{"id":1740241,"date":"2023-05-19T15:28:30","date_gmt":"2023-05-19T14:28:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1740241"},"modified":"2023-05-19T15:28:30","modified_gmt":"2023-05-19T14:28:30","slug":"helena-e-minhas-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2023\/05\/helena-e-minhas-vidas\/","title":{"rendered":"Helena e minhas vidas"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Helena sempre me deixou idiota. &#8211; Ele pensava enquanto caminhava para o tribunal. Como pode isso? Depois de tudo o que fez da vida: encontrara amores os mais diversos, desde ninfetas at\u00e9 sexagen\u00e1rias resistentes; andara pelo submundo colhendo tipos e informa\u00e7\u00f5es tanto para sua atividade de advogado como para desenvolver sua inexplic\u00e1vel verve liter\u00e1ria (\u00e0 qual enxertava de poesia uma cr\u00edtica \u00e1cida ao jornalismo marrom, aquele que vive da desgra\u00e7a alheia e glamouriza a viol\u00eancia).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o adiantava se vangloriar de suas conquistas profissionais ou sexuais, nada conseguia sobrepujar a for\u00e7a que aquela mulher mantinha convergindo toda sua aten\u00e7\u00e3o. Era solit\u00e1rio e escrevia suas mem\u00f3rias de impress\u00e3o da vida e de Helena enquanto uma mulher, uma companheira de noite, dormia na cama ao lado da mesa onde digita essa hist\u00f3ria. Ouve <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ojala<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, de Silvio Rodriguez, e pensa flutuando no meio dos acordes on\u00edricos do compositor cubano; sorvendo as palavras intensas cheias de Am\u00e9rica Latina.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Helena sempre me deixou idiota.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Pensa: e se ela tivesse ido a Cuba com ele? A Israel? \u00c0 Gr\u00e9cia? Se tivesse ao seu lado quando enfrentou ju\u00edzes e desembargadores arrogantes, assistiu a pessoas pobres e conseguiu moradias, salvou vidas atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es judiciais de leitos de CTis, alcan\u00e7ou dignidade a pessoas tratadas com indignidade pelo \u00e1rido Estado brasileiro? <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Ah, Helena \u2013 rumina o pobre solit\u00e1rio. \u2013 Se eu pudesse resumir minha vida em um compartimento, como uma esp\u00e9cie de urna funer\u00e1ria ap\u00f3s a incinera\u00e7\u00e3o, eu pediria a Deus que a colocasse em suas m\u00e3os ao lado de um exemplar de o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Em busca do tempo perdido<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, de Marcel Proust.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ele se reclina na cadeira, bebe de seu velho companheiro escoc\u00eas, inicia o invent\u00e1rio de uma de suas vidas, aquela mais dolorosa, aquela proibida e natimorta, sua vida ao lado de Helena. E come\u00e7a assim: <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Jorge, esse era seu nome, nasceu em Ipanema; \u201ccumpriu\u201d sua adolesc\u00eancia numa esb\u00f3rnia entre bo\u00eamios intelectuais e semicriminosos; fora vacinado contra mulheres fatais ainda garoto e, por fim, aprendeu a apreciar a beleza da vida e a ter uma postura positiva quanto aos desafios da rea\u00e7\u00e3o \u00e0s conquistas que a vida nos op\u00f5e.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Uma inevit\u00e1vel l\u00e1grima escorre seguida de um sorriso sard\u00f4nico frente ao jogo da adolesc\u00eancia \u2013 uma de suas vidas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mundos diversos, concep\u00e7\u00f5es diferentes forjaram dois seres humanos, que se encontraram ap\u00f3s reviravoltas. A Terra precisa sempre se manter girando. Foi assim que Jorge conheceu Helena.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A fam\u00edlia dele fora abastada at\u00e9 perder tudo, absolutamente tudo; Jorge tinha uma bolsa de estudos \u00e0 qual conseguira por meio de prova. Enquanto seus pais foram morar num lugar carinhosamente chamado de Saco (pr\u00f3ximo a Mag\u00e9), ele foi morar numa cidade serrana do estado do Rio de Janeiro chamada Friburgo. Tinha 17 anos e foi l\u00e1 que conheceu Helena&#8230; Helena, Helena, Helena&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na sua infinita ignor\u00e2ncia buscou extravasar seu desequil\u00edbrio hormonal sempre em outras garotas (sim! \u00c0quela \u00e9poca voc\u00ea era uma garota Helena e eu j\u00e1 era um burro); sempre a busca de um vazio em mulheres alheias a ela, a Helena.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Anos se passaram e ela de repente apareceu em uma reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica justamente onde Jorge trabalhava. E mais uma vez Deus dispunha \u00e0 minha frente a possibilidade inequ\u00edvoca de ser pleno no amor e mais uma vez dei \u00e0s costas a isso, provando o mel ilus\u00f3rio de fugacidades para terminar assim um ros\u00e1rio de lam\u00farias em busca de um tempo perdido.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Pois ent\u00e3o, Jorge foi trabalhar em uma escola, a mesma escola em que para ter o que comer antes de prestar concurso se misturava com os alunos do turno da noite para se alimentar da merenda escolar. Agora era um servidor e, com seus vencimentos, voltou \u00e0 velha esb\u00f3rnia bo\u00eamia de outrora.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por outro lado, Helena sempre foi uma mulher, desde garota era uma mulher: de uma serenidade aconchegante, um tom de voz mel\u00edfluo e que carregava em seu bojo toda a for\u00e7a da simplicidade imiscu\u00edda de um charmoso porte de eleg\u00e2ncia e, claro, seu olhar nunca disfar\u00e7ou que dentre tanta ternura havia o fogo da feminilidade decidida \u2013 desde intensidade da pele at\u00e9 objetivos e, por que n\u00e3o? Temperamento forte (nunca a vi nervosa, mas sempre a imaginei nos momentos em que a vida obriga imposi\u00e7\u00f5es e irrita\u00e7\u00f5es).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assim foi a segunda chance que Deus lhe deu e, por ser um escravo da testosterona, procurou outras servidoras e f\u00eameas estranhas da noite. N\u00e3o tinha capacidade de compreender o porqu\u00ea de permanecer na reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica no hor\u00e1rio de Helena, subjugando-se \u00e0 agrura dos infind\u00e1veis desvios de fun\u00e7\u00e3o apenas para poder estar perto dela. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Momentos e sentimentos: lia os contos que Oscar Wilde escrevera para seus filhos (O gigante ego\u00edsta) e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo arrancava l\u00e1grimas dela; pouco a tocava, porque a tinha envolta em respeito e admira\u00e7\u00e3o, mas o fato de v\u00ea-la quase todo dia era uma reden\u00e7\u00e3o para ele. Preenchia o que noites e noites de sexo com outras nunca lhe dera.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Irritou-se quando ela se iludiu com um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>gendarme <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">de terceira categoria e que a iludiu com promessas de rompimento de seu casamento para viver com ela. Como aquela deusa poderia ter conspurcado sua sublimidade com aquele verme? Ela descera de sua beleza consagrada como Tit\u00e2nia ao se apaixonar pelo asno em Sonhos de uma noite de ver\u00e3o, de Shakespeare. Ela esquecera de quem \u00e9, desceu como santas ao baixo da vida para depois, bela e sagaz que \u00e9, reerguer-se e impor mais uma vez seu carisma ao mundo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A for\u00e7a feminina dessa mulher sempre me fez idiota.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Burro, nunca consegui me cercar dela e mostrar os sentimentos que provocava em mim, Certa feita me enchi de coragem e, ap\u00f3s o pedido de exonera\u00e7\u00e3o que requeri para manter meu ritmo de estagi\u00e1rio da Defensoria P\u00fablica e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal \u2013 al\u00e9m de monitor de mat\u00e9rias na faculdade e bolsista pesquisador do CNPq \u2013 comecei a mandar buqu\u00eas de rosas para ela; isso chamou sua aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Foi quando aconteceu o grande erro, em minha terceira vida com Helena: estava me aproximando, conseguindo o toque essencial daquela pele suave cuja penugem de p\u00eassego sempre observara eri\u00e7ada contra a aluz do sol e a quintess\u00eancia da entrega da mulher amada e sublime. Errei e errei feio, como um grande bo\u00e7al que fui e sou com rela\u00e7\u00e3o ao amor: busquei outras mulheres enquanto estava conquistando-a.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ia almo\u00e7ar ou jantar com ela, quando fui ao Rio de Janeiro para satisfazer a ansiedade do meu sexo desenfreado; enquanto dormia, a companheira da noite mandou mensagens de meu celular para a minha grande mulher: xingou-a e aviltou-a de tal forma que, \u00f3bvio, houve ruptura do que ainda era embri\u00e3o: houve o fim de minha possibilidade de plenitude com a mulher \u00fanica, profundamente minha e, a partir dali apenas restou pendurar l\u00e1grimas para secar como a m\u00fasica de Jule Stine e Sammy Cahn que eu mandava para ela naqueles tempos. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A partir dali nunca mais haveria a grande chance e eu me casei e perdi 12 anos de vida (apesar de ter conquistado ao destino o amor de dois seres humanos maravilhosos: meus dois filhos amados). O casamento em si \u00e9 um contratado vago de obriga\u00e7\u00f5es convencionais que pretende limitar a vitalidade do sexo, mas, por outro lado, envolve s\u00edmbolos de felicidade. Escolhi errado, vivi errado, e, por tantos e tantos erros, eu, Jorge, perdi a fonte de minha admira\u00e7\u00e3o nas minhas vidas, perdi Ela, perdi Helena.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Deus age assim, na surdina e detalhes. Juntei minhas roupas; pus em malas com o aux\u00edlio de um velho e paternal amigo e, enquanto sa\u00eda de minha ex-casa carregando malas e \u00e0 p\u00e9 (que o carro ficasse com a ex) falei: \u201cCara! N\u00e3o olho mais para tr\u00e1s, agora s\u00f3 penso no meu futuro\u201d. Pois ent\u00e3o, mais uma vez o Livro da Vida p\u00f5e Helena justamente \u00e0 minha frente: ela aparece saindo de uma dessas reparti\u00e7\u00f5es e, fingindo n\u00e3o me ver, caminha ao longo de uma extensa rua que, ao mesmo tempo que d\u00e1 para minha atual resid\u00eancia d\u00e1 para a atual localiza\u00e7\u00e3o do trabalho dela.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O Destino brinca com a vida dos reles mortais, como j\u00e1 faziam os deuses com os guerreiros de Tr\u00f3ia. Ela \u00e9 casada agora com filho lindo ao lado e meu destino se tornou acre; n\u00e3o haver\u00e1 uma quarta e definitiva vida com Helena? Cabe a Deus a realiza\u00e7\u00e3o do que sempre teve de ser e n\u00e3o o foi, o tempo do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente do tempo da rotina: tempo cronos e tempo kair\u00f3s.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O que me resta dizer para Helena al\u00e9m de confiss\u00f5es da madrugada (sou insone e vocacionado \u00e0 vida noturna) e devaneios? Que os diga aqui e agora, pois n\u00e3o haver\u00e1 uma quinta vida com Helena e agora \u00e9 o \u00faltimo suspiro de uma vida que, apesar de escrita no Livro da Vida, ainda n\u00e3o ultrapassou o \u201cdeveria ter sido\u201d por falta de coragem ao macho dolorosamente iludido.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">As ilus\u00f5es me custaram caro, mas que ao menos a liberdade que Deus me d\u00e1 permita que eu escreva aqui isso:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Tempo, tempo, tempo&#8230; Meu maior inimigo: for\u00e7ar a fuga de sua inexpugn\u00e1vel linha, for\u00e7ar limites e chegar a voc\u00ea, mulher de meu objetivo feminino, mulher da vontade do meu corpo e epicentro de um sentimento germinado de querer bem&#8230; Na busca do seu sexo embrenho em ternuras de cuidados e acolhimento. Provar do mel do seu corpo com o cuidado de quem sabe gostar. Helena (\u00e9 esse o nome dela?), sou andarilho de sua fala taquigr\u00e1fica e o cora\u00e7\u00e3o marca: teremos algo nosso, teremos algo de bom; quero voc\u00ea.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Que assim seja! E eu possa percorrer sentimentos os mais intensos, ternos e plenos! Que palavras se concretizem no toque \u00fanico de seu corpo e de seu sentimento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Uma explos\u00e3o em misturas de for\u00e7a e carinho; vou entrar em voc\u00ea e vou viver o am\u00e1lgama de todas as sensa\u00e7\u00f5es que eu e voc\u00ea tivemos em nossas experi\u00eancias de vida, vou sentir suas vit\u00f3rias e perdas em mim e vou compartilhar com voc\u00ea o que eu sou.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00caxtase infrene do querer, o que, ao estar com quem admiro, ser\u00e1 ser junto: cada momento pe\u00e7o \u00e0 Divindade ter a sabedoria de saber viver, porque gostar de verdade transcende a presen\u00e7a, o sentimento frustrado de posse: gostar \u00e9 viver plenamente a presen\u00e7a na aus\u00eancia. \u00c9 estar por gostar. Encontrar seus pontos, ter prazer por dar prazer.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Eis o invent\u00e1rio das minhas vidas ao lado de Helena e ainda agora n\u00e3o passei do que Plat\u00e3o falava: \u201cO amor s\u00f3 existe quando o ser amado se torna amante\u201d \u2013 e os percal\u00e7os e erros da minha vida reduziram esse universo de conhecer a grande mulher em um mero desejo. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quem ganhar\u00e1: o grande amor ou a convencionalidade?<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Helena sempre me deixou idiota. &#8211; Ele pensava enquanto caminhava para o tribunal. Como pode isso? 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