{"id":1701806,"date":"2022-12-22T11:44:05","date_gmt":"2022-12-22T11:44:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1701806"},"modified":"2022-12-22T11:44:05","modified_gmt":"2022-12-22T11:44:05","slug":"amor-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/","title":{"rendered":"Amor de Natal"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Esse era o sentimento que impulsionava Renata, uma menininha de doze anos, nascida na Rocinha e em meio ao emaranhado de ruas e vielas, casas e pr\u00e9dios, formou-se linda e voltada para o cuidado de seus pais.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Pois \u00e9, o mund\u00e3o nos leva a coisas assim: uma linda menina de doze anos cuida de seus pais. Seu pai sofrera acidente de trabalho na modalidade terceirizado, situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria como um avi\u00e3o em livre queda, com isso n\u00e3o tinha assist\u00eancia alguma previdenci\u00e1ria; a m\u00e3e era muito doente, acometida de fibromialgia n\u00e3o conseguia sequer levantar-se da cama.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Renata fazia sacol\u00e9s \u2013 aprendera com uma amiga da rua \u2013 e, assim, ia vend\u00ea-los nos sinais da Cidade Maravilhosa. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Um aparte: fala-se muito em pais irrespons\u00e1veis, mas pouco se fala em filhos precocemente conscientes de sua capacidade de sobreviv\u00eancia frente \u00e0 desigualdade senegalesa a que o povo desse pa\u00eds \u00e9 submetido.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assim passavam os dias e em tempos de ver\u00e3o a menina conseguia arrecadar algum trocado, sempre muito pouco.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">De fato, seu passo era firme, sua desenvoltura em abordar um fregu\u00eas era a daquela mistura bem carioca de brincadeira com seriedade objetivando realizar suas vendas. Talvez esse jeito de trabalhar fosse uma tentativa de Renata ser crian\u00e7a frente a uma vida que for\u00e7ava sua maturidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Vai uma sacolinha a\u00ed, amig\u00e3o? \u2013 Chega Renata a um potencial novo fregu\u00eas. \u2013 Olha que hoje \u00e9 o melhor do mundo e tudo sa\u00eddo aqui dessa m\u00e3ozinha!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Sai da minha frente, sua pivete! \u2013 R\u00edspido rosna o homem de mais de dois metros e gordo como um le\u00e3o marinho, e, de um repel\u00e3o, empurrou-a para o lado.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Batendo seu ombro em um poste, machucou-se e come\u00e7ou a chorar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Havia um pipoqueiro que trabalhava embaixo do viaduto que sempre olhava Renata, admirava toda aquela vivacidade dela; sentia vontade de estar pr\u00f3ximo, justamente para proteg\u00ea-la de situa\u00e7\u00f5es como a do le\u00e3o marinho. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Exageradamente t\u00edmido (sentia vergonha at\u00e9 de se olhar no espelho), o pipoqueiro, que se chamava Antunes, nunca tivera coragem de se aproximar da bela e perseverante menina; naquele dia, devido \u00e0s circunst\u00e2ncias, sem piscar estava ao lado de Renata.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Olha, eu vi tudo, voc\u00ea foi v\u00edtima de agress\u00e3o, se eu tivesse conseguido o arrego dos h\u00f4mi para esse m\u00eas, eu chamava a puli\u00e7a, mas esse m\u00eas n\u00e3o vendi muito e estou sem dinheiro para pagar os servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o. \u2013 Falava ternamente com tom paternal. \u2013 Venha c\u00e1, eu vou passar um pouco de gelo no seu bra\u00e7o machucado, tenho gelo aqui no isopor de refrigerantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Renata n\u00e3o entendia muito bem o porqu\u00ea de aquela pessoa estar t\u00e3o preocupada com ela, uma vez que sempre se virou sozinha. Tirando o beijo matinal de bom trabalho que sua m\u00e3e lhe dava, n\u00e3o tinha maiores refer\u00eancias de carinho, acolhimento ou empatia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mas ela percebia alguma coisa diferente no olhar de Antunes, um calor solar que a fazia se sentir muito bem.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; O senhor \u00e9 meu amigo?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Sim! Sempre fui desde a primeira vez em que voc\u00ea apareceu no sinal em frente \u00e0 minha barraca. Sempre serei seu amigo<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Eu nem sei o que dizer, nunca tive um amigo, nunca tive ningu\u00e9m&#8230; O senhor gosta de brincar de adoleta?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Eu n\u00e3o sei&#8230;. Nunca brinquei disso, mas posso aprender com voc\u00ea.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E assim entabelaram uma conversa intermin\u00e1vel de conhecimento um do outro. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ele, j\u00e1 idoso, com um olho de vidro e bigodes bastos e amarelecidos pelo antigo costume tabagista, n\u00e3o tinha filho; no passado, conhecera seu grande amor, mas fazia anos que sua esposa falecera, e, portanto, era um solit\u00e1rio. Antunes nunca perdeu a esportiva: buscava em tudo o que h\u00e1 de bom na vida. Seu Sorriso era seu apelido na rua.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ela, uma crian\u00e7a de doze anos doce e amorosa, um pouco mudada pela gravidade que a situa\u00e7\u00e3o degradante de seus pais imprimia em seu semblante, mas tamb\u00e9m nunca perdeu a jovialidade e a vontade pulsante de viver. Era negra e seus olhos j\u00e1 expunham uma vibra\u00e7\u00e3o forte com ares de guerreira monjolo. O cuidado dos pais para ela era sagrado e assim o desempenhava todos os dias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O lugar onde ambos trabalhavam era sombreado pelo viaduto, as paredes pareciam retalhos de tantos cartazes sobrepostos e mal retirados; Antunes matinha a higiene local varrendo e dispondo lixeiras nas proximidades de sua barraquinha.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Sorria como uma crian\u00e7a para Renata e sentia em seu \u00edntimo uma vontade acalentadora de chorar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Renata percebia uma onda inexor\u00e1vel de seguran\u00e7a.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Dois dias depois, os pais da bela foram v\u00edtimas de balas perdidas provindas da intensifica\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es policiais na favela. Essas atividades eram fundadas na necessidade de o governador, candidato a mais um mandato, mostrar para seu eleitorado de cidad\u00e3os de bem que mataria crist\u00e3mente a bandidagem \u2013 claro que o que matou foi a popula\u00e7\u00e3o de trabalhadores como sempre, mas a opini\u00e3o p\u00fablica relevou tal acontecido.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Desesperada e sem rumo Renata p\u00f4s-se a andar a esmo pela Rocinha; chorava compulsivamente tentando mudar o rumo do que lhe tinham imposto.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Malditos! Que morram para pagar o que fizeram com papai e mam\u00e3e! \u2013 \u00d3dio tomava seus sentimentos soterrando sua sensibilidade natural.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Rasputin, o dono da boca pr\u00f3xima \u00e0 casa de Renata, lan\u00e7ou um olhar de predador para a menina; o que ele vira nela? Uma menina sem forma\u00e7\u00e3o do corpo ainda. Acontece que como um homem clandestino, assassino e traficante, desenvolvera a deprava\u00e7\u00e3o como uma forma de sobreviv\u00eancia e tal sentimento tomou conta de toda sua alma: por isso, desejou ser dono de Renata.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Ei, Menina! O que h\u00e1 com voc\u00ea? Relaxa! \u2013 Sorrisinho canalha no fundo de tudo o que falava. \u2013 Venha aqui para conversar comigo! Diz o que aconteceu pra mim.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Mataram papai e mam\u00e3e! Estou sozinha n\u00e3o tenho mais ningu\u00e9m!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Voc\u00ea tem a mim! \u2013 Aproximava-se dela como uma serpente na busca de seduzi-la com promessas de casa, comida e roupas. O que queria era mais uma \u201cmulher\u201d e que ao mesmo tempo trabalhasse como vapor para o tr\u00e1fico. \u2013 Venha c\u00e1. \u2013 Levou-a para um elevado que dava para uma vista magn\u00edfica do Rio de Janeiro.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Para onde est\u00e1 me levando?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Para essa vis\u00e3o. Quero que voc\u00ea entenda que eu sou o dono disso aqui tudo, meu dom\u00ednio vai at\u00e9 a gente perder de vista. Eu forne\u00e7o para todo o mundo a\u00ed embaixo. Sou o rei e voc\u00ea pode ser minha rainha; vou te encher de pulseiras e brincos de ouro&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Renata n\u00e3o entendia nada do que Rasputin dizia, ela apenas entendeu que ia ganhar brincos e pulseiras, mas j\u00e1 pelo seu tempo de rua e observa\u00e7\u00e3o dos tipos que circulavam no sinal de tr\u00e2nsito em que trabalha, j\u00e1 intu\u00eda maldades e, com isso, entendeu que aquele homem estava consumido pelo mal e queria fazer coisa errada com ela<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Eu preciso ir embora, tenho que preparar meus sacol\u00e9s para vender amanh\u00e3. \u2013 falava se desvencilhando dos bra\u00e7os famintos do ped\u00f3filo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Voc\u00ea fica, meu amor! Agora voc\u00ea me pertence.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No dia seguinte, Antunes n\u00e3o viu Renata e sentiu que havia algo de errado. Algu\u00e9m estava fazendo mal a sua amiga.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Largou sua barraquinha com o dinheiro do caixa aberto e correu para o endere\u00e7o da crian\u00e7a; viu os corpos ainda exangues de seus pais perfurados e tingidos de vermelho jogados displicentemente pela cama e ch\u00e3o; perguntou a todos os vizinhos o que tinha acontecido; foi comunicado de tudo, at\u00e9 do sequestro de Renata pelo dono da boca.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Sem olhar para o lado, pegou uma barra de ferro providencialmente jogada ao largo de casas em eterna constru\u00e7\u00e3o e foi at\u00e9 \u00e0 boca de fumo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Quem \u00e9 Rasputim aqui? Quero v\u00ea-lo agora!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Sou eu, velho! O que voc\u00ea quer comigo?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A boca era escura, mas devido aos enfeites e luzes de Natal, estava claro como uma tarde ensolarada. Puderam olhar-se um ao outro.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Quero a minha amiga, a Renata! Eu vou cuidar dela&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Ihhhhh&#8230; Olha s\u00f3, essa menina deve ter mel, o velho t\u00e1 querendo se aproveitar tamb\u00e9m. Eita velho safado!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Antunes sabia que n\u00e3o adiantava explicar a empatia que tinha por Renata, ela era como a neta que n\u00e3o teve; ele estava disposto a dar todo o cuidado que uma crian\u00e7a deve ter; daria sua vida por ela e agora seria seu pai e sua m\u00e3e.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">R\u00e1pido como uma bala: Rasputim retira a barra de ferro das m\u00e3os de Antunes, segura-o por sua nuca e joga todo o peso met\u00e1lico de sua pistola no rosto dele.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Cala a boca, velho tarado! Perdeu! T\u00fa t\u00e1 morto na minha m\u00e3o!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Escuta, Rasputim, o que eu quero \u00e9 minha neta de volta! Ela \u00e9 minha amiga mais querida e eu sou o seu pai e sua m\u00e3e agora. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Aperta o gatilho que ressoa a m\u00fasica enegrecida da morte; Antunes sente todo o peso de n\u00e3o poder cuidar e dar dignidade a Renata; sem temer, olha o traficante encarando-o. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Naquele momento ouve-se o estampido da arma; Rasputim ri como um bode ensandecido sentindo o calor do \u00f3dio domar seus movimentos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Alguma coisa est\u00e1 errada, o que voc\u00ea fez seu velho?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Afasta de sua v\u00edtima, passa m\u00e3o pela barriga ergue-a e v\u00ea seu sangue borbotando: fora alvejado, mas, por quem?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Surpreende o que v\u00ea: a menina com o rev\u00f3lver ainda fumegante do disparo corre em sua dire\u00e7\u00e3o e tenta ajudar de alguma forma.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Esse \u00e9 o sentimento do bem, o horror de ver seu querido amigo morto obrigou-a a alcan\u00e7ar uma pistola que estava jogada por cima de uma mesa e atirar no malfeitor, mas, passada a necessidade do ato, entende ser aquele ferido um ser humano a quem tenta ajudar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Logo em seguida, Antunes a acompanha no socorro. Por sorte a bala atravessara o ba\u00e7o e a hemorragia n\u00e3o era grave. Rasputin seria salvo pela UPA \u2013 daquele tiro, por\u00e9m morreria em decorr\u00eancia de sarna, salmonela e bronquite que contra\u00edra na unidade de pronto atendimento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E o Natal trouxe a paz. Antunes e Renata se cuidaram e se cuidam at\u00e9 hoje, ele \u00e9 seu pai, sua m\u00e3e e seu av\u00f4; ela \u00e9 sua filha, sua neta e sua melhor amiga.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00e3o eram mais s\u00f3s.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Que esse amor ilumine minha fam\u00edlia, guie minha filha Ana Clara e meu filho Lucas Romero.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Que esse amor esteja sempre entre mim e Ana Claudia.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que impulsionava Renata, uma menininha de doze anos, nascida na Rocinha e em meio ao emaranhado de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2002,"featured_media":1701812,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112,165],"tags":[75238,75338],"class_list":["post-1701806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","category-opiniao","tag-caderno-de-cultura","tag-cronica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Amor de Natal<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Amor de Natal\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-12-22T11:44:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"750\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"420\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Guilherme Maia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Guilherme Maia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\"},\"author\":{\"name\":\"Guilherme Maia\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee\"},\"headline\":\"Amor de Natal\",\"datePublished\":\"2022-12-22T11:44:05+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\"},\"wordCount\":1831,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg\",\"keywords\":[\"caderno de cultura\",\"cr\u00f4nica\"],\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Conte\u00fado Original\",\"Cultura e M\u00eddia\",\"Opini\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\",\"name\":\"Amor de Natal\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg\",\"datePublished\":\"2022-12-22T11:44:05+00:00\",\"description\":\"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg\",\"width\":750,\"height\":420},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Amor de Natal\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee\",\"name\":\"Guilherme Maia\",\"description\":\"Escritor, sambista, anarcochargista e advogado nas horas vagas.\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/guilherme-maia\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Amor de Natal","description":"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Amor de Natal","og_description":"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_published_time":"2022-12-22T11:44:05+00:00","og_image":[{"width":750,"height":420,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Guilherme Maia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PressenzaIPA","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Guilherme Maia","Tempo estimado de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/"},"author":{"name":"Guilherme Maia","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee"},"headline":"Amor de Natal","datePublished":"2022-12-22T11:44:05+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/"},"wordCount":1831,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg","keywords":["caderno de cultura","cr\u00f4nica"],"articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Conte\u00fado Original","Cultura e M\u00eddia","Opini\u00e3o"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/","name":"Amor de Natal","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg","datePublished":"2022-12-22T11:44:05+00:00","description":"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; Por que n\u00e3o podemos abrir nossos sentimentos e gritar ao Universo que sabemos amar? Esse era o sentimento que","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/fotos-site-pressenza-5.jpg","width":750,"height":420},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/amor-de-natal\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Amor de Natal"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee","name":"Guilherme Maia","description":"Escritor, sambista, anarcochargista e advogado nas horas vagas.","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/guilherme-maia\/"}]}},"place":"","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1701806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2002"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1701806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1701806\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1701812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1701806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1701806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1701806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}