{"id":1728776,"date":"2023-04-06T11:24:01","date_gmt":"2023-04-06T10:24:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1728776"},"modified":"2023-04-06T11:24:01","modified_gmt":"2023-04-06T10:24:01","slug":"credit-suisse-uma-serie-de-escandalos-que-em-mocambique-comecou-ha-ja-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2023\/04\/credit-suisse-uma-serie-de-escandalos-que-em-mocambique-comecou-ha-ja-10-anos\/","title":{"rendered":"Credit Suisse: uma s\u00e9rie de esc\u00e2ndalos que em Mo\u00e7ambique come\u00e7ou h\u00e1 j\u00e1 10 anos!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Thomas Kesselring<\/strong> para o jornal online Infosperber<\/p>\n<p><em>Thomas Kesselring tem relatado na Infosperber desde 2016 sobre o esc\u00e2ndalo do cr\u00e9dito a Mo\u00e7ambique em que o Credit Suisse esteve envolvido.\u00a0 \u00c9 um dos encargos herdados que o UBS ainda tem de digerir e pelos quais os contribuintes s\u00e3o agora parcialmente respons\u00e1veis. Kesselring ensinou durante anos numa universidade em Mo\u00e7ambique.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h3>A venda apressada do Credit Suisse faz-nos lembrar o esc\u00e2ndalo do cr\u00e9dito de mil milh\u00f5es de d\u00f3lares do CS a Mo\u00e7ambique.<\/h3>\n<p>Em retrospetiva, o fracasso em lidar com o esc\u00e2ndalo de Mo\u00e7ambique na Su\u00ed\u00e7a parece ser um pren\u00fancio do infort\u00fanio que agora se abateu sobre o pr\u00f3pria CS.<\/p>\n<p>Foi um dos maiores esc\u00e2ndalos em que o Credit Suisse esteve envolvido. E \u00e9 considerado o esc\u00e2ndalo econ\u00f3mico mais grave da \u00c1frica Subsaariana nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<h3>A lavagem a branco como parte da cultura empresarial<\/h3>\n<p>A primeira coisa que se destacou foi a contradi\u00e7\u00e3o entre os pronunciamentos p\u00fablicos do banco e as suas actividades comerciais reais.<\/p>\n<p>Os empr\u00e9stimos concedidos a Mo\u00e7ambique violavam a constitui\u00e7\u00e3o deste pa\u00eds. Deviam ter sido aprovados primeiro pelo parlamento, mas este foi contornado. Apesar disso, o CS proclamou em an\u00fancios de jornais de p\u00e1gina inteira que &#8220;cumpre as leis de todos os pa\u00edses&#8221;.<\/p>\n<p>No final de 2016, em nome de Rat Kontrapunkt, o especialista em \u00e9tica empresarial Peter Ulrich e eu public\u00e1mos um an\u00fancio com uma carta aberta \u00e0 lideran\u00e7a o CS com perguntas sobre as circunst\u00e2ncias ligadas ao empr\u00e9stimo a Mo\u00e7ambique. Cinquenta personalidades conhecidas da Su\u00ed\u00e7a co-assinaram essa carta. A rea\u00e7\u00e3o do Credit Suisse: Sil\u00eancio.<\/p>\n<p>V\u00e1rias vezes fiz perguntas ao conselho de administra\u00e7\u00e3o em reuni\u00f5es gerais do CS. As respostas do Presidente, Urs Rohner, soavam sempre como se ele n\u00e3o levasse realmente a s\u00e9rio as perguntas. Numa assembleia de acionistas para aprovar um aumento de capital (em Maio de 2017), referi-me aos processos jur\u00eddicos colectivos movidos pelos EUA como consequ\u00eancia da derrocada econ\u00f3mica em Mo\u00e7ambique. O Presidente Rohner interrompeu-me logo: N\u00e3o \u00e9 essa a quest\u00e3o agora, \u00e9 apenas sobre o aumento de capital.<\/p>\n<p>Dois anos mais tarde &#8212; tr\u00eas banqueiros de investimento da CS London tinham entretanto sido indiciados por um tribunal de Nova Iorque no caso de Mo\u00e7ambique &#8212; Rohner j\u00e1 n\u00e3o queria recordar as minhas interven\u00e7\u00f5es anteriores: estava chocado com o que tinha acontecido, mas s\u00f3 tinha tomado conhecimento do fato atrav\u00e9s da acusa\u00e7\u00e3o americana. Segundo ele, os tr\u00eas banqueiros tinham agido de forma independente e criminosa, n\u00f3s tinhamos todos sido fraudulentamente enganados.<\/p>\n<p>Rohner tinha reagido de forma semelhante \u00e0 fraude cometida por Patrice Lescaudron, consultor de clientes em Genebra.<\/p>\n<p>A fingida ignor\u00e2ncia de Rohner era obviamente t\u00edpica de uma cultura de nega\u00e7\u00e3o, fazendo vista grossa e ignorando os acontecimentos.<\/p>\n<h3>Reac\u00e7\u00f5es fracas por parte das autoridades legais<\/h3>\n<p>A autoridade de supervis\u00e3o Finma e a Procuradoria-Geral da Su\u00ed\u00e7a permaneceram em sil\u00eancio durante anos. Finma pronunciou-se pela primeira vez em Outubro de 2021 &#8211; cinco anos e meio depois de um artigo no Wall Street Journal ter tornado conhecida internacionalmente a extens\u00e3o e o alcance do esc\u00e2ndalo. Finma escondeu-se no slipstream dos organismos de supervis\u00e3o banc\u00e1ria dos EUA e da Inglaterra. Enquanto que estes \u00faltimos impuseram uma multa de 500 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 CS por enganar os compradores de t\u00edtulos, mais uma redu\u00e7\u00e3o de 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares na d\u00edvida de Mo\u00e7ambique devido aos subornos que tinham tornado os empr\u00e9stimos poss\u00edveis, a Finma limitou-se a uma reprimenda.<\/p>\n<p>Em Abril de 2019, o Public Eye tinha apresentado uma queixa criminal contra o Credit Suisse no caso de Mo\u00e7ambique. Alguns meses mais tarde, o Gabinete do Procurador-Geral da Su\u00ed\u00e7a informou que estava a investigar contra pessoas desconhecidas. Tanto quanto sei, doravante eles n\u00e3o anunciaram muito mais do que isso.<\/p>\n<h3>A rea\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social: mostraram-se desinteressados e sobrecarregados<\/h3>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social nunca exigiram que o Credit Suisse esclarecesse o esc\u00e2ndalo e limitasse os danos causados em Mo\u00e7ambique. Em contraste, informaram sobre e comentaram amplamente os acidentes de Greensill e Archegos. A perda de v\u00e1rios milhares de milh\u00f5es estava em jogo. Mas o impato do esc\u00e2ndalo de Mo\u00e7ambique, que foi muito grave do que as consequ\u00eancias de Greensill e Archegos, n\u00e3o mereceu a mesma aten\u00e7\u00e3o! Mo\u00e7ambique, um pa\u00eds com 31 milh\u00f5es de habitantes, mergulhou numa confus\u00e3o econ\u00f3mica que durou v\u00e1rios anos: pelo menos um milh\u00e3o de pessoas caiu na pobreza absoluta; foram feitas poupan\u00e7as nas escolas e nos cuidados de sa\u00fade, resultando da\u00ed uma aumento da mortalidade.<\/p>\n<p>Mesmo nas atuais an\u00e1lises das falhas de gest\u00e3o na lideran\u00e7a do CS, os meios de comunica\u00e7\u00e3o social quase nunca mencionam o esc\u00e2ndalo de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p><strong>Muita tinta vermelha sobre o esc\u00e2ndalo da espionagem<\/strong><\/p>\n<p>Ainda mais problem\u00e1tico foi o comportamento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social em rela\u00e7\u00e3o ao esc\u00e2ndalo de espionagem de Thiam-Khan. Durante v\u00e1rias semanas dedicaram-se ao ultraje e aos mexericos &#8211; e ao mesmo tempo com um sil\u00eancio radiof\u00f3nico completo sobre o esc\u00e2ndalo de Mo\u00e7ambique. No entanto, as consequ\u00eancias para Mo\u00e7ambique continuavam a afetar muito mais pessoas do que aquelas que vivem na Su\u00ed\u00e7a. Pouco tempo antes, os tr\u00eas principais banqueiros respons\u00e1veis tinham apresentado uma confiss\u00e3o de culpa num tribunal de Nova Iorque. Nessa altura, entrevistas de meia hora com Tidjane Thiam e peritos banc\u00e1rios sobre o caso da espionagem decorreram nos canais de televis\u00e3o su\u00ed\u00e7os de l\u00edngua alem\u00e3 e francesa, sem que uma \u00fanica s\u00edlaba fosse dita sobre a trag\u00e9dia muito mais importante dos empr\u00e9stimos ileg\u00edtimos a Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<h3>Press\u00e3o maci\u00e7a sobre os meios de comunica\u00e7\u00e3o cr\u00edticos<\/h3>\n<p>Por outro lado, o esc\u00e2ndalo de Mo\u00e7ambique mostrou mais uma vez como as grandes empresas tentam asfixiar todas as cr\u00edticas. Devido aos relat\u00f3rios sobre o desastre de Mo\u00e7ambique, a Infosperber e eu, como autor, recebemos cartas amea\u00e7adoras: n\u00e3o do Credit Suisse, mas da empresa de constru\u00e7\u00e3o naval libanesa Privinvest, que estava envolvida no esc\u00e2ndalo. A Infosperber recebeu correio registado e e-mails de dois dos mais caros escrit\u00f3rios de advocacia internacionais, bem como de duas grandes empresas de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em Londres. A Infosperber documentou toda essa tentativa de press\u00e3o atrav\u00e9s do artigo &#8220;O propriet\u00e1rio do grupo Iskandar Safa queria intimidar a Infosperber&#8221;.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, qualquer pessoa que relatasse coisas negativas sobre o Credit Suisse tamb\u00e9m tinha de estar precavida. Em Dezembro de 2022, o presidente do CS, Axel Lehmann, processou a plataforma Inside Paradeplatz e pouco depois tamb\u00e9m os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, que a 20 de Fevereiro de 2022 usaram o Swissleaks para fazer uma compila\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios esc\u00e2ndalos passados com o CS. Quando se tornou claro que o navio perdido j\u00e1 n\u00e3o podia ser trazido de volta \u00e0 sua rota, procuraram-se bodes expiat\u00f3rios nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<h3>Paralelos entre o caso de Mo\u00e7ambique e o afundamento do Credit Suisse<\/h3>\n<p>H\u00e1 semelhan\u00e7as not\u00e1veis entre o esc\u00e2ndalo do empr\u00e9stimo de mil milh\u00f5es de euros e o afundamento do CS: a passividade na Su\u00ed\u00e7a, e a atua\u00e7\u00e3o apenas ap\u00f3s press\u00f5es do estrangeiro.<\/p>\n<p>No caso das revela\u00e7\u00f5es sobre o esc\u00e2ndalo de Mo\u00e7ambique, todas as pistas vieram de fora das fronteiras do pa\u00eds &#8211; principalmente dos EUA, embora estes n\u00e3o tenham estado ativamente envolvidos no esc\u00e2ndalo: do Wall Street Journal, da empresa de auditoria Kroll, do Departamento de Justi\u00e7a dos EUA, da Autoridade do Mercado Financeiro dos EUA (neste caso, a Comiss\u00e3o de T\u00edtulos e C\u00e2mbios do Reino Unido esteve tamb\u00e9m envolvida).<\/p>\n<p>Contudo, as institui\u00e7\u00f5es su\u00ed\u00e7as respons\u00e1veis &#8211; a Finma, a Administra\u00e7\u00e3o Federal, o Conselho Federal &#8211; mostraram-se passivas durante anos. As suas poucas tomadas de posi\u00e7\u00e3o foram muito desdentadas. Os tribunais de v\u00e1rios pa\u00edses &#8211; EUA, Inglaterra, \u00c1frica do Sul, Mo\u00e7ambique &#8211; ainda est\u00e3o a tratar do caso de Mo\u00e7ambique. Em contrapartida na Su\u00ed\u00e7a &#8211; sede do CS e de duas outras empresas envolvidas no esc\u00e2ndalo &#8211; nenhum tribunal est\u00e1 a investigar os acontecimentos.<\/p>\n<p>Um quadro semelhante surge quando se olha para o destino do CS nas suas \u00faltimas semanas: A confian\u00e7a no banco diminuiu muito mais rapidamente no estrangeiro do que na Su\u00ed\u00e7a, onde as a\u00e7\u00f5es do CS ainda estavam a ser compradas dois dias antes da sua imobiliza\u00e7\u00e3o. As enormes sa\u00eddas de dinheiro (at\u00e9 10 mil milh\u00f5es por dia) vieram obviamente do estrangeiro &#8211; especialmente de pa\u00edses do sudeste asi\u00e1tico. Quando as coisas se tornaram dif\u00edceis, os ministros da Economia de v\u00e1rios pa\u00edses entraram em a\u00e7\u00e3o e instru\u00edram o Conselho Federal da Sui\u00e7a sobre o que fazer. A anunciada regra do &#8220;too-big-to-fail&#8221; foi deixada na gaveta no interesse dos mercados financeiros dos EUA e da UE, e uma &#8220;solu\u00e7\u00e3o&#8221; completamente diferente, nunca antes discutida, foi aplicada por lei de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Outro paralelo: tal como a clarifica\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos do CS a Mo\u00e7ambique foi feita praticamente em exclusivo por pa\u00edses estrangeiros, a venda imediata do CS no fim-de-semana passado foi ela tamb\u00e9m obviamente ditada, em grande medida, por pa\u00edses estrangeiros. As nossas institui\u00e7\u00f5es (sui\u00e7as) n\u00e3o se revelaram suficientemente fortes para, por si s\u00f3s, realizarem mudan\u00e7as direcionais.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o &#8212; na verdade fren\u00e9tica e de p\u00e2nico &#8212; que o Conselho Federal, a Finma e o Banco Nacional anunciaram \u00e0 na\u00e7\u00e3o na noite de domingo, a 19 de Mar\u00e7o, \u00e9 o resultado de anos passados a fechar os olhos e a tentar ignorar a realidade. O nosso governo est\u00e1 a arriscar 259 mil milh\u00f5es de francos su\u00edcos para encobrir agora todos os destro\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h3><strong>Um resumo do esc\u00e2ndalo do CS em Mo\u00e7ambique<\/strong><\/h3>\n<blockquote><p>2013: o CS de London atribuiu um empr\u00e9stimo de 1.004 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 empresa de constru\u00e7\u00e3o naval libanesa Privinvest, que alegadamente pretendia construir uma frota de pesca, mas principalmente um projeto militar de prote\u00e7\u00e3o costeira em Mo\u00e7ambique. O banco estatal russo VTB participou tamb\u00e9m nesse acordo com mais outros 1.003 milh\u00f5es. O CS e a VTB est\u00e3o ambos envolvidos em dois dos tr\u00eas empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Um membro superior do pessoal da sucursal londrina da CS, que vetou o empr\u00e9stimo \u00e0 Privinvest desde o in\u00edcio por boas raz\u00f5es, \u00e9 despedido. &#8220;Por causa de uma reestrutura\u00e7\u00e3o interna&#8221;, como \u00e9 explicado em jarg\u00e3o banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para o neg\u00f3cio dos empr\u00e9stimos, gastam-se 200 milh\u00f5es de d\u00f3lares em subornos, uma parte consider\u00e1vel dos quais para os tr\u00eas banqueiros de investimento respons\u00e1veis do CS de Londres. Os mesmos deixam o banco em Agosto de 2013 e fundam uma sucursal da Privinvest na Cidade Velha de Zurique, sucursal essa que trata das transa\u00e7\u00f5es financeiras relacionadas com o projeto de Mo\u00e7ambique. \u00c9 dissolvida no final de 2016.<\/p>\n<p>Os empr\u00e9stimos do CS e do VTB relativos a Mo\u00e7ambique s\u00e3o todos inconstitucionais e mantidos em segredo do parlamento mo\u00e7ambicano. Os pa\u00edses credores, o FMI e o Banco Mundial tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o informados, ao contr\u00e1rio do que estabelecem os acordos.<\/p>\n<p>2016: Em Abril, a exist\u00eancia dos empr\u00e9stimos \u00e9 revelada pelo Wall Street Journal. O envolvimento do SC torna-se agora p\u00fablico a n\u00edvel internacional. O FMI, o Banco Mundial e os pa\u00edses doadores congelam a sua ajuda ao desenvolvimento a Mo\u00e7ambique. O pa\u00eds tem de declarar insolv\u00eancia, e a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigada a uma cura de muitos anos de fome. Estima-se que um milh\u00e3o de pessoas se tenha afundado numa pobreza absoluta.<\/p>\n<p>A partir de 2016: a Privinvest fornece barcos de pesca e de prote\u00e7\u00e3o costeira. No entanto, eles s\u00e3o considerados inutiliz\u00e1veis e enferrujam no porto de Maputo. A empresa de auditoria considera-os tamb\u00e9m excessivamente caros.<\/p>\n<p>2019: Os tr\u00eas banqueiros respons\u00e1veis do CS confessam-se culpados num tribunal de Nova Iorque. Em Mo\u00e7ambique, cerca de vinte pessoas envolvidas no esc\u00e2ndalo s\u00e3o presas.<\/p>\n<p>2021\/22: Num julgamento alargado em Maputo, a maioria dos acusados \u00e9 condenada. Neles est\u00e3o inclu\u00eddos o secret\u00e1rio do antigo Presidente Guebuza e o seu filho, que recebe uma pesada senten\u00e7a de pris\u00e3o (n\u00e3o \u00e9 claro se alguma vez a cumprir\u00e1). Dois presidentes &#8211; Guebuza e Nyusi &#8211; est\u00e3o profundamente implicados no esc\u00e2ndalo, mas n\u00e3o foram acusados. Para evitar a puni\u00e7\u00e3o, Nyusi quer alterar a constitui\u00e7\u00e3o para que possa permanecer no poder por mais tempo. Est\u00e1 a governar o pa\u00eds cada vez mais autocraticamente.<\/p>\n<p>A partir de 2017: mais uma filial da construtora naval Privinvest com a sua sede no Lago de Genebra. O seu presidente \u00e9 um dos autores do projeto de prote\u00e7\u00e3o costeira que se transformou num esc\u00e2ndalo.<\/p>\n<p>2023:\u00a0 O Supremo Tribunal de Londres trata das acusa\u00e7\u00f5es e das contra-acusa\u00e7\u00f5es apresentadas. Os credores que financiaram parte dos empr\u00e9stimos e que foram enganados pelo CS est\u00e3o a preparar uma acusa\u00e7\u00e3o coletiva contra o banco su\u00ed\u00e7o respons\u00e1vel (presumivelmente agora o UBS). As negocia\u00e7\u00f5es est\u00e3o agendadas para Setembro\/Outubro de 2023. Os cr\u00e9ditos em causa est\u00e3o estimados entre 500 a 1000 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Mo\u00e7ambique est\u00e1 ainda pior hoje do que na altura do esc\u00e2ndalo. O norte do pa\u00eds \u00e9 uma zona de guerra, raz\u00e3o pela qual a extra\u00e7\u00e3o de grandes dep\u00f3sitos de g\u00e1s offshore, planeada h\u00e1 anos, tem sido adiada. O pa\u00eds \u00e9 tamb\u00e9m repetidamente atingido por tuf\u00f5es devastadores. \u00c9 considerado um dos mais afetados pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O furac\u00e3o &#8220;Fredi&#8221; atingiu o pa\u00eds duas vezes este ano. Nestas circunst\u00e2ncias, o reembolso dos empr\u00e9stimos parece bastante ilus\u00f3rio. Por conseguinte, os credores que financiaram uma parte dos empr\u00e9stimos vir\u00e3o provavelmente bater \u00e0 porta da Su\u00ed\u00e7a muito em breve.<\/p><\/blockquote>\n<hr \/>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vasco Esteves para a PRESSENZA<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thomas Kesselring para o jornal online Infosperber Thomas Kesselring tem relatado na Infosperber desde 2016 sobre o esc\u00e2ndalo do cr\u00e9dito a Mo\u00e7ambique em que o Credit Suisse esteve envolvido.\u00a0 \u00c9 um dos encargos herdados que o UBS ainda tem 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