{"id":1696472,"date":"2022-11-28T13:53:09","date_gmt":"2022-11-28T13:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1696472"},"modified":"2022-12-13T18:04:27","modified_gmt":"2022-12-13T18:04:27","slug":"redes-sociais-e-evolucao-da-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/11\/redes-sociais-e-evolucao-da-consciencia\/","title":{"rendered":"Redes sociais e evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"padding-left: 40px;\">As redes sociais s\u00e3o uma pr\u00e1tica humana muito antiga. Com o surgimento da internet, elas ganharam uma for\u00e7a global e formatos sem precedentes na hist\u00f3ria. Contudo, a\u00a0vis\u00e3o mais comum do efeito das redes sociais nas sociedades contempor\u00e2neas \u00e9 desabonadora. As <em>fake news<\/em> que refor\u00e7am as campanhas eleitorais da extrema direita sem escr\u00fapulos; o uso manipulador das redes para favorecer o consumo de futilidades; a presen\u00e7a de \u2018influenciadores\u2019 com conte\u00fado raso e apelativo ganhando milh\u00f5es de seguidores&#8230; \u00c9 inquietante imaginar que as redes sociais refor\u00e7am um velho mundo de inconsci\u00eancia, superficialidades, ideias desumanizantes e antidemocr\u00e1ticas. Sim, este \u00e9 um perfil largamente majorit\u00e1rio das\u00a0m\u00eddias sociais\u00a0hoje, mas isto pode mudar completamente se ocuparmos as redes e\u00a0as <em>fizermos cumprir o que pode ser seu destino hist\u00f3rico.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Por D\u00e9bora Nunes, Vicente Aguiar\u00b9 e Marcos Arruda\u00b2<\/p>\n<p>O pensador Teilhard de Chardin, que morreu nos anos 50, sem ver absolutamente nada da Internet ou das redes sociais, previu o seu surgimento. Ao identificar diversas \u201ccamadas\u201d de vida no planeta Terra \u2013 Hidrosfera, Geosfera, Biosfera \u2013 tamb\u00e9m identificou a Noosfera como a esfera dos seres humanos portadores de uma consci\u00eancia reflexiva, prospectiva, questionadora, propositiva, cr\u00edtica. Assim, a Noosfera consistiria numa esfera civilizat\u00f3ria de colabora\u00e7\u00e3o e amorosidade. Para entender este progn\u00f3stico \u00e9 preciso saber que Teilhard de Chardin, um paleont\u00f3logo, via a evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica no planeta Terra como um processo que passou pela Geosfera (antes do aparecimento da vida como a entendemos hoje), \u00e0 Biosfera, (na qual a vida se manifestou e evoluiu amplamente at\u00e9 o aparecimento do <em>homo sapiens sapiens)<\/em>, at\u00e9 a configura\u00e7\u00e3o atual, a Tecnosfera, um planeta constru\u00eddo pela interven\u00e7\u00e3o humana na Geosfera, na Biosfera e na pr\u00f3pria Noosfera.<\/p>\n<p>Neste processo evolutivo da Mat\u00e9ria \u00e0 Mente, acontecem duas evolu\u00e7\u00f5es paralelas, segundo Chardin: a que leva \u00e0 \u201chominiza\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e0 esp\u00e9cie humana biol\u00f3gica, e a que est\u00e1 levando \u00e0 \u201chumaniza\u00e7\u00e3o\u201d, ou \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia da humanidade. Chardin visualizou pelo menos quatro tend\u00eancias evolutivas da esp\u00e9cie humana: personaliza\u00e7\u00e3o, socializa\u00e7\u00e3o, espiritualiza\u00e7\u00e3o e \u2018amoriza\u00e7\u00e3o\u2019. Noutras palavras, ele antecipou a compreens\u00e3o dos humanos como seres vocacionados para o amor e, portanto, peregrinos de caminhada ao sempre mais complexo e convergente. Poder\u00edamos acrescentar hoje, em coer\u00eancia com este progn\u00f3stico, que caminhamos para sermos tamb\u00e9m cada vez mais conectadas e conectados.<\/p>\n<p>Em 1939, Teilhard descreveu a Noosfera, a pr\u00f3xima etapa evolutiva, como \u201cuma pel\u00edcula de pensamento envolvendo a Terra, formada de comunica\u00e7\u00f5es humanas\u201d. Quando vemos imagens que mostram as conex\u00f5es instant\u00e2neas feitas atrav\u00e9s da Internet pelo planeta podemos imaginar esta Noosfera se concretizando. Infelizmente ela, embora seja colaborativa pela continua partilha de conte\u00fados acessados livremente, n\u00e3o \u00e9 majoritariamente amorosa. Ao contr\u00e1rio, a descri\u00e7\u00e3o feita anteriormente da Internet mostra algo desumanizante no sentido teilhardiano, ou seja, que se mant\u00e9m na esfera da humanidade biol\u00f3gica, e n\u00e3o da humanidade consciente, \u201chumanizada\u201d. Para Chardin, que al\u00e9m de cientista era sacerdote, o processo de amplia\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia seria um processo de espiritualiza\u00e7\u00e3o, de compromisso com o sentido amoroso da evolu\u00e7\u00e3o humana. A Noosfera torna-se assim poss\u00edvel quando se amplia a compreens\u00e3o da interconex\u00e3o de tudo e todos, e da sacralidade da exist\u00eancia. A conex\u00e3o e a converg\u00eancia das intelig\u00eancias humanas inspiradas pela amorosidade e a colabora\u00e7\u00e3o seria a base para a constru\u00e7\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o qualitativamente superior.<\/p>\n<div id=\"attachment_1696479\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1696479\" class=\"wp-image-1696479 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Geralt-Pixabayjpg.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Geralt-Pixabayjpg.jpg 1024w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Geralt-Pixabayjpg-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Geralt-Pixabayjpg-820x546.jpg 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-1696479\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de Geralt em Pixabay<\/p><\/div>\n<p>A partir desta vis\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica, podemos entender a Internet como o in\u00edcio balbuciante da constru\u00e7\u00e3o da Noosfera autoconsciente, uma utopia atualizada aos tempos de hoje.\u00a0Essa no\u00e7\u00e3o se refor\u00e7a ainda mais quando resgatamos a hist\u00f3ria da internet, seja como tecnologia ou como pr\u00e1tica social. Manuel Castells nos lembra, por exemplo, em &#8220;A Gal\u00e1xia da Internet&#8221;, que a verdadeira origem da Internet, nas d\u00e9cadas de 60 e 70,\u00a0tinha algo mais de ordem cient\u00edfica e colaborativa, do que propriamente militar ou mercadol\u00f3gica. Afinal, toda sua infraestrutura l\u00f3gica de comunica\u00e7\u00e3o (protocolos ITCP\/IP, HTTP e DNS) n\u00e3o foi patenteadas pelos seus autores originais com algum tipo de restri\u00e7\u00e3o de acesso para uso ou comercializa\u00e7\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio: os protocolos de comunica\u00e7\u00e3o da Internet foram registrados em dom\u00ednio p\u00fablico e compartilhados livremente com a humanidade por diferentes autores de diversas partes do mundo. Boa parte deles ligados a grupos de pesquisas ou coletivos de pessoas que se denominavam de <em>hippies<\/em>, comunalistas ou ciberneticistas. Por\u00e9m a maioria tinha em comum um discurso radical sobre a revolu\u00e7\u00e3o dos meios de informa\u00e7\u00e3o e como mudar\u00edamos completamente o mundo com a constru\u00e7\u00e3o de uma rede mundial que conectasse as pessoas para compartilhar dados, informa\u00e7\u00f5es e conhecimento. Tudo isso, em plena d\u00e9cada de 60 e 70 do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a Internet como tecnologia \u00e9 um dos mais fant\u00e1sticos exemplos de constru\u00e7\u00e3o cooperativa internacional, a express\u00e3o t\u00e9cnica de um movimento que come\u00e7ou por baixo, constantemente alimentado por uma multiplicidade de iniciativas locais em diferentes partes do mundo, apesar da forte predomin\u00e2ncia dos pa\u00edses do Norte. Uma constru\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica revolucion\u00e1ria que n\u00e3o foi resultado de um processo incremental, de continuidade,\u00a0e sim fruto de pensamentos libert\u00e1rios oriundos dos movimentos de contracultura daquele per\u00edodo. As transforma\u00e7\u00f5es da tecnologia e da contracultura estavam completamente imbricadas e comprometidas. Para muitos pesquisadores, como Ted Turner no seu cl\u00e1ssico livro da &#8220;Contracultura a Cibercultura&#8221;, podemos at\u00e9 afirmar que o verdadeiro legado da gera\u00e7\u00e3o dos anos sessenta \u00e9 dar in\u00edcio a essa revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e social que vivemos hoje.<\/p>\n<p>No entanto, podemos interrogar, seguindo o\u00a0pensamento de Chardin, se a Internet atual n\u00e3o estaria atuando ainda e principalmente na esfera da esp\u00e9cie humana biol\u00f3gica, ou seja, em processo de &#8220;tornar-se consciente reflexiva&#8221; ou tornar-se verdadeiramente noosf\u00e9rica. Se, no princ\u00edpio, a esp\u00e9cie humana, como outros mam\u00edferos, pautava sua vida na intera\u00e7\u00e3o com sua pr\u00f3pria manada, e focava seus esfor\u00e7os na busca do prazer de sentir seus instintos saciados e em fugir dos perigos, vendo outras esp\u00e9cies e bandos principalmente como inimigos, tudo foi mudando com o processo de humaniza\u00e7\u00e3o. Para Chardin, a humaniza\u00e7\u00e3o se baseava na individua\u00e7\u00e3o e na socializa\u00e7\u00e3o, na constru\u00e7\u00e3o das individualidades ao tempo em que se desenvolvem tamb\u00e9m a consci\u00eancia da alteridade e a compaix\u00e3o para al\u00e9m da fam\u00edlia e dos que n\u00e3o s\u00e3o como eu.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Se o conte\u00fado majorit\u00e1rio da Internet ainda est\u00e1 na esfera da satisfa\u00e7\u00e3o individual superficial manipulada pelas corpora\u00e7\u00f5es e pelos discursos de \u00f3dio, e se a Internet hoje favorece as \u201cbolhas\u201d, em que cada pessoa se comunica principalmente com seus iguais, isto pode mudar.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>A Internet pode ser um poderoso motor evolutivo do processo de humaniza\u00e7\u00e3o, um esbo\u00e7o da Noosfera, de amplia\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, coopera\u00e7\u00e3o e amorosidade. Se procurarmos bem, existe j\u00e1 uma infinidade de conte\u00fados na Internet que v\u00e3o nesta dire\u00e7\u00e3o. Lembrando o di\u00e1logo entre o mestre e o disc\u00edpulo no livro \u201cAs cidades invis\u00edveis\u201d de \u00cdtalo Calvino, quando o disc\u00edpulo perguntava \u201cMestre, como sobreviver nesse inferno?\u201d, este lhe respondia: \u201cOlhe no inferno, o que n\u00e3o \u00e9 inferno, e ajude-o a crescer\u201d.<\/p>\n<p>Um dos grandes exemplos disso s\u00e3o as comunidades em linha (<em>online<\/em>) que se dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de milhares de programas (<em>softwares<\/em>) para computadores que s\u00e3o compartilhados livremente pela Internet, como a do Projeto GNOME (<a href=\"http:\/\/www.gnome.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.gnome.org<\/a>). Envolvendo mais de 300 desenvolvedores e colaboradores sediados em 59 pa\u00edses dos cinco continentes do planeta, o projeto GNOME produz de forma colaborativa um ambiente de interface gr\u00e1fica (<em>desktop<\/em>) e um conjunto de aplicativos (<em>softwares<\/em>) que facilitem ao m\u00e1ximo a intera\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio com os computadores. De forma imbricada ao desenvolvimento desse ambiente gr\u00e1fico GNOME, se faz presente tamb\u00e9m o processo de tradu\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria dos <em>softwares<\/em> que comp\u00f5em o <em>desktop<\/em> para mais de 60 idiomas no mundo. Esse esfor\u00e7o de coopera\u00e7\u00e3o internacional abrange desde idiomas ocidentais (como Espanhol, Franc\u00eas e Portugu\u00eas) que usam o mesmo alfabeto, como tamb\u00e9m l\u00ednguas que usam alfabetos completamente distintos \u00ad como, por exemplo, Chin\u00eas, Grego, \u00c1rabe, Hindi e Hebraico. Com isso, esse tipo de comunidade mant\u00e9m a \u00e9tica e os valores de coopera\u00e7\u00e3o e compartilhamento tecnol\u00f3gico que sempre estiveram\u00a0ligados \u00e0 origem da pr\u00f3pria Internet e muito se aproximam da constru\u00e7\u00e3o de uma Noosfera.<\/p>\n<div id=\"attachment_1696480\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1696480\" class=\"wp-image-1696480 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Peggy-und-Marco-Lachmann-Anke-en-Pixabay-.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"731\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Peggy-und-Marco-Lachmann-Anke-en-Pixabay-.jpg 1024w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Peggy-und-Marco-Lachmann-Anke-en-Pixabay--300x214.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Peggy-und-Marco-Lachmann-Anke-en-Pixabay--820x585.jpg 820w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-1696480\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke em Pixabay<\/p><\/div>\n<p>Seguindo estes mesmos princ\u00edpios de produ\u00e7\u00e3o colaborativa, existe tamb\u00e9m a rede social global que se formou na Internet para desenvolver uma enciclop\u00e9dia universal e multil\u00edngue, conhecida internacionalmente como Wikip\u00e9dia. Com o apoio de mais de 104 milh\u00f5es de volunt\u00e1rios cadastrados em todos os continentes do planeta, a comunidade <em>online<\/em> da Wikip\u00e9dia j\u00e1 conseguiu produzir de forma volunt\u00e1ria e cooperativa mais de 59 milh\u00f5es de artigos enciclop\u00e9dicos em mais de 329 l\u00ednguas e dialetos deste planeta \u2013 1.095.867 artigos, s\u00f3 na vers\u00e3o lus\u00f3fona. Cada l\u00edngua e dialeto possui uma comunidade local espec\u00edfica que coopera dentro deste grande prop\u00f3sito internacional de constru\u00e7\u00e3o de verbetes enciclop\u00e9dicos que s\u00e3o compartilhados via Internet. Esse conte\u00fado gera mais de 15 bilh\u00f5es de acessos todos os meses e coloca o portal dessa enciclop\u00e9dia livre (<a href=\"http:\/\/www.wikipedia.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikip\u00e9dia.org<\/a>) entre os dez mais acessados do mundo, desde 2006. Por isso, por meio da ado\u00e7\u00e3o desse modelo de colabora\u00e7\u00e3o entre milh\u00f5es de wikipedistas conectados via Internet, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a Wikip\u00e9dia se transformou na maior e mais acessada enciclop\u00e9dia do mundo. Tudo isso, sem contar com o apoio de empresas ou governos, pois essa enciclop\u00e9dia s\u00f3 aceita a contribui\u00e7\u00e3o e doa\u00e7\u00e3o de pessoas f\u00edsicas via Internet.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O mundo de possibilidades que a Internet oferece para evoluir no sentido da coopera\u00e7\u00e3o e da amorosidade, consigo pr\u00f3prio, com os outros e outras e com o planeta vai da escala local \u00e0 escala global. <\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Observa-se que a quase gratuidade da Internet favorece quem quer se engajar em causas locais, pois a visibilidade de micro a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias e emancipadoras nunca foi t\u00e3o grande, assim como a facilidade de acesso \u00e0 busca por palavras-chave sobretudo pelo Google. Para quem quer compartilhar bens, caronas, ideias, sentimentos, etc. o mesmo se aplica, basta procurar, pois a oferta tem crescido e as plataformas neste sentido t\u00eam se popularizado. Para formar grupos de a\u00e7\u00e3o e pensamentos comuns, os grupos de <em>Whatsapp<\/em> e Telegram s\u00e3o uma ferramenta poderosa, sejam conservadores ou emancipat\u00f3rios. O <em>Facebook, Instagram, Tiktok e Twitter<\/em> favorecem a divulga\u00e7\u00e3o de qualquer movimento social, a\u00e7\u00e3o pessoal ou ideia.<\/p>\n<p>Na escala global, quem quer se encontrar remotamente, em sua pr\u00f3pria l\u00edngua ou em muitas ao mesmo tempo, encontra ferramentas como o <em>Zoom<\/em>, o <em>GoogleMeet<\/em> e v\u00e1rios outros.\u00a0 A cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os nos quais a fam\u00edlia humana pode se encontrar e se reconhecer como \u201cparente\u201d, como dizem os povos origin\u00e1rios,\u00a0nunca foi t\u00e3o grande e as plataformas de tradu\u00e7\u00e3o, as tradu\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas e as salas por l\u00edngua em encontros internacionais s\u00e3o particularmente \u00fateis. A presen\u00e7a destes elementos tem propiciado uma conex\u00e3o cada vez mais intensa da cidadania planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se hoje existem meios tecnol\u00f3gicos de expans\u00e3o de movimentos comprometidos com a amorosidade e a coopera\u00e7\u00e3o, por que o lado obscuro e n\u00e3o o lado luminoso da humanidade parece ter mais poder no ambiente das redes? Mil respostas s\u00e3o poss\u00edveis. Vejamos algumas:<\/p>\n<ol>\n<li>pelas empresas citadas um pouco acima se pode ver que a p\u00e1tria do capitalismo monopoliza os meios de acesso e n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que se faz mais neg\u00f3cios que solidariedade e apoio m\u00fatuo pela Internet.<\/li>\n<li>A Internet ainda \u00e9 uma terra sem lei, portanto, quem n\u00e3o tem \u00e9tica espalha falsas verdades com facilidade e quase sempre sem puni\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>A superficialidade aproveita-se da lei do menor esfor\u00e7o que acompanha a humanidade desde sempre, e assim, quem oferece conte\u00fado que distrai e aliena ao inv\u00e9s de convocar o esp\u00edrito cr\u00edtico, ganha seguidores muito mais facilmente.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Diante deste resumido quadro explicativo da premissa do in\u00edcio deste texto \u2013 a Internet a servi\u00e7o da desumaniza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da humaniza\u00e7\u00e3o \u2013, o que \u00e9 poss\u00edvel fazer? Como ajud\u00e1-la a ser precursora da Noosfera? H\u00e1 uma quarta explica\u00e7\u00e3o para que a Internet seja dominada pela direita, pela superficialidade e pelo mercado: o fato de que as pessoas influentes do lado de c\u00e1 e os movimentos emancipat\u00f3rios ainda terem grande resist\u00eancia \u00e0s redes. Seja pela idade m\u00e9dia destas pessoas, que desconhecem em parte os mecanismos de seu funcionamento t\u00e9cnico, seja pela resist\u00eancia ao \u201cexibicionismo\u201d que as redes promovem. Assim, este \u201coutro mundo poss\u00edvel e que est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o\u201d segundo o F\u00f3rum Social Mundial, tem pouca visibilidade. Outro motivo \u00e9 o grau de energia que estar na contra hegemonia exige de quem est\u00e1 engajada ou engajado na supera\u00e7\u00e3o do <em>status quo<\/em> atual: como ter tempo para expor isto na Internet, manter o p\u00fablico informado e atualizado do que se est\u00e1 construindo? Os movimentos que est\u00e3o sendo abra\u00e7ados pela juventude t\u00eam maior possibilidade de mostrar seus desafios e possibilidades, mas eles n\u00e3o s\u00e3o maioria.<\/p>\n<blockquote><p><strong>O desafio de ocupar as redes com exemplos alternativos de sociedade, conceitos e pr\u00e1ticas de amorosidade e coopera\u00e7\u00e3o para nutrir a esperan\u00e7a e inspirar a humanidade em sua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio pol\u00edtico. \u00c9 uma quest\u00e3o de decis\u00e3o.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 uma decis\u00e3o dos movimentos e \u00e9 uma decis\u00e3o pessoal. Para superar a ideia de exibicionismo e egocentrismo que as redes passam, tornemos sempre mais vis\u00edvel e mais convincente a proposta de que \u00e9 preciso ocupar as redes para que a humanidade conhe\u00e7a melhor suas possibilidades evolutivas. Para superar o desafio t\u00e9cnico, a coopera\u00e7\u00e3o intergeracional precisa ser ampliada e aprofundada, sendo que as velhas gera\u00e7\u00f5es que precisam de ajuda devem ouvir mais a juventude,\u00a0e respeitar seu jeito de fazer as coisas.\u00a0 Frente \u00e0 quest\u00e3o \u2018ter ou n\u00e3o ter tempo para as redes\u2019, \u00e9 preciso ter em conta que a expans\u00e3o do pensamento conservador na Internet exigir\u00e1 mais horas de trabalho do que investir tempo desde j\u00e1 na disputa pol\u00edtica de narrativas, de conceitos, de imagens, de experi\u00eancias. Para enfrentar o apelo consumista do mercado, um caminho pode ser mais uma vez dar espa\u00e7o \u00e0 juventude mais avan\u00e7ada da nova gera\u00e7\u00e3o. Seus h\u00e1bitos de sobriedade, consumo de bens usados, vegetarianismo e veganismo, uso da bicicleta e compartilhamento de bens \u2013 para ficar s\u00f3 com alguns comportamentos vanguardistas \u2013 j\u00e1 est\u00e3o construindo uma cultura anticonsumista.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Ocupar as redes hoje \u00e9 t\u00e3o importante como sempre foi ocupar as ruas.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Estud\u00e1-las, potencializar as inciativas alternativas \u00e0s grandes empresas estadunidenses que dominam a Internet, dar prioridade a produzir conte\u00fado com linguagem renovada, interagir nas plataformas hoje dispon\u00edveis incentivando o campo progressista em suas postagens j\u00e1 vem mostrando resultados. A elei\u00e7\u00e3o presidencial brasileira em 2022 mostrou\u00a0o quanto temos a ganhar entendendo as redes decididamente como arena de disputa pol\u00edtica e agindo atrav\u00e9s delas. Claro que a direita vai agir do modo que agiu no Brexit, nas elei\u00e7\u00f5es estadunidense, italiana,\u00a0israelense, brasileira\u00a0e muitas outras. Claro que o \u201cmercado\u201d vai continuar surfando nas redes. Claro que os\u00a0<em>influenciadores<\/em>\u00a0da superficialidade continuar\u00e3o usando qualquer estrat\u00e9gia para serem ouvidos e vistos, j\u00e1 que pouco escrevem. E n\u00f3s? Vamos entrar no mundo virtual e fazer dele uma plataforma evolutiva ou vamos ganhar por pouco ou perder fragorosamente no longo prazo?<\/p>\n<p>Internautas progressistas do mundo, uni-vos!<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00b9 Vicente Aguiar \u00e9 hacker do mundo, mas brasileiro e baiano de origem. Doutor e mestre em Administra\u00e7\u00e3o pela UFBA, tem mais de 15 anos de experi\u00eancia na gest\u00e3o de projetos de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia no Brasil, Argentina, Sui\u00e7a e em comunidades globais. S\u00f3cio-fundador da Colivre (Cooperativa de Tecnologias Livres), hoje atua como diretor tecnologia e inova\u00e7\u00e3o no Grupo Pessoa e Pessoa Advogados Associados; al\u00e9m de pesquisador e professor convidado nos cursos de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Faculdade Baiana de Direito e Gest\u00e3o. vicenteaguiar@gmail.com<\/p>\n<p>\u00b2 Marcos Arruda \u00e9 ge\u00f3logo, economista, educador popular, escritor, poeta, pai, amigo e refer\u00eancia no debate de direitos humanos, educa\u00e7\u00e3o e democracia. Foi perseguido, preso, torturado e exilado durante as ditaduras empresariais-militares. Em 1981, participou da funda\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de An\u00e1lises Sociais e Econ\u00f4micas (Ibase) e, em 1986, decidiu criar o Instituto Pol\u00edticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), que hoje conta com 34 anos de trajet\u00f3ria. Na educa\u00e7\u00e3o popular, \u00e9 inspirado em Paulo Freire, com quem j\u00e1 trabalhou, e acumula dezenas de livros, cartilhas, artigos, poesias e hist\u00f3rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As redes sociais s\u00e3o uma pr\u00e1tica humana muito antiga. Com o surgimento da internet, elas ganharam uma for\u00e7a global e formatos sem precedentes na hist\u00f3ria. Contudo, a\u00a0vis\u00e3o mais comum do efeito das redes sociais nas sociedades contempor\u00e2neas \u00e9 desabonadora. 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