{"id":1698076,"date":"2022-12-06T21:22:53","date_gmt":"2022-12-06T21:22:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1698076"},"modified":"2022-12-07T14:52:17","modified_gmt":"2022-12-07T14:52:17","slug":"1698076","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/","title":{"rendered":"Malaquias, o pivete de Copacabana"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p><em><strong>Por Guilherme Maia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante arquitetura e ca\u00f3tica urbaniza\u00e7\u00e3o; pr\u00e9dios-gaiolas envoltos pela luz difusa ainda fosca pelos ares da praia como um halo de santo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Travestis sem brilho, prostitutas desmontadas pela brutalidade da inseguran\u00e7a sexual de seus clientes, homens sem rosto, vampiros de suas rosas \u00edntimas; j\u00e1 de tempos a ind\u00fastria da trepada virtual as obrigava a manter uma escala inumana de deitadas. Oper\u00e1rios e servi\u00e7ais os mais v\u00e1rios tamb\u00e9m trafegam por essa noite, noite emudecida, aquela que j\u00e1 n\u00e3o conta com os fachos das milhares de boates j\u00e1 fechadas pela ren\u00fancia \u00e0 Arte e ao bem viver.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ergue-se como uma chama bruxuleante o Copacabana Palace, um totem da resist\u00eancia de um Rio que luta por subsistir em sua beleza, monumento cl\u00e1ssico de toques mediterr\u00e2neos que \u2013 apesar de ser para a frequ\u00eancia interna de poucos aben\u00e7oados endinheirados \u2013 conforma a paisagem de Copacabana dando-lhe dignidade. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No meio desse furdun\u00e7o babil\u00f4nico de duzentos e trinta jaulas habitacionais por andar em pr\u00e9dios de estrutura duvidosa sobrevive Malaquias, um pivete entre 222.000 moradores de rua que coabitam pra\u00e7as e ruas na Cidade Maravilhosa.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A hist\u00f3ria de Malaquias \u00e9 a cl\u00e1ssica condi\u00e7\u00e3o de ser do povo brasileiro: seu pai era t\u00e3o b\u00eabado que j\u00e1 ultrapassava o ch\u00e3o sendo certo que em seu \u00faltimo porre fora encontrado na Ilha de Sumatra, pelo menos, desde aquele momento nunca mais foi visto \u2013 o que torna, at\u00e9 certo ponto, plaus\u00edvel nossas especula\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">J\u00e1 a m\u00e3e era mais prom\u00edscua do que o fundo de reservas dos cofres p\u00fablicos brasileiros e, portanto, desapareceu no mundo encafifada por algum gal\u00e3 da Central do Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Da\u00ed nosso garoto foi para vida; olhou para ela e ela olhou para ele que, por sua vez, imp\u00e1vido, disse: eu vou te vencer!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Sua condi\u00e7\u00e3o primordial era: mantinha sua resid\u00eancia para correspond\u00eancias na Pra\u00e7a Eug\u00eanio Jardim, no terceiro banco-de-pra\u00e7a norte, em frente ao parquinho de divers\u00f5es; alimentava-se regularmente dor donativos dados por mission\u00e1rios da Igreja do Po\u00e7o Fundo do Jac\u00f3 (aquela mesma de sempre), que condicionavam, os mission\u00e1rios, o recebimento de comida ao compromisso de segurar vagas de carros para poderem, os mission\u00e1rios, estacionar seus ve\u00edculos no entorno da pra\u00e7a \u2013 al\u00e9m de decorar e \u201courar\u201d o Pai Nosso. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quanto \u00e0 higiene de Malaquias, em certas \u00e9pocas do ano (quando o merc\u00fario do term\u00f4metro quase estoura a cabe\u00e7a desse instrumento), ela se torna uma cole\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias, doen\u00e7as rino-card\u00edacas<!--  -->, esquistossomose e, no inverno, o internacional Bacilo de Koch. Mas uma coisa que n\u00e3o perdia era a for\u00e7a de viver e afrontar o sistema de exclus\u00e3o pela velha cartilha da malandragem carioca.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Por que malandragem no sistema de concentra\u00e7\u00f5es nababescas de renda, de capitais inertes e improdutivos, de uma pol\u00edtica pornogr\u00e1fica de milicianos-aiatol\u00e1s, seria ruim? Fato \u00e9 que a malandragem carioca sempre foi a sobreviv\u00eancia! E \u00e9 isso a\u00ed mesmo o que impulsiona Malaquias a sobrepujar essa deprava\u00e7\u00e3o que a elite imp\u00f5e ao povo por simplesmente viver \u2013 e ele fazia com estilo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Vamos explicar como consegue nosso her\u00f3i esse milagre por meio de tr\u00eas \u201cocorr\u00eancias\u201d envolvendo-o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>I \u2013 O BLOGUEIRO NEONAZISTA PROCURADO INTERNACIONAL E AMIGO DOS AMIGOS DO PRESIDENTE DA REP\u00daBLICA (AQUELE PRESIDENTE COM CARA DE FRANGO E MORADOR DE UM FEUDO CONSTRU\u00cdDO POR INVAS\u00c3O DE TERRENO PELA MIL\u00cdCIA CARIOQU\u00cdSSIMA) <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Sorridentes em fotos tiradas pelas plagas do Sul do pa\u00eds, ali estava o salvelindo e mitol\u00f3gico presidente do Brasil ao lado de Franz Gortz, reconhecido pela Interpol o blogueiro condenado pela Justi\u00e7a alem\u00e3 a vinte anos de pris\u00e3o por apologia ao nazismo. Causou impasse internacional diplom\u00e1tico com a Alemanha, mas pela m\u00eddia dos tristes tr\u00f3picos n\u00e3o se falou nada \u2013 a eterna preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ofender malfeitores capitalizados pelo neonazifascismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Estranhamente, as duas grandes personalidades se caracterizavam e confraternizavam por serem rebeldes a favor, ou seja, um deles era presidente e se queixava do pr\u00f3prio governo com maioria no Congresso Tupi; o outro, atacava a leni\u00eancia da Alemanha com o grande capital em um momento em que nunca se vira um governo t\u00e3o reacion\u00e1rio na Alemanha ao passo em que se eliminava um movimento muito pequeno de real preocupa\u00e7\u00e3o social.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Talvez a l\u00f3gica de pensamento destes seja a mesma que estimula o pov\u00e3o a sair \u00e0s ruas a espera de uma interven\u00e7\u00e3o extraterrestre nas For\u00e7as Armadas para, assim, estas, imantadas pelos fluidos c\u00f3smicos, editem o AI-6 e, logo em seguida, passe a espancar esse mesmo pov\u00e3o em busca da dita-que-tava-dura.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Pensaram em uma campanha publicit\u00e1ria tendo por base a ideologia nazista da eugenia, mas de forma velada (caso fossem descobertas tais inten\u00e7\u00f5es, alegariam n\u00e3o ser bem assim, que tudo n\u00e3o passa de intrigas do barbudo). A campanha seria assim (fundo musical: Trist\u00e3o e Isolda, de Wagner):<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Mostrariam as vielas mais maltratadas de algumas favelas, esgoto a c\u00e9u aberto, emaranhado de fios el\u00e9tricos em postes asfixiados, amontoados de lixo e picha\u00e7\u00f5es de loas ao Comando Vermelho e por a\u00ed vai; em primeiro plano fixa as fei\u00e7\u00f5es tristes e macilentas de um pivete de rua.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Segue: a publicidade exp\u00f5e projetos de saneamento inexistentes assim como de urbaniza\u00e7\u00e3o \u201cna nuvem\u201d e, ap\u00f3s o suposto exerc\u00edcio de poder p\u00fablico por sobre aquelas \u00e1reas, exsurgem cintilantes ruas perfeitas pavimentadas por asfalto-borracha, casas e edifica\u00e7\u00f5es em simetria padr\u00e3o Holanda, e, por fim, coleta de lixo seletiva. Tudo promovido pelo governo do Cara de Frango.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nesse segundo quadro, o do p\u00f3s-interven\u00e7\u00e3o, fixa-se em primeiro plano (j\u00e1 plano americano) uma crian\u00e7a loira de olhos azuis coruscantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E sa\u00edram \u00e0 cata de duas crian\u00e7as para figura\u00e7\u00e3o na propaganda (ideol\u00f3gica) estatal. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Arregimentaram um Barra da Tijuca Baby e, claro, nosso her\u00f3i Malaquias, o Pivete de Copacabana.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">J\u00e1 no est\u00fadio, a orienta\u00e7\u00e3o geral \u00e9 a de que ambos ajam de forma natural, como s\u00e3o no dia-a-dia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">-Sim, senhor! \u2013 Respondem em un\u00edssono os dois garotos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A participa\u00e7\u00e3o do patricinho \u00e9 obviamente mon\u00f3tona sendo exatamente o que esperavam os diretores.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Notando um cheiro peculiar das ruas, Malaquias segue o lastro do odor at\u00e9 chegar ao filho de um dos dois rebeldes a favor; logo de cara notou o saquinho s\u00e9pia que este levava ao nariz e fungava com forte inspira\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; E a\u00ed, cara, \u2018t\u00e1 barato a\u00ed? N\u00e3o sabia que esse saquinho tinha chegado nos bacanas, n\u00e3o! Quem diria, deixa eu te mostrar como \u00e9 que faz: voc\u00ea aperta a boca do saco chegado no nariz e, depois, d\u00e1 uma fungada de leve. \u2013 Na verdade, nosso garoto resistira ao v\u00edcio das ruas, mas, \u00e0s vezes para disfar\u00e7ar a fome de n\u00e3o ter nada o que comer, puxava um prilimpimpim; por\u00e9m, de forma comedida na busca simples de amenizar a dor ulcerosa do est\u00f4mago vazio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Acontece que no interior daquele saquinho s\u00e9pia havia um pirlimpimpim moderno, importado da civilizada Europa, alguma coisa que, logo de cara, trazia um unic\u00f3rnio multicor nos neurotransmissores.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O garot\u00e3o rico caiu no ch\u00e3o rindo carluxamente de um nada formado por seu vazio pr\u00f3prio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Malaquias, de olho na grana da propaganda \u2013 condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia sempre acima de tudo e de todos -, foi cambaleando para o set de filmagem.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No frigir dos <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>spots <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">ele vem e vem com tudo; no caminho foi observando a proje\u00e7\u00e3o na enorme tela de fundo onde se expunham as mazelas de \u00e1reas exclu\u00eddas de seu povo, de sua ancestralidade. Malaquias fora tomado de uma consci\u00eancia total mesmo que meio-inconsciente pelo psicotr\u00f3pico inalado.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Erisipela, estreptococo, tracoma, esquistossomose, dermatites v\u00e1rias, ora tudo isso sa\u00edra de seu \u201chist\u00f3rico de atleta\u201d e, agora, era o Superboy da favela: ele era a Voz do Morro que voltara ap\u00f3s d\u00e9cadas de sil\u00eancio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E foi assim <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>empoderado<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> que chegou em frente \u00e0s c\u00e2meras e com voz firme afirmou ser aquele o povo que constr\u00f3i e produz o Brasil; que sem esse povo, os babacas estariam mortos cheios de dinheiro em suas bocas abarrotadas, pois n\u00e3o saberiam produzir nada com suas m\u00e3os inermes, bund\u00f5es que sempre foram vampiros do trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Continuou: o tempo de voc\u00eas acabar\u00e1 com a resposta que ser\u00e1 dada pela necessidade de viver do povo que constr\u00f3i.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">J\u00e1 vinham dois seguran\u00e7as p\u00e9treos um de cada lado para captura do rebelde (este rebelde n\u00e3o \u00e9 a favor!).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A aproxima\u00e7\u00e3o ativa e potencializa sua barreira hematoencef\u00e1lica e, de repente, ele tem guelras e tudo a seu redor revolve num arco-\u00edris borrado; sente todo seu corpo como uma \u00fanica ferramenta de luta e, com efeito, desfere golpes como um judoca de boate da Barra da Tijuca; derruba um e o segundo, trucida com um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>jab <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">de esquerda seguido de dois <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>uppercuts <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">a la Mohammed Ali.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Quero meu dinheiro agora! \u2013 Exige feroz e, por isso mesmo, recebe seu sal\u00e1rio de figurante imediatamente. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Abre-se \u00e0 sua frente um imenso rasgo que o faz vislumbrar luzes puras intensas e sente o pren\u00fancio prof\u00e9tico de uma paz libert\u00e1ria coletiva, a liberta\u00e7\u00e3o de seu povo; de um \u00fanico povo, aquele de constr\u00f3i e produz e, justamente por isso, proporciona a via humana sobre o planeta Terra.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Aos poucos o efeito psicotr\u00f3pico passou e Malaquias sentiu uma inelut\u00e1vel ang\u00fastia. Sabia que este sentimento \u00e9 v\u00e3o e que o sentido maior \u00e9 o da sobreviv\u00eancia; esta prevalece sobre qualquer intromiss\u00e3o qu\u00edmica na biossinaliza\u00e7\u00e3o da pessoa \u2013 bem&#8230; ele sabia essas coisas todas de forma espont\u00e2nea, n\u00e3o com esses nomes.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Parar e pensar: toda a sensa\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica emanou de seu conhecimento interno, de seu subconsciente e a droga apenas exp\u00f4s de modo husleyniano (Aldous Huxley <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>forevis<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, amigos!); assim, todo o entendimento independe de drogas, pelo contr\u00e1rio, depende de estudo ou de viv\u00eancia, ou dos dois.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">E viv\u00eancia, amigos leitores, os garotos que agora est\u00e3o nas ruas t\u00eam de sobra e lutemos ou, pelo menos tor\u00e7amos, para que n\u00e3o sejam v\u00edtimas do destino a que a sociedade brasileira hip\u00f3crita os destina. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>II \u2013 O TURISTA \u201cAMERICANO\u201d SORRIDENTE QUE GOSTAVA DE FAZER CAFUN\u00c9 EM MENINOS SOBRE SEU COLO (ESTADUNIDENSE \u00c9 O CERTO \u2013 VAI COMER O CONTINENTE INTEIRO NA PQP) <\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">John SitonaStick II, vindo de fam\u00edlia riqu\u00edssima de <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Upper East Side (n\u00e3o t\u00e3o rica como a do Coronel Tib\u00farcio, do interior de Goi\u00e1s), egresso de Yale e playboy inveterado, ouviu falar sobre as belezas naturais do Rio de Janeiro \u2013 naturais e anat\u00f4micas. Pensou encontrar aqui o para\u00edso de seus desejos mais rec\u00f4nditos: gostava de meninos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nesse fito, desembarcou no Santos Dumont e sentiu, logo de entrada na Cidade maravilhosa, o calor de todas as flechas desferidas no corpo de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Ele ostentava um rosto de tra\u00e7os que o aproximavam ao de um sapo e a pele tamb\u00e9m, untuosa e discretamente derretida, o que compensava com os famosos cosm\u00e9ticos Hold Ass. O resultado final era uma mistura de Bulldog com o marido da Barbie.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Chegado ao Palace Hotel emergiu numa piscina particular mantida em seu quarto Master, assim refrescado sentia-se um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>sereio<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> atl\u00e2ntico. Essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 perigosa aos turistas do outro hemisf\u00e9rio, pois acabam por pensarem ser gal\u00e3s da novela das oito e, por conseguinte, jogam-se em aventuras nunca antes encorajados a fazerem.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Assim foi quando saiu \u00e0s ruas de Copacabana livre como um d\u00e2ndi (ilus\u00e3o do efeito Oscar Wilde) \u00e0 ca\u00e7a de meninos de rua; esse pormenor deve ser explicado: leitor compulsivo, sempre sonhou poder desenvolver sua verve como a do grande paradoxal escritor irland\u00eas com a desenvoltura de coragem que teria apenas em um pa\u00eds que entendia como \u201cinferior\u201d. Isso conjugado com o que coletara de dados sobre crian\u00e7as abandonados nas terras da garota de Ipanema (\u201cseria Ipanema um pa\u00eds? \u201d \u2013 Perguntara ao onisciente Google antes da viagem): vira que o Brasil era um pa\u00eds onde pouco se lixavam para as crian\u00e7as de rua ap\u00f3s tanto sobressalto sobre a repulsa ao aborto, ou seja, tem que nascer, depois de nascer, pode se foder!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A\u00ed sim teria seu jardim das del\u00edcias. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Acontece que o senhor <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">SitonaStick II foi procurar essas crian\u00e7as para consol\u00e1-las de sua condi\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel e, pelos sortil\u00e9gios do destino, encontrou Malaquias, o Pivete de Copacabana, \u00e0 noite, que andava pelo cal\u00e7ad\u00e3o. Nosso garoto sempre com seu short da sele\u00e7\u00e3o brasileira \u201970 a meio pau do mastro principal e sua indefect\u00edvel camisa do Flamengo com tr\u00eas furos por baixo do sovaco esquerdo, vinha no gingado de quem acabara de entubar um farto churrasco bolsonarista.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Meu garota, foc\u00ea quer um Coca-Cola? \u2013 O estadunidense vinha se preparando h\u00e1 cinco anos para aprender o idioma da \u00daltima Flor do Lacio. \u2013 Quiero cuidar de foc\u00ea e te dar um dinheirrinha.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Cumequi\u00e9? \u00d4 meu santo, eu n\u00e3o \u2018tou ligado na sua; pode me expricar melhor esse lance de \u201cdinheirrinha\u201d?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Isso mesma! Vou te dar dinheirrrinha se foc\u00ea for boa \u2018pra mim.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Quanto?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Quinhentas dolars, minha querrido! <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; T\u00e1 ok, mas por quinhentas dolars \u00e9 s\u00f3 cafun\u00e9, Papito!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Me d\u00e1 uma beijo aqui&#8230; Qual a nome disso \u2013 e o turista sexual apontou para a boca.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Bundinha \u2013 ensinou Malaquias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Isso mesma! Me d\u00e1 beijo na bundinha! \u2013 Retorquiu.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Malaquias j\u00e1 conhecia gringos tarados desde os quatro anos de idade quando o governo do estado do Rio resolveu estimular a bunda como um patrim\u00f4nio cultural e tur\u00edstico e, por sorte, n\u00e3o fora capturado e levado para o tr\u00e1fico internacional do sexo (sorte n\u00e3o, malandro inato, simplesmente saiu pela culatra enquanto a balan\u00e7a comercial do Rio aumentava seu peso \u00e0 custa da prostitui\u00e7\u00e3o). Portanto, sabia jogar com o tarad\u00e3o dos d\u00f3lares.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Cad\u00ea os quinhent\u00e3o?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">SitonaStick II subiu ao seu quarto Master do Palace Hotel, retirou o montante do dinheiro do cofre e voltou ao cal\u00e7ad\u00e3o. Chegando n\u00e3o viu mais o pivete: \u201cOnde estaria? \u201d, pensou. Nisso observou \u00e0 sua frente uma placa de papel\u00e3o com uma seta vermelha desenhada a giz de cera apontando para a esquerda.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Era um caminho a ser seguido at\u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o do sexo criminoso e vil. Com isso, seguiu as setas vermelhas at\u00e9 se deparar com uma onde estava uma pochete velha e um bilhete escrito assim pendurado ao lado:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Putz de money dentro\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Obedeceu e j\u00e1 com o rosto afogueado pelo calor, a maresia e a lasc\u00edvia, seguiu derretendo o rosto plastificado e suando as axilas; tinha mais quatro setas vermelhas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ao chegar \u00e0 \u00faltima, ao inv\u00e9s de encontrar seu obscuro objeto do desejo, encontra um policial formato Stalone e Malaquias a seu lado chorando compulsivamente, apontando para o turista hediondo e clamando justi\u00e7a ao agente da lei; de uma feita SitonaStick II \u00e9 abotoado e jogado na viatura, levado \u00e0 Delegacia, passa a ter, no dia seguinte, estampado seu rosto em todos os jornais, e cognominado a Fera dos States.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Malaquias e o Stalone tropical viram personalidades por tr\u00eas dias seguidos (o que ultrapassa e muito o tempo de sucesso paparazzi carioca).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Naquela noite da pris\u00e3o em flagrante efetuada, nosso garoto falou para o agente da lei e da ordem:<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Metade a metade do dinheiro desse gringo tarado, valeu, seu puli\u00e7a?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>III- O POLICIAL EUG\u00caNICO QUE CHOROU AO CONHECER A HIST\u00d3RIA DE JOSEF MENGELE<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Foi no resistente Roxy que Afr\u00e2nio, agente da Pol\u00edcia do Estado Rio de Janeiro, assistiu pela primeira vez ao filme Meninos do Brasil, onde se contavam os horrores que um refugo de Auschwitz perpetrou nas crian\u00e7as do Paraguai, Argentina e Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Associou imediatamente os tentos do cientista com sua atividade como policial atuando em Copacabana: todos aqueles pivetes vagando pela orla da Avenida Atl\u00e2ntica, conspurcando os ares do <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>beautful people<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> da Zona Sul (estes seres aben\u00e7oados que ergueram e sustentam a sociedade e, por isso, merecem a venera\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Com esse energ\u00fameno objetivo Afr\u00e2nio resolveu adquirir uma pistola 9mm na Feira de Acari, e, seguindo o exemplo de outro est\u00fapido inspirado (aquele do T\u00e1xi Driver), acoplou a pistola na extremidade de uma corredi\u00e7a de gaveta atada por fita adesiva no bra\u00e7o, o que lhe permitia sac\u00e1-la inesperadamente com um simples movimento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Da\u00ed foi \u00e0s ruas para, em sua hora de folga, exterminar os garotos de rua.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quem Afr\u00e2nio encontra para ser sua primeira v\u00edtima? Malaquias, o Pivete de Copacabana.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O policial eugenista vem lentamente ao encontro de nosso her\u00f3i, com um pacote de biscoito de chocolate para esconder sua verdadeira inten\u00e7\u00e3o. E vem se aproximando com aquele ar s\u00edmio que o rosto de quem quer bajular para matar sempre ostenta, brandindo o saco de biscoito parecendo uma d\u00e1diva de alguma divindade.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00c9 ruuuiiiimmm!\u201d \u2013 Pensa Malaquias, j\u00e1 de muito escolado em ares s\u00edmios de quem quer bajular para matar; mas permanece em sua posi\u00e7\u00e3o, pois sabe que policiais atiram para matar se voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 cometendo crime contra o Estado Democr\u00e1tico de Direito obstruindo estradas, mas se, ao inv\u00e9s disso, estiver dormindo numa pra\u00e7a por falta de moradia a\u00ed sim uma bala sempre \u00e9 justific\u00e1vel.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Seu <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>puli\u00e7a<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, esse biscoito me faz sentir azia, prefiro chocolate belga <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Lukau<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, se puder trocar para mim, agrade\u00e7o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c<span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ora, seu! \u201d- pensa Afr\u00e2nio rilhando os dentes. \u2013 Com toda a certeza, meu querido menino de rua, onde ser\u00e1 que eu encontro este chocolate belga que voc\u00ea tanto aprecia?<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Acho que em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Dusty Freu<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> do Aeroporto, mas pode comprar pelos \u201c.com\u201d da vida, tamb\u00e9m.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Quase o olho esquerdo do policial saltou da \u00f3rbita ocular quando viu o pre\u00e7o de seiscentos reais um tablete, mas era um homem terrivelmente sistem\u00e1tico e se se propusera a bajular para matar, teria de cumprir seu papel de bajulador at\u00e9 o momento da elimina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Logo, pegou seu carro e dirigiu at\u00e9 o Santos Dumont, entrou no (ou penetrou-se pelo) <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>chequespacial <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">e,<\/span><\/span><i> <\/i><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">estrategicamente endividado at\u00e9 janeiro de 2032, comprou a divina iguaria.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Volta at\u00e9 Malaquias que, por meio de seus arcanos da malandragem, permaneceu no aguardo de Afr\u00e2nio.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">-Joga o chocolate, sou muito t\u00edmido para apreciar um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Lukau<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> perto de uma pessoa, ainda mais uma <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>otoridade<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> da <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>puli\u00e7a<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> como o ilustra a\u00ed. \u2013 Diz com aquele ar sacana de quem tira de letra a mis\u00e9ria e o destino de n\u00e3o ter nascido aben\u00e7oado endinheirado.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ainda preso ao papel de bajulador, o policial segue as ordens do pivete.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Passadas tr\u00eas horas, Malaquias termina seu chocolate de seiscentos reauls (como nos ensina gramaticalmente aquele ministro general da asfixia manauara).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Agora posso me aproximar para ourarmos o Pai Nosso juntos? \u2013 Pergunta humilde.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Hoje acordei com dermatite at\u00f3pica senegalesa \u00fanica no mundo. \u2013 Fala mostrando um simples eczema inflamado, o que foi o suficiente para assustar o policial. \u2013 Sinto solid\u00e3o e estou carente, por isso, pe\u00e7o um abra\u00e7o seu, seu puli\u00e7a.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Afr\u00e2nio foi tomado de asco e medo, seu sentido de seguir \u00e0 risca sua estrat\u00e9gia para matar o pivete foi abalado e, horrorizado, correu para o mais longe poss\u00edvel, enquanto Malaquias se aproximava com os bei\u00e7os estirados para fora a la Mussum \u2013 para dar mais dramaticidade \u00e0 encena\u00e7\u00e3o, ainda escancarou seus olhos vermelhos de tracoma formando dois fachos reluzentes na noite de Copa.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Dizem os milhares de aposentados de Copacabana ao Leme que o policial j\u00e1 ultrapassou a fronteira com o Suriname correndo mais do que Forrest Gump.<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante arquitetura e ca\u00f3tica urbaniza\u00e7\u00e3o; pr\u00e9dios-gaiolas envoltos pela luz difusa ainda fosca pelos ares da praia como&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2002,"featured_media":1698077,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112,165],"tags":[75238,75338],"class_list":["post-1698076","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","category-opiniao","tag-caderno-de-cultura","tag-cronica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Malaquias, o pivete de Copacabana<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Malaquias, o pivete de Copacabana\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Pressenza\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-12-06T21:22:53+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-12-07T14:52:17+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"720\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"450\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Guilherme Maia\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@PressenzaIPA\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Guilherme Maia\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"18 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\"},\"author\":{\"name\":\"Guilherme Maia\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee\"},\"headline\":\"Malaquias, o pivete de Copacabana\",\"datePublished\":\"2022-12-06T21:22:53+00:00\",\"dateModified\":\"2022-12-07T14:52:17+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\"},\"wordCount\":3392,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg\",\"keywords\":[\"caderno de cultura\",\"cr\u00f4nica\"],\"articleSection\":[\"\u00c1m\u00e9rica do Sul\",\"Conte\u00fado Original\",\"Cultura e M\u00eddia\",\"Opini\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\",\"name\":\"Malaquias, o pivete de Copacabana\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg\",\"datePublished\":\"2022-12-06T21:22:53+00:00\",\"dateModified\":\"2022-12-07T14:52:17+00:00\",\"description\":\"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg\",\"width\":720,\"height\":450},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Accueil\",\"item\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Malaquias, o pivete de Copacabana\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"name\":\"Pressenza\",\"description\":\"International Press Agency\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization\",\"name\":\"Pressenza\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg\",\"width\":200,\"height\":200,\"caption\":\"Pressenza\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia\",\"https:\/\/x.com\/PressenzaIPA\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee\",\"name\":\"Guilherme Maia\",\"description\":\"Escritor, sambista, anarcochargista e advogado nas horas vagas.\",\"url\":\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/guilherme-maia\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Malaquias, o pivete de Copacabana","description":"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Malaquias, o pivete de Copacabana","og_description":"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante","og_url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/","og_site_name":"Pressenza","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","article_published_time":"2022-12-06T21:22:53+00:00","article_modified_time":"2022-12-07T14:52:17+00:00","og_image":[{"width":720,"height":450,"url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Guilherme Maia","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@PressenzaIPA","twitter_site":"@PressenzaIPA","twitter_misc":{"Escrito por":"Guilherme Maia","Tempo estimado de leitura":"18 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/"},"author":{"name":"Guilherme Maia","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee"},"headline":"Malaquias, o pivete de Copacabana","datePublished":"2022-12-06T21:22:53+00:00","dateModified":"2022-12-07T14:52:17+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/"},"wordCount":3392,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg","keywords":["caderno de cultura","cr\u00f4nica"],"articleSection":["\u00c1m\u00e9rica do Sul","Conte\u00fado Original","Cultura e M\u00eddia","Opini\u00e3o"],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/","name":"Malaquias, o pivete de Copacabana","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg","datePublished":"2022-12-06T21:22:53+00:00","dateModified":"2022-12-07T14:52:17+00:00","description":"CR\u00d4NICA Por Guilherme Maia &nbsp; O que dizer sobre a noite de Copacabana? O glamour dos tempos idos, long\u00ednquos j\u00e1, foi aniquilado pela degradante","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/imagens-pro-site-pressenza-3.jpg","width":720,"height":450},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/12\/1698076\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Accueil","item":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Malaquias, o pivete de Copacabana"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#website","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","name":"Pressenza","description":"International Press Agency","publisher":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#organization","name":"Pressenza","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/pressenza_logo_200x200.jpg","width":200,"height":200,"caption":"Pressenza"},"image":{"@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/PressenzaItalia","https:\/\/x.com\/PressenzaIPA"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/#\/schema\/person\/4a0acc3e729565dbfccac001358dedee","name":"Guilherme Maia","description":"Escritor, sambista, anarcochargista e advogado nas horas vagas.","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/guilherme-maia\/"}]}},"place":"","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1698076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2002"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1698076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1698076\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1698077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1698076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1698076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1698076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}