{"id":1747057,"date":"2023-06-20T16:50:16","date_gmt":"2023-06-20T15:50:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1747057"},"modified":"2023-06-20T16:50:16","modified_gmt":"2023-06-20T15:50:16","slug":"sexus-para-voce-meu-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2023\/06\/sexus-para-voce-meu-amor\/","title":{"rendered":"SEXUS &#8211; Para voc\u00ea, meu amor"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A monogamia \u00e9 como estar obrigado a comer <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Batatas fritas todos os dias\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><em><strong>Henry Miller (Sexus).<\/strong><\/em><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Minhas m\u00e3os tremiam por causa do efeito dos meus excessos de consumo de \u00e1lcool, meus pulm\u00f5es chiavam pelo ac\u00famulo de tabaco; a verdade \u00e9 que naquela semana eu estivera internado por dois dias em um hospital devido a um colapso nervoso. As ideias se confundiam por momentos, datas, pessoas e acontecimentos. Nada estava ordenado e meu trabalho amontoado em uma pilha infind\u00e1vel de afazeres incompletos. Multas, possibilidade de pris\u00e3o pela indiferen\u00e7a frente a um processo de pens\u00e3o aliment\u00edcia, assim rastejava a humanidade para mim naqueles dias. Apenas tremor de m\u00e3os e tosse se faziam sentir presentes como uma rotina, uma const\u00e2ncia t\u00e3o cara para a manuten\u00e7\u00e3o da sanidade mental: eu ainda vivia, estava no mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Acontece que a vida \u00e9 um redemoinho de contrapontos como se viv\u00eassemos em uma pe\u00e7a musical barroca, repetindo sempre fugas e contrapontos e, seguinte a tudo isso, ela era o contraponto de minha evas\u00e3o da vida. Disfar\u00e7o depress\u00f5es e crises com ironias e falso humor, n\u00e3o sou quem pare\u00e7o ser, mas n\u00e3o sou deselegante nunca! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Surgida do torvelinho de colapsos estava ela, ela a quem nunca vi; nunca encontrei; n\u00e3o possuo refer\u00eancias plaus\u00edveis para conhec\u00ea-la e, muito menos, estar ao seu lado em uma cama de hotel. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assim sempre foi desde S\u00f3focles, \u00c9squilo e Eur\u00edpides, somos marionetes nas m\u00e3os dos deuses pag\u00e3os gregos; eles se mant\u00eam de alguma forma sacr\u00edlega, dentro de um cristianismo burocr\u00e1tico sen\u00e3o fan\u00e1tico, impondo os jogos de exist\u00eancias, onde her\u00f3is sofrem sortil\u00e9gios (eles escolhiam os movimentos do destino, por isso, \u00e9 foda!) os mais v\u00e1rios em trajet\u00f3rias de sucesso ou de fracasso total \u2013 nunca h\u00e1 um meio termo: morte ou vida. \u00c0s vezes, Athenas vinha e, contrariando Apolo, impunha m\u00e3os sobre o her\u00f3i e lhe aben\u00e7oava com algum refrig\u00e9rio, algum consolo. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00d3, Palas Athena! Em meio ao colapso da linha de seus pe\u00f5es, voc\u00ea veio a mim e proporcionou que uma de suas filhas, a mais radiante, corajosa, de pele morena jambo e cabelos de guerreira mal\u00ea, viesse at\u00e9 mim e mostrasse que a vida ainda vale a pena! Sim! Que o tremor parasse, que a tosse amenizasse. Sim! Athenas encheu meu peito com o fluxo da vida, impulso de meu sexo e, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>coupe de foudre<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, fez-me homem novamente. Assim foi a guerra espiritual que me levou at\u00e9 ela, enviada, aben\u00e7oada filha da padroeira da Sabedoria e da Justi\u00e7a, voc\u00ea que trouxe virilidade e decis\u00e3o a um homem esmorecido.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Jogo da vida, havia um hor\u00e1rio e um percurso a palmilhar, percurso extenso, mas necess\u00e1rio como a respira\u00e7\u00e3o, cada metro alcan\u00e7ado era um desafio \u00e0 minha crise de p\u00e2nico; ao entrar no primeiro \u00f4nibus intermunicipal tive de aguentar uma grande press\u00e3o interna, uma ang\u00fastia reflexa no companheiro tremor de m\u00e3os; havia uma mulher ao meu lado, precisei me compor ao m\u00e1ximo (entendo que devemos passar mal dentro dos lares, pois, na rua, \u00e9 deselegante). Consegui passar pelo primeiro desafio; chegar \u00e0 Rodovi\u00e1ria Novo Rio, ir ao banheiro comum e encharcar o rosto de \u00e1gua sem enxugar ap\u00f3s. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Teria de pegar outro \u00f4nibus intermunicipal, dessa vez pior, tratava-se de ir a um lugar onde nunca pisara antes, conhecia apenas de \u00e9pocas de meu av\u00f4 e da implanta\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de ligas met\u00e1licas no pa\u00eds; articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para que um ditador do passado desfizesse seus la\u00e7os matrimoniais com o nazifascismo e seguisse, com essa compensa\u00e7\u00e3o, os caminhos da dita democracia liberal. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o saber o paradeiro gerou um terror p\u00e2nico ainda maior e os esfor\u00e7os foram redobrados para manter aquela avassaladora onda interna de antimat\u00e9ria, de antivida, caos que beira \u00e0 loucura \u2013 tudo provindo e alimentado pelo excesso do \u00e1lcool e do <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>stress<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Mas eu tinha de encontrar minha deusa, minha rainha: ela estaria l\u00e1 e eu n\u00e3o poderia ausentar ao des\u00edgnio do jogo da vida e da padroeira. Beber da fonte da vida, de onde viemos por nossas m\u00e3es e por onde disseminamos nossas sementes para novos seres viventes surgirem na engrenagem infrene do Cosmos. Eu estaria l\u00e1 mesmo que o fim do mundo adiantasse seu rel\u00f3gio e a nada deixasse em p\u00e9.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Consegui chegar! Como Deus \u00e9 bom! Tempo suficiente para tomar um banho, comer alguma coisa, o alimento demorava para ser deglutido e n\u00e3o conseguia assimilar muitos nutrientes, mas forcei; vesti minha persona de \u201cum cara descontra\u00eddo\u201d, enviei v\u00eddeos onde s\u00f3 faltei sapatear como o Fred Astaire, em busca dos l\u00edricos cora\u00e7\u00f5ezinhos de Whatsaap. Do quarto do hotel ao sagu\u00e3o, do sagu\u00e3o ao entorno, tracei todos os trajetos at\u00e9 o momento da apari\u00e7\u00e3o, ela veio destemida como a <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Xena: a princesa guerreira<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">; eu sabia que nada a deteria; t\u00ednhamos constru\u00eddo alguma coisa indiz\u00edvel atrav\u00e9s de afinidades e palavras de penetra\u00e7\u00e3o cir\u00fargica no ponto certo do sentimento da aten\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Trememos, meu amor, eu e voc\u00ea \u00e9ramos garota e garoto de quatorze anos de novo. Vozes entrecortadas, respira\u00e7\u00e3o pesada, m\u00e3os molhadas; assim est\u00e1vamos e foi ent\u00e3o que eu a beijei pela primeira vez, com um impulso disr\u00edtmico, a vista chegou a ficar turva de tanta energia emanada de nossos corpos. Palas Athenas soprou em mim virilidade, mas \u2013 homens s\u00e3o em sua maioria uns ignorantes \u2013 n\u00e3o tive sabedoria suficiente e a Filha de Atenas p\u00f4s suavemente suas m\u00e3os sobre meu peito e disse \u201cCalma! Estou Aqui\u201d; ato cont\u00ednuo iniciei o roteiro planejado por n\u00f3s dois em nossas conversas anteriores: beijar e lamber seu pesco\u00e7o e orelhas para desarmar resist\u00eancias e fazer exsurgir a verdadeira mulher natural por tr\u00e1s dos seres sociais que somos. Estava chegando a hora da b\u00ean\u00e7\u00e3o; eu seria cumulado dos maiores prazeres que a vida pode proporcionar incorporadas na mulher amada! Sim! Voc\u00ea \u00e9 a mulher amada! E se voc\u00ea n\u00e3o me ama, que se dane, eu amo amar voc\u00ea! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assim fomos imbricando pernas e bra\u00e7os, l\u00e1bios e coxas numa constru\u00e7\u00e3o da ponte de uni\u00e3o, \u00e9ramos um e, por sermos um, estive no mais \u00edntimo interior daquela que veio dos C\u00e9us para insuflar vida num moribundo. For\u00e7a de intensifica\u00e7\u00e3o dos fluidos sangu\u00edneos enchendo a <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>corpora<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> cavernosa, enrijecendo tudo, onde antes imperava a indiferen\u00e7a, pois mantinha um jogo de esconde-esconde com mulheres com quem sa\u00eda nos \u00faltimos tempos: com a deusa n\u00e3o haveria espa\u00e7o para jogos; ela exigia autenticidade, verdade e for\u00e7a e eu miraculosamente acompanhei-a.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Lambuzamos nossas bocas em beijos subterr\u00e2neos; soube caminhar a sutileza das cl\u00e1ssicas preliminares e de novo e de novo fomos um do outro, sem medo algum, e, de repente carinhos sens\u00edveis e sensitivos como passes esp\u00edritas, algo transcendente, nada de carnalidade, ali estavam duas almas em movimentos de entrelaces no gris fosco do mar existencial; agora espocavam fogos laranja e rosa, lil\u00e1s: ela, apenas ela, naquele momento eterno, sussurrou em meus ouvidos que a vida vale a pena; que ela estaria sempre presente em minhas mem\u00f3rias e, talvez, como tudo na vida, ela estaria novamente presente ao som de Cole Porter, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>You\u2019d be so easy to love, &#8211; <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">sim, meu amor, voc\u00ea conhece o poder que tem &#8211; numa dan\u00e7a elegante no sal\u00e3o de minha esperan\u00e7a. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ela estar\u00e1 l\u00e1 novamente.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; \u201cA monogamia \u00e9 como estar obrigado a comer Batatas fritas todos os dias\u201d. 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