{"id":1701671,"date":"2022-12-27T22:55:49","date_gmt":"2022-12-27T22:55:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1701671"},"modified":"2023-08-08T13:00:59","modified_gmt":"2023-08-08T12:00:59","slug":"portugal-brasil-raizes-do-estranhamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/","title":{"rendered":"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Novo livro de Carlos Fino, 2021.<\/strong><strong><em>\u00a0<\/em>Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d:<br \/>\n<\/strong><em>\u201cA rela\u00e7\u00e3o entre Portugal e o Brasil tem sido descrita como uma experi\u00eancia de ambiguidades geradora de estranhamento. Se, por um lado, se reconhece existir proximidade hist\u00f3rica, por outro \u00e9 not\u00f3rio que o v\u00ednculo entre os dois pa\u00edses \u00e9 muito menos intenso do que faria supor a partilha de uma mesma l\u00edngua e de um passado de tr\u00eas s\u00e9culos de conv\u00edvio sob governo comum.\u00a0 Em nenhum outro lugar da sua aventura pelo mundo os portugueses se enraizaram t\u00e3o profundamente como no Brasil. Apesar disso, h\u00e1 j\u00e1 dois s\u00e9culos, o desfasamento dos respetivos discursos culturais \u2013 ambos marcados pelo ressentimento \u2013 n\u00e3o podia ser maior: o Brasil sempre procurando obliterar a mem\u00f3ria da sua ineg\u00e1vel raiz lusitana, e Portugal numa perene nostalgia imperial, repetindo sem cessar os lugares-comuns dos \u201cla\u00e7os de sangue\u201d que os brasileiros simplesmente recusam ou n\u00e3o querem recordar.\u201d<br \/>\n<\/em>(texto da contracapa do livro)<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o do livro:<\/strong> O livro de Carlos Fino est\u00e1 organizado de forma cronol\u00f3gica, e pode orgulhar-se de apresentar cerca de 600 fontes bibliogr\u00e1ficas! Foi publicado em 2021, como um produto da tese de doutoramento do seu autor. O aparecimento do livro foi motivado pelas comemora\u00e7\u00f5es dos 200 anos da independ\u00eancia do Brasil que se vieram a celebrar pouco depois, em 2022. Em termos de conte\u00fado, o livro inspira-se sobretudo em teses do Prof. Eduardo Louren\u00e7o que o autor desenvolveu, enriqueceu e atualizou.<\/p>\n<p><strong>Quais os pontos fortes do livro na minha opini\u00e3o<\/strong>:<br \/>\n&#8211; Muito rico em fontes bibliogr\u00e1ficas;<br \/>\n&#8211; Cont\u00e9m tamb\u00e9m muitos dados sobre a hist\u00f3ria do Brasil;<br \/>\n&#8211; Revela um bom conhecimento doutros estudos sobre a mesma problem\u00e1tica feitos at\u00e9 agora;<br \/>\n&#8211; \u00c9 um livro compreens\u00edvel e f\u00e1cil de ler.<\/p>\n<p><strong>Quais os pontos fracos do livro na minha opini\u00e3o<\/strong>:<br \/>\n&#8211; Nele predomina sempre uma vis\u00e3o \u201clusa\u201d dos acontecimentos;<br \/>\n&#8211; Predomina no mesmo tamb\u00e9m uma vis\u00e3o \u201cde dentro\u201d dos acontecimentos. Seria interessante aprofundar as compara\u00e7\u00f5es com outros casos semelhantes de descoloniza\u00e7\u00e3o no continente americano (por exemplo da Espanha\/Am\u00e9rica Latina, ou da Inglaterra\/EUA);<br \/>\n&#8211; Cont\u00e9m poucos dados sobre a hist\u00f3ria dos escravos e dos ind\u00edgenas no Brasil;<br \/>\n&#8211; Cont\u00e9m tamb\u00e9m poucos dados sobre a hist\u00f3ria e a evolu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre o Brasil e Portugal no \u00faltimo s\u00e9culo (s\u00e9culo XX);<br \/>\n&#8211; Revela igualmente pouca profundidade anal\u00edtica, baseando-se sobretudo no uso de muitas cita\u00e7\u00f5es, frequentemente semelhantes entre si (repeti\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1701987 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/2-Carlos_Fino-Senado-Federal-300x271.jpeg\" alt=\"\" width=\"404\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/2-Carlos_Fino-Senado-Federal-300x271.jpeg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/2-Carlos_Fino-Senado-Federal-820x742.jpeg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/2-Carlos_Fino-Senado-Federal.jpeg 1132w\" sizes=\"auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Carlos Fino (Fonte: Senado Federal do Brasil)<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor do livro: Carlos Fino<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>1948: Nasceu no Alto-Alentejo (Portugal). Estudou direito e foi dirigente estudantil, tendo sido perseguido pela PIDE, pol\u00edcia pol\u00edtica do fascismo.<\/li>\n<li>1971: Fugiu para Paris, tendo seguido depois para Bruxelas aonde obteve o t\u00edtulo de refugiado das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Foi a seguir para a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, onde trabalhou como locutor da R\u00e1dio Moscovo.<\/li>\n<li>1974: A seguir \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, regressa a Portugal e colabora com v\u00e1rios jornais e a Emissora Nacional (EN), tendo depois sido correspondente internacional da EN e da Radio Televis\u00e3o Portuguesa (RTP).<\/li>\n<li>1989-1995: Cobriu como jornalista o desmembramento da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica nos pa\u00edses do Leste da Europa.<\/li>\n<li>1995-2004: Cobriu tamb\u00e9m como jornalista v\u00e1rias guerras no M\u00e9dio Oriente, entre as quais a da invas\u00e3o do Iraque em 2003 pelas tropas americanas, aonde foi o primeiro correspondente estrangeiro a fazer reportagens ao vivo para todo o mundo.<\/li>\n<li>2004-2012: foi Conselheiro de Imprensa na Embaixada de Portugal no Brasil no tempo do presidente Lula da Silva. Manteve-se no Brasil at\u00e9 2022, tendo ent\u00e3o regressado a Portugal.<\/li>\n<li>2013: Aposentou-se.<\/li>\n<li>2019: Doutorou-se em \u201cCi\u00eancias de Comunica\u00e7\u00e3o\u201d em Braga.<\/li>\n<li>Recebeu in\u00fameros pr\u00e9mios e condecora\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais como jornalista.<br \/>\nTem cerca de 35.000 \u201cfollowers\u201d no Facebook.<\/li>\n<\/ul>\n<p>(mais informa\u00e7\u00f5es sobre o autor em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carlos_Fino\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Carlos_Fino<\/a>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>EXEMPLOS DO ESTRANHAMENTO ENTRE PORTUGAL E O BRASIL<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Algumas opini\u00f5es de brasileiros sobre os portugueses<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c<em>A descoberta do Brasil foi um puro acaso, o Brasil \u00e9 como um filho n\u00e3o pretendido<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Portugal foi um pai tirano<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Os portugueses s\u00e3o atrasados, burros por natureza, ignorantes, corruptos, uma ra\u00e7a inferior<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Os portugueses foram sanguessugas dos brasileiros, avaros, n\u00e3o t\u00eam moral. Eles vieram para o Brasil s\u00f3 para roubar as nossas riquezas<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Portugal mandou para o Brasil muitas pessoas degradadas<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Essa \u00e9 uma de portugu\u00eas!<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Todos os males do Brasil e o seu atraso econ\u00f3mico veem de terem sido descobertos pelos portugueses. Teria sido melhor serem descobertos pelos ingleses ou pelos holandeses<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>A lusofonia \u00e9 apenas um disfarce para inten\u00e7\u00f5es neocolonialistas<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Os Imigrantes portugueses no Brasil s\u00e3o pobres, saloios, analfabetos, desajeitados<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>Muitos brasileiros procuram ignorar que foram descobertos pelos portugueses e que a sua l\u00edngua vem de Portugal;<\/li>\n<li>Muitas palavras portuguesas de Portugal mudaram de sentido no Brasil, aumentando a confus\u00e3o, como por exemplo:<br \/>\n&#8211; o pronome \u201c<em>voc\u00ea<\/em>\u201d de Portugal passou a ser o \u201c<em>tu<\/em>\u201d no Brasil\u2026<br \/>\n&#8211; o \u201c<em>ser legal<\/em>\u201d do Brasil n\u00e3o tem nada a ver com uma suposta validade jur\u00eddica em Portugal\u2026<br \/>\n&#8211; o \u201c<em>estar na bicha<\/em>\u201d, express\u00e3o antigamente muito usada em Portugal, est\u00e1 hoje em dia praticamente banida, mesmo em Portugal, para n\u00e3o confundir os brasileiros\u2026<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Algumas opini\u00f5es de portugueses sobre os brasileiros<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c<em>Portugal foi ao Brasil civilizar as popula\u00e7\u00f5es locais, eles aprenderam tudo connosco<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>O Brasil \u00e9 um filho ingrato<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Os brasileiros s\u00e3o um povo simp\u00e1tico, ex\u00f3tico e sensual, mas primitivo.<\/em> S\u00e3o macacos\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>No Brasil, dominam ainda as intelig\u00eancias tropicalmente entusiastas e cr\u00e9dulas<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Os Brasileiros n\u00e3o sabem escrever portugu\u00eas, embora a sua pron\u00fancia seja engra\u00e7ada<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>A imigra\u00e7\u00e3o para Portugal de tantos brasileiros nos \u00faltimos 20 anos, \u00e9 sinal da superioridade dos portugueses<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>\u201c<em>Atualmente, do Brasil vem a criminalidade e a prostitui\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d;<\/li>\n<li>Portugal romantiza os descobrimentos (\u201c<em>o ret\u00f3rico chorinho da saudade<\/em>\u201d, o \u201c<em>Fado Tropical<\/em>\u201d, \u201c<em>voc\u00ea foi meu um dia<\/em>\u201d, etc.) e ignora ou subestima algumas das grandes diferen\u00e7as entre os dois pa\u00edses (como um pai que n\u00e3o quer reconhecer que o filho j\u00e1 se emancipou h\u00e1 muito);<\/li>\n<li>H\u00e1 talvez mais xenofobia em Portugal contra os brasileiros imigrados do que ao contr\u00e1rio (tem a ver com as diferentes dimens\u00f5es dos dois pa\u00edses e o medo de uma \u201cinvas\u00e3o\u201d em larga escala do Brasil para Portugal).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>CURTA HIST\u00d3RIA DO BRASIL<\/strong><\/h3>\n<p>Para melhor compreendermos as raz\u00f5es hist\u00f3rias desse estranhamento m\u00fatuo, temos primeiro de dar uma vista r\u00e1pida sobre a hist\u00f3ria do Brasil desde o seu descobrimento pelos portugueses at\u00e9 hoje:<\/p>\n<ul>\n<li>1494: O Tratado de Tordesilhas (apadrinhado pelo Vaticano) dividiu o mundo em duas metades, uma para a Espanha e outra para Portugal, evitando assim uma guerra entre os dois pa\u00edses.<\/li>\n<li>1500: Descoberta do Brasil pelo portugu\u00eas Pedro \u00c1lvaro Cabral.<br \/>\nNessa altura, havia no Brasil 2 a 4 milh\u00f5es de ind\u00edgenas espalhados por 1.000 tribos diferentes e, em toda a regi\u00e3o da Amaz\u00f3nia, viviam 8-10 milh\u00f5es de pessoas (95% das quais, ap\u00f3s algumas d\u00e9cadas, tinham morrido por causa das doen\u00e7as contagiosas como a var\u00edola e a tuberculose que os europeus trouxeram!).<\/li>\n<li>1500-1866: 4 a 5 milh\u00f5es de escravos africanos foram levados pelos portugueses para o Brasil, antes der ter sido abolido o tr\u00e1fego de escravos.<\/li>\n<li>1580-1640: Portugal esteve sob o controle\/ocupa\u00e7\u00e3o dos reis espanh\u00f3is, por isso o Tratado de Tordesilhas tornou-se temporariamente obsoleto, o que permitiu a Portugal expandir o territ\u00f3rio do Brasil para al\u00e9m da linha de demarca\u00e7\u00e3o inicialmente tra\u00e7ada, atingindo as atuais dimens\u00f5es, sem ter encontrado oposi\u00e7\u00e3o por parte dos espanh\u00f3is.<\/li>\n<li>Muitas vezes foi usada a viol\u00eancia e a escraviza\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas (atrav\u00e9s dos chamados \u201c<em>bandeirantes<\/em>\u201d) na ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro.<\/li>\n<li>1759: Os Jesu\u00edtas foram expulsos de Portugal pelo Marqu\u00eas de Pombal, que os mandou para o Brasil, intensificando assim a evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas. Os Jesu\u00edtas sentiam-se mais pr\u00f3ximos dos ind\u00edgenas do que dos escravos africanos, mas tratavam-nos paternalisticamente.<br \/>\nO Marqu\u00eas de Pombal introduziu tamb\u00e9m no Brasil a pol\u00edtica de miscigena\u00e7\u00e3o entre homens brancos e mulheres \u00edndias por causa da falta de mulheres brancas naquela col\u00f3nia.<\/li>\n<li>1600-1800: A \u201c<em>Corrida ao Ouro<\/em>\u201d trouxe muitos portugueses para o Brasil.<br \/>\nDo fim s\u00e9culo XVII at\u00e9 princ\u00edpios s\u00e9culo XIX, houve v\u00e1rias revoltas e guerras dentro do Brasil, a maioria delas por parte dos colonos locais (\u201c<em>a nobreza da terra<\/em>\u201d) contra medidas dos nobres vindos da Metr\u00f3pole (\u201c<em>os rein\u00f3is<\/em>\u201d). Tamb\u00e9m houve guerras contra tentativas de invas\u00e3o por parte dos franceses e dos holandeses.<\/li>\n<li>1807: Invas\u00e3o de Portugal por tropas francesas (de Napole\u00e3o), trazendo ideias liberais.<\/li>\n<li>1808: Em consequ\u00eancia das invas\u00f5es francesas, o Rei portugu\u00eas D. Jo\u00e3o VI refugiou-se no Brasil, tornando mais tarde o Rio de Janeiro a nova capital do Imp\u00e9rio. Come\u00e7o da liberaliza\u00e7\u00e3o do Brasil.<\/li>\n<li>1821: Introdu\u00e7\u00e3o da liberdade de imprensa, quer em Portugal quer no Brasil.<\/li>\n<li>1822: Independ\u00eancia do Brasil sob o dom\u00ednio de D. Pedro I (filho do rei D. Jo\u00e3o VI de Portugal), que j\u00e1 tinha nascido no Brasil e que assim se separou do pai. A independ\u00eancia do Brasil foi a forma de manter os privil\u00e9gios em perigo das elites brasileiras, que se encontravam por assim dizer numa \u201cguerra civil\u201d contra as elites de Portugal.<br \/>\nA escravid\u00e3o e a monarquia, no entanto, mantiveram-se no Brasil! (nos EUA: quando se proclamou a independ\u00eancia, a escravid\u00e3o tamb\u00e9m continuou, mas a monarquia foi substitu\u00edda pela Rep\u00fablica).<br \/>\nA primeira capital do Brasil independente foi no Rio de Janeiro. Proibida a \u201cbinacionalidade\u201d dos portugueses no Brasil.<br \/>\nNessa altura, viviam j\u00e1 cerca de 1 milh\u00e3o de portugueses no Brasil, aos quais se juntaram mais 2 milh\u00f5es vindos entre 1822-1945, sobretudo no per\u00edodo de 1850-1900.<\/li>\n<li>1825: Portugal reconhece a Independ\u00eancia do Brasil.<\/li>\n<li>1831-1840: Entronizado no Brasil o filho de Pedro I, D. Pedro II, mais liberal do que o pai.<br \/>\nAbolido o tr\u00e1fego de escravos (mas a escravatura continuou).<\/li>\n<li>1870: o Brasil escolhe a op\u00e7\u00e3o americana. Portugal orienta-se mais pela Fran\u00e7a.<\/li>\n<li>1888: Aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/li>\n<li>1889: Proclama\u00e7\u00e3o da primeira Rep\u00fablica brasileira, reconhecida por Portugal em 1890.<\/li>\n<li>At\u00e9 1900: \u201cca\u00e7a\u201d aos portugueses que vivem no Brasil, com massacres em v\u00e1rias regi\u00f5es.<\/li>\n<li>1930-1945 e 1951-1954: Get\u00falio Vargas eleito presidente do Brasil (ele deixou de comemorar a descoberta do Brasil por esta ter sido uma \u201cConquista\u201d), tendo tamb\u00e9m surgido uma corrente esquerdista de intelectuais que tentou criar um novo nacionalismo brasileiro.<br \/>\nSurgimento do peronismo na Am\u00e9rica do Sul.<\/li>\n<li>1964-1985: Ditadura militar no Brasil.<\/li>\n<li>1986: Portugal entra na Uni\u00e3o Europeia, refutando assim definitivamente uma op\u00e7\u00e3o \u201cterceiro-mundista\u201d (que teria sido poss\u00edvel ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril 1974) e afastando-se ainda mais do Brasil.<\/li>\n<li>A partir de finais dos anos 1990: aumento significativo de investimentos portugueses no Brasil, no entanto n\u00e3o acompanhada por correspondente presen\u00e7a medi\u00e1tica.<\/li>\n<li>2003-2011 (e de novo a partir de 2023): Lula da Silva como presidente do Brasil.<\/li>\n<li>Desde os anos 1990: vinda de muitos imigrantes brasileiros para Portugal.<br \/>\nPortugueses no Brasil e brasileiros em Portugal s\u00e3o atualmente uma esp\u00e9cie de \u201ccidad\u00e3os adotivos\u201d no \u201c<em>pa\u00eds irm\u00e3o<\/em>\u201d \u2026<\/li>\n<li>2022: O Brasil comemorou os seus 200 anos de independ\u00eancia (obtida ap\u00f3s 300 anos de coloniza\u00e7\u00e3o).<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1701989 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/4-Independencia_brasil-300x188.jpeg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/4-Independencia_brasil-300x188.jpeg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/4-Independencia_brasil-820x515.jpeg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/4-Independencia_brasil.jpeg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 16px;\">Brasil declara a Independ\u00eancia (Foto do livro, Fonte: Wikimedia Commons)<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>PRINCIPAIS RAZ\u00d5ES e ORIGENS DO AFASTAMENTO entre PORTUGAL e o BRASIL<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>A exist\u00eancia simult\u00e2nea de muitas tens\u00f5es entre os dois pa\u00edses no per\u00edodo colonial e \u00e0 volta da independ\u00eancia:<br \/>\n&#8211; Entre a \u201c<em>nobreza da terra<\/em>\u201d e os \u201c<em>rein\u00f3is<\/em>\u201d;<br \/>\n&#8211; Entre os colonos, por um lado, e os escravos e os ind\u00edgenas por outro;<br \/>\n&#8211; Entre o Brasil e outros pa\u00edses colonialistas que n\u00e3o Portugal (como a Fran\u00e7a e a B\u00e9lgica) que o cobi\u00e7avam;<br \/>\n&#8211; Entre diferentes regi\u00f5es do Brasil que concorriam entre si;<br \/>\n&#8211; Entre os interesses econ\u00f3micos do Brasil e de Portugal, cada vez mais divergentes.<\/li>\n<li>Quando a Corte portuguesa se instalou no Brasil (porque decidiu fugir \u00e0s invas\u00f5es francesas), teve de dar ao Brasil uma liberdade e prosperidade que este ainda n\u00e3o conhecia at\u00e9 a\u00ed. Depois, quando teve de regressar a Portugal, quis inverter esse processo, criando grande indigna\u00e7\u00e3o e revoltas na col\u00f3nia, o que conduziu esta finalmente \u00e0 independ\u00eancia.<br \/>\nAl\u00e9m disso, nessa altura Portugal vivia uma situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica e estava enfraquecido por v\u00e1rias raz\u00f5es (as invas\u00f5es francesas, os portos portugueses bloqueados por raz\u00f5es comerciais pelos ingleses, as revoltas liberais internas, o Reino de Portugal a transitar dum regime de monarquia absolutista para um de monarquia constitucional);<\/li>\n<li>Inicialmente, n\u00e3o foram os brasileiros que mais lutaram pela sua independ\u00eancia, mas sim as elites portuguesas do Brasil que o libertaram da metr\u00f3pole (atrav\u00e9s duma cis\u00e3o dentro da Corte portuguesa, duma \u201c<em>independ\u00eancia incestuosa<\/em>\u201d, dum \u201c<em>parric\u00eddio<\/em>\u201d \u2026).<br \/>\nEssa liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi acompanhada pela liberta\u00e7\u00e3o nem dos ind\u00edgenas nem dos escravos!<br \/>\nAcresce a tal o fato de a miscigena\u00e7\u00e3o ter sido particularmente forte no Brasil por op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o que tornou o Brasil o verdadeiro \u201c<em>pa\u00eds irm\u00e3o<\/em>\u201d de Portugal, designa\u00e7\u00e3o essa que nunca se aplicou por exemplo \u00e0s ex-col\u00f3nias africanas!<br \/>\nOs dois pa\u00edses est\u00e3o assim cultural e emocionalmente demasiado pr\u00f3ximos, havendo por isso uma necessidade muito forte de demarca\u00e7\u00e3o por parte do Brasil em rela\u00e7\u00e3o a Portugal para poder construir a sua nova identidade.<br \/>\nAl\u00e9m disso, os ressentimentos do Brasil contra Portugal s\u00e3o parcialmente transformados em esquecimento, permitindo assim ultrapassar mais facilmente problemas n\u00e3o resolvidos e evitar sofrimentos;<\/li>\n<li>A independ\u00eancia do Brasil (em 1822) foi fortemente influenciada pelas revolu\u00e7\u00f5es haitiana (1791-1804), americana do Norte (independ\u00eancia em 1776) e francesa (1789), assim como pela liberdade de imprensa trazida pelas revolu\u00e7\u00f5es liberais na Europa e em Portugal (1820);<\/li>\n<li><strong>As dimens\u00f5es do Brasil (com 20 vezes mais popula\u00e7\u00e3o e 90 vezes mais \u00e1rea que Portugal), a enorme diversidade cultural do Brasil e a sua grande dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa, assim como as diferentes integra\u00e7\u00f5es e prioridades geoestrat\u00e9gicas, minimizam a capacidade de Portugal poder exercer alguma influ\u00eancia sobre a sua ex-col\u00f3nia. Al\u00e9m disso, geram um ineg\u00e1vel sentimento de superioridade por parte do Brasil em rela\u00e7\u00e3o a Portugal;<\/strong><\/li>\n<li>Atualmente, a religi\u00e3o predominante no Brasil \u00e9 a evang\u00e9lica, e n\u00e3o s\u00f3 nesse sentido a influ\u00eancia mais forte \u00e9 a que vem dos EUA. Em Portugal, a religi\u00e3o predominante continua a ser a cat\u00f3lica;<\/li>\n<li>O Brasil sempre teve dificuldade em encontrar\/definir a sua identidade pr\u00f3pria, ainda n\u00e3o se reconciliou com as suas origens, sobretudo as ind\u00edgenas e as africanas (basta vermos o que se tem passado nos \u00faltimos anos!), precisando tamb\u00e9m nesse aspeto de se \u201cdescolonizar\u201d! (est\u00e1 atualmente numa situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 dos EUA).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Campos em que as trocas entre Portugal e o Brasil decorrem sem grandes problemas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>As telenovelas brasileiras em Portugal.<br \/>\nA SIC (canal de TV portugu\u00eas) e a GLOBO (brasileiro) j\u00e1 produzem telenovelas em conjunto;<\/li>\n<li>A m\u00fasica popular brasileira em Portugal.<br \/>\nSer\u00e1 que o FADO portugu\u00eas ter\u00e1 nascido no Brasil?<\/li>\n<li>O jornal \u201cO P\u00fablico\u201d e a \u201cFolha de S. Paulo\u201d t\u00eam uma parceria jornal\u00edstica;<\/li>\n<li>Turismo: em 2019, mais de 1 milh\u00e3o de turistas brasileiros visitaram Portugal. Eles descobrem, assim, quanto de comum t\u00eam com os portugueses;<\/li>\n<li>A comunidade portuguesa no Brasil cifra-se atualmente em 500.000-700.000 pessoas;<\/li>\n<li>Existe um verdadeiro culto no Brasil por escritores portugueses como Fernando Pessoa, Saramago, In\u00eas Pedrosa, Almeida Garrett, E\u00e7a de Queir\u00f3s, etc.<br \/>\nLu\u00eds Vaz de Cam\u00f5es, no entanto, \u00e9 considerado um \u201ccolonialista\u201d por causa do seu principal livro de poesia \u201cOs Lus\u00edadas\u201d.<br \/>\nO mercado brasileiro \u00e9 muito interessante para os escritores portugueses, porque \u00e9 muito maior;<\/li>\n<li><strong>Apesar de estarem em grande parte de \u201ccostas voltadas\u201d um para o outro, os povos dos dois pa\u00edses t\u00eam um enorme substrato comum hist\u00f3rico e cultural que os faz sentir muito familiares uns com os outros! \u201c<em>Nunca esmorece o desejo de nos comunicarmos<\/em>\u201d \u2026<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<h3><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>PROPOSTAS PARA O FUTURO<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Algumas das propostas <\/strong>do autor Carlos Fino apresentadas no livro para combater esse estranhamento m\u00fatuo entre Portugal e o Brasil:<\/p>\n<ul>\n<li>Tentar de novo lan\u00e7ar a Ag\u00eancia Noticiosa portuguesa LUSA no Brasil (a sua presen\u00e7a no Brasil foi-se abaixo quando Portugal foi acossado pela crise financeira em 2009).<\/li>\n<li>Tentar de novo repor o canal de TV portugu\u00eas RTPi no Brasil (retirado da TV cabo do Brasil em 2004!) ou at\u00e9 criar uma RTP-Brasil. Em contrapartida, a TV Globo, brasileira, j\u00e1 est\u00e1 bem implementada em Portugal por cabo.<\/li>\n<li>Tentar chegar ao grande p\u00fablico brasileiro por sat\u00e9lite e internet.<\/li>\n<li>Fomentar a coopera\u00e7\u00e3o entre universidades, jornalistas e m\u00e9dia dos dois pa\u00edses.<\/li>\n<li>Formar correspondentes profissionais, criar telejornais repartidos.<\/li>\n<li>Fomentar trocas entre estudantes e estudos\/estrat\u00e9gias a n\u00edvel universit\u00e1rio.<\/li>\n<li>Aceitarmos a coisas boas e as m\u00e1s do passado comum.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>E estas s\u00e3o as minhas propostas<\/strong> para melhorarmos e potenciarmos as rela\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 entre Portugal e o Brasil, mas entre todos os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa:<\/p>\n<ul>\n<li><u>Aceitarmos as<\/u> <u>diferen\u00e7as<\/u> entre Portugal e as antigas col\u00f3nias e v\u00ea-las, n\u00e3o como problemas, mas como um enriquecimento. O Brasil \u00e9 resultado de uma verdadeira \u201cfam\u00edlia patchwork\u201d de 3 continentes diferentes: com \u201cpais\u201d portugueses europeus, \u00edndios americanos e escravos africanos!<\/li>\n<li>Portugal tem de aceitar que \u00e9 muito mais pequeno do que o Brasil (e tamb\u00e9m mais pequeno do que Angola e Mo\u00e7ambique), portanto \u00e9 natural que a \u201cosmose\u201d entre os dois pa\u00edses seja bastante mais forte num sentido do que no outro.<\/li>\n<li>Procurar construir uma boa <u>base m\u00ednima comum<\/u>:<br \/>\n&#8211; Continuar a trabalhar como at\u00e9 agora na permanente atualiza\u00e7\u00e3o da reforma ortogr\u00e1fica do portugu\u00eas. \u00c9 importante manter e consolidar o portugu\u00eas como uma das l\u00ednguas mais faladas e \u2013 depois do ingl\u00eas \u2013 talvez a l\u00edngua mais espalhada por todos os continentes do mundo.<br \/>\n&#8211; <strong>Criar organiza\u00e7\u00f5es e projetos n\u00e3o unilaterais, mas sempre em parcerias (permanentes ou tempor\u00e1rias) com outros pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa.<\/strong><\/li>\n<li>Usar a j\u00e1 existente <strong>CPLP<\/strong> (Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua oficial Portuguesa, portanto dos pa\u00edses que foram col\u00f3nias de Portugal um dia) para criar por exemplo:<br \/>\n&#8211; Uma Ag\u00eancia Noticiosa transnacional em l\u00edngua portuguesa com nome pr\u00f3prio;<br \/>\n&#8211; Um Canal de TV transnacional em l\u00edngua portuguesa (como o da ARTE ou a EURONEWS na Europa);<br \/>\n&#8211; Programas regulares de TV para discutir temas transversais a todos os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa;<br \/>\n&#8211; Um Programa de forma\u00e7\u00e3o e de trocas acad\u00e9micas (como a ERASMUS na Europa);<br \/>\n&#8211; Programas de investiga\u00e7\u00e3o e de cultura multinacionais.<\/li>\n<li>Atrav\u00e9s do Brasil, dar a todos os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa a possibilidade de estabelecerem rela\u00e7\u00f5es e trocas com os pa\u00edses da <strong>BRICS<\/strong> \u2013 portanto, tornar tamb\u00e9m Portugal mais \u201cterceiro-mundista\u201d!<\/li>\n<li>Problemas e estranhamentos s\u00f3 existem quando as rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes pa\u00edses n\u00e3o s\u00e3o igualit\u00e1rias. Por isso, mas tarde ou mais cedo, v\u00e3o ser precisos programas de descoloniza\u00e7\u00e3o, quer em Portugal quer nas ex-col\u00f3nias.<br \/>\n\u201cS\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a descoloniza\u00e7\u00e3o se ela for ao mesmo tempo uma descoloniza\u00e7\u00e3o dos colonizadores e dos colonizados!\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1701990\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/5-jean_moinho_escravos_cana-300x215.jpeg\" alt=\"\" width=\"686\" height=\"491\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/5-jean_moinho_escravos_cana-300x215.jpeg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/5-jean_moinho_escravos_cana-820x587.jpeg 820w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/5-jean_moinho_escravos_cana.jpeg 952w\" sizes=\"auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Escravos produzem Caldo de Cana de A\u00e7\u00facar<br \/>\n(<span style=\"font-size: 16px;\">Foto do livro, Fonte: enciclopedia.itaucultural.org.br\/obra61279)<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>DESCOLONIZA\u00c7\u00c3O \u00c9 PRECISA<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Boaventura de Sousa Santos<\/strong>, professor de Direito e Sociologia em Coimbra (Portugal) escreveu,\u00a0a prop\u00f3sito dos 200 anos da independ\u00eancia do Brasil comemorados este ano, o seguinte texto sobre as tarefas necess\u00e1rias a uma verdadeira descoloniza\u00e7\u00e3o quer em Portugal quer no pr\u00f3prio Brasil:<\/p>\n<p><em>\u201cNas col\u00f3nias como foi o Brasil, descolonizar implica tr\u00eas tipos de tarefas a ser assumidas por tr\u00eas grupos sociais:<br \/>\n<\/em><em>&#8211; os brasileiros descendentes dos portugueses e de outros europeus (colonialismo interno);<br \/>\n<\/em><em>&#8211; os portugueses descendentes dos colonizadores hist\u00f3ricos;<\/em><em>&#8211; e os brasileiros colonizados (ind\u00edgenas e descendentes de escravos).<br \/>\n<\/em><em>(\u2026)<br \/>\n<\/em><em>Entre as tarefas do primeiro tipo:<br \/>\n&#8211; luta contra o racismo e o privil\u00e9gio da branquitude;<br \/>\n&#8211; <\/em><em>fim<\/em><em> da expropria\u00e7\u00e3o de terras de ind\u00edgenas;<br \/>\n&#8211; reforma agr\u00e1ria e trabalho com direitos;<br \/>\n&#8211; luta contra o sexismo enquanto degrada\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica g\u00eamea do racismo;<br \/>\n&#8211; descoloniza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; respeito e promo\u00e7\u00e3o da diversidade cultural e da interculturalidade.<\/em><\/p>\n<p><em>Entre as tarefas do segundo tipo:<br \/>\n&#8211; luta contra o racismo e o sexismo de que s\u00e3o v\u00edtimas imigrantes brasileiros;<br \/>\n&#8211; <\/em><em>fim<\/em><em> do neocolonialismo de governantes e intelectuais portugueses sob o pretexto da farsa dos pa\u00edses irm\u00e3os para quem o colonialismo nunca existiu;<br \/>\n&#8211; descoloniza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do colonialismo e da educa\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; luta contra o neocolonialismo da Uni\u00e3o Europeia.<\/em><\/p>\n<p><em>Entre as tarefas do terceiro tipo:<br \/>\n&#8211; passar da condi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima \u00e0 de resistente, e da condi\u00e7\u00e3o de resistente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de protagonista da sua hist\u00f3ria, da diversidade social e cultural e de rela\u00e7\u00f5es interculturais, libertas do preconceito colonialista;<br \/>\n&#8211; desenvolvimento da autoestima por via da descoloniza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o. \u201c<\/em><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/brasil-e-possivel-descolonizar-a-independencia\/\">https:\/\/outraspalavras.net\/descolonizacoes\/brasil-e-possivel-descolonizar-a-independencia\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Como encomendar o livro:<\/strong><\/p>\n<p>Autor: Carlos Fino.<br \/>\nPublicado em 2021 na Lisbon International Press, cerca de 500 p\u00e1ginas, das quais 40 de bibliografia. Custo da vers\u00e3o digital 5\u20ac, e da vers\u00e3o em papel 24\u20ac. Encomendas poss\u00edveis atrav\u00e9s de:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.livrariaatlantico.com\/lisbon-press\/\">https:\/\/www.livrariaatlantico.com\/lisbon-press\/<\/a><\/p>\n<p><strong>(*) <\/strong>Este artigo baseia-se numa confer\u00eancia que o autor deu sobre o mesmo tema num Col\u00f3quio da DASP (\u201eSociedade Alem\u00e3 de Amizade com os Estados africanos de l\u00edngua portuguesa\u201d) realizado de 30\/11-1\/12\/2022 na Embaixada do Brasil em Berlim (Alemanha).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre Portugal e o Brasil tem sido descrita como uma experi\u00eancia de ambiguidades geradora de estranhamento. Se, por um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2222,"featured_media":1701991,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,117,113,11390,103,42,165],"tags":[2744,10135,108679,5323,7504,5206],"class_list":["post-1701671","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-povos-originarios","category-noticias-do-exterior","category-conteudo-original","category-europa-pt-pt","category-internacional-2","category-opiniao","tag-brasil","tag-colonialismo-pt-pt","tag-escravatura","tag-indigenas","tag-portugal-pt","tag-racismo-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/vasco.esteves.96\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-12-27T22:55:49+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-08-08T12:00:59+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"820\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"525\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Vasco Esteves\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Vasco Esteves\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"19 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\"},\"author\":{\"name\":\"Vasco Esteves\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/780815f4ffc8a1f2d98da2ad48788125\"},\"headline\":\"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d\",\"datePublished\":\"2022-12-27T22:55:49+00:00\",\"dateModified\":\"2023-08-08T12:00:59+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\"},\"wordCount\":3728,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg\",\"keywords\":[\"Brasil\",\"colonialismo\",\"Escravatura\",\"indigenas\",\"Portugal\",\"racismo\"],\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Assuntos ind\u00edgenas\",\"Assuntos internacionais\",\"Conte\u00fado Original\",\"Europa\",\"Internacional\",\"Opini\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\",\"name\":\"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg\",\"datePublished\":\"2022-12-27T22:55:49+00:00\",\"dateModified\":\"2023-08-08T12:00:59+00:00\",\"description\":\"Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg\",\"width\":820,\"height\":525,\"caption\":\"Capa do Livro, Revista Ilustra\u00e7\u00e3o Portugueza n\u00ba 872\/1922\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/780815f4ffc8a1f2d98da2ad48788125\",\"name\":\"Vasco Esteves\",\"description\":\"He left Portugal for Germany in 1969 as a political refugee. In Portugal he was a student leader and in Germany he fought for the rights and organisation of Portuguese immigrants and supported the Carnation Revolution in Portugal. With a degree in mathematics, he worked in Germany for 30 years in the information technology sector. He currently lives in Berlin as an actor and journalist. He is regarded as a historical witness, particularly of the 60s and 70s, both to the resistance against fascism in Portugal and to the first generation of Portuguese immigrants to the Federal Republic of Germany.\",\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/vasco.esteves.96\",\"https:\/\/www.youtube.com\/@VascoEsteves\"],\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/vasco-esteves\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d","description":"Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d","og_description":"Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/vasco.esteves.96","article_published_time":"2022-12-27T22:55:49+00:00","article_modified_time":"2023-08-08T12:00:59+00:00","og_image":[{"width":820,"height":525,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Vasco Esteves","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PressenzaIPA","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Vasco Esteves","Tempo estimado de leitura":"19 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/"},"author":{"name":"Vasco Esteves","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/780815f4ffc8a1f2d98da2ad48788125"},"headline":"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d","datePublished":"2022-12-27T22:55:49+00:00","dateModified":"2023-08-08T12:00:59+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/"},"wordCount":3728,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg","keywords":["Brasil","colonialismo","Escravatura","indigenas","Portugal","racismo"],"articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Assuntos ind\u00edgenas","Assuntos internacionais","Conte\u00fado Original","Europa","Internacional","Opini\u00e3o"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/","name":"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg","datePublished":"2022-12-27T22:55:49+00:00","dateModified":"2023-08-08T12:00:59+00:00","description":"Novo livro de Carlos Fino, 2021.\u00a0Leitura cr\u00edtica feita por Vasco Esteves (*) Sobre o livro \u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d: \u201cA rela\u00e7\u00e3o entre","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/1-capa-livro-e1671869553900.jpg","width":820,"height":525,"caption":"Capa do Livro, Revista Ilustra\u00e7\u00e3o Portugueza n\u00ba 872\/1922"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/portugal-brasil-raizes-do-estranhamento\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"\u201cPortugal-Brasil: Ra\u00edzes do Estranhamento\u201d"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/780815f4ffc8a1f2d98da2ad48788125","name":"Vasco Esteves","description":"He left Portugal for Germany in 1969 as a political refugee. In Portugal he was a student leader and in Germany he fought for the rights and organisation of Portuguese immigrants and supported the Carnation Revolution in Portugal. With a degree in mathematics, he worked in Germany for 30 years in the information technology sector. He currently lives in Berlin as an actor and journalist. He is regarded as a historical witness, particularly of the 60s and 70s, both to the resistance against fascism in Portugal and to the first generation of Portuguese immigrants to the Federal Republic of Germany.","sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/vasco.esteves.96","https:\/\/www.youtube.com\/@VascoEsteves"],"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/vasco-esteves\/"}]}},"place":"","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1701671","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2222"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1701671"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1701671\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1701991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1701671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1701671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1701671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}