{"id":1837459,"date":"2024-04-15T19:40:33","date_gmt":"2024-04-15T18:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1837459"},"modified":"2024-04-15T20:06:36","modified_gmt":"2024-04-15T19:06:36","slug":"portugal-que-pensam-os-dirigentes-estudantis-dos-anos-60-e-70-sobre-a-revolucao-dos-cravos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/04\/portugal-que-pensam-os-dirigentes-estudantis-dos-anos-60-e-70-sobre-a-revolucao-dos-cravos\/","title":{"rendered":"Portugal: que pensam os dirigentes estudantis dos anos 60 e 70 sobre a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d?"},"content":{"rendered":"<p><em>Este artigo faz parte da s\u00e9rie \u201c<strong>5o anos depois: VIVA a REVOLU\u00c7\u00c3O DOS CRAVOS!<\/strong>\u201d que a PRESSENZA est\u00e1 a publicar desde meados de Mar\u00e7o 2024.<br \/>\nA\u00a0<strong>\u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d 1974-75<\/strong> trouxe aos portugueses a liberdade ap\u00f3s 48 anos de fascismo, e \u00e0s col\u00f3nias portuguesas de \u00c1frica a independ\u00eancia ap\u00f3s 500 anos de dom\u00ednio imperial. E, n\u00e3o por \u00faltimo, foi tamb\u00e9m uma experi\u00eancia \u00fanica de socialismo de base.<\/em><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/03\/serie-da-pressenza-sobre-portugal-50-anos-depois-viva-a-revolucao-dos-cravos\/\"><strong><em>Aqui podem ser lidos todos os artigos desta s\u00e9rie publicados at\u00e9 hoje!<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Perguntas feitas a v\u00e1rios dirigentes e colaboradores estudantis portugueses (dos anos 196x-7x) sobre a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d 1974-75. Esses dirigentes t\u00eam em comum o haverem trabalhado para a Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes do Instituto Superior T\u00e9cnico (AEIST) em Lisboa, e o haverem combatido o fascismo em Portugal nos \u00faltimos anos.<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>O teu nome, idade, profiss\u00e3o principal?<\/strong><\/li>\n<li><strong>Onde te encontravas no dia 25 de Abril 1974?<\/strong><\/li>\n<li><strong>O que representou para ti a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos?<\/strong><\/li>\n<li><strong><strong>Da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, que sonhos foram realizados e quais ficaram por realizar?<\/strong><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>R E S P O S T A S<\/strong><\/h2>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><strong>Maria Leonor Castro<\/strong>, 70 anos, engenheira reformada.<\/li>\n<li>No Largo do Carmo, Lisboa.<\/li>\n<li>Os meus filhos ser\u00e3o livres.<\/li>\n<li>Realizou-se a democracia e um desenvolvimento econ\u00f3mico e social extraordin\u00e1rio. Quem hoje &#8220;papagueia&#8221; que somos um pa\u00eds na cauda da Europa, n\u00e3o sabe em geral do que est\u00e1 a falar. Quem viveu em Portugal antes do 25 de Abril, sabe verdadeiramente o que \u00e9 que \u00e9 um pa\u00eds na cauda da Europa. Basta aceder aos arquivos fotogr\u00e1ficos, por exemplo.<br \/>\nQuem viu a manifesta\u00e7\u00e3o do dia 1 de Maio de 1974, e a alegria e a criatividade que a acompanharam, quem viu, como disse e pintou Maria Helena Vieira da Silva &#8220;A Poesia na Rua&#8221;, sabe e sente que as pessoas acreditavam que este pa\u00eds finalmente seria seu. Isso n\u00e3o se cumpriu: Portugal n\u00e3o \u00e9 hoje um pa\u00eds de todos e para todos.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><strong>Lusitano dos Santos<\/strong>, 84 anos, Professor jubilado da Universidade de Coimbra.<\/li>\n<li>Na Universidade do Porto, a participar num encontro sobre &#8220;Planeamento em \u00e1reas de povoamento disperso&#8221;. No final do encontro tinha previsto, com um amigo &#8216;antifascista na clandestinidade&#8217;, transport\u00e1-lo \u00e0 fronteira de Quintanilha para fugir para a Fran\u00e7a. Decidiu permanecer em Portugal, pelo que regressei a Lisboa, ao LNEC, onde ent\u00e3o trabalhava.<\/li>\n<li>Uma surpresa agrad\u00e1vel e aguardada, pois desde a campanha eleitoral do Humberto Delgado (que me &#8216;abriu os olhos&#8217;), passei a &#8216;militar&#8217; ativamente na oposi\u00e7\u00e3o ao regime. Acabada a licenciatura em engenharia civil, continuei com o trabalho pol\u00edtico no local de trabalho (LNEC), nas coletividades recreativas do Lumiar e da Ameixoeira e no Centro Republicano Jos\u00e9 Estev\u00e3o, localizado na Alameda das Linhas de Torres em Lisboa. N\u00e3o fui preso, mas outros foram, por exemplo o M\u00e1rio Sottomayor Cardia, por ter sido apanhado a distribuir comunicados na dita Alameda. Agrad\u00e1vel ainda mais por ter verificado que dois colegas de curso, militares, integravam a Comiss\u00e3o Coordenadora do MFA (Pereira Pinto e Pinto Soares): aben\u00e7oadas as discuss\u00f5es sobre pol\u00edtica que tivemos nos intervalos das aulas e nas reuni\u00f5es na Cantina do IST, que era ent\u00e3o gerida pelos estudantes. Os colegas da Academia Militar eram, naturalmente, bastante \u2018conservadores\u2019.<\/li>\n<li>A conquista da liberdade que todos os oposicionistas ambicionavam. Sonhos por realizar sintetizo em <strong>&#8216;n\u00e3o constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade fraterna e feliz&#8217;<\/strong> que todos, antes das divis\u00f5es resultantes da cria\u00e7\u00e3o dos partidos pol\u00edticos, ambicion\u00e1vamos. Outros apectos respeitantes aos sonhos n\u00e3o realizados, ressalto a <strong>&#8216;aceita\u00e7\u00e3o sem discuss\u00e3o nem vota\u00e7\u00e3o, da entrada na Comunidade Europeia&#8217;<\/strong> e, mais tarde, a <strong>&#8216;aceita\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m sem discuss\u00e3o, do neoliberalismo e da ditadura de Bruxelas&#8217;<\/strong>. Considero, finalmente, que <strong>&#8216;os caminhos trilhados n\u00e3o nos conduziram nem conduzem para a fraternidade e felicidade plenas&#8217;<\/strong> e que <strong>&#8216;a Democracia falhou&#8217;<\/strong>.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><strong>Jos\u00e9 Augusto Guimar\u00e3es Morais<\/strong>, 81 anos, Professor Em\u00e9rito (jubilado) da Faculdade de Farm\u00e1cia, Universidade de Lisboa.<\/li>\n<li>Em casa, em Lisboa. Fui avisado por um amigo para ouvir a r\u00e1dio cedo na manh\u00e3 do dia 25.<\/li>\n<li>Apetece sempre citar o poema da Sofia de Mello Breyner. Foi de facto o acordar n\u00e3o de um sono, mas de um pesadelo que nos impedia de viver. As novas gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem imaginar o que foi esse terror de viver numa opress\u00e3o que afetava o mais \u00ednfimo gesto do dia-a-dia, desde a pol\u00edtica, cultura, etc. at\u00e9 \u00e0s rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<\/li>\n<li>Tinha um sonho principal: liberdade e esse, de certo modo foi cumprido. Os outros: igualdade fraternidade ficaram pelo caminho do socialismo inexistente e do neoliberalismo desenfreado. E n\u00e3o sabemos se vamos ficar por aqui.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><strong>Fernando de Almeida Sousa Marques<\/strong>, 78 anos, engenheiro, agora professor de matem\u00e1ticas.<\/li>\n<li>Refugiado, em casas de amigos. Mais tarde vim a saber que no dia 24 de Abril tinham andado \u00e0 minha procura para ser preso pela segunda vez.<\/li>\n<li>Um livro de terror e pesadelo a fechar! Uma janela aberta para a vida!<\/li>\n<li><strong>Realizados:<\/strong> A queda de um regime que amorda\u00e7ou Portugal durante quase 50 anos; A possibilidade de votar e participar na vida do pa\u00eds; Uma Constitui\u00e7\u00e3o que nos honra: Um Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade; Um sistema de educa\u00e7\u00e3o que se abriu a todos e ao conhecimento.<br \/>\n<strong>N\u00e3o realizados:<\/strong>\u00a0Julgamento dos crimes cometidos durante o regime derrubado, sem vingan\u00e7as e com justi\u00e7a; Uma economia mais forte e mais justa; Uma justi\u00e7a \u00fanica para todos.<br \/>\nMUITOS SONHOS FICARAM PELO CAMINHO. ATROPELADOS PELA GAN\u00c2NCIA DE PODERES E DE PESSOAS, PELA IGNOR\u00c2NCIA DE MUITOS E OS SIL\u00caNCIOS COMPROMETIDOS.<br \/>\nMAS O BALAN\u00c7O \u00c9 POSITIVO! H\u00c1 QUE MELHORAR O SISTEMA DEMOCR\u00c1TICO E REDUZIR AS DESIGUALDADES!<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><strong>Ant\u00f3nio Armando da Costa<\/strong>, 75 anos, Professor Universit\u00e1rio Aposentado, Astrof\u00edsico.<\/li>\n<li>Estava a estudar Astrof\u00edsica das Altas Energias das estrelas de neutr\u00f5es (pulsares), no Departamento de Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da Victoria University de Manchester, Inglaterra, como Bolseiro do Instituto de Alta Cultura de Portugal desde 22 de Setembro de 1972, para obter o grau de Doutor (PhD); e, at\u00e9 \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o, impossibilitado de vir a Portugal, pois vindo, teria um &#8220;Encontro Imediato do Terceiro Grau&#8221; com a PIDE.<br \/>\nDesde o 16 de Mar\u00e7o de 1974 que pensava que o Fascismo tinha os dias contados. Eu fora colaborador do Movimento Associativo Estudantil na Associa\u00e7\u00e3o dos Estudantes do Instituto Superior T\u00e9cnico (AEIST) desde Novembro de 1967 at\u00e9 1971, e depois juntara-me \u00e0 Oposi\u00e7\u00e3o de Assistentes (antifascistas) do T\u00e9cnico, e seguia cuidadosamente os acontecimentos em Portugal. Por isso \u00e0s 10:55 horas do dia 25 de Abril, quando entrei no Departamento para trabalhar, fui confrontado pelo pessoal de apoio que me puseram a par de que havia uma subleva\u00e7\u00e3o em Lisboa. Fomos ouvir a BBC, e era claro que era uma a\u00e7\u00e3o militar libertadora.<br \/>\nNesse dia n\u00e3o fui capaz de trabalhar, e declarei feriado.<\/li>\n<li>Para mim, e tal como afirmou Sophia, &#8220;foi a madrugada que eu esperava, e que tardava a materializar-se, o dia inicial inteiro e limpo, onde emergimos da noite e do sil\u00eancio, e livres habit\u00e1mos a subst\u00e2ncia do tempo&#8221;.<br \/>\nA revolu\u00e7\u00e3o de Abril representou o fim dum regime pol\u00edtico fascista e colonial, retr\u00f3grado e anacr\u00f3nico, que tinha de ser destru\u00eddo para permitir a auto-afirma\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica da Sociedade Portuguesa e da programa\u00e7\u00e3o do seu Desenvolvimento, fazendo nascer o estado social e praticando a justi\u00e7a social, criando estruturas de liga\u00e7\u00e3o \u00e0s popula\u00e7\u00f5es, de que \u00e9 exemplo o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS); e criar uma nova rela\u00e7\u00e3o com o Mundo, pondo fim \u00e0 Guerra Colonial Imperial contra os povos do Imp\u00e9rio, e permitindo a sua autodetermina\u00e7\u00e3o e Independ\u00eancia.<br \/>\nPara participar na sua realiza\u00e7\u00e3o, corri alguns riscos que poderiam ter-me transtornado a vida. Mas depois, sentimos que tudo &#8220;valeu a pena, por a alma n\u00e3o ser pequena&#8221; pois, como tamb\u00e9m afirmou Fernando Pessoa, \u201cQuem quiser passar al\u00e9m do Bojador, tem de passar al\u00e9m da dor\u201d.<\/li>\n<li>A espinha dorsal da Revolu\u00e7\u00e3o realizou-se, embora com algumas defici\u00eancias. As massas populares organizaram-se adequadamente para a defesa dos seus interesses pr\u00f3prios, instaurando a liberdade sindical e o direito de contrata\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o coletivas, e o direito \u00e0 greve; programou-se uma organiza\u00e7\u00e3o do Estado que instaurou liberdades democr\u00e1ticas fundamentais e direitos b\u00e1sicos dos cidad\u00e3os, com especial incid\u00eancia no cap\u00edtulo dos direitos pol\u00edticos finalmente atribu\u00eddos \u00e0s mulheres, id\u00eanticos aos dos homens; Portugal abriu-se ao Mundo, pondo fim \u00e0 Guerra Colonial, e desenvolvendo a fraternidade com os Povos irm\u00e3os; escreveu-se e aprovou-se uma Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica a 2 de Abril de 1976, que formalizou uma democracia pol\u00edtica, social, cultural e econ\u00f3mica, com subordina\u00e7\u00e3o do poder econ\u00f3mico ao poder pol\u00edtico, e que abriu as mais amplas possibilidades de desenvolvimento social e coopera\u00e7\u00e3o internacional com outros povos.<br \/>\nApesar dos direitos c\u00edvicos constitucionalmente protegidos e da separa\u00e7\u00e3o dos poderes, as realiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias deixaram-se ultrapassar por uma orienta\u00e7\u00e3o de Direita subordinada aos interesses imperialistas externos, que se sobrep\u00f4s \u00e0s necessidades que a Revolu\u00e7\u00e3o entendeu serem necess\u00e1rias para o aumento da qualidade de vida do Povo, e que impede que todo o potencial de Abril se realize.<br \/>\nVolvidos 50 anos, muito do que se conquistou em Abril manteve-se por via duma intensa luta de classes que nunca parou, mas houve alguns retrocessos. Assim, falta o reconhecimento e a ultrapassagem da situa\u00e7\u00e3o de fragilidade negocial dos trabalhadores face ao patronato, protegendo a negocia\u00e7\u00e3o coletiva na Legisla\u00e7\u00e3o do Trabalho; faltam pol\u00edticas que considerem que trabalho permanente necessita de posi\u00e7\u00f5es laborais permanentes, combatendo a precariedade laboral e os baixos sal\u00e1rios e baixas pens\u00f5es, que favorecem financeiramente o grande capital; faltam decis\u00f5es que permitam que as Mulheres, em igualdade de fun\u00e7\u00f5es laborais com os homens, tenham os mesmos n\u00edveis salariais.<br \/>\nNoutra frente falta o desenvolvimento do Poder Judicial, com a cria\u00e7\u00e3o dum Servi\u00e7o Nacional de Justi\u00e7a (SNJ), paralelo do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNJ); a Democracia \u00e9 fundamentalmente representativa, e h\u00e1 que aprofundar a Democracia participativa que teve grandes desenvolvimentos, numa rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica desta com aquela; h\u00e1 que garantir e aprofundar a subordina\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica do Poder Econ\u00f3mico ao Poder Politico; h\u00e1 que garantir a regionaliza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds com a aplica\u00e7\u00e3o do Princ\u00edpio da Subsidiariedade, com as Regi\u00f5es com efetiva autonomia administrativa e efetiva responsabiliza\u00e7\u00e3o pelo seu futuro, e uma eficaz rela\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica negociada do Poder Regional com o Poder Central.<br \/>\nEstas algumas necessidades que urge satisfazer com urg\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<ol>\n<li><strong>Fernando Nunes da Silva<\/strong>, professor universit\u00e1rio.<\/li>\n<li>Em Lisboa, a andar pelos v\u00e1rios palcos da revolu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Um dia inesquec\u00edvel que acabou com quase 50 anos de ditadura e que nos trouxe a liberdade e a esperan\u00e7a de construirmos uma sociedade mais justa e solid\u00e1ria. A possibilidade de voltar a encontrar amigos exilados ou que estavam presos pela PIDE.<\/li>\n<li>Olhando para tr\u00e1s e para o que se sonhou nos longos meses que se seguiram ao 25 de Abril, o que mais destaco como aspetos positivos foi a enorme explos\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e a criatividade que as comiss\u00f5es de moradores e de trabalhadores (de todos os sectores de atividade) deram mostras. Por momentos, acreditou-se que era mesmo poss\u00edvel desenvolver um tipo de sociedade que se libertasse dos estere\u00f3tipos do capitalismo e do designado &#8220;socialismo real&#8221; dos pa\u00edses de Leste. A institucionaliza\u00e7\u00e3o da democracia, a constru\u00e7\u00e3o de um Estado Social e a democratiza\u00e7\u00e3o e universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social, para al\u00e9m do caminho que se percorreu na igualdade de g\u00e9nero e no respeito pela diferen\u00e7a, foram conquistas que se tornaram marcos da nossa sociedade.<br \/>\nO que ficou por realizar foi, essencialmente, um projeto de desenvolvimento do pa\u00eds que melhorasse efetivamente as condi\u00e7\u00f5es de vida da maioria da popula\u00e7\u00e3o, garantir o acesso a um emprego e a uma habita\u00e7\u00e3o condigna, assim como um funcionamento da democracia que soubesse articular os modelos de representa\u00e7\u00e3o da vontade da popula\u00e7\u00e3o com uma mais efetiva e eficaz participa\u00e7\u00e3o das pessoas na defini\u00e7\u00e3o do seu futuro, condi\u00e7\u00f5es de vida e gest\u00e3o da coisa p\u00fablica.<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo faz parte da s\u00e9rie \u201c5o anos depois: VIVA a REVOLU\u00c7\u00c3O DOS CRAVOS!\u201d que a PRESSENZA est\u00e1 a publicar desde meados de Mar\u00e7o 2024. 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