{"id":1662466,"date":"2022-09-21T00:51:04","date_gmt":"2022-09-20T23:51:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1662466"},"modified":"2022-09-21T00:51:04","modified_gmt":"2022-09-20T23:51:04","slug":"progressismo-aprendendo-a-desaprender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2022\/09\/progressismo-aprendendo-a-desaprender\/","title":{"rendered":"Progressismo: aprendendo a desaprender"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a Am\u00e9rica Latina esteve no centro da disputa entre as duas grandes pot\u00eancias: Estados Unidos e China, presas em um mundo em que as regras do jogo est\u00e3o mudando irremediavelmente. H\u00e1 uma crise global: do sistema pol\u00edtico institucional, da globaliza\u00e7\u00e3o, do capitalismo. A crise civilizat\u00f3ria e, no nosso caso, as possibilidades de integra\u00e7\u00e3o s\u00e3o cr\u00edticas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se esque\u00e7a: h\u00e1 23 anos, em 8 de dezembro de 1998, Hugo Ch\u00e1vez venceu as elei\u00e7\u00f5es presidenciais na Venezuela. Talvez tenha sido o pontap\u00e9 inicial de uma nova hist\u00f3ria na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Ele se autodenominava revolucion\u00e1rio, outros o rotulavam de progressista.<\/p>\n<p>Em meio a uma profunda ofensiva da direita mais reacion\u00e1ria e dependente, o progressismo n\u00e3o sai de seu labirinto, incapaz de redesenhar seus discursos e suas formas de a\u00e7\u00e3o. Alguns desses primeiros governos progressistas se dedicaram mais a defender o que havia sido alcan\u00e7ado do que a aprofundar as mudan\u00e7as. Hoje a direita est\u00e1 impondo uma mudan\u00e7a cultural, com o objetivo de romper os valores progressistas e os la\u00e7os de solidariedade que foram tecidos.<\/p>\n<p>Vivemos uma crise de ideias, esquecendo que o povo \u00e9 a figura cultural de qualquer mudan\u00e7a, que devemos come\u00e7ar por considerar o povo \u2013 os pobres \u2013como sujeitos de uma pol\u00edtica progressista, e n\u00e3o como meros objetos dela, para n\u00e3o continuar com o bem-estar social e a crescente desigualdade.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter consci\u00eancia de que sofremos 40 anos de uma ordem neoliberal que entrou em crise, \u00e0 qual se soma a paralisa\u00e7\u00e3o da pandemia: o com\u00e9rcio mundial, que era o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, hoje tem n\u00fameros semelhante ao PIB atual, que \u2013 por outro lado, por meio da pandemia e da guerra \u2013 foi reduzido em um ter\u00e7o.<\/p>\n<p>Parece ser o decl\u00ednio dos pa\u00edses centrais, que entravam em crise absoluta: o Reino Unido saiu da Uni\u00e3o Europeia, os Estados Unidos querem manter sua hegemonia com dois estilos diferentes (Trump-Biden), mas o mesmo objetivo, que levou \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia, refor\u00e7ando a b\u00e9lica Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN), desencadeando a crise selvagem na Europa Ocidental.<\/p>\n<p>Os estrondos da crise chegam ao rid\u00edculo de um triste comediante como Volod\u00edmir Zelenski se tornar o \u201cporta-voz\u201d da Europa, levando ao exterm\u00ednio de grande parte de seu povo e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de seu pa\u00eds. Por sorte, o Mercosul o impediu de falar na c\u00fapula do grupo.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que estamos em uma nova etapa de coloniza\u00e7\u00e3o, com o surgimento de novos conflitos interestatais, quando se repetem as perguntas: h\u00e1 esquerda, h\u00e1 partidos, h\u00e1 movimento sindical?<\/p>\n<p>Quando parecia que a \u00fanica esquerda era a rua, a direita tamb\u00e9m come\u00e7ou a ocupar os espa\u00e7os p\u00fablicos, junto com os evangelistas. Democracia representativa, propriedade privada, cultura euroc\u00eantrica, sufragismo e partidos pol\u00edticos s\u00e3o algumas das verdades reveladas que organizam nossa vida institucional, nossas democracias declamativas desde o s\u00e9culo 19. A profundidade da crise atual questiona a modernidade e o capitalismo.<\/p>\n<p>O sentido de buscar o poder do Estado deve ser usado para derrotar a classe dominante, n\u00e3o para dormir com ela.<\/p>\n<p>Menos de uma d\u00e9cada depois, alguns intelectuais &#8220;progressistas&#8221;, de meios acad\u00eamicos progressistas e\/ou social-democratas, com apoio, em geral, de ONGs e funda\u00e7\u00f5es europeias, apontam que n\u00e3o havia governos progressistas na regi\u00e3o e que a luta hoje se estabelece entre duas direitas, uma modernizadora ou desenvolvimentista e outra olig\u00e1rquica. Eles falam de um neoliberalismo transg\u00eanico.<\/p>\n<p>\u00c9 triste ver ind\u00edgenas e trabalhadores induzidos a votar na direita ou na extrema direita para que a partir da \u201cresist\u00eancia\u201d os movimentos da esquerda possam ser refundados e a partir da\u00ed buscar transi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O pensamento progressista ainda \u00e9 muito influenciado pelos velhos dogmas e velhas receitas de luta, sem conseguir visualizar os interesses que est\u00e3o sendo debatidos na regi\u00e3o, com suas extens\u00f5es de manobras pol\u00edtico-partid\u00e1rias, judiciais, midi\u00e1ticas, militares e paramilitares. O Estado continua sendo o ponto de conflu\u00eancia das correla\u00e7\u00f5es de for\u00e7as sociais. Obviamente, do ponto de vista dos projetos populares (para n\u00e3o falar dos revolucion\u00e1rios), \u00e9 sempre melhor ter governos progressistas \u00e0 frente dos Estados.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o, insiste-se no surgimento de uma nova onda progressista, marcada pela modera\u00e7\u00e3o e sem a presen\u00e7a de l\u00edderes carism\u00e1ticos como Hugo Ch\u00e1vez, Lula da Silva, Evo Morales, Rafael Correa ou N\u00e9stor Kirchner, onda amea\u00e7ada por um resist\u00eancia das elites latino-americanas que se apegam \u00e0 ideologia ortodoxa do ajuste.<\/p>\n<p>Assim, antes de afirmar com veem\u00eancia que estamos passando por uma &#8220;segunda onda&#8221; do chamado &#8220;ciclo progressivo&#8221;, devemos avaliar as condi\u00e7\u00f5es de possibilidade de governos que n\u00e3o conseguem recriar e criar o poder que outorga e a organiza\u00e7\u00e3o popular que , sem d\u00favida, tamb\u00e9m organizou o triunfo nas urnas. N\u00e3o se trata de ignorar o valor do signo ideol\u00f3gico desses governos, mas de analisar os programas propostos e as correla\u00e7\u00f5es de for\u00e7as sociais.<\/p>\n<p>Em julho de 2019, o Grupo Puebla nasceu para reunir l\u00edderes progressistas no momento do refluxo da &#8220;primeira onda&#8221;, depois que alguns governos de direita (Argentina, Brasil, Equador, Col\u00f4mbia) destru\u00edram a Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas ( Unasul) e os fundamentos da integra\u00e7\u00e3o regional. Talvez o mais interessante desde sua cria\u00e7\u00e3o seja a incorpora\u00e7\u00e3o de personagens -ex-presidentes, ex-ministros- com a gest\u00e3o do governo e a capacidade de olhar para tr\u00e1s e trocar ideias sobre suas experi\u00eancias \u00e0 frente de um Estado.<\/p>\n<p>Mas pensar que a mudan\u00e7a pode estar nas figuras &#8220;hist\u00f3ricas&#8221; de Pepe Mujica, Lula da Silva, Fernando Lugo, Rafael Correa, Evo Morales ou Cristina Kirchner, \u00e9 apostar no passado. Al\u00e9m das conquistas em seus governos, eles n\u00e3o conseguiram \u2013 ou n\u00e3o se interessaram \u2013 em criar mudan\u00e7as geracionais e adequar as propostas a um mundo que mudou e onde a cidadania n\u00e3o foi semeada.<\/p>\n<p>Capitalismo com rosto humano? Do ruim, o menos ruim? Uma terceira via, uma nova social-democracia? O Grupo Puebla, no documento Um Modelo de Desenvolvimento Solid\u00e1rio, prop\u00f5e a supera\u00e7\u00e3o da desigualdade social, a busca de valor, uma nova pol\u00edtica econ\u00f4mica, a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, a integra\u00e7\u00e3o como constru\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e uma nova institucionalidade democr\u00e1tica, um papel ativo de Estado, reformas tribut\u00e1rias, sa\u00fade universal e combate ao aquecimento global.<\/p>\n<p>Alguns cr\u00edticos apontam que o progressismo do Grupo Puebla acaba por revitalizar o capitalismo e que certa inquieta\u00e7\u00e3o e perplexidade emergem quando se analisa a diversidade dos fundadores, alguns deles neoliberais convertidos.<\/p>\n<p>Embora uma vit\u00f3ria eleitoral seja importante, n\u00e3o \u00e9 o mesmo que uma vit\u00f3ria pol\u00edtica. O central, ent\u00e3o, \u00e9 identificar os caminhos que permitem conquistar, acumular e sustentar o verdadeiro poder popular, o que permite torcer os destinos e as decis\u00f5es pol\u00edticas. Construir as condi\u00e7\u00f5es subjetivas, no campo da pol\u00edtica e da organiza\u00e7\u00e3o, para alcan\u00e7ar as transforma\u00e7\u00f5es estruturais necess\u00e1rias, em um momento t\u00e3o excepcional como o p\u00f3s-pandemia e a guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>\u00c9 uma onda talvez muito moderada e com conota\u00e7\u00f5es conservadoras, determinada a negociar com setores da direita com a desculpa de evitar ser esmagada pela extrema direita, que arru\u00edna os movimentos sociais. Manifestam-se formatos \u00e9tico-pol\u00edticos e plataformas econ\u00f4mico-sociais que est\u00e3o longe das demandas de povos que continuaram empobrecidos, em sociedades cada vez mais desiguais. Da defesa dessa segunda onda adocicada, nega-se uma direita e prefere-se falar de uma polariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E essa onda de progressismo enfrenta uma direita na ofensiva, cada vez mais intolerante, antifeminista, privatizante, mais fascista.<\/p>\n<p>A &#8220;primeira onda progressiva&#8221; n\u00e3o conseguiu terminar de romper com nossa depend\u00eancia e nossa falta de diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Hoje, a emerg\u00eancia de uma nova fase do capitalismo mundial est\u00e1 mudando as regras do jogo, enquanto a luta entre EUA e China tamb\u00e9m est\u00e1 sendo travada na Am\u00e9rica Latina, que est\u00e1 ordenando alian\u00e7as, interesses e moldando formas de poder muito al\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es governamentais.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es estruturais da economia mundial, surgiram novas formas de luta e novos sujeitos sociais, reconfigurando os cen\u00e1rios de produ\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do poder popular.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica interna dos EUA pontilha a Am\u00e9rica Latina, enquanto falc\u00f5es e pombas operam suas estrat\u00e9gias de &#8220;quintal&#8221;. E os republicanos s\u00e3o cada vez menos diferentes dos democratas, Joe Biden de Donald Trump. Nas for\u00e7as progressistas n\u00e3o se aceita que as oligarquias latino-americanas sejam, em geral, supermodernas, atualizadas.<\/p>\n<p>Se o progressismo \u00e9 o futuro, vamos come\u00e7ar a pensar em um p\u00f3s-futuro. Esse progressismo carece de maiorias parlamentares em sociedades divididas, com a direita \u2013entre elas a ultradireita dos libert\u00e1rios \u2013 fortalecida pela m\u00eddia e redes sociais, que utilizam todos os meios, da viol\u00eancia ao <em>lawfare<\/em>, para que a volta ao jogo<\/p>\n<p>As palavras de Irene V\u00e9lez, Ministra de Minas e Energia da Col\u00f4mbia, n\u00e3o devem surpreender quando ela menciona publicamente o conceito de Decrescimento como resposta \u00e0 histeria do consumidor. N\u00e3o entendo por que o grande debate do mundo hoje n\u00e3o est\u00e1 sendo ensinado nas faculdades de comunica\u00e7\u00e3o social: a crise clim\u00e1tica e a cren\u00e7a absurda em um modelo de crescimento linear em um planeta finito, disse o presidente Gustavo Petro.<\/p>\n<p>O decrescimento conecta a cr\u00edtica ao paradigma produtivista e a crescente demanda por mat\u00e9rias-primas e energia com a cr\u00edtica ao capitalismo e enfatiza os limites ecol\u00f3gicos do planeta. \u00c9 o ponto de partida para pensar horizontes de mudan\u00e7a e alternativas civilizacionais, a partir de outra racionalidade ambiental, diferente da puramente economicista, que impulsiona o processo de mercantiliza\u00e7\u00e3o da vida em seus diferentes aspectos.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o separa Petro da primeira onda progressista que surgiu do neoextrativismo. Os decrescimentos compartilham um profundo alarmismo sobre a situa\u00e7\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o ambiental do planeta e a necessidade de mudar a forma como as coisas est\u00e3o sendo feitas. Tudo isso est\u00e1 atrelado a muitas pol\u00edticas p\u00fablicas que buscam mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de consumo e no uso de recursos naturais renov\u00e1veis. N\u00e3o \u00e9 uma distra\u00e7\u00e3o ou est\u00fapido, \u00e9 uma ideia muito poderosa.<\/p>\n<p>Para acabar com o latif\u00fandio, com a explora\u00e7\u00e3o, a primeira coisa que devemos democratizar e cidad\u00e3 \u00e9 nossa pr\u00f3pria cabe\u00e7a, reformatar nosso disco r\u00edgido. O primeiro territ\u00f3rio a ser liberado s\u00e3o os 1.400 cent\u00edmetros c\u00fabicos de nossos c\u00e9rebros. Devemos aprender a desaprender, para come\u00e7ar a reconstru\u00e7\u00e3o a partir da\u00ed. N\u00e3o repetir velhas e ultrapassadas an\u00e1lises, velhos slogans.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a Am\u00e9rica Latina esteve no centro da disputa entre as duas grandes pot\u00eancias: Estados Unidos e China, presas em um mundo em que as regras do jogo est\u00e3o mudando irremediavelmente. 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