{"id":2156,"date":"2009-11-11T00:00:00","date_gmt":"2009-11-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2009-11-13T10:32:31","modified_gmt":"2009-11-13T10:32:31","slug":"o-significado-da-paz-e-da-nao-violencia-no-momento-atualx-a-marcha-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2009\/11\/o-significado-da-paz-e-da-nao-violencia-no-momento-atualx-a-marcha-mundial\/","title":{"rendered":"O significado da Paz e da N\u00e3o Viol\u00eancia no momento atual. A Marcha Mundial"},"content":{"rendered":"<p>Uma marcha percorre o mundo. \u00c9 a Marcha pela Paz e N\u00e3o-viol\u00eancia. Sobre isso falarei brevemente diante deste f\u00f3rum, em car\u00e1ter de fundador do Humanismo Universalista e inspirador da mencionada Marcha. Esta, por sua vez, vai dinamizando diversas iniciativas e atividades, como o percurso simb\u00f3lico de uma equipe de entusiastas que se deslocar\u00e1 durante tr\u00eas meses, atrav\u00e9s de v\u00e1rios pa\u00edses, tendo come\u00e7ado neste \u00faltimo 2 de outubro, em Wellington, Nova Zel\u00e2ndia, para terminar em 2 de janeiro de 2010, aos p\u00e9s do monte Aconc\u00e1gua, em Punta de Vacas, entre a Argentina e o Chile.<\/p>\n<p>A Marcha foi lan\u00e7ada durante o Simp\u00f3sio do Centro Mundial de Estudos Humanistas, no Parque de Estudo e Reflex\u00e3o de Punta de Vacas, em 15 de novembro de 2008, ou seja, h\u00e1 um ano, com a clara inten\u00e7\u00e3o de criar consci\u00eancia diante da perigosa situa\u00e7\u00e3o mundial que atravessamos, marcada pela elevada probabilidade de conflito nuclear, pelo armamentismo e pela violenta ocupa\u00e7\u00e3o militar de territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Essa proposta de mobiliza\u00e7\u00e3o social \u00e9 impulsionada pelo Movimento Humanista e seus organismos. Em poucos meses, a Marcha Mundial suscitou a ades\u00e3o de milhares de pessoas, de grupos pacifistas e n\u00e3o-violentos, de diversas institui\u00e7\u00f5es que trabalham a favor dos Direitos Humanos, de personalidades do mundo da ci\u00eancia, da cultura e da pol\u00edtica, sens\u00edveis \u00e0 urg\u00eancia do momento. Tamb\u00e9m inspirou grande quantidade de iniciativas em mais de cem pa\u00edses, configurando um fen\u00f4meno de diversidade cultural em veloz crescimento. Nessa ordem de id\u00e9ias, devo comunicar que \u00e0 equipe base inicial somou-se outra que est\u00e1 percorrendo v\u00e1rios pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e uma terceira equipe que est\u00e1 percorrendo a Am\u00e9rica Central&#8230;<\/p>\n<p>Bem sabemos que a situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 cr\u00edtica em todas as latitudes e est\u00e1 caracterizada pela pobreza de vastas regi\u00f5es, pelo enfrentamento entre culturas e pela viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o que poluem a vida cotidiana de amplos setores da popula\u00e7\u00e3o. Atualmente, existem conflitos armados em numerosos pontos e, simultaneamente, uma profunda crise do sistema financeiro internacional. A tudo isso soma-se a crescente amea\u00e7a nuclear que \u00e9, em suma, a m\u00e1xima urg\u00eancia do momento atual. Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de grande complexidade. Aos interesses irrespons\u00e1veis das pot\u00eancias nucleares e \u00e0 loucura de grupos violentos com poss\u00edvel acesso a material nuclear de reduzidas dimens\u00f5es devemos adicionar o risco de acidente, que poderia detonar um conflito devastador.<\/p>\n<p>Todo o anterior n\u00e3o \u00e9 uma soma de crises particulares, e sim o quadro que evidencia o fracasso global de um sistema cuja metodologia de a\u00e7\u00e3o \u00e9 a viol\u00eancia e cujo valor central \u00e9 o dinheiro.<\/p>\n<p>Para evitar a cat\u00e1strofe at\u00f4mica que parece amea\u00e7ar o mundo em um futuro mais ou menos imediato, devemos trabalhar hoje mesmo, superando a viol\u00eancia social e pessoal, ao mesmo tempo em que exigimos:<\/p>\n<p>   1. o desarmamento nuclear mundial;<br \/>\n   2. a retirada imediata das tropas invasoras dos territ\u00f3rios ocupados;<br \/>\n   3. a redu\u00e7\u00e3o progressiva e proporcional dos armamentos de destrui\u00e7\u00e3o massiva;<br \/>\n   4. a assinatura de tratados de n\u00e3o-agress\u00e3o entre pa\u00edses; e<br \/>\n   5. a ren\u00fancia dos governos a utilizar as guerras como meio para resolver conflitos.<\/p>\n<p>       O urgente \u00e9 criar consci\u00eancia sobre a paz e o desarmamento. Mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio despertar a consci\u00eancia da N\u00e3o-viol\u00eancia Ativa que nos permita recha\u00e7ar n\u00e3o s\u00f3 a viol\u00eancia f\u00edsica, mas tamb\u00e9m toda forma de viol\u00eancia econ\u00f4mica, racial, psicol\u00f3gica, religiosa e de g\u00eanero. Certamente, aspiramos a que essa nova sensibilidade possa se instalar e comover as estruturas sociais, abrindo caminho para a futura Na\u00e7\u00e3o Humana Universal.<\/p>\n<p>      A Marcha Mundial faz uma chamada a todas as pessoas para que somem esfor\u00e7os e tomem em suas m\u00e3os a responsabilidade de mudar nosso mundo, superando a viol\u00eancia pessoal e apoiando em seu \u00e2mbito mais pr\u00f3ximo o crescimento dessa influ\u00eancia positiva.<\/p>\n<p>      Em todo esse tempo, em muitas cidades e povoados, est\u00e3o sendo realizadas marchas, festivais, f\u00f3runs, confer\u00eancias e outros eventos para criar consci\u00eancia sobre a urg\u00eancia da paz e da N\u00e3o-viol\u00eancia. E, em todo mundo, as campanhas de ades\u00e3o \u00e0 Marcha multiplicam esse sinal al\u00e9m do at\u00e9 agora imaginado.<\/p>\n<p>      Pela primeira vez na hist\u00f3ria, um evento dessa magnitude \u00e9 colocado em marcha por iniciativa de seus pr\u00f3prios participantes. A verdadeira for\u00e7a desse impulso nasce do ato singelo de quem, por uma quest\u00e3o de consci\u00eancia, adere a uma causa digna e a compartilha com outros.<\/p>\n<p>      Foi designado para esse per\u00edodo da Marcha, at\u00e9 janeiro de 2010 \u2013 data em que ocorrer\u00e1 a reestrutura\u00e7\u00e3o do Movimento Humanista \u2013 Rafael de La Rubia como representante do organismo humanista \u201cMundo sem Guerras\u201d e os porta-vozes continentais: Michel Ussene, pela \u00c1frica; Sudhir Gandotra, pela \u00c1sia; Giorgio Schultze, pela Europa; Tom\u00e1s Hirsch, pela Am\u00e9rica Latina e Chris Wells, pela Am\u00e9rica do Norte. A todos eles se deu a miss\u00e3o de receber das m\u00e3os dos Pr\u00eamios Nobel da Paz \u2013 durante a edi\u00e7\u00e3o da C\u00fapula de Berlim \u2013 a \u201cCarta para um mundo sem viol\u00eancia\u201d, com o compromisso de difundi-la em todos os pa\u00edses por onde passe a Marcha Mundial.<\/p>\n<p>      Precisamente, \u00e9 nessa \u201cCarta\u201d onde se expressam os Princ\u00edpios que podem ser apoiados pelas pessoas de boa vontade em todas as latitudes.<\/p>\n<p>      Para n\u00e3o me deter exaustivamente, queria destacar o nono princ\u00edpio da Carta que diz: \u201cPedimos \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas e seus Estados-membros que considerem meios e m\u00e9todos para promover um reconhecimento significativo das diversidades \u00e9tnicas, culturais e religiosas nos estados nacionais multi-\u00e9tnicos. O princ\u00edpio moral de um mundo n\u00e3o-violento \u00e9: \u201cTrata os demais como gostarias de ser tratado\u201d.<\/p>\n<p>      Esse princ\u00edpio moral vai al\u00e9m de toda norma e de toda legalidade para assentar seu dom\u00ednio no terreno humano pelo registro do reconhecimento comum que supera todo c\u00e1lculo e toda especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>      Esse princ\u00edpio, conhecido desde a antiguidade como a \u201cRegra de Ouro\u201d da conviv\u00eancia, \u00e9 um dos treze que se tem em conta nesse magn\u00edfico documento que \u00e9 necess\u00e1rio difundir amplamente.<\/p>\n<p>      Por outro lado, n\u00e3o devemos deixar passar alguns t\u00f3picos que dizem respeito \u00e0 compreens\u00e3o de nossas atividades no campo da n\u00e3o-viol\u00eancia, porque \u00e9 evidente que a preven\u00e7\u00e3o negativa com rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s nasceu e se desenvolveu na Am\u00e9rica do Sul durante as lutas n\u00e3o-violentas sustentadas contra as ditaduras militares. \u00c9 muito claro que a discrimina\u00e7\u00e3o que sofremos em diversos campos parte da desinforma\u00e7\u00e3o e da difama\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica sofrida durante d\u00e9cadas em nossos pa\u00edses de origem, como Argentina e Chile. As ditaduras e seus \u00f3rg\u00e3os de \u201cdesinforma\u00e7\u00e3o\u201d foram tecendo sua rede desde a \u00e9poca em que se proibia, encarcerava, deportava e assassinava nossos militantes. Ainda hoje e em distintas latitudes, pode-se pesquisar a persegui\u00e7\u00e3o que sofremos, n\u00e3o somente por parte dos fascistas, mas tamb\u00e9m por parte de alguns setores \u201cbem-pensantes\u201d. E not\u00e1vel que, \u00e0 medida que nossas atividades avan\u00e7am, muitos declamadores da paz rasgam suas vestes, exigindo nosso sil\u00eancio ou apostrofando todo grupo ou indiv\u00edduo que nos mencione publicamente.<\/p>\n<p>      Embora esses insultos fiquem no passado, hoje se continua aviltando a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta, argumentando que nada poder\u00e1 ser feito, al\u00e9m de discursos, frente aos poderes \u201creais\u201d que decidem as situa\u00e7\u00f5es do mundo. E, para exemplificar, vejamos alguns casos.<\/p>\n<p>      O primeiro se refere \u00e0s campanhas contra o Servi\u00e7o Militar, efetuadas por humanistas na Argentina h\u00e1 poucos anos.<\/p>\n<p>      Nessa \u00e9poca, afirmava-se que era imposs\u00edvel modificar essa lei de obrigatoriedade. Sobretudo, depois de ter obtido, durante um ano de atividade, um milh\u00e3o e meio de assinaturas que foram rejeitadas sem justificativa. Ent\u00e3o, o Poder Executivo divulgou a inconveni\u00eancia da tentativa que deixava \u201ca Na\u00e7\u00e3o em estado indefeso frente \u00e0s poss\u00edveis agress\u00f5es de pa\u00edses lim\u00edtrofes\u201d. Entretanto, a opini\u00e3o p\u00fablica estava sensibilizada de tal maneira que o debate (sem mencionar os autores do projeto) veio \u00e0 tona, enquanto os meios informativos foram fazendo eco. E, em determinado momento, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica assinou o \u201cdecreto de anula\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Militar obrigat\u00f3rio\u201d, substituindo-o pelo Servi\u00e7o Militar optativo. Mas se argumentou, nessa ocasi\u00e3o, que se tomava tal medida porque um soldado tinha morrido em um quartel devido aos maus tratos recebidos. Dessa maneira, ficou claro que n\u00e3o foi in\u00fatil a longa campanha e mobiliza\u00e7\u00e3o dos humanistas, porque a lei arbitr\u00e1ria foi sepultada.<\/p>\n<p>      Outro caso mais recente produziu-se na Rep\u00fablica Tcheca.<\/p>\n<p>      O chamado \u201cescudo estelar\u201d estava sendo projetado desde 2002, sem que a popula\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Tcheca ou da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia soubessem do fato. Em junho de 2006, o Movimento Humanista foi promotor de uma alian\u00e7a de organiza\u00e7\u00f5es de base sociais e pol\u00edticas, informando que 70% da popula\u00e7\u00e3o era contr\u00e1ria. E se pediu que n\u00e3o se realizasse o projeto, dada sua periculosidade, ao mesmo tempo em que se exigia um referendo. Dois humanistas iniciaram uma greve de fome e o protesto come\u00e7ou a contar com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es pacifistas e n\u00e3o-violentas. Esse tipo de protesto se manteve durante um ano, envolvendo artistas, acad\u00eamicos, cientistas e prefeitos. Finalmente, o protesto se desenvolveu tamb\u00e9m no Parlamento Europeu. Em mar\u00e7o de 2009, o governo caiu, por conflu\u00eancia de diversos fatores, mas o protesto popular e a oposi\u00e7\u00e3o parlamentar adiaram a ratifica\u00e7\u00e3o do tratado entre a Rep\u00fablica Tcheca e os EUA. Em setembro de 2009, Obama renunciou ao projeto do escudo estelar na Rep\u00fablica Tcheca e na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>      Devemos considerar agora dois temas ainda n\u00e3o compreendidos em seu alcance social.<\/p>\n<p>      Como todos captamos, instalou-se em nossas sociedades a tem\u00e1tica ecol\u00f3gica e a defesa do meio ambiente. Embora alguns governos e certos setores interessados neguem o perigo presente na desaten\u00e7\u00e3o ao ecossistema, todos est\u00e3o se vendo obrigados a tomar medidas progressivas pela press\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es, cada dia mais preocupadas com a deteriora\u00e7\u00e3o de nossa casa comum. At\u00e9 nossas crian\u00e7as est\u00e3o a cada dia mais sens\u00edveis aos perigos do caso. Nos centros de ensino mais elementares e atrav\u00e9s dos meios informativos, coloca-se aten\u00e7\u00e3o no tema da preven\u00e7\u00e3o da deteriora\u00e7\u00e3o e ningu\u00e9m pode escapar dessas preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>      Mas quanto \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com o tema da viol\u00eancia, temos um not\u00e1vel atraso. Quero dizer que ainda n\u00e3o est\u00e1 instalada em n\u00edvel geral e global a defesa da vida humana e dos mais elementares direitos humanos. Ainda se faz apologia da viol\u00eancia, quando se trata de argumentar a defesa e at\u00e9 mesmo a \u201cdefesa preventiva\u201d contra poss\u00edveis agress\u00f5es. E n\u00e3o parece experimentar-se horror pela destrui\u00e7\u00e3o massiva de popula\u00e7\u00f5es indefesas. Unicamente quando a viol\u00eancia atinge nossa vida civil atrav\u00e9s de crimes sangrentos nos alarmamos, mas n\u00e3o deixamos de glorificar os maus exemplos que envenenam nossas sociedades e as crian\u00e7as, desde a mais tenra inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>      \u00c9 claro que ainda n\u00e3o est\u00e1 instalada a id\u00e9ia nem a sensibilidade capaz de provocar um rep\u00fadio profundo e um asco moral que nos afaste das monstruosidades da viol\u00eancia em seus diferentes aspectos.<\/p>\n<p>      Por nossa parte, faremos todos os esfor\u00e7os necess\u00e1rios para instalar no meio social a vig\u00eancia dos temas da Paz e da N\u00e3o-viol\u00eancia e \u00e9 claro que chegar\u00e1 o tempo para que se suscitem rea\u00e7\u00f5es individuais e tamb\u00e9m massivas. Esse ser\u00e1 o momento de uma mudan\u00e7a radical em nosso mundo.<\/p>\n<p>      Para terminar com minha breve interven\u00e7\u00e3o, gostaria de retomar a \u201cCarta para um mundo sem viol\u00eancia\u201d proposta pelos Pr\u00eamios Nobel da Paz e Organiza\u00e7\u00f5es Nobel pela Paz, com o objetivo de impulsionar suas propostas ao longo desta Marcha Mundial pela Paz e N\u00e3o-viol\u00eancia. Estaremos muito honrados ao compartilhar seus princ\u00edpios nas a\u00e7\u00f5es concretas do quefazer social que, com certeza, nos encaminhar\u00e3o para esse novo mundo que mencionamos.<\/p>\n<p>      Nada mais, muito obrigado. <\/p>\n<p>Para baixar v\u00eddeo em alta resolu\u00e7\u00e3o (180Mb quicktime movie):<\/p>\n<p><http:\/\/www.theworldmarch.org\/tv\/><\/p>\n<p>**Biografia de Silo**  <\/p>\n<p>*Silo, Mario Rodr\u00edguez, hispano-argentino, fundador do humanismo universalista, \u00e9 o inspirador da Marcha Mundial pela Paz e N\u00e3o-Viol\u00eancia. Desde 1969, Silo tem denunciado publicamente, participando de encontros, confer\u00eancias, semin\u00e1rios e atos p\u00fablicos, a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia crescente no mundo e a necessidade da n\u00e3o viol\u00eancia ativa. <\/p>\n<p>Seu pensamento est\u00e1  expresso em numerosos escritos \u2013 prosa po\u00e9tica, psicologia descritiva, contos, cartas, discuss\u00f5es historiol\u00f3gicas, estudos sobre os mitos \u2013 que abrangem os m\u00faltiplos aspectos da vida humana e do processo da humanidade, pr\u00f3ximo a um giro sem precedentes.  <\/p>\n<p>Recebeu a distin\u00e7\u00e3o Honoris Causa da Academia de Ci\u00eancias da R\u00fassia. <\/p>\n<p>A partir de seu pensamento e ensinamento, surgiu o Movimento Humanista que, atrav\u00e9s de  numerosas organiza\u00e7\u00f5es de base social em todo mundo, implementou a metodologia da n\u00e3o viol\u00eancia ativa na milit\u00e2ncia nos campos social, cultural e pol\u00edtico. <\/p>\n<p>No site www.silo.net pode-se descarregar livremente todas as suas obras. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leia na \u00edntegra o discurso de Silo* na D\u00e9cima C\u00fapula dos Pr\u00eamios Nobel da Paz em 11 de novembro de 2009 em Berlim, Alemanha. Ap\u00f3s as boas-vindas dadas por Mairead Corrigan Maguire, pacifista irlandesa e nobel da paz, Silo falou na qualidade de fundador do Humanismo Universalista e inspirador da Marcha Mundial pela Paz e a N\u00e3o Viol\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,112,42,165],"tags":[],"class_list":["post-2156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-do-sul","category-cultura-pt-pt","category-internacional-2","category-opiniao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O significado da Paz e da N\u00e3o Viol\u00eancia no momento atual. 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