{"id":1760675,"date":"2023-08-21T15:08:38","date_gmt":"2023-08-21T14:08:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1760675"},"modified":"2023-08-21T15:08:38","modified_gmt":"2023-08-21T14:08:38","slug":"arte-sesc-abre-exposicao-sobre-signos-ancestrais-com-obras-de-emanoel-araujo-e-nomes-da-nova-geracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2023\/08\/arte-sesc-abre-exposicao-sobre-signos-ancestrais-com-obras-de-emanoel-araujo-e-nomes-da-nova-geracao\/","title":{"rendered":"Arte Sesc abre exposi\u00e7\u00e3o sobre signos ancestrais com obras de Emanoel Araujo e nomes da nova gera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">ARTES VISUAIS<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por\u00a0Wando Schwarz Soares<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1 style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong>Arte Sesc abre exposi\u00e7\u00e3o sobre signos ancestrais com obras de Emanoel Araujo e nomes da nova gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211;\u00a0<em>Trabalhos de Guilhermina Augusti e Raphael Cruz v\u00e3o dialogar com obras do\u00a0<strong>fundador do Museu Afro Brasil<\/strong>, que morreu ano passado.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>&#8211; Mostra \u201c\u00c0M\u00cc: Signos Ancestrais\u201d d\u00e1 sequ\u00eancia ao trabalho do Sesc RJ de tornar p\u00fablico seu\u00a0<strong>acervo de mais de 500 pe\u00e7as<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em>&#8211; Obra em madeira policromada de mais de 2 metros exposta em uma \u00e1rea externa do Sesc Copacabana foi\u00a0<strong>restaurada e volta ao circuito expositivo no Flamengo<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Revela\u00e7\u00e3o do jazz contempor\u00e2neo, o pianista\u00a0<strong>Jonathan Ferr\u00a0<\/strong>faz o show de abertura<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>RIO DE JANEIRO<\/strong> &#8211; O Espa\u00e7o Cultural Arte Sesc (Rua Marqu\u00eas de Abrantes 99 \u2013 Flamengo) inaugurou no dia 2 de maio, \u00e0s 18h, a exposi\u00e7\u00e3o \u201c\u00c0M\u00cc: Signos Ancestrais\u201d, com pinturas, esculturas e serigrafias que jogam luz sobre os significados dos cultos de matrizes africanas. O espa\u00e7o receber\u00e1 13 obras assinadas por <strong>Guilhermina Augusti<\/strong>,\u00a0<strong>Raphael Cruz<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Emanoel Ara\u00fajo<\/strong>\u00a0\u2013 artista pl\u00e1stico baiano falecido ano passado, um dos principais nomes das artes do pa\u00eds e fundador do Museu Afro Brasil, em S\u00e3o Paulo. A mostra ser\u00e1 aberta com show do pianista\u00a0<strong>Jonathan Ferr<\/strong>, um dos maiores nomes do jazz brasileiro na atualidade. A entrada \u00e9 franca.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O nome da mostra &#8211; \u201c\u00c0M\u00ec\u201d &#8211; vem da l\u00edngua yorub\u00e1 e significa \u201cs\u00edmbolo\u201d. Ela era falada pelo povo de mesmo nome escravizado e comercializado na Costa dos Escravos e trazido ao Brasil na di\u00e1spora africana no s\u00e9culo XIX. Antes residente abaixo do deserto do Saara, o povo nag\u00f4, como ficou conhecido no Brasil, possu\u00eda uma riqueza de ritos, cultos e pensamento matem\u00e1tico que acabaram sendo incorporados ao Brasil como parte da cultura nacional.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cEstimulados pela obra de Emanoel Ara\u00fajo, constante da Cole\u00e7\u00e3o Arte Sesc, percebemos um jogo dual que o grande artista nos propunha. Por um lado, a geometriza\u00e7\u00e3o abstrata, formal; por outro, cores que se relacionam aos cultos afro-brasileiros. Decidimos, ent\u00e3o, seguir esta rota, perguntar ao presente sobre o legado deixado por Ara\u00fajo nas cria\u00e7\u00f5es mais recentes\u201d, explica o\u00a0<strong>curador Marcelo Campos<\/strong>, fazendo refer\u00eancia aos artistas convidados, Guilhermina Augusti e Raphael Cruz, nomes da nova gera\u00e7\u00e3o cujos trabalhos dialogam em significado com a obra de Emanoel.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Artista trans criou a bandeira hasteada no MAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A artista trans Guilhermina Augusti vem elaborando reflex\u00f5es sobre o corpo e suas diversas metamorfoses, utilizando imagens de cunho hist\u00f3rico para recontextualiza\u00e7\u00f5es. Foca, sobretudo, nas rela\u00e7\u00f5es entre g\u00eanero, sexualidade e racialidade, valendo-se de geometrismos, s\u00edmbolos e simbologias. Um exemplo \u00e9 a bandeira hasteada pelo Museu de Arte do Rio (MAR), em maio do ano passado, com as palavras Atravecar\u00a0e\u00a0Escurecer, obra selecionada no 8\u00ba Pr\u00eamio Artes Tomie Ohtake (<em>veja abaixo detalhes sobre o trabalho da artista<\/em>).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Nascido na periferia, artista carioca fez resid\u00eancia em Berlim<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nascido e criado no bairro de Iraj\u00e1, Zona Norte do Rio, Raphael Cruz passeia pela pintura, fotografia, performance e escultura. Suas obras s\u00e3o consideradas uma continuidade org\u00e2nica da arte cl\u00e1ssica africana em linguagem contempor\u00e2nea conectada \u00e0 tr\u00edade forma, cor e ritmo &#8211; em correla\u00e7\u00e3o a signos sacros afrodiasp\u00f3ricos. Ap\u00f3s resid\u00eancia em Berlim, na Alemanha, teve seu trabalho exposto na mostra Nova Vanguarda Carioca, com curadoria de Gringo Cardia, ano passado, na Cidade das Artes (<em>veja abaixo mais sobre Raphael Cruz<\/em>).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Obra restaurada de Emanoel \u00e9 ponto de partida da mostra<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Reaberto em janeiro de 2022 depois da restaura\u00e7\u00e3o da Mans\u00e3o Figner, o Espa\u00e7o Cultural Arte Sesc vem se dedicando a tornar acess\u00edvel ao p\u00fablico obras do seu acervo de mais de 500 pe\u00e7as por meio de diferentes recortes curatoriais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A mostra inaugural foi \u201cNot\u00edcias do Brasil: Caryb\u00e9, C\u00edcero Dias e Glauco Rodrigues\u201d, com gravuras assinadas por esses artistas, em celebra\u00e7\u00e3o aos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Na sequ\u00eancia, o espa\u00e7o recebeu \u201cAbstra\u00e7\u00f5es\u201d, composta por obras de artistas mulheres que exploram o caminho da abstra\u00e7\u00e3o em diferentes tempos e formas expressivas: Fayga Ostrower, Renina Katz, Anna Letycia e Anna Maria Maiolino (pe\u00e7as do acervo), Ana Cl\u00e1udia Almeida e La\u00eds Amaral (convidadas).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Desta vez, o embri\u00e3o de \u201c\u00c0M\u00cc: Signos Ancestrais\u201d foi uma pe\u00e7a de Emanoel Ara\u00fajo que estava exposta em uma \u00e1rea externa do Sesc Copacabana. A obra, sem t\u00edtulo, data de 1985, foi feita em madeira policromada e tem 2,5 metros de altura e 1,6 metros de largura. Ap\u00f3s restauro e tratamento curatorial, a obra voltar\u00e1 ao circuito das artes visuais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cA obra ficou durante muitos anos alocada em uma regi\u00e3o externa do Sesc Copacabana, aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, mas n\u00e3o participando de um circuito expositivo. Ela compunha o design da entrada do espa\u00e7o, sem um di\u00e1logo conceitual e curatorial, nem identifica\u00e7\u00e3o\u201d, explica Ana Paula Rocha, muse\u00f3loga do Sesc RJ.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cA partir da identifica\u00e7\u00e3o do trabalho, n\u00f3s fizemos um diagn\u00f3stico do estado de conserva\u00e7\u00e3o, identificamos se as cores s\u00e3o originais, reintegramos algumas perdas na estrutura \u2013 que s\u00e3o naturais por causa do tempo e da exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s intemp\u00e9ries do clima \u2013 e fizemos um trabalho de descupiniza\u00e7\u00e3o. Tivemos toda uma preocupa\u00e7\u00e3o em cima desse acervo para que ele estivesse em plenas condi\u00e7\u00f5es de exibi\u00e7\u00e3o, mas respeitando o preceito da interfer\u00eancia m\u00ednima\u201d, conclui a muse\u00f3loga.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da obra restaurada, a exposi\u00e7\u00e3o conta com mais tr\u00eas trabalhos oriundos do esp\u00f3lio da fam\u00edlia de Emanoel Ara\u00fajo e que ficam sob os cuidados da galeria Sim\u00f5es de Assis de S\u00e3o Paulo. As demais pe\u00e7as da exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o trabalhos comissionados para a exposi\u00e7\u00e3o assinados por Raphael Cruz e Guilhermina Augusti.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Jonathan Ferr apresenta can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u201cCura\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Chamado de \u201cGaroto estandarte do jazz\u201d pelo jornal El Pa\u00eds, o pianista carioca Jonathan Ferr \u00e9 um dos nomes mais celebrados da nova gera\u00e7\u00e3o do jazz brasileiro. Chamou a aten\u00e7\u00e3o do Brasil e do mundo ao transformar o jazz em um g\u00eanero mais acess\u00edvel para as audi\u00eancias mais populares, valendo-se de influ\u00eancias como o hip-hop, o soul e at\u00e9 o baile funk.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na abertura da exposi\u00e7\u00e3o, o artista apresenta m\u00fasicas de seu mais recente \u00e1lbum \u201cCura\u201d, que entrou em v\u00e1rias listas de melhores \u00e1lbuns. O conceito de m\u00fasica medicina est\u00e1 presente em um mergulho profundo no desconhecido, com can\u00e7\u00f5es que buscam curar atrav\u00e9s desta experi\u00eancia \u00fanica.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u00c0M\u00cc: Signos Ancestrais<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Obras de Emanoel Ara\u00fajo, Guilhermina Augusti e Raphael Cruz<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Espa\u00e7o Cultural Arte Sesc (Rua Marqu\u00eas de Abrantes, 99 \u2013 Flamengo \u2013 Rio de Janeiro)<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Inaugura\u00e7\u00e3o: Dia 02\/05\/2022 (ter\u00e7a-feira) &#8211; 18h<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Show de Jonathan Ferr<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Per\u00edodo: 02\/05 a 31\/10\/2023<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Visita\u00e7\u00e3o: Segunda a s\u00e1bado, das 12h \u00e0s 19h \u2013 at\u00e9 31\/01\/2023<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Entrada franca<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mais informa\u00e7\u00f5es em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sescrio.orb.br\/\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.sescrio.orb.br&amp;source=gmail&amp;ust=1692711357285000&amp;usg=AOvVaw2ym9NXLVOnEG7iVhYzKxPS\">www.sescrio.orb.br<\/a><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>SAIBA MAIS SOBRE OS ARTISTAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Emanoel Ara\u00fajo<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cen\u00f3grafo, pintor, curador e muse\u00f3logo. Nascido em Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o, com forma\u00e7\u00e3o em gravura pela Escola de Belas Artes da Bahia, da Universidade Federal da Bahia \u2013 UFBA, em Salvador. Foi diretor do Museu de Arte da Bahia (1981-1983). Lecionou artes gr\u00e1ficas e escultura no Arts College, na The City University of New York (1988). Entre 1992 e 2002, foi diretor da Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo. No per\u00edodo de 1995 e 1996, foi membro convidado da Comiss\u00e3o dos Museus e do Conselho Federal de Pol\u00edtica Cultural, institu\u00eddos pelo Minist\u00e9rio da Cultura. Em 2004, fundou o Museu Afro Brasil, em S\u00e3o Paulo, onde foi Diretor Curador at\u00e9 a sua morte em 07 de setembro de 2022.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Emanoel Ara\u00fajo tensiona, em suas obras, tridimensionalidades que dialogam com constru\u00e7\u00f5es tot\u00eamicas africanas. Tais influ\u00eancias se d\u00e3o desde o seu contato com as est\u00e9ticas africanas dentro do contexto do Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (FESTAC), realizado em Lagos\/Nig\u00e9ria, em 1977. Abre-se ent\u00e3o um portal de refer\u00eancias e conex\u00f5es afroatl\u00e2nticas, fundamental e singular para a arte brasileira, que reitera as percep\u00e7\u00f5es e viv\u00eancias contidas em seu entorno. Ara\u00fajo observa e reflete a \u00c1frica em dimens\u00f5es contempor\u00e2neas, pensa a travessia dos signos, registra o povo negro com amabilidade e do\u00e7ura, raras nas interpreta\u00e7\u00f5es violentas e caricatas de ent\u00e3o, direcionando-se, tamb\u00e9m, \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de si como um homem negro afrodiasp\u00f3rico. Em suas declara\u00e7\u00f5es e entrevistas, Emanoel Ara\u00fajo relatava casos de racismo cotidianos, dada a sua mobilidade nos c\u00edrculos da elite.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O monumentalismo presente em suas cria\u00e7\u00f5es apresenta um conjunto de dogmas paleoafricanos, levando suas pesquisas a inscri\u00e7\u00f5es long\u00ednquas daquele continente, depois retrabalhados e reinscritos em um novo lugar: na di\u00e1spora afro-brasileira. Como um evocativo a essas presen\u00e7as, o artista compilava a pesquisa sobre os signos a um refinamento de geometrismos conectados a aspectos ancestrais, paralelos em jogos entre cores e formas que delegam associa\u00e7\u00f5es iorubanas, advindas das rela\u00e7\u00f5es e das for\u00e7as presentes na mitologia dos orix\u00e1s. Revelam-se, ent\u00e3o, significados e, ao mesmo tempo, perpetuam-se segredos guardados nos avessos, insinuados e desfeitos, que abrem possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o como chaves de (re)exist\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Guilhermina Augusti<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Guilhermina Augusti vem elaborando reflex\u00f5es sobre o corpo e suas diversas metamorfoses. Com isso, convoca imagens de cunho hist\u00f3rico para recontextualiza\u00e7\u00f5es que focam, sobretudo, nas rela\u00e7\u00f5es entre g\u00eanero, sexualidade e racialidade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Suas obras debru\u00e7am-se sobre as possibilidades do \u201ccorpo\u201d, dentro de um perspectivismo descentrado, onde os usos dessa exist\u00eancia integram e conduzem quest\u00f5es de cunho pol\u00edtico-social, \u00e9tico-est\u00e9tico, ancestral-contempor\u00e2neo, de g\u00eanero e suas interseccionalidades. Pontos estes que s\u00e3o atravessados por geometrismos, s\u00edmbolos e simbologias, enredos que reivindicam o resgate de uma humanidade e suscitam metodologias para uma pluralidade visual dentro do cen\u00e1rio das artes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Guilhermina Augusti tamb\u00e9m se dedica a repensar os retratos de personalidades negras, envoltas por cores e tra\u00e7os, que contribuem para a constru\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria dos s\u00edmbolos e \u00edcones nacionais, reparando a hist\u00f3ria ao projet\u00e1-la, como imagem, na guia do tempo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Raphael Cruz<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nascido e criado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Iraj\u00e1, Cruz experencia e transborda suas ideias no audiovisual, na tridimensionalidade virtual, na pintura e na fotografia. Tem como ponto de partida suas rela\u00e7\u00f5es familiares, ancestralidades e musicalidades afrorreferenciadas, como o samba e todas as transversalidades pretas presentes nas ruas. Apresenta, em suas cria\u00e7\u00f5es, uma busca incessante por uma liberdade de ser e de se colocar no mundo. Faz do seu pr\u00f3prio corpo em movimento um sinal que enfrenta obst\u00e1culos e redireciona a cidade em seu car\u00e1ter indicial.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Um artista multimeios que subverte a l\u00f3gica colonial e det\u00e9m, como grande parte da sua pesquisa, uma investiga\u00e7\u00e3o a partir da prerrogativa da arte como um meio fundamental para promover narrativas, amplas e complexas, sobre o impacto e o papel da cultura africana na forma\u00e7\u00e3o do que conhecemos como Brasil. Suas produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma continuidade org\u00e2nica da arte cl\u00e1ssica africana em linguagem contempor\u00e2nea conectada \u00e0 tr\u00edade: forma, cor e ritmo em correla\u00e7\u00e3o a signos sacros afrodiasp\u00f3ricos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>TEXTO CURATORIAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u00c0M\u00cc: signos ancestrais<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c0M\u00cc, palavra que designa \u201csigno\u201d e \u201cs\u00edmbolo\u201d na l\u00edngua yorub\u00e1. Trazidos da \u00c1frica para o Brasil no s\u00e9culo XIX, o povo de origem nag\u00f4, antes residente abaixo do deserto do Saara, possu\u00eda uma riqueza de ritos, cultos, pensamento matem\u00e1tico que acabaram sendo incorporados ao Brasil como part\u00edcipes da cultura nacional.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tornou-se corriqueiro, desde ent\u00e3o, vermos e identificarmos cores e formas sobreviventes da di\u00e1spora que se associam aos cultos de matrizes africanas. O preto e o vermelho de Ex\u00fa, o amarelo-ouro de Oxum, o vermelho e o branco de Xang\u00f4, e o branco de Oxal\u00e1. Toda sexta-feira, em todas as cidades deste pa\u00eds, o uso de roupas brancas se disseminou, nem sempre diretamente associado ao culto do candombl\u00e9. Nas noites de ano novo, tamb\u00e9m nos dedicamos a escolher as cores e seus significados projetados. O fato \u00e9 que, se podemos perceber uma ci\u00eancia dos signos, no Brasil, nossa semiologia, assim denominada pela Europa, dever\u00e1 levar em considera\u00e7\u00e3o um aprendizado que come\u00e7a antes, dentro das casas, a partir de conhecimentos ancestrais, nos amuletos, mi\u00e7angas, contas que adornam o corpo, os retrovisores dos carros e sobrecarregam o pesco\u00e7o de grandes matriarcas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na arte brasileira, a aceita\u00e7\u00e3o de tais signos yorub\u00e1s custou a acontecer. O s\u00e9culo XX teve um grande influxo de pesquisas sobre a realidade nacional, que resultou em pensamentos e programas de um modernismo ao qual podemos adjetivar de \u201cidentit\u00e1rio\u201d. A cultura popular passou a interessar, as cores tropicais foram protagonizadas; no paisagismo, passamos a valorizar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, comum. E, com isso, uma elite intelectual passa a se apropriar de culturas diasp\u00f3ricas afroind\u00edgenas, \u00e0s quais os artistas n\u00e3o pertenciam.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A exposi\u00e7\u00e3o \u00c0M\u00cc: signos ancestrais parte de outro vi\u00e9s. Estimulados pela obra de Emanoel Ara\u00fajo, constante da Cole\u00e7\u00e3o Arte Sesc, percebemos um jogo dual que o grande artista nos propunha. Por um lado, a geometriza\u00e7\u00e3o abstrata, formal; por outro, cores que se relacionam aos cultos afro-brasileiros. Decidimos, ent\u00e3o, seguir esta rota, perguntar ao presente sobre o legado deixado por Ara\u00fajo nas cria\u00e7\u00f5es mais recentes. Convidamos ao di\u00e1logo dois artistas de jovem produ\u00e7\u00e3o: Guilhermina Augusti e Raphael Cruz. Amplificamos as resson\u00e2ncias dos \u00c0M\u00cc, percebendo que Cruz e Guilhermina possuem refer\u00eancias que lidam com o jogo da figura\u00e7\u00e3o e da abstra\u00e7\u00e3o em di\u00e1logo com os signos afrodescendentes. Nessa conjuntura, outros nomes da arte rondam as cria\u00e7\u00f5es atuais, como Rubem Valentim, Mestre Didi e Abdias Nascimento.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Associar cor e forma aos signos ancestrais \u00e9 atentar para um complexo pensamento que ora coaduna o poder e a pot\u00eancia das divindades a gestos significativos, ora simplifica e essencializa imagens da natureza. Podemos, aqui, citar exemplos, o arco-\u00edris da divindade Oxumar\u00ea quando interpretado por desenhos e esculturas de ferro, torna-se uma sequ\u00eancia de linhas formando um arco; a ca\u00e7a, atividade primordial do deus Ox\u00f3ssi, vem sendo simbolizada h\u00e1 s\u00e9culos por um arco e flecha (of\u00e1); a justi\u00e7a ligada \u00e0s hist\u00f3rias (itans) do orix\u00e1 Xang\u00f4 se apresenta no machado de duas l\u00e2minas (ox\u00ea). Na rela\u00e7\u00e3o com as cores, nada \u00e9 mais representativo dessa penetra\u00e7\u00e3o dos s\u00edmbolos na realidade brasileira do que o uso do preto e vermelho de Ex\u00fa.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, apresentamos uma trama prenhe de significados transpassada por cria\u00e7\u00f5es diversas de artistas que, hoje, assumem um lugar de representa\u00e7\u00e3o e representatividade.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Marcelo Campos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARTES VISUAIS Por\u00a0Wando Schwarz Soares &nbsp; Arte Sesc abre exposi\u00e7\u00e3o sobre signos ancestrais com obras de Emanoel Araujo e nomes da nova gera\u00e7\u00e3o &nbsp; &#8211;\u00a0Trabalhos de Guilhermina Augusti e Raphael Cruz v\u00e3o dialogar com obras do\u00a0fundador do Museu Afro 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