00e3o era um veterano de ocupa\u00e7\u00f5es: Padre Arnildo Fritzen. Anos antes da Annoni, ele j\u00e1 havia ajudado pequenos agricultores expulsos de terras ind\u00edgenas de Nonoai e Planalto a organizar ocupa\u00e7\u00f5es e negociar com o governo do Estado.<\/p>\n<p>\u201cO ber\u00e7o mesmo de tudo \u00e9 Macali, Brilhante e Natalino. Porque aquilo \u00e9 uma escola de forma\u00e7\u00e3o e \u00e9 o lugar onde as pessoas come\u00e7am a firmar a convic\u00e7\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel os pequenos conquistarem seus direitos\u201d, lembra padre Arnildo, se referindo as outras duas grandes \u00e1reas de terra da regi\u00e3o ocupadas no final dos anos 1970. Foram elas que serviram de modelo para a grande movimenta\u00e7\u00e3o da Fazenda Annoni anos depois.<\/p>\n<p>Com experi\u00eancia de driblar a ditadura militar, as reuni\u00f5es clandestinas eram organizadas com cuidado pelo padre. \u201cO medo era grande. Havia a experi\u00eancia da Encruzilhada Natalino, onde a repress\u00e3o foi muito forte. Era preciso todo o cuidado\u201d, conta Isa\u00edas Vedovatto. Os pontos de encontro dos representantes de cada regi\u00e3o eram com frequ\u00eancia casas de agricultores ou a igreja de Ronda Alta, onde Arnildo Fritzen era um dos respons\u00e1veis. Ali, as reuni\u00f5es dos sem-terra a portas fechadas, se transformavam em \u201cforma\u00e7\u00f5es de catequistas\u201d, \u201ctreinamento de grupos de jovens\u201d. Quando n\u00e3o sentiam seguran\u00e7a nem nestes locais, iam para o meio do mato, durante a madrugada. \u201cS\u00f3 acend\u00edamos as lanternas. Sempre em grupos pequenos, no m\u00e1ximo doze ou treze pessoas, s\u00f3 a comiss\u00e3o diretiva\u201d, relembra padre Arnildo.<\/p>\n<p>As festas da igreja e bailes tamb\u00e9m funcionavam como fachada para angariar fundos para a causa. O dinheiro cobria despesas com deslocamentos e como apoio para os sem-terra acampados. Muitas vezes, era nestas festas que os representantes dos agricultores de cada regi\u00e3o poderiam se reunir sem levantar suspeita.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a de planos<br \/>\nFoi o que aconteceu no Baile do Chopp de Ronda Alta, no s\u00e1bado de 26 de outubro de 1985. Em 1984, quando o MST foi criado no Congresso de Cascavel, no Paran\u00e1, tomaram a decis\u00e3o de que deveriam seguir com as ocupa\u00e7\u00f5es de grandes latif\u00fandios como forma de pressionar os governos. Esperar por eles, poderia virar uma vida sem solu\u00e7\u00e3o. Como era o caso das 57 fam\u00edlias de desalojados da barragem de Passo Real, no noroeste do Rio Grande do Sul, que aguardavam h\u00e1 12 anos por terras, dentro da Fazenda Annoni, sem poder produzir nem um hectare.<\/p>\n<p>A Fazenda do tamanho de 9 mil campos de futebol serviu como modelo perfeito da luta que o MST come\u00e7ava. H\u00e1 d\u00e9cadas que as terras da fam\u00edlia Annoni n\u00e3o produziam nada. Estavam tomadas pelo capim importado pelo patriarca para servir de pasto para o gado, mas que virou praga em todo o Estado. Algumas cabe\u00e7as magras de gado tentavam justificar a propriedade privada. Ficou decidido ent\u00e3o, que o MST levantaria sua bandeira em duas grandes ocupa\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas que mostrassem o quanto a reforma agr\u00e1ria era necess\u00e1ria: Annoni e uma fazenda em Erval Seco.<\/p>\n<p>Em Ronda Alta, numa mesa com cerveja e comida alem\u00e3, Isa\u00edas se inteirou que os planos de ocupar a propriedade em Erval Seco n\u00e3o deram certo. A propriedade de Erval n\u00e3o estava completamente improdutiva, era menor do que haviam previsto, n\u00e3o se encaixava no perfil de latif\u00fandio que o movimento mirava. Ao inv\u00e9s disso, os agricultores que programavam a a\u00e7\u00e3o na cidade, agora estavam a caminho de Ronda Alta para entrar na Annoni.<\/p>\n<p>Isa\u00edas n\u00e3o gostou muito da ideia. O rapaz franzino que cresceu numa terra que o pai conquistou com a tentativa de reforma agr\u00e1ria de Brizola em 1962, era um dos organizadores da ocupa\u00e7\u00e3o. Apenas ele e mais tr\u00eas pessoas sabiam do ponto onde a caravana deveria entrar na madrugada do dia 29 e temia que colocar mais gente, de \u00faltima hora, pudesse lhes custar caro. Mas aceitou.<\/p>\n<p>Enquanto moradores da comunidade se divertiam no baile, alheios ao que ocorria na mesa, o grupo definiu que a ocupa\u00e7\u00e3o aconteceria na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, dia 29 de outubro de 1985. Duas noites depois.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da cerca<br \/>\nDepois de cortada a cerca, Isa\u00edas lembra que havia pressa de todo mundo para entrar e liberar os caminh\u00f5es antes do amanhecer. Todo mundo s\u00f3 pensava em descarregar os poucos pertences que haviam trazido e come\u00e7ar a fixar os barracos. O Padre Arnildo recorda, por\u00e9m, de um gesto simb\u00f3lico que j\u00e1 havia se tornado ritual com as ocupa\u00e7\u00f5es anteriores naquela mesma regi\u00e3o. Muitos agarravam um punhado de terra e levantavam para o alto dizendo: isso aqui \u00e9 nosso. \u201cFoi aquela sensa\u00e7\u00e3o de um terra conquistada\u201d, diz ainda emocionado trinta anos depois.<\/p>\n<p>Conforme as horas iam passando, mais fam\u00edlias iam chegando. No come\u00e7o da manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira, j\u00e1 eram 1.500 fam\u00edlias pedindo por um peda\u00e7o de terra em cima da Fazenda Annoni, segundo Darci Maschio. Muitos deles pequenos agricultores que n\u00e3o conseguiam tirar sustento dos poucos hectares que dividiam com os pais, outros tantos sem nenhum canto de terra para plantar. Gente que n\u00e3o queria ir para a cidade em busca de uma vida melhor, pertencia ao campo.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que acontecera com as Fazendas Macali e Brilhante, dessa vez o governo agiu r\u00e1pido. Quando o dia amanheceu a Brigada Militar de Passo Fundo, h\u00e1 40 minutos de dist\u00e2ncia dali, j\u00e1 havia deslocado um batalh\u00e3o para o local. O cerco a Annoni duraria meses. Nos meses seguintes, cada pessoa que quisesse entrar ou sair da propriedade teria de ser revistada. Uma rela\u00e7\u00e3o que ficaria ainda mais tensa no ano seguinte.<\/p>\n<p>O acordo firmado pelo ent\u00e3o secret\u00e1rio da Agricultura, Jo\u00e3o Jardim, definia para os sem-terra o mesmo acordo feito com os \u201cparceleiros\u201d desalojados de Passo Real que estavam ali: poderiam ficar, desde que n\u00e3o plantassem, nem produzissem nada. No come\u00e7o, os agricultores aceitaram. Teriam dois meses de paci\u00eancia ainda com o governo, at\u00e9 perceberem que a t\u00e1tica era velha forma de ganhar tempo. O dono da fazenda tamb\u00e9m n\u00e3o daria o bra\u00e7o a torcer f\u00e1cil. J\u00e1 havia embargado o processo de desapropria\u00e7\u00e3o uma vez em 1972, n\u00e3o ia deixar 9 mil hectares irem assim.<\/p>\n<p>Mas no amanhecer do dia 29, nada disso era preocupa\u00e7\u00e3o. Mais de 7 mil pessoas, como uma nova cidade que havia se juntado de repente, se reuniam para discutir e debater algo importante: o nome do filho de Roseli. A agricultora de Rondinha que puxou o marido e os dois filhos para cima de uma caminh\u00e3o, com uma barriga de quase dois meses, deu \u00e0 luz na Annoni na mesma noite em que os barracos eram constru\u00eddos. Todos juntos, os colonos batizaram o primeiro beb\u00ea de um assentamento de Marcos Tiaraj\u00fa, em homenagem ao her\u00f3i ind\u00edgena das Miss\u00f5es.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o da Annoni teria ainda grandes epis\u00f3dios, como a marcha a p\u00e9 desde Pont\u00e3o at\u00e9 Porto Alegre, o acampamento de dois meses dentro da Assembleia Legislativa, o protesto de milhares de pessoas deitadas em frente \u00e0 Catedral Metropolitana exigindo serem ouvidas. Al\u00e9m disso, impulsionou ocupa\u00e7\u00e3o de terras em todo o Brasil. No Estado, seguiram acampamentos por Joia, S\u00e3o Gabriel, Cruz Alta, Viam\u00e3o.<\/p>\n<p>Era o in\u00edcio de um novo movimento num pa\u00eds engatinhando para fora de uma ditadura. E tudo come\u00e7ou naquela madrugada de outubro, depois da chuva.<\/p>\n<p>Fonte: Rede Brasil Atual<\/p>\n<p>wn<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reportagem relembra ocupa\u00e7\u00e3o da Fazenda Annoni, realizada pelo MST h\u00e1 30 anos, no Rio Grande do Sul. por Fernanda Canofre e Gerson Costa Lopes, do Sul | 21 publicado 01\/11\/2015 O ponto era a Encruzilhada da Barca, \u00e0s duas horas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":44,"featured_media":241376,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,111],"tags":[874,21399,21400,21398],"class_list":["post-241375","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-politica-pt-pt","tag-historia","tag-primeira-ocupacao","tag-rio-grande-do-sul","tag-sem-terra"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - 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