{"id":1843015,"date":"2024-05-06T17:26:09","date_gmt":"2024-05-06T16:26:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1843015"},"modified":"2024-05-06T17:40:21","modified_gmt":"2024-05-06T16:40:21","slug":"por-que-alimentos-no-brasil-estao-caros-e-na-bolivia-baratos-segredo-esta-no-pequeno-produtor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/05\/por-que-alimentos-no-brasil-estao-caros-e-na-bolivia-baratos-segredo-esta-no-pequeno-produtor\/","title":{"rendered":"Por que alimentos no Brasil est\u00e3o caros e na Bol\u00edvia, baratos? Segredo est\u00e1 no pequeno produtor"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">ECONOMIA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Guilherme Ribeiro \/ Di\u00e1logos do Sul Global<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-8828d79 elementor-widget elementor-widget-theme-post-excerpt\" data-id=\"8828d79\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-excerpt.default\">\n<h1 class=\"elementor-widget-container\" style=\"text-align: center;\">Al\u00e9m de incentivos econ\u00f4micos, pol\u00edticas criadas por Evo Morales ajudam agricultores a vender produtos em feiras de pre\u00e7o justo, cruciais para evitar infla\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<\/div>\n<div class=\"elementor-element elementor-element-c6f0262 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"c6f0262\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;container_type&quot;:&quot;flex&quot;,&quot;content_width&quot;:&quot;boxed&quot;}\">\n<div class=\"e-con-inner\">\n<div class=\"elementor-element elementor-element-bd17425 elementor-share-buttons--view-icon elementor-share-buttons--skin-framed elementor-share-buttons--shape-circle elementor-share-buttons--color-custom elementor-widget__width-auto elementor-grid-0 elementor-widget elementor-widget-share-buttons\" data-id=\"bd17425\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"share-buttons.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<div class=\"elementor-grid\">\n<div class=\"elementor-grid-item\">\n<div class=\"elementor-share-btn elementor-share-btn_facebook\" tabindex=\"0\" role=\"button\" aria-label=\"Compartilhar no facebook\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No \u00faltimo m\u00eas de mar\u00e7o, o valor da cesta b\u00e1sica aumentou em pelo menos 10 capitais brasileiras. Os dados s\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/analisecestabasica\/2024\/202403cestabasica.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos<\/a>, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) e que leva em considera\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/analisecestabasica\/analiseCestaBasica202403.html#:~:text=Os%20itens%20b%C3%A1sicos,h%C3%A1bitos%20alimentares%20locais.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">13 produtos aliment\u00edcios<\/a>.<\/p>\n<p>As maiores altas foram registradas em Recife (5,81%), Fortaleza (5,66%), Natal (4,49%) e Aracaju (3,90%). Em rela\u00e7\u00e3o ao custo total da cesta, os maiores ficaram em S\u00e3o Paulo (R$ 813,26), Rio de Janeiro (R$ 812,25), Florian\u00f3polis (R$ 791,21) e Porto Alegre (R$ 777,43).<\/p>\n<p>Para adquirir os itens b\u00e1sicos, o sal\u00e1rio m\u00ednimo em mar\u00e7o deveria ser de R$ 6832,20, pouco menor que em fevereiro (R$ 6.996,36), mas maior que em janeiro (R$ 6.723,41) e dezembro (R$ 6.439,62).<\/p>\n<p>Dos diferentes fatores que influenciam o pre\u00e7o dos alimentos no Brasil, essa reportagem observa especialmente o papel dos pequenos produtores e faz um paralelo com a Bol\u00edvia, que mant\u00e9m uma pol\u00edtica robusta de seguran\u00e7a e soberania alimentar e h\u00e1 anos ostenta uma das mais baixas taxas de infla\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina (0,74% no primeiro trimestre de 2024, frente a 1,42% no Brasil,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dane.gov.co\/index.php\/estadisticas-por-tema\/precios-y-costos\/indice-de-precios-al-consumidor-ipc\/ipc-informacion-tecnica#:~:text=En%20marzo%20de%202024%20la%20variaci%C3%B3n%20mensual%20del%20IPC%20fue%200%2C70%25%2C%20la%20variaci%C3%B3n%20a%C3%B1o%20corrido%20fue%202%2C73%25%20y%20la%20anual%207%2C36%25.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2,73%<\/a>\u00a0na Col\u00f4mbia e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iprofesional.com\/economia\/396487-inflacion-2024-en-argentina-la-evolucion-mes-a-mes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">51,6%<\/a>\u00a0na Argentina). Para isso, contamos com a an\u00e1lise de tr\u00eas especialistas:<\/p>\n<p><strong>Bruno Bassi<\/strong>: internacionalista formado pelo Centro Universit\u00e1rio das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e pesquisador, \u00e9 coordenador do n\u00facleo de pesquisa do\u00a0<a href=\"https:\/\/deolhonosruralistas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">De Olho nos Ruralistas<\/a>, observat\u00f3rio que investiga os impactos sociais e ambientais do agroneg\u00f3cio no Brasil. Participou de delega\u00e7\u00f5es no F\u00f3rum P\u00fablico da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio e da C\u00fapula Jovem do G20.<\/p>\n<p><strong>Daniela Sandi<\/strong>: graduada em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), \u00e9 economista e assessora do Escrit\u00f3rio Regional do Dieese no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><strong>Remmy Gonz\u00e1les<\/strong>: engenheiro agr\u00f4nomo e pol\u00edtico boliviano, foi Ministro de Desenvolvimento Rural e Terras da Bol\u00edvia de 2021 a 2024, durante o governo do presidente Luis Arce, e vice-ministro de Desenvolvimento Rural e Agropecu\u00e1rio de 2008 a 2009, durante o primeiro governo do presidente Evo Morales.<\/p>\n<h2><b>Infla\u00e7\u00e3o e cesta b\u00e1sica<\/b><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cA percep\u00e7\u00e3o geral da sociedade brasileira \u00e9 que, hoje, os itens b\u00e1sicos est\u00e3o muito caros e o rendimento mensal possibilita a compra de cada vez menos itens. Ocorre que o custo de vida aumentou entre 2020 e 2022 principalmente para as fam\u00edlias de baixa renda\u201d, adianta Daniela Sandi.<\/p>\n<p>Isso acontece porque a alta ficou concentrada nos alimentos que proporcionalmente t\u00eam um peso maior no or\u00e7amento familiar. \u00c9 o que mostra o quadro abaixo, que toma como exemplo as varia\u00e7\u00f5es da cesta b\u00e1sica na cidade de S\u00e3o Paulo, por per\u00edodo de governo, de 2011 a 2023:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1843021 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul01.jpg\" alt=\"\" width=\"740\" height=\"618\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul01.jpg 740w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul01-300x251.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) que define a infla\u00e7\u00e3o no Brasil e se baseia na varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o de uma s\u00e9rie de itens e servi\u00e7os. Enquanto a varia\u00e7\u00e3o da taxa durante os quatro anos do governo Bolsonaro ficou em 27,12% (similar aos 26,62% e 27,83% das gest\u00f5es anteriores), a cesta b\u00e1sica em S\u00e3o Paulo subiu mais que o dobro no mesmo per\u00edodo (68%).<\/p>\n<p>\u201cOs pre\u00e7os podem n\u00e3o variar ou at\u00e9 ca\u00edrem e, mesmo assim, o custo de vida ser elevado, pois no passado recente os principais itens do or\u00e7amento, alimenta\u00e7\u00e3o, g\u00e1s, energia, subiram muito acima da m\u00e9dia geral de pre\u00e7os e a maior parte da popula\u00e7\u00e3o perdeu poder de compra\u201d, explica Sandi.<\/p>\n<h2><b>Causas<\/b><\/h2>\n<p>Fato \u00e9 que em 2024 o custo da cesta b\u00e1sica tem registrado crescimento. Sobre isso, a economista aponta: \u201cA alta recente, depois de um ano de queda, foi puxada principalmente pelo grupo de produtos\u00a0<i>in natura<\/i>, como batata, tomate, banana, etc., em raz\u00e3o da instabilidade clim\u00e1tica [El Ni\u00f1o]\u201d.<\/p>\n<p>Os alimentos\u00a0<em>in natura<\/em>, ou naturais, s\u00e3o aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais e consumidos sem altera\u00e7\u00f5es. \u201cFrequentemente t\u00eam uma varia\u00e7\u00e3o maior para cima ou para baixo nos pre\u00e7os por conta do clima, da safra e dos ciclos de produ\u00e7\u00e3o mais curtos\u201d, comenta Sandi.<\/p>\n<p>O impacto de eventos clim\u00e1ticos extremos no Brasil tamb\u00e9m \u00e9 destacado pelo pesquisador Bruno Bassi como causa da alta nos pre\u00e7os: \u201cafeta diretamente a produ\u00e7\u00e3o, principalmente de hortali\u00e7as, frutas e alguns legumes que s\u00e3o menos resistentes a varia\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es de plantio\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Membro do portal De Olho nos Ruralistas, Bassi cita como exemplo o tomate, que\u00a0<a href=\"https:\/\/globorural.globo.com\/agricultura\/hortifruti\/noticia\/2024\/04\/por-que-o-preco-do-tomate-aumentou-o-campo-ajuda-a-explicar-os-motivos.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acumula aumento de 13,21%<\/a>\u00a0em 2024, 9,85% apenas em mar\u00e7o: \u201ch\u00e1 uma quest\u00e3o ligada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o ritmo cada vez mais avan\u00e7ado do aumento de calor nas principais regi\u00f5es produtoras do Brasil\u201d. E adverte: \u201cIsso \u00e9, em grande parte, um reflexo do pr\u00f3prio sistema agr\u00edcola produtivo do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<h2><b>Redu\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de plantio<\/b><\/h2>\n<p>\u201cA\u00ed a gente entra nas quest\u00f5es mais estruturais. Por qu\u00ea? O Brasil vem sofrendo uma redu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua nas \u00e1reas de plantio destinadas a produtos relativos \u00e0 seguran\u00e7a alimentar\u201d, assevera Bassi.<\/p>\n<p>Em 2006, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade publicou o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-brasil\/publicacoes-para-promocao-a-saude\/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf\/@@download\/file\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira<\/a>, que recomenda o consumo dos alimentos naturais\u00a0e minimamente processados para as a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da seguran\u00e7a alimentar e nutricional no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea tem menos \u00e1reas, ou \u00e1reas iguais com uma demanda maior desses alimentos, o que afeta essa l\u00f3gica de distribui\u00e7\u00e3o e consumo, portanto, aumentando os pre\u00e7os\u201d, segue Bassi. \u00c9 o caso do arroz e do feij\u00e3o, que\u00a0<a href=\"https:\/\/icleconomia.com.br\/producao-de-arroz-e-feijao-lugar-milho-soja\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nos \u00faltimos 16 anos perderam 30% do territ\u00f3rio de plantio<\/a>\u00a0para a soja e o milho. \u201cIsso vem acontecendo em todo pa\u00eds\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Somam-se a essa quest\u00e3o a crise econ\u00f4mica presente no pa\u00eds nos \u00faltimos anos e os efeitos da pandemia da covid-19, um contexto que levou especialmente os pequenos produtores ao endividamento:<\/p>\n<p>\u201cEsse estrangulamento gera uma situa\u00e7\u00e3o de bastante inseguran\u00e7a, porque, a qualquer momento, diante de uma quebra de safra ou de uma condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica adversa, h\u00e1 uma flutua\u00e7\u00e3o muito grande na disponibilidade de produtos e, portanto, de pre\u00e7os\u201d, diz Bassi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1843024\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1843024\" class=\"wp-image-1843024 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul02-820x516.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"516\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul02-820x516.jpg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul02-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul02.jpg 1088w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><p id=\"caption-attachment-1843024\" class=\"wp-caption-text\">Planta\u00e7\u00e3o de soja em \u00e1rea do munic\u00edpio de Alto Para\u00edso de Goi\u00e1s (GO) mostra o avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola na regi\u00e3o da Chapada dos Veadeiros (Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil \u2013 mais informa\u00e7\u00f5es)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o especialista, o avan\u00e7o das commodities \u00e9 um aspecto central da infla\u00e7\u00e3o de alimentos e inseguran\u00e7a alimentar no Brasil: \u201c\u00e9 fundamental discutir o papel do agroneg\u00f3cio, cujos interesses, especialmente das grandes corpora\u00e7\u00f5es agroexportadoras, avan\u00e7a sobre territ\u00f3rios antes consagrados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia para o consumo das fam\u00edlias brasileiras\u201d, denuncia.<\/p>\n<p>No mesmo sentido vai Daniela Sandi: \u201cisso traz press\u00e3o sobre esses itens essenciais da mesa do brasileiro\u201d. Ela destaca que a produ\u00e7\u00e3o de itens como a soja \u00e9 mais rent\u00e1vel por ser destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o \u2013 paga em d\u00f3lares \u2013 o que diminui a oferta no mercado interno e tamb\u00e9m eleva os pre\u00e7os:<\/p>\n<p>\u201cE essa alta n\u00e3o \u00e9 neutra. Quem mais \u00e9 impactado \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o de menor renda, que tem proporcionalmente um peso maior da alimenta\u00e7\u00e3o [em sua renda]. Mais recentemente, foi o caso do arroz, produto que mais subiu de pre\u00e7o na cesta b\u00e1sica, justamente pelo grande volume exportado\u201d, avalia Sandi.<\/p>\n<h2><b>Na Bol\u00edvia, a chave foi virada h\u00e1 mais de 15 anos<\/b><\/h2>\n<p>\u201cCada pa\u00eds deve garantir a terra para os pequenos produtores. Deve-se canalizar o financiamento neles, melhorar a tecnologia para aumentar a produtividade e garantir a eles um mercado justo\u201d, prop\u00f5e Remmy Gonz\u00e1les, ex-ministro do\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202310\/favaro-se-reune-com-ministros-da-bolivia-para-discutir-investimentos-no-setor-de-fertilizantes#:~:text=Nesta%20ter%C3%A7a%2Dfeira,em%20Coipasa%20(BO).\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desenvolvimento Rural e Terras<\/a>\u00a0no governo de Luis Arce, na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>O m\u00e9dio e o grande empres\u00e1rio, ele confirma, est\u00e3o interessados em adquirir maior capital, e assim buscam utilizar todas as superf\u00edcies poss\u00edveis para itens de exporta\u00e7\u00e3o: \u201cse n\u00e3o houver pequenos produtores que se dediquem aos alimentos frescos, \u00e0s hortali\u00e7as, aos tub\u00e9rculos, \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, assinala.<\/p>\n<p>Gonz\u00e1les \u00e9 engenheiro agr\u00f4nomo e entre 2008 e 2009 integrou tamb\u00e9m a equipe de Evo Morales, como vice-ministro do Desenvolvimento Rural e Agropecu\u00e1rio. Portanto, foi parte da elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas robustas de controle de pre\u00e7os e de seguran\u00e7a e soberania alimentar presentes ainda hoje na Bol\u00edvia \u2013 exemplos para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1843025\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1843025\" class=\"wp-image-1843025 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul03-820x516.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"516\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul03-820x516.jpg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul03-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul03.jpg 1091w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><p id=\"caption-attachment-1843025\" class=\"wp-caption-text\">Mercado municipal de Sucre, na Bol\u00edvia (Foto: Alex Schwab \/ Flickr)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2007 e 2008, o pa\u00eds sofreu altas taxas de infla\u00e7\u00e3o, 11,73% e 11,85%, respectivamente. Duas causas foram identificadas: o aumento nos pa\u00edses vizinhos e a a\u00e7\u00e3o dos grandes empres\u00e1rios que come\u00e7aram a elevar os pre\u00e7os para desestabilizar a economia e o governo de Evo. \u201cTivemos que tomar v\u00e1rias medidas, porque somos conscientes de que seguran\u00e7a alimentar s\u00f3 \u00e9 garantida com abastecimento, acessibilidade e disponibilidades dos produtos\u201d, conta Remmy.<\/p>\n<p>Uma das primeiras a\u00e7\u00f5es foi criar a Empresa de Apoio \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o de Alimentos (Emapa), que subsidia sementes e insumos para o setor agr\u00edcola, al\u00e9m de comprar a produ\u00e7\u00e3o a um custo de 15% a 20% acima do mercado para ser vendida a pre\u00e7os mais baixos para os consumidores. \u201cSomam-se a isso financiamentos como o Programa de Alian\u00e7as Rurais, onde os produtores s\u00e3o financiados em 70% e colocam os outros 30%\u201d, detalha Remmy.<\/p>\n<p>O governo boliviano tamb\u00e9m dedica pol\u00edticas especialmente aos pequenos agricultores. O pa\u00eds possui mais de 800 mil unidades produtivas, sendo que\u00a0<a href=\"https:\/\/coprofam.org\/2020\/11\/03\/6-pilares-fundamentais-para-o-desenvolvimento-da-agricultura-familiar-na-bolivia\/#:~:text=Na%20Bol%C3%ADvia%20existem%20mais%20de%20800%20mil%20unidades%20produtivas%2C%20das%20quais%2092%25%20pertencem%20a%20produtores%20da%20Agricultura%20Familiar%2C%20ou%20seja%2C%20mais%20de%20720%20mil%20unidades%20produtivas.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">92% pertencem \u00e0 agricultura familiar<\/a>: \u201celes s\u00e3o incentivados por meio de programas de hortali\u00e7as e tamb\u00e9m de tub\u00e9rculos e ra\u00edzes, como a batata e outros produtos\u201d, afirma Remmy.<\/p>\n<p>Outras duas a\u00e7\u00f5es do Estado boliviano, decisivas na conten\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o, s\u00e3o a verifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos pre\u00e7os nos mercados \u2013 atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio da Economia e do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Rural \u2013 e o controle de exporta\u00e7\u00f5es: \u201cprimeiramente, \u00e9 preciso garantir o mercado interno, e se est\u00e1 garantido e n\u00e3o h\u00e1 uma infla\u00e7\u00e3o elevada, permite-se a exporta\u00e7\u00e3o do restante dos produtos\u201d, cita o ex-ministro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1843026\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1843026\" class=\"wp-image-1843026 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul04.jpg\" alt=\"\" width=\"746\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul04.jpg 746w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul04-300x185.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 746px) 100vw, 746px\" \/><p id=\"caption-attachment-1843026\" class=\"wp-caption-text\">O \u00cdndice de Pre\u00e7o ao Consumidor define a infla\u00e7\u00e3o na Bol\u00edvia. O quadro mostra a varia\u00e7\u00e3o acumulada mensalmente ao longo dos \u00faltimos 6 anos e em 2024. O governo boliviano atua constantemente para evitar altas que afetem o poder de compra.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 neste sentido que Remmy diferencia e valoriza a l\u00f3gica dos pequenos agricultores: \u201celes t\u00eam outra vis\u00e3o, inclusive, muito deles se dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica org\u00e2nica, tentam ser mais amigos da Pachamama [M\u00e3e Terra], t\u00eam outra composi\u00e7\u00e3o produtiva\u201d. E completa: \u201ch\u00e1 uma tremenda economia para a popula\u00e7\u00e3o e para o Estado em regular, apoiar e fomentar sua produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h2><b>A\u00e7\u00f5es do Governo Lula<\/b><\/h2>\n<p>\u201cV\u00e1rias medidas j\u00e1 est\u00e3o em curso para melhorar o acesso aos alimentos b\u00e1sicos, como o Plano Safra, que fortalece a agricultura familiar, auxiliando a amplia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de itens essenciais, como feij\u00e3o, arroz e hortifr\u00fati, e as pol\u00edticas de estoques p\u00fablicos, al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o da renda, que \u00e9 fundamental\u201d, elenca Daniela Sandi, do Dieese.<\/p>\n<p>De fato, o Governo Lula retomou o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo com ganho real ap\u00f3s anos de reajustes, durante os mandatos de Temer e Bolsonaro (2016 \u2013 2022), baseados apenas na infla\u00e7\u00e3o. Em 2024, o piso subiu de R$ 1.320 para R$ 1.412, uma alta de 7%, acima da soma da infla\u00e7\u00e3o e do crescimento do PIB (6,85%).<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas que t\u00eam sua renda referenciada no sal\u00e1rio m\u00ednimo. O peso da alimenta\u00e7\u00e3o na renda dessas fam\u00edlias \u00e9 proporcionalmente maior\u201d, explica Sandi.<\/p>\n<p>J\u00e1 com o Plano Safra \u2013 respons\u00e1vel por oferecer cr\u00e9dito, incentivos e pol\u00edticas ao setor agr\u00edcola, dos familiares ao mega produtores \u2013 o Governo Federal pretende estimular a diversifica\u00e7\u00e3o dos alimentos produzidos,\u00a0<a href=\"https:\/\/blog.verde.ag\/pt\/mercado-agricola\/plano-safra-noticias-agricolas\/#:~:text=O%20Plano%20Safra,ambiental%20no%20campo.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">contribuindo para a soberania alimentar<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1843028 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul05.jpg\" alt=\"\" width=\"1072\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul05.jpg 1072w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul05-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul05-820x510.jpg 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 1072px) 100vw, 1072px\" \/><p class=\"wp-caption-text\">O agricultor M\u00e1ximo Nunes de Oliveira durante colheita de insumos no Quilombo Dona Bilina, no Rio de Janeiro, em 19 de dezembro de 2023 (Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda no \u00e2mbito do programa,\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2023-06\/governo-quer-retomar-politica-do-preco-minimo-para-produtos-agricolas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lula declarou, em junho de 2023<\/a>, que pretende retomar a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.conab.gov.br\/precos-minimos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edtica de Garantia de Pre\u00e7os M\u00ednimos<\/a>, por meio da qual o governo tamb\u00e9m pode incentivar o plantio de determinadas culturas, mas se compromete a comprar produ\u00e7\u00e3o em excesso por um\u00a0<a href=\"https:\/\/catalogo.ipea.gov.br\/uploads\/222_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">valor acima do mercado<\/a>, evitando preju\u00edzos ao setor agr\u00edcola. A quantia adquirida \u00e9 estocada.<\/p>\n<p>E por falar em estocar, tamb\u00e9m em junho de 2023, a atual gest\u00e3o anunciou a retomada dos estoques p\u00fablicos, administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e abandonados pelos \u00faltimos governos:<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o estrat\u00e9gicos para a soberania e a seguran\u00e7a alimentar, sendo uma das ferramentas que o governo tem para atuar quando o pre\u00e7o dos alimentos dispara\u201d, salienta Sandi. A Conab iniciou com a compra de\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-06\/apos-6-anos-conab-retoma-politica-de-estoques-publicos-de-alimentos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">500 mil toneladas de milho em 2023<\/a>. A proposta \u00e9 garantir que o gr\u00e3o n\u00e3o falte nas granjas, impedindo a alta no pre\u00e7o do frango, dos ovos e da carne su\u00edna.<\/p>\n<p>Vale dizer que os resultados da medida n\u00e3o s\u00e3o imediatos. Por\u00e9m, a economista explica: \u201cSinaliza para o agricultor, para o mercado e para a popula\u00e7\u00e3o uma seguran\u00e7a maior na estabilidade dos pre\u00e7os e abastecimento\u201d.<\/p>\n<h2><b>D\u00e1 para ir al\u00e9m\u2026<\/b><\/h2>\n<p>\u201cTemos iniciativas focadas no cr\u00e9dito, por\u00e9m ainda precisamos de um programa estrutural de fomento \u00e0 agricultura familiar, especialmente a agricultura de base camponesa e agroecol\u00f3gica, praticada nos assentamentos da reforma agr\u00e1ria, para que esse alimento chegue nas cidades de forma direta\u201d, afirma Bruno Bassi.<\/p>\n<p>O pesquisador explica: construir e fortalecer as cadeias diretas \u00e9 fazer com que o alimento saia do campo e chegue aos consumidores sem atravessadores, ou seja, livre da intermedia\u00e7\u00e3o das redes de supermercados e distribuidores atacadistas e varejistas, que n\u00e3o apenas encarecem o custo final, mas t\u00eam uma l\u00f3gica pautada no desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1843029\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1843029\" class=\"wp-image-1843029 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul06-820x515.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"515\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul06-820x515.jpg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul06-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul06.jpg 1061w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><p id=\"caption-attachment-1843029\" class=\"wp-caption-text\">15\u00aa Feira da Reforma Agr\u00e1ria, de produtos agr\u00edcolas de assentados e acampados ligados ao MST e cooperativas, no Largo da Carioca, Rio de Janeiro, em 18 de dezembro de 2023 (Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTemos, por exemplo, a Miss\u00e3o Josu\u00e9 de Castro, que visa alimentar cinco milh\u00f5es de pessoas atrav\u00e9s de cadeias diretas e das cozinhas solid\u00e1rias\u201d, cita Bassi. A ideia do programa \u00e9 construir infraestruturas de produ\u00e7\u00e3o, processamento e log\u00edstica para beneficiar\u00a0<a href=\"https:\/\/mtst.org\/noticias\/conheca-a-missao-josue-de-castro-lancada-nesta-segunda-no-senado-federal\/#:~:text=Assim%2C%20portanto%2C%20a,em%20cada%20regi%C3%A3o.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1,5 milh\u00f5es de pessoas no Nordeste e Sudeste<\/a>, e de 500 mil a 1 milh\u00e3o no Sul, Norte e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>O projeto une for\u00e7as de pelo menos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefators.com.br\/2024\/03\/11\/missao-josue-de-castro-e-lancada-no-senado-federal-nesta-segunda-feira-11#:~:text=Unindo%20o%20campo,sociedade%20civil%20organizada.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">20 organiza\u00e7\u00f5es<\/a>, incluindo o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e tem ainda a\u00e7\u00f5es ligadas a meio ambiente, inova\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, arte e cultura.<\/p>\n<p>Quanto ao desperd\u00edcio de alimento nas grandes redes de supermercado, Bassi observa: \u201c\u00c9 um problema estrutural no Brasil\u201d. Ele indica a\u00e7\u00f5es como o repasse de produtos a iniciativas focadas em seguran\u00e7a alimentar, a fim de evitar perdas.<\/p>\n<h2><b>Feiras de pre\u00e7o justo na Bol\u00edvia<\/b><\/h2>\n<p>Com as pol\u00edticas de incentivo de Evo Moraes aos agricultores e a consequente queda no custo dos alimentos, Remmy Gonz\u00e1les conta que o governo passou a lidar com os\u00a0<i>ranqueros<\/i>, que compravam os produtos a pre\u00e7o baixo nas \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e vendiam caro na cidade. A solu\u00e7\u00e3o foi criar, a partir de 2014, as Feiras de Peso e Pre\u00e7o Justo.<\/p>\n<p>\u201cO Estado teve que intervir para que os consumidores pudessem comprar diretamente, evitando assim a alta e a especula\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos principais alimentos\u201d, explica o engenheiro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bcb.gob.bo\/webdocs\/publicacionesbcb\/revista_analisis\/ra_vol26\/articulo_1_v26.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como funciona<\/a>: o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Rural e Terras (MDRyT) contacta produtores para que vendam os alimentos nas feiras, que acontecem ao longo do dia, em datas pr\u00e9-determinadas e pr\u00f3ximas de mercados, para que a popula\u00e7\u00e3o possa comparar e escolher onde comprar. Em alguns casos, o MDRyT faz uma parceria com as prefeituras para ajudar os agricultores com o custo do transporte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1843030\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1843030\" class=\"wp-image-1843030 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul07-820x507.jpg\" alt=\"\" width=\"820\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul07-820x507.jpg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul07-300x186.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/print-sul07.jpg 1052w\" sizes=\"auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px\" \/><p id=\"caption-attachment-1843030\" class=\"wp-caption-text\">Feira em Cochabamba, Bol\u00edvia (Foto: Kristin Miranda \/ Flickr)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cQuando menos imaginamos, diante de um problema clim\u00e1tico, um bloqueio de estrada, ou algo assim, os mercados aproveitam imediatamente e especulam com os pre\u00e7os, e para evitar isso temos que constantemente fazer as feiras\u201d, refor\u00e7a Gonz\u00e1les, que destaca: \u201c\u00e9 uma luta constante\u201d.<\/p>\n<h2><b>Denuncie<\/b><\/h2>\n<p>No Brasil, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor veda o\u00a0<a href=\"https:\/\/resolvarapido.com\/como-saber-se-o-aumento-do-preco-nao-e-abusivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pre\u00e7o abusivo<\/a>, caracterizado como a pr\u00e1tica de \u201celevar sem justa causa o pre\u00e7o de produtos ou servi\u00e7os\u201d. Caso se depare com casos como esse no mercado perto de voc\u00ea, denuncie. A reclama\u00e7\u00e3o pode ser feita no Procon ou atrav\u00e9s do site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.consumidor.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.consumidor.gov.br<\/a>, do Governo Federal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>*\u00a0 \u00a0 *\u00a0 \u00a0*<\/strong><\/p>\n<p><em>\u2013 Fotos dos entrevistados no in\u00edcio da mat\u00e9ria:\u00a0Bruno Bassi:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefators.com.br\/2023\/04\/22\/e-o-capital-que-esta-por-tras-da-invasao-das-terras-indigenas-diz-o-pesquisador-bruno-bassi#:~:text=Bruno%20Stankevicius%20Bassi%20%C3%A9%20coordenador%20de%20projetos%20do%20De%20Olho%20nos%20Ruralistas%20%2D%20Arquivo%20pessoal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">arquivo pessoal<\/a>\u00a0\/ Daniela Sandi:\u00a0<a href=\"https:\/\/sintrajufe.org.br\/economista-do-dieese-diz-que-investimentos-publicos-serao-fundamentais-para-sair-da-crise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sintrajufe-RS<\/a>\u00a0\/ Remmy Gonz\u00e1les:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/87163970@N07\/52816401382\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FAO\/Max Valencia<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ECONOMIA Por Guilherme Ribeiro \/ Di\u00e1logos do Sul Global &nbsp; Al\u00e9m de incentivos econ\u00f4micos, pol\u00edticas criadas por Evo Morales ajudam agricultores a vender produtos em feiras de pre\u00e7o justo, cruciais para evitar infla\u00e7\u00e3o &nbsp; No \u00faltimo m\u00eas de mar\u00e7o, o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1685,"featured_media":1843019,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,118,110322,107669,111],"tags":[],"class_list":["post-1843015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-economia-pt-pt","category-globalizacao","category-noticia-pt-pt","category-politica-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Por que alimentos no Brasil est\u00e3o caros e na Bol\u00edvia, baratos? 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