{"id":1832371,"date":"2024-03-16T05:56:59","date_gmt":"2024-03-16T05:56:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1832371"},"modified":"2024-03-21T10:34:50","modified_gmt":"2024-03-21T10:34:50","slug":"grandola-vila-morena-o-hino-da-revolucao-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/03\/grandola-vila-morena-o-hino-da-revolucao-em-portugal\/","title":{"rendered":"\u201cGr\u00e2ndola, Vila Morena\u201d, o hino da Revolu\u00e7\u00e3o em Portugal"},"content":{"rendered":"<p><em>Este artigo faz parte da s\u00e9rie \u201c<strong>5o anos depois: VIVA a REVOLU\u00c7\u00c3O DOS CRAVOS!<\/strong>\u201d que a PRESSENZA est\u00e1 a publicar desde meados de Mar\u00e7o 2024.<br \/>\nA\u00a0<strong>\u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d 1974-75<\/strong>\u00a0trouxe aos portugueses a liberdade ap\u00f3s 48 anos de fascismo, e \u00e0s col\u00f3nias portuguesas de \u00c1frica a independ\u00eancia ap\u00f3s 500 anos de dom\u00ednio imperial.<\/em><br \/>\n<em><strong><a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2024\/03\/serie-da-pressenza-sobre-portugal-50-anos-depois-viva-a-revolucao-dos-cravos\/\">Aqui podem ser lidos todos os artigos desta s\u00e9rie publicados at\u00e9 hoje!<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><em>A partir de hoje, com esta publica\u00e7\u00e3o, a PRESSENZA inicia uma s\u00e9rie de artigos sobre a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d em Portugal h\u00e1 50 anos. A maioria desses artigos ser\u00e1 publicada nos meses de Mar\u00e7o e Abril.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No dia 25 de Abril de 1974 houve em Portugal um golpe de Estado por parte de largas centenas de militares portugueses, organizados no chamado MFA (Movimento das For\u00e7as Armadas), que quiseram depor a ditadura fascista em Portugal e devolver a liberdade ao povo portugu\u00eas. Foi nesse dia que, espontaneamente, se deu in\u00edcio \u00e0 chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d, a qual obteve esse nome porque toda a gente punha cravos &#8212; a flor da \u00e9poca \u2013 nas lapelas dos casacos e nos fuzis vazios dos soldados, sinal de paz, felicidade e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas, t\u00e3o ou mais importante ainda do que a reconquista da liberdade para o povo portugu\u00eas, foi o facto de o MFA ter dado a independ\u00eancia \u00e0s col\u00f3nias portuguesas em \u00c1frica (Angola, Mo\u00e7ambique, Guin\u00e9-Bissau, Cabo-Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe). Estas foram as \u00faltimas col\u00f3nias portuguesas e, com o fim do colonialismo portugu\u00eas, terminou tamb\u00e9m o colonialismo europeu \u2013 pelo menos na sua forma cl\u00e1ssica (por ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios e dom\u00ednio completo sobre as popula\u00e7\u00f5es).<br \/>\nA independ\u00eancia das col\u00f3nias foi, assim, talvez o motivo principal que levou os militares a deporem o regime fascista, que os obrigava a lutar em tr\u00eas col\u00f3nias ao mesmo tempo (Angola, Mo\u00e7ambique, Guin\u00e9-Bissau) contra os respetivos movimentos de independ\u00eancia, at\u00e9 a\u00ed denominados de \u201cterroristas\u201d&#8230; Nos \u00faltimos anos, Portugal estava a perder essas guerras, que gastavam j\u00e1 cerca de metade do or\u00e7amento do Estado portugu\u00eas. Dar a independ\u00eancia \u00e0s col\u00f3nias, n\u00e3o foi, portanto, um ato de benevol\u00eancia, mas sim uma forma de reconhecer as realidades\u2026<\/p>\n<p>Em Portugal, desde o primeiro dia do golpe de Estado, a popula\u00e7\u00e3o portuguesa n\u00e3o ficou em casa com medo, mas veio logo para a rua festejar o fim do fascismo e a liberdade, agradecer aos militares e lutar por mais liberdades. Muitos empres\u00e1rios fugiram do pa\u00eds como medo de perderem os seus bens para um novo regime socialista, deixando assim as suas empresas ou propriedades ao abandono. Da\u00ed que o povo tenha come\u00e7ado a ocupar f\u00e1bricas e quintas em regime de autogest\u00e3o, para poderem sobreviver. Os sindicatos, finalmente livres tamb\u00e9m, reivindicavam melhores sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Os professores gozaram de uma liberdade e criatividade sem paralelo at\u00e9 hoje. Todos esses movimentos de base constitu\u00edram essa \u201c<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Revolu\u00e7\u00e3o_de_25_de_Abril_de_1974\">Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/a>\u201d, que durou de 25 Abril de 1974 at\u00e9 25 de Novembro de 1975, data \u00e0 qual um golpe militar de tend\u00eancia moderada-conservadora destituiu os representantes mais esquerdistas dentro do MFA e abriu o caminho para Portugal entrar na via capitalista da maior parte dos pa\u00edses europeus ocidentais\u2026<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos foi, portanto, um tempo rom\u00e2ntico em que se levaram \u00e0 pr\u00e1tica ideias novas, se realizaram utopias mesmo que por um tempo limitado, e isso em todos os campos: na autogest\u00e3o da economia e do ensino, na emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, numa enorme criatividade da cultura, na liberdade total da imprensa e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o (muito maior do que atualmente), numa forte solidariedade internacional, etc. E, como &#8220;ouro em cima do azul&#8221;, foi uma Revolu\u00e7\u00e3o praticamente sem mortos, pac\u00edfica, que tamb\u00e9m por isso foi admirada por muitos revolucion\u00e1rios doutros pa\u00edses!<br \/>\nN\u00f3s nunca esqueceremos essas experi\u00eancias e, mesmo que tenha sido uma Revolu\u00e7\u00e3o abortada ao fim de 1,5 anos, muitas das suas conquistas foram conservadas, sobretudo nos campos da democracia pol\u00edtica e das liberdades individuais. Mas a luta por uma verdadeira justi\u00e7a social e por iguais direitos para todos os portugueses, essa ter\u00e1 ainda de continuar \u2026 sempre inspirada na Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos!<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u201c<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gr\u00e2ndola,_Vila_Morena\"><strong>Gr\u00e2ndola, Vila Moren<\/strong>a<\/a>\u201d, uma can\u00e7\u00e3o popular de solidariedade escrita em 1964 pelo grande cantor e compositor portugu\u00eas Jos\u00e9 Afonso em homenagem \u00e0 cidade de Gr\u00e2ndola no Alentejo\/Portugal, foi escolhida pelo MFA como a derradeira \u201cluz verde\u201d que in\u00edcio ao golpe de Estado do 25 de Abril, quando foi tocada na R\u00e1dio Renascen\u00e7a \u00e0s 0:20 horas do mesmo dia. Desde a\u00ed, tornou-se no hino da Revolu\u00e7\u00e3o para todos os portugueses!<\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Gr\u00e2ndola, vila morena<\/strong><\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e2ndola, vila morena<br \/>\n<\/strong><strong>Terra da fraternidade<br \/>\n<\/strong><strong>O povo \u00e9 quem mais ordena<br \/>\n<\/strong><strong>Dentro de ti, \u00f3 cidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Dentro de ti, \u00f3 cidade<br \/>\n<\/strong><strong>O povo \u00e9 quem mais ordena<br \/>\n<\/strong><strong>Terra da fraternidade<br \/>\n<\/strong><strong>Gr\u00e2ndola, vila morena<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Em cada esquina um amigo<br \/>\n<\/strong><strong>Em cada rosto igualdade<br \/>\n<\/strong><strong>Gr\u00e2ndola, vila morena<br \/>\n<\/strong><strong>Terra da fraternidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Terra da fraternidade<br \/>\n<\/strong><strong>Gr\u00e2ndola, vila morena<br \/>\n<\/strong><strong>Em cada rosto igualdade<br \/>\n<\/strong><strong>O povo \u00e9 quem mais ordena<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00c0 sombra duma azinheira<br \/>\n<\/strong><strong>Que j\u00e1 n\u00e3o sabia a idade<br \/>\n<\/strong><strong>Jurei ter por companheira<br \/>\n<\/strong><strong>Gr\u00e2ndola a tua vontade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Gr\u00e2ndola a tua vontade<br \/>\n<\/strong><strong>Jurei ter por companheira<br \/>\n<\/strong><strong>\u00c0 sombra duma azinheira<br \/>\n<\/strong><strong>Que j\u00e1 n\u00e3o sabia a idade<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1832375 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Bild_2024-03-16_064745167-300x225.png\" alt=\"\" width=\"716\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Bild_2024-03-16_064745167-300x225.png 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Bild_2024-03-16_064745167-820x615.png 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Bild_2024-03-16_064745167.png 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/p>\n<p><em>Mural ao 25 de Abril de 1974 e a Jos\u00e9 Afonso na cidade de Gr\u00e2ndola (Foto da PRESSENZA)<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo faz parte da s\u00e9rie \u201c5o anos depois: VIVA a REVOLU\u00c7\u00c3O DOS CRAVOS!\u201d que a PRESSENZA est\u00e1 a publicar desde meados de Mar\u00e7o 2024. 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